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Asunto:NoticiasdelCeHu =?UTF-8?Q?79/19_-_GEOPOLITICA_ASI=C3=81TICA:?= =?UTF-8?Q?_A_QUEST=C3=83O_DA_COR=C3=89IA_DO_NORTE?=
Fecha:Sabado, 28 de Diciembre, 2019  02:05:31 (+0000)
Autor:Alexander von Humboldt <cehumboldt @.........ar>

NCeHu 79/19

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GEOPOLITICA ASIÁTICA: A QUESTÃO DA CORÉIA DO NORTE

 

Dante Severo Giudice

 Nizete Maria Bomfim

 Michele Paiva Pereira

Universidade Católica do Salvador (UCSAL)/ Salvador, Brasil. Universidade Federal da Bahia (UFBA). Salvador, Brasil

 

 

Resumo

 

A geopolítica asiática se caracteriza pelos conflitos, resultantes de problemas latentes existentes há séculos, devido às invasões e dominações de diversos povos, sobretudo chineses e japoneses.  A Coréia do Norte está situada na porção norte da península da Coréia que se projeta sobre o mar do Japão, limitando-se ao norte com a China e a Rússia; ao sul, com a Coréia do Sul; a oeste, com a Baía da Coréia; e a leste, com o Mar do Japão. Nasceu após a Segunda Guerra Mundial, quando a Guerra Fria dividiu a península, ficando a parte norte sob a influência da então URSS, e a parte sul, sob a influência dos EUA. Por ter um regime político extremamente fechado, atravessou várias crises internas, agravadas por problemas climáticos. Desde 2000 articula-se uma aproximação ao mundo capitalista, mas só agora, em 2018 começa a se concretizar. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar o contexto geopolítico da região, utilizando para a pesquisa consulta bibliográfica e documental. Evidencia-se que provavelmente o pano de fundo da questão é econômico, pois nos parece impossível em um mundo tão interligado, algum sistema se sustente optando pelo isolamento, vide a China, e mais recentemente Cuba.

Palavras-chave: Geopolítica. Geografia Política. Ásia. Coreia do Norte.

 

 

Resumen

 

La geopolítica asiática se caracteriza por los conflictos, resultantes de problemas latentes existentes hace siglos, debido a invasiones y dominaciones de diversos pueblos, sobre todo chinos y japoneses. Corea del Norte está situada en la porción norte de la península de Corea que se proyecta sobre el mar de Japón, limitándose al norte con China y Rusia; al sur, con Corea del Sur; al oeste con la Bahía de Corea; y al este, con el Mar de Japón. Nació después de la Segunda Guerra Mundial, cuando la Guerra Fría dividió la península, quedando la parte norte bajo la influencia de la entonces URSS, y la parte sur, bajo la influencia de EEUU. Por tener un régimen extremadamente cerrado políticamente, atravesó varias crisis internas, agravadas por problemas climáticos. Desde 2000 se trabaja por una aproximación al mundo capitalista, pero sólo ahora, en 2018 comienza a concretarse. Así el objetivo de este trabajo es analizar el contexto geopolítico de la región, utilizando para la investigación consulta bibliográfica y documental. Se evidencia que probablemente el telón de fondo de la cuestión es económico, pues nos parece imposible en un mundo tan interconectado, algún sistema se sustenta optando por el aislamiento, ver la China, y más recientemente Cuba.

Palabras-clave: Geopolítica. Geografía Política. Asia. Corea del Norte.

