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Asunto:NoticiasdelCeHu 378/17 - A INDUSTRIALIZAÇÃO DE BENEFICIAMENTO DE ARROZ NA CIDADE DE PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL
Fecha:Lunes, 25 de Diciembre, 2017  09:17:36 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 378/17
 
 

 

 

XIX Encuentro Internacional Humboldt

“América Latina: balance de una “década

 

Rio Grande/ Pelotas – RS - Brasil

 

11 al 15 de setiembre de 2017

 

 

 

A INDUSTRIALIZAÇÃO DE BENEFICIAMENTO DE ARROZ NA CIDADE DE PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

 

 

Josuan Avila da Conceição

Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) – Pelotas-RS, Brasil

 

 

 

Introdução

 

            O presente texto é fruto de pesquisas desenvolvidas durante o curso de Mestrado em Geografia, realizado por este autor, pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no qual se discorreu sobre a especialização industrial em Pelotas, a partir da indústria de beneficiamento de arroz. A dissertação, intitulada “A indústria alimentícia na cidade de Pelotas-RS e sua participação na Divisão Territorial do Trabalho no Rio Grande do Sul: o caso do beneficiamento de arroz”, trouxe uma análise a respeito da especialização produtiva da indústria pelotense, defendendo a ideia central de que esta cidade gaúcha sofreu uma reestruturação produtiva nas últimas décadas, culminando para que torne-se um dos maiores polos do país, a despeito do processo de “desindustrialização” sofrida nos últimos anos, em decorrência do encerramento de outras atividades industriais.

            Apresentaremos os principais resultados obtidos na realização da pesquisa, sendo este texto um dos capítulos apresentado no texto apresentado a este Programa de Pós-graduação em Geografia. Trazemos um resumo dos argumentos colocados, dispondo os dados referentes ao número total de estabelecimentos, de empregos gerados e de produção por saca de 50 quilos (kg) para corroborar com a afirmação defendida neste estudo. 

 

 

Resultados e Discussões

 

            Desenvolvida desde o início do século XX, o beneficiamento de arroz demonstra-se um setor industrial que apresenta uma grande potencialidade territorial na cidade de Pelotas que não somente “sobreviverá” à reestruturação produtiva enfrentada em Pelotas a partir da década de 1980, onde percebemos o fechamento de empresas no território pelotense, como assumirá um papel bastante relevante na economia local e regional, destacando-se como o principal polo do setor em escalas