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EDITORIAL CHURUN M Luis Alv
EDITORIAL CHURUN M Luis Alv
FRANCIA PROPONE IM Julio Ce
PRODUSAL OTRA VEZ Edinson
El ejemplo de Los jorge pa
CHAVEZ Y EL DECRET Julio Ce
INVITACION A EVENT Profesor
Mortandad de pece vitae
La granja moderna, vitae
Plan de Ordenamien Edinson
Sin comentarios... anna pon
EUROPA CRITICA A E Julio Ce
Comisión de Ambien jorge pa
Fotos deforestacio anna pon
Fotos deforestació anna pon
TESORO ECOLOGICO D Julio Ce
grave Provea
Declaracion de Qui
no tan grave interfaz
UNA LECTURA INDIGE INTERFAZ
ALCA Y DDHH hbseco
Re: grave o ignora anna pon
El tendido: materi jorge pa
(2), el tendido de INTERFAZ
(3), el tendido de INTERFAZ
(1), el tendido de INTERFAZ
Milagro Ambiental Alberto
1984 y Davíd Herná Héctor B
EIA-Proconsult Juan San
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Asunto:[LEA-Venezuela] (3), el tendido del lado de Brasil 1998
Fecha:Sabado, 7 de Abril, 2001  23:17:56 (-0400)
Autor:INTERFAZ AMAZONICA <interfaz @.....net>


http://www.socioambiental.org/website/parabolicas/edicoes/edicao39/index.htm
En portugues y abajo en ingles...
Notoicias de 1998


CALHA NORTE AO ESTILO FHC
BR-174 inspira planos governamentais mirabolantes
No último dia 5 de abril, a área indígena Waimiri-Atroari acolheu uma cena um
tanto
insólita, se vista em retrospectiva. Ali, sobre a ponte que atravessa as águas
do rio
Alalaú, fronteira natural entre o Amazonas e Roraima, os temíveis
Waimiri-Atroari
assistiam tranqüilos ao discurso do governador Amazonino Mendes juntos à uma
audiência de
cerca de duas mil pessoas. Amontoavam-se empresários da região, bajuladores em
geral e o
governador de Roraima, Neudo Campos. Tratava-se da reinauguração da BR-174,
agora
pavimentada - a estrada cuja abertura, nos anos 70, legou morticínio, perdas
territoriais
e degradação de parte do ambiente tradicional dos Waimiri-Atroari. "

Trinta anos depois de anunciada, a BR-174 é mais que uma simples rodovia:
tornou-se o eixo
de um dos corredores de desenvolvimento planejados para a Amazônia no âmbito da
segunda
fase do programa Brasil em Ação, a ser implementada entre 2000 e 2003. Os
estudos para a
caracterização de sua área de influência estão em curso, devendo ser
apresentados ao BNDES
até março de 1999. O projeto interessa também à Venezuela, que desde 1994 tem
vários
acordos bilaterais assinados com o governo brasileiro visando a integração
regional.

FANTASMAS DE RONDÔNIA
A história recente ensina que planos de desenvolvimento aplicados na Amazônia
tendem a
promover desmatamentos e queimadas em grande escala e conflitos fundiários entre
colonos,
grandes empreendedores e índios. Não causa estranhamento, portanto, que
ambientalistas,
antropólogos e indígenas fiquem apreensivos diante do que pode vir a ocorrer ao
longo do
"eixo de saída para o Caribe", como a BR é chamada pelo governo federal. As
imagens do
cataclismo de Rondônia, engendrado pela abertura da BR-364, estão ainda muito
frescas.