 

 

Abstract

 

Asian geopolitics is characterized by conflicts, resulting from latent problems that have existed for centuries, due to the invasions and dominations of various peoples, especially Chinese and Japanese. North Korea is located in the northern portion of the Korean peninsula projecting over the sea of ​​Japan, bordering on the north with China and Russia; to the south, with South Korea; to the west, with the Bay of Korea; and to the east with the Sea of ​​Japan. It was born after World War II, when the Cold War divided the peninsula, being the north part under influence of the then USSR, and the southern part, under the influence of the USA. By having an extremely closed regime politically, it crossed several internal crises, aggravated by climatic problems. Since 2000 we have been working towards an approach to the capitalist world, but only now, in 2018 begins to materialize. Thus the objective of this work is to analyze the geopolitical context of the region, using bibliographical and documentary research. It is evident that the background of the question is probably economic, because it seems impossible to us in a world so interconnected, some system is sustained by opting for isolation, see China, and more recently Cuba.

Keywords: Geopolitics. Political Geography. Asia. North Korea.

 

 

Introdução

 

Este trabalho tem como objetivo entender os aspectos geopolíticos e sua dinâmica na península da Coréia. A divisão das Coréias aconteceu no final da Segunda Guerra Mundial, com o estabelecimento da Guerra Fria, quando a península foi ocupada pelos soviéticos e estadunidenses, conforme interesse geopolítico das novas potências mundiais. Surgiam assim duas nações autônomas com ideologias geopolíticas contrárias: A República Popular Democrática da Coréia (Coréia do Norte), com sistema comunista e a República da Coréia (Coréia do Sul), com regime capitalista (Figura 1). A Coréia do Norte se tornou o último baluarte do comunismo no mundo, com um dos regimes políticos mais fechados do globo, num século onde também Cuba ainda mantém esse regime, mas em modelo mais “aberto”, como acontece na China que vem demonstrando mais receptividade ao mundo capitalista.

 

Figura 1 – As Coréias

Fonte: SCALZARETTO, R; MAGNOLI, D Atlas: geopolítica. São Paulo: Scipione, 1996.

 

 

Ao contrário de outros países, como a Alemanha, o fim da Guerra Fria não trouxe o fim deste “Apartheid” geopolítico, e o regime de Pyongyang se mantém no poder até os dias atuais, mesmo com todos os problemas socioeconômicos existentes.

 

As negociações pela reunificação da Coréia do Norte e da Coréia do Sul se desenrolam desde o ano 2000, quando simbolicamente as duas participaram juntas da festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney. Nestes dezoito anos, segundo Volodzko (2017) foram muitas idas e vindas neste processo, mas somente em 2018, parecem ter chegado próximo a uma efetiva negociação entre elas, coroada com o encontro histórico entre Kim Jong-un e Donald Trump.

 

Para desenvolver o trabalho, adotou-se o percurso metodológico de pesquisa bibliográfica em artigos, onde o resumo apresentasse a temática, posteriormente foi realizada a consulta documental em livros e sites. Todo o conteúdo extraído deste acervo foi debatido em oficinas de discussão com os integrantes do Grupo de Estudo e Pesquisa em Geografia Política e Geopolítica (GEPOGEO) da Universidade Católica do Salvador (UCSAL).   

As oficinas de discussão foram realizadas entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018 com o propósito de elencar e debater as possíveis motivações desses conflitos. Posteriormente, estes dados foram tabulados e utilizados na elaboração do artigo com postulação de interpretações que poderão permitir outras pesquisas. A partir de tal pesquisa, reflete-se que o principal motivo desses conflitos seja a questão econômica, uma vez que a Coréia do Norte vem apresentando significativo crescimento econômico.

 

Breve Histórico

 

A região da península é povoada desde 8.000 a.C. segundo Brandão (2013) e sua história tem início com a dinastia Tangun, cujo primeiro rei governou a partir de 2.333 a.C., tinha como capital a atual Pyongyang e durou 12 séculos. Estas dinastias se estenderam até o final do século XIX, quando se tornou Império. O processo de expansão do Japão levou a anexação do território coreano, como um protetorado. Com a queda do Império Japonês ao final da segunda Guerra Mundial, em 1945 a Coréia foi dividida provisoriamente pela bipolaridade vigente, no processo de loteamento das possessões dos países do eixo, entre as potências vencedoras.

 

Segundo Demick (2013)

 

“A ideia era votar a reunificação do país, mas a tensão bipolar não permitiu e, em 1948, a Coreia foi dividida oficialmente em dois estados rivais, com a fronteira fixada no paralelo 38°. A tensão geopolítica crescente gerou a guerra entre as Coréias que estourou em junho de 1950, quando as tropas norte-coreanas invadiram as terras além do paralelo 38°, tomaram a capital Seul em ataque de surpresa, afim de reunificar o país pela força”

 

Ressalte-se que 1949, ano anterior à eclosão da guerra, os comunistas, sob o comando de Mao Tsé Tung, tomaram o poder na China, com a proposta de expandir o comunismo na região, e a península coreana era um dos territórios de interesse para expansão desta influência.

 

A separação se mantém até os dias atuais, independentemente do fim da Guerra Fria, causando muita tensão na região.

 

A Guerra das Coréias e a Secessão

 

O Conflito das Coréias aconteceu após a Segunda Guerra, e início da Guerra Fria.

 

Segundo Hannings (2007),

 

"Embora a Coréia não tenha sido objeto de disputa durante a II Guerra Mundial, ela passou a ter grande importância nos anos seguintes para o comunismo, que agora tinha o objetivo de manter a Ásia sob seu comando e Stalin não media forças quando se dedicava a assuntos relacionados ao continente. Enquanto isso, os Aliados, principalmente os Estados Unidos, focavam-se no situação pós-guerra que a Europa enfrentava".

 

A península submetida à ocupação japonesa por trinta e cinco anos, ao fim da guerra, passou a ser ocupada militarmente por duas nações estrangeiras com objetivos diferentes e conflituosos entre si, e com a proposta de dividi-las em zonas norte e sul na altura do paralelo 38°.

 

Após vários anos de negociações após o fim da guerra, a ONU criou a resolução que previa eleições livres e a retirada das tropas das grandes potências do território coreano. Essa resolução foi ignorada na porção norte, deixando claro que a ideia de unificação era algo difícil de ser alcançado, pois não havia qualquer base material que a sustentasse.

 

A guerra teve inicio com o ataque da Coréia do Norte à Coréia do Sul, com o apoio dos aliados, URSS (Stalin) e China (Mao Tsé-Tung). Esse fato levou a várias resoluções da ONU condenando os ataques, e reconhecendo os EUA como representante da organização, autorizando este país e seus aliados, a uma intervenção militar para por fim ao conflito. A participação dos países comunistas vizinhos, sobretudo a China, mudou o cenário da guerra, sugerindo o perigo de deflagração um novo conflito mundial.

 

A situação de ofensiva e contraofensiva, levava a crer que o fim do conflito se prolongaria, causaria perdas humanas e alto custo financeiro. Assim, começou a articulação de um armistício que foi assinado através de cessar-fogo, em 27.07.1953, sem vitória para nenhuma das partes. Por isso se considera que essa guerra nunca terminou.

 

 

A Coréia do Norte, Hoje

 

Desde o fim do século XX, a Coréia do Norte, após vários problemas socioeconômicos, como a grande crise de alimentos nos anos 1990, vem buscando veladamente uma aproximação com o mundo capitalista, ainda que de forma transversa, com provocações através do seu programa nuclear (iniciado em 2006), para chamar a atenção do mundo. Mesmo assim em 2007, reatou negociações ministeriais com a Coréia do Sul, com a realização de reuniões entre os dois países visando a reunificação, após compromisso do norte em desmantelar suas instalações nucleares. Entretanto analisando o contexto geopolítico regional, nos parece que a China fomenta a manutenção do regime de Pyongyang, pois considera a Coréia do Norte, como uma barreira contra as fortes democracias da Ásia, assim como forma de desviar a atenção do mundo, dos seus reais objetivos geopolíticos. No entanto a Coréia do Norte não se comporta como um aliado confortável, ainda que dependente econômico e tende a contrariar a China, para lembrar que é uma nação soberana.