Olhando para o mapa, entende-se porque temer que os quase 800 quilômetros do
trajeto da
BR-174 conduzam a descaminhos sócio-ambientais semelhantes. Partindo de Manaus,
a estrada
corta a densa floresta amazônica, a reserva Waimiri-Atroari e entra pelo lavrado
de
Roraima. Ladeia várias unidades de conservação e duas outras áreas indígenas
(Araçá e
Ponta da Serra), favorece o acesso à reserva Yanomami e perpassa a área São
Marcos antes
de alcançar a fronteira com a Venezuela, onde se junta à uma rodovia já
pavimentada, que
conduz à costa venezuelana, de frente para o Caribe. Alguns dos beneficiários da
obra são
óbvios, outros presumíveis. Entre os óbvios estão os empresários da Zona Franca
de
Manaus - que, desde que sejam capazes, poderão colocar seus produtos nos
entrepostos de
importação do Panamá. Outro é a mineradora Taboca, que explora cassiterita em
área que os
Waimiri-Atroari ainda consideram sua. Os presumíveis são mais preocupantes:
empresas
monocultoras de soja, mineradoras e madeireiras.

NOVA FRONTEIRA AGRÍCOLA
Em julho do ano passado, o presidente Fernando Henrique anunciou planos de
liberar 6
milhões de hectares para a agricultura depois da conclusão do asfaltamento da
BR-174.
Supõe-se, portanto, que esta "nova fronteira agrícola" deverá ser instalada na
área de
influência da estrada. Num exercício de matemática, isto significaria
transformar 37,5 km
de cada lado dos 800 km da rodovia em plantações. Como isso, em tese, não é
possível - a
menos que FHC pretenda converter índios em plantadores de grãos e unidades de
conservação
em áreas agrícolas -, sobram, então, as savanas e os campos de Roraima e as
áreas
florestais dos dois estados para a execução do projeto.

Não está claro se o plano federal refere-se a assentamentos de sem-terra, a
empreendimentos agrícolas privados ou se conjuga ambos. De qualquer forma, para
o
ecologista Philip Fearnside, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) de
Manaus,
Roraima deverá arcar com a pior parte do plano. "Roraima tem uma tradição
migratória
estimulada pelos governos, que fazem dos assentamentos seus currais eleitorais",
diz
Fearnside, sobre a provável intensificação do fluxo de migrantes para o estado.
O
interesse de empresários da soja já é uma realidade. De acordo com o ecólogo
Reinaldo
Barbosa, do INPA de Boa Vista, um grupo de Goiás vem mantendo entendimentos com
o governo
do estado para plantar grãos em 200 mil hectares na área de transição entre a
mata e o
lavrado. Barbosa prevê impactos como degradação do solo, com carreamento de
sedimentos em
direção aos rios e igarapés da região, e poluição decorrente do uso intensivo de
agrotóxicos.

Independente do projeto contemplar empreendimentos de grande porte ou
assentamentos
agrícolas, a pressão sobre os recursos naturais em Roraima ocorrerá. No caso da
monocultura de grãos, há o risco de que a expansão do cultivo avance sobre a
mata. No caso
dos assentamentos, teme-se que as queimadas decorrentes do manejo agrícola
tradicional
reproduzam anualmente o desastre recém-encerrado no estado. Há evidências cada
dia mais
claras do aumento da suscetibilidade da floresta amazônica ao fogo, decorrente
da perda de
sua umidade natural. Barbosa, em seu relatório sobre o incêndio no estado, foi
categórico:
"o crescimento desordenado de assentamentos humanos dirigidos ou espontâneos em
toda a
orla florestal foi o que provocou a quase totalidade dos incêndios nas florestas
intactas".