 

Essa injeção de recursos da China passou a ser a arma secreta da Coréia do Norte, que é uma economia em crescimento. Esse fato faz com que o país consiga sobreviver à série de sanções que a ONU vem impondo ao seu programa nuclear, alcançando o maior crescimento do PIB per capta das duas últimas décadas, chegando a se equiparar ao de Ruanda, tido como o atual exemplo econômico africano.

 

Enfim, a Coréia do Norte hoje não é mais um país extremamente pobre, e essa atual situação, coloca-o numa posição que pode reivindicar um melhor poder de barganha nas negociações com o restante do mundo.

 

 

Considerações Finais

 

Apesar de se constituir no último baluarte do comunismo, a Coréia do Norte tem como objetivo, através do seu comportamento, no contexto geopolítico mundial, chamar a atenção para os seus problemas e chantagear o mundo, sobretudo as “grandes potências”, para obter ajuda, visando a sua subsistência como país, ainda que como “para-choque” da China. Por outro lado não se pode ignorar que mesmo pequeno, o crescimento econômico gera grande interesse do poder econômico internacional, que vislumbra a potencialidade de novos consumidores para seus produtos, assim como de novos investimentos, seja na venda de tecnologia, ou na implantação de indústrias que produzirão para exportação, com baixos salários, como aconteceu com os Tigres Asiáticos e depois com os Novos Tigres. Ainda que esses países tenham atingindo um patamar de desenvolvimento razoável, continuaram na condição de “para-choques” e com a Coréía do Norte não será diferente.

 

 

Bibliografia

 

DELISLE, Guy. Pyongyang: uma viagem à Coréia do Norte.  Campinas – SP: Ed. Zarabatana, 2007

 

DEMICK, Barbara. Nada a invejar: Vidas Comuns na Coreia do Norte. Tradução: José Geraldo Couto. 1ª Edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

 

HANNINGS, Bud. The Korean War: An exhaustive chronology. Jefferson: Mcfarland & Company, 2007.

 

HARDEN, Blaine. Fuga do Campo 14. Rio de Janeiro: Ed. Intrínseca, 2012.

 

PEIXOTO, José Luis. Dentro de um segredo: uma viagem pela Coreia do Norte. Lisboa: Quetzal Editores, 2012.

 

 

 

Sites

 

Entenda a crise da Coreia do Norte em três minutos - BBC News Brasil. Disponível em:

www.bbc.com/portuguese/internacional-40873428. Acesso em 18.jun.2018

Tudo sobre: Coreia do Norte – Observador. Disponível em:

https://observador.pt/seccao/mundo/coreia-do-norte/. Acesso em 18.jun. 2018

Guerra da Coreia - causas, resumo, o que foi - Sua Pesquisa. Disponível em:

www.suapesquisa.com/historia/guerra_da_coreia.htm. 18.jun.2018

Guerra da Coreia – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Coreia. Acesso em 19.jun.2018

Guerra da Coreia: divisão das Coreias - Toda Matéria. Disponível em:

https://www.todamateria.com.br › Geografia › Geopolítica. Acesso em 19.jun.2018

Guerra da Coréia - InfoEscola. Disponível em:

https://www.infoescola.com/historia/guerra-da-coreia/. Acesso em 20.jun.2018

Guerra da Coreia - História do mundo. Disponível em:

https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-da-coreia.htm. Acesso em 20.jun.2018

Notícias sobre Coreia do Norte | EXAME. Disponível em:

https://exame.abril.com.br/noticias-sobre/coreia-do-norte/. Acesso em 20.jun.2018

Coreia do Norte - Últimas Notícias - R7 Especial. Disponível em:

https://noticias.r7.com/internacional/coreia-do-norte. Acesso em 20.jun.2018

Notícias sobre Coreia do Norte | EL PAÍS Brasil




. Disponível em:

https://brasil.elpais.com › Mais notícias. Acesso em 21.jun.2018





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