Quanto às mineradoras, aguardam com ansiedade o desfecho da tramitação do
projeto de lei
1.610, de autoria do senador roraimense Romero Jucá (PFL), que regulamenta a
mineração em
terras indígenas. Um levantamento do ISA, feito a partir de dados fornecidos
pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), indica que 60,46% do subsolo
da terra
indígena Yanomami têm títulos e requerimentos de pesquisa mineral protocolados
junto ao
órgão. O mesmo ocorre em 49,07% da reserva Waimiri-Atroari. A exploração
madeireira é
praticamente irrisória em Roraima, sendo mais intensa no Amazonas, onde atuam
empresas
asiáticas, como lembra o biólogo Carlos Miller. Repetindo palavras do governador
Amazonino
Mendes, Miller acha que a estrada é necessária, pois "o estado precisa sair do
isolamento". "Mas estou preocupado, pois sua abertura coincide com a instalação
das
madeireiras asiáticas no estado", completa.
O futuro dos ecossistemas e das áreas protegidas situadas na área de influência
da BR-174
dependerá do caráter mais os menos predatório do agente explorador e da
capacidade dessas
áreas serem defendidas das pressões externas. No fundo, o risco de que se
repitam em
Roraima os erros cometidos em Rondônia é o mesmo, como acredita o antropólogo
Bruce
Albert, que há 23 anos trabalha com os Yanomami. Para Bruce, nada mudou dentro
do Estado
brasileiro, que deve ser necessariamente o agente regulador do processo de
incorporação
econômica da região. "O Estado não consegue ser regulador porque tem uma
infra-estrutura
institucional que não funciona". Ele refere-se ao Ibama, Funai e Incra, órgãos
que padecem
com a falta de competência técnica, de recursos financeiros e humanos e com o
clientelismo
que vigora nas nomeações funcionais.

Marco Antonio Gonçalves
UM PÉ DO MERCOSUL NA AMAZÔNIA
Os planos governamentais para a área de influência da BR-174 começaram a ser
desenhados já
no primeiro ano do mandato do presidente Fernando Henrique e envolveram uma
sigilosa troca
de figurinhas com o governo da Venezuela. Os entendimentos com os hermanos
culminaram com
a assinatura de 11 acordos bilaterais, em julho de 1995, a chamada Declaração de
Caracas.
Para os venezuelanos, trata-se de uma alternativa dentro do quadro de integração
de
mercados regionalizados - leia-se Mercosul.

Além da pavimentação da BR-174, financiada em sua maior parte por um empréstimo
de US$ 86
milhões obtido pelo Brasil junto à Corporação Andina de Fomento, há ainda a
interconexão
energética entre a Usina de Guri e a subestação de Boa Vista, que demandará a
construção
de uma de linha de transmissão em território brasileiro de 230 kV. Mas os
negócios
vindouros devem se espraiar por outros setores - telecomunicações, mineração,
comércio e
agricultura.

Dias antes da cerimônia às margens do Alalaú, o Banco Nacional de
Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) anunciou a contratação do Consórcio Brasiliana -
composto pelas
empresas de consultoria Booz Allen & Hamilton, Bechtel International e pelo ABN AMRO
Bank - para identificar oportunidades de investimentos públicos e privados para
os doze
novos eixos da segunda fase do Brasil em Ação, a ser implementada no período
2000-2003. Um
de seus escopos é, exatamente, a BR-174, caracterizada como o eixo de saída para
o Caribe.
(MAG)




INVASORES ABANDONAM RAPOSA-SERRA DO SOL
Nem só de secas e incêndios catastróficos vivem os índios de Roraima. Uma boa
notícia:
fazendeiros e garimpeiros que ocupavam a Terra Indígena Raposa-Serra do Sol
estão
progressivamente abandonando a região. O prolongado impasse em torno do
reconhecimento
oficial dos limites desta terra indígena converteu-se num agravante à debilitada
situação
de inviabilidade econômica que assola a pecuária e o garimpo em Roraima.

A crise na pecuária local vem se aprofundando há vários anos, desde que a
implantação dos
garimpos esvaziou a economia tradicional do estado. No caso específico dos
fazendeiros
ocupantes de terras indígenas, a indefinição da situação jurídica das terras e
os
intermitentes conflitos com os índios foram tornando deficitárias as suas
atividades, ao
ponto de estarem dispostos a vender o gado aos índios e desocuparem as suas
fazendas,
aceitando pleitearem fora da área eventual indenização da Funai pelas
benfeitorias
deixadas.

Ao mesmo tempo, é crítico o processo de depopulação nas vilas de garimpo que
foram
implantadas dentro do território indígena. Os garimpos já vinham caindo de
produção em
vista da exaustão das jazidas minerais garimpáveis. Em janeiro, operação de
desintrusão
(retirada de invasores) realizada em conjunto pela Funai, Ibama e Polícia
Federal, em
decorrência de decisão judicial originada de ação proposta pelo Ministério
Público,
representou um duro golpe nos garimpos combalidos. Com a retirada de muitos
fazendeiros,
escassearam as fontes de abastecimento locais antes existentes, encarecendo a
manutenção
dos garimpos. Diante da situação, a quase totalidade dos garimpeiros abandonou a
área.

VILAS SE ESVAZIAM
As vilas tornaram-se quase fantasmagóricas e apenas funcionários públicos,
mantidos na
marra pelo governo estadual ainda vivem na Vila de Uiramutã. A pequena Vila de
Surumu
ainda se mantém. Em Água Fria, Socó e Mutum, que já foram garimpos ativos e
populosos, só
ficaram índios. Nas serras ao norte da terra indígena, com a saída dos
fazendeiros, as
sedes de fazendas foram ocupadas por índios e extensas áreas, antes inacessíveis
aos
índios, estão agora ocupadas exclusivamente por seus rebanhos bovinos.

O processo de ocupação de Roraima se concentra rapidamente no eixo da BR-174 que
deve ter
proximamente a sua pavimentação concluída (falta asfaltar cerca de 50 Km em
Roraima),
interligando Manaus e Caracas. Por esse mesmo eixo, chegará a energia procedente
da
hidrelétrica de Guri, na Venezuela. Com isso, colonos brancos que estiverem fora
deste
eixo poderão estar fora do futuro de Roraima. Há até casos de ocupantes ilegais
de
Raposa-Serra do Sol que estão preferindo converter-se em ocupantes ilegais de
outra terra
indígena, a São Marcos, cortada pela BR-174, pois alimentam a expectativa de ser
mais
rapidamente indenizados com recursos da Eletronorte, responsável pela construção
do linhão
de Guri.

Ainda restam ocupantes não índios: os mencionados funcionários, alguns
renitentes
fazendeiros do lavrado, alguns viúvos do garimpo. Há, ainda, uma nova invasão de
brancos
ao sul da área, às margens do Rio Tacutu, que nada têm a ver com os fazendeiros
tradicionais da região, e que deliberadamente desenvolvem plantios irrigados de
arroz
dentro da terra indígena, financiados pelo governo estadual. No entanto, ao
todo, as
lideranças indígenas estimam que há menos de 200 famílias de brancos atualmente
na área,
contra milhares que já a invadiram no passado.

A Terra Indígena Raposa-Serra do Sol se situa no nordeste do estado de Roraima e
é ocupada
desde tempos imemoriais pelos Macuxi, Wapixana, Ingarikó e Taurepang, que somam
atualmente
12 mil índios. Teve seus limites identificados pela Funai em 1992, com a
extensão de 1,6
milhões de hectares. No entanto, após a edição do decreto 1775, que alterou o
procedimento
administrativo para a demarcação de terras indígenas, essa identificação foi
contestada e,
apesar das contestações terem sido formalmente rejeitadas, o então ministro da
Justiça,
Nelson Jobim, assinou despacho propondo a redução da extensão identificada em
função de
pressões de políticos locais. À época, alegou que vilas de não índios, que
considerava
consolidadas, teriam que ser excluídas da área a ser demarcada, além de outras
partes ao
sul da terra indígena sobre as quais incidiam títulos dominiais indevidamente
validados.

Com esse recente processo de desocupação voluntária, tornou-se flagrante a
inviabilidade
prática da cirurgia inconstitucional proposta por Jobim. Somente os índios se
dispõem a
permanecer em suas terras tradicionais independentemente das conjunturas e das
oportunidades econômicas locais. Cabe, agora, ao governo FHC, reconhecer o erro
cometido
por Jobim e proceder ao reconhecimento formal da extensão integral do território
tradicional indígena. É a condição básica para colocar um ponto final nesse
conflito que
se prolonga por décadas, infelicitando a vida de milhares de índios, para fazer
o jogo de
um modelo colonial anacrônico que já comprovou, com a recente catástrofe
ambiental, ser o
caminho mais rápido para a destruição de Roraima.




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Northern TROUGH, FHC STYLE
BR-174 inspires outlandish government plans
On April 5 last, the indigenous land Waimiri-Atroari was host to a bizarre
scene, as seen
in retrospective. There, over the bridge which crosses the waters of the Alalú
river, the
natural frontier between the Amazon and Roraima, the fearsome Waimiri-Atroari
quietly
heard the speech delivered by governor Amazonino Mendes to an audience of 2,000
among whom
was the governor of Roraima, Neudo Campos. The object of the peroration was the
re-inauguration of BR-174, now paved - a highway against which those Indians
struggled for
years on end, and which entailed one of the bloodiest massacres documented by
the media in
the Amazon's recent history.

Thirty years after its announcement, BR-174 is more than just a simple highway:
it has
become the axis of one of the development corridors planned for the second stage
of the
Brazil in Action program, to be implemented between 2000 and 2003. The studies
for the
characterization of the highways area of influence are under way, and will be
submitted to
the BNDES not later than March 1999. The project is also of interest to
Venezuela, which
since 1994 has had a number of bilateral agreements signed with the Brazilian
government
aiming at regional integration.

GHOSTS FROM RONDÔNIA
Recent history teaches us that development plans applied in the Amazon tend to
promote
deforestation and burns in a large scale and land conflicts among settlers,
large
corporations and Indians. It is not strange that environmentalists,
anthropologists and
Indians are worried with what can happen along the "way out to the Caribbean,"
as the road
is called by the federal government. The images of the Rondônia cataclysm,
entailed by the
opening of BR-364, are still too fresh.

Looking at the map, one can understand why the fear that the nearly 800 km of
BR-174 may
ensue similar mishaps. Starting in Manaus, the road crosses the dense Amazonean
forest,
the Waimiri-Atroari area and enters the Roraima agricultural lands. It passes by
several
conservation units and two other indigenous lands (Araçá and Ponta da Serra),
favoring
access to the Yanomami reservation and passes through the São Marcos area before
reaching
the Venezuelan border, where it joins a paved road, leading toward the Caribbean
coast.
Some beneficiaries of the work are obvious, others are presumable. Among the
obvious ones
are the businessmen in the Manaus Free Zone - who will be able to sell their
products in
the Panama importation warehouses. Another is the Taboca mining concern, which
digs for
cassiterite in an area that the Waimiri-Atroari consider as theirs. The
presumable
beneficiaries are worrisome: soybean planting companies, other mining
corporations (or
even Taboca) and logging companies.

AGRICULTURAL FRONTIER
As of July 1997, president Fernando Henrique announced his plans of liberating 6
million
hectares for agriculture after completion of the paving of BR-174, creating a
"new
agricultural frontier" within the highway's area of influence. That means
turning a 37.5
km strip on either side of the highway into plantations. Since this,
theoretically, is not
possible - as long as FHC intends to turn Indians into grain planters and
conservation
units into agricultural areas - what remains are the savannas, fields and
forests in
Roraima and Amazonas.

It remains unclear whether the federal plan refers to settlements of the
landless, to
private agricultural ventures or whether it convenes both. At any rate, for
ecologist
Philip Fearnside, from the Manaus Inpa, Roraima will have to bear the brunt of
the worst
part of the plan. "Roraima has a migratory tradition which is encouraged by
governments,
which turn settlements into electoral beehives," says Fearnside, about the
probable
intensification of the migrant flows to the state.

The interest of soybean businessmen is a reality already. According to ecologist
Reinaldo
Barbosa, from the Boa Vista INPA, a group from Goiás has been negotiating with
the state
government to plant grains in a 200,000 hectare area in the transition area
between the
fields and dense forest. Barbosa forecasts the degradation of the soil, with the
carryover
of sediments towards rivers and igarapés, and the pollution of ecosystems due to
the
extensive use of pesticides. According to the researcher, an additional risk
that the
growth of planted fields may advance towards the dense forest.

On the other hand, if the governmental plan for the region favors agricultural
settlements, it is feared that the burnings from agricultural management may
replicate
annually the recent Roraima disaster. There is clear evidence of the increased
vulnerability of the Amazon forest to fire resulting from loss of its natural
humidity.
Barbosa, in his report about the fire in the state, was adamant: "the disorderly
growth of
human settlement, both directed and spontaneous, along the entire forest edge
caused
almost all the fires in intact forests." As far as the mining corporations are
concerned,
they eagerly await the completion of the processing of law 1610, submitted by
Roraima
senator Romero Jucá (PFL) which regulates mining in indigenous lands. A survey
made by ISA
from data provided by the National Mineral Production Department indicates that
60.46% of
the Yanomami reservation subsoil are already claimed for prospective survey. The
same
thing happens to 49.07% of the Waimiri-Atroari reservation. Now logging,
considered
negligible in Roraima, can grow in Amazonas. As Carlos Miller, formerly director
of the
Fundação Vitória Amazônica, "opening the road coincides with the installation of
Asian
loggers in the state."

Amazonino Mendes said and Carlos Miller repeated that BR-174 is necessary
because it
represents the end of isolation for both states. Only 50 km remain to be paved
on the
Roraima side for the completion of the road. The future of ecosystems and
protected
areas - including indigenous lands - in the region will depend on the nature of
the
exploration to be installed there as well as the capacity of these areas to be
defended
from external pressures, starting with their buffer zones.

Anthropologist Bruce Albert, who's been working with the Yanomami for 23 years,
the risk
of repeating the Rondônia errors remains. In Albert's understanding, the
Brazilian state,
who will be the regulator of the region's economic incorporation process, hasn't
changed
since Rondônia. "The state cannot be the regulator because its institutional
infrastructure does not work," says he, referring to the Ibama, Incra and Funai,
agencies
plagued by lack of technical skills, financial and human resources and cronyism
pervading
functional appointments.

Marco Antonio Gonçalves
MERCOSUR SPEARHEADS INTO THE AMAZON
Plans for the BR-174 area of influence began being drafter in the first year of
president
FHC and involved a confidential exchange of information with the government of
Venezuela.
The understandings culminated with the signature of 11 bilateral agreements in
July 1995,
the so-called Caracas Declaration. For the Venezuelans, it is an alternative
within the
scenario of integration of regional markets, and a possible approximation with
the
Mercosur.

Besides the paving of BR-174, funded in its main part from an $86 million loan
obtained by
Brazil from the Corporación Andina de Fomento, there is the power
interconnection between
the Guri Plant, in Venezuela, and the Boa Vista substation. According to the
Gazeta
Mercantil newspaper, from São Paulo, forthcoming business should spread over
other
industries - telecommunications, mining, trade and agriculture.

Days prior to the ceremony at the banks of the Alalaú, BNDES announced the
contracting of
the Consórcio Brasiliana - made up of the consulting concerns Booz, Allen & Hamilton and
Bechtel International, besides the ABN AMRO bank - to decipher the contexts and
identify
investments opportunities vis-à-vis the 12 new axes of the second phase of the
Brazil in
Action program. One of them is BR-174, characterized as the "Northern way to the
Caribbean." (MAG)




INVADERS LEAVE RAPOSA-SERRA DO SOL
Roraima Indians don't have to live with droughts and fires only. He good news is
that the
farmers and prospectors who occupied the Raposa-Serra do Sol indigenous land are
gradually
leaving the region. The long impasse concerning the official recognition of the
limits of
the indigenous land became a hurdle against the debilitated situation of
economic
unfeasibility which plagues cattle-raising and prospecting in Roraima.

The crises in the local cattle activities have been deepening for several years,
since the
implementation of prospection slumped the traditional activity of the state. In
the
specific case of ranchers who occupied indigenous lands, the indefinition of the
legal
situation of the lands and the intermittent conflicts with the Indians turned
their
activities unprofitable, to the extent that they are willing to sell their
cattle to the
Indians and to accept an eventual improvement indemnity from Funai after leaving
the
lands.

At the same time, the depopulation process increases in prospection villages
which were
implemented in the indigenous territory. Prospection yield was dropping due to
the
depletion of exploitable ore bodies. As of January, an invader ousting operation
made by
Funai, Ibama and the Federal Police, because of a court order filed by the
public office
of the prosecution meant a solid blow upon already weakened prospection sites.
Following
the ousting of many ranchers, local sources of supply became meager, and
maintenance of
the sites became expensive. Because of this, most prospectors left the area.

EMPTY VILLAGES
Villages became ghost towns and only civil servants, maintained under duress by
the state
government still live at Uiramutã village. The small village of Surumu still
holds. In
Água Fria, Socó and Mutum, which once were active, dense prospection sites, only
the
Indians remain. In the ranges North of the indigenous lands, with the exeunt of
the
farmers, the head houses of the farms were occupied by the Indians and extensive
areas,
previously inaccessible to the Indians, are now exclusively taken by their
bovine herds.

The Roraima occupation process is quickly concentrating along the axis of
BR-174, whose
paving is about to be completed, linking Manaus to Caracas. Over the same road
power will
come from the Guri hydroelectric power plant, in Venezuela. Because of this,
white
settlers who are out of this axis may be jettisoned out of the Roraima future.
There are
even cases of illegal occupants of Raposa-Serra do Sol who prefer to convert
into illegal
occupants of other indigenous land, São Marcos, crossed by BR-174, because they
carry the
expectation that they will be indemnified with funds from Eletronorte,
responsible for the
construction of Guri's heavy transmission line.

There are still non-Indian occupants: the aforementioned civil servants, some
diehard
farmers, some dyed-in-the-wool wildcatters. There is also another invasion of
whites South
of the area, at the banks of the Tacutu river, who have nothing to do with the
traditional
farmers of the region and who deliberately develop irrigated crops of rice
inside the
indigenous land, funded by the state government. However, Indian leaders
estimate that
there are less than 200 white families in the area, compared to thousands in the
past.

The Raposa-Serra do Sol Indigenous land is located Northeast of the state of
Roraima and
has been occupied since time immemorial by the Macuxi, Wapixana, Ingarikó and
Taurepang,
who presently total 12,000 individuals. Its limits were identified by Funai in
1992, and
their land totals 1.6 million hectares. However, after the edition of decree
1775, which
changed the administrative procedure for the demarcation of indigenous lands,
this
identification was challenged and, despite the fact that the challenges were
formally
rejected, Nelson Jobim, then justice Minister, signed a ruling proposing the
reduction of
the identified area, buckling under the pressure of local politicians. At that
time, he
alleged that non-indian villages, which he considered as consolidated, would
have to be
excluded from the area to be demarcated, besides other parts South of the
indigenous land
upon which there were deeds and titles unduly validated.

With this recent process of voluntary ousting, the practical unfeasibility of
the
unconstitutional surgery proposed by Jobim became obvious. Only the Indians are
willing to
remain in their traditional lands, independently from conjunctures and local
economic
opportunities. It is now the task of the FHC government to recognize the mistake
made by
Jobim and to process to the formal recognition of the full extension of the
traditional
indigenous territory. This is the basic condition to place a full stop in this
conflict
which has been dragging on for decades, bringing grief to the lives of thousands
of
Indians for the sake of an anachronistic colonial model which has proven to be
the
quickest way towards the destruction of Roraima






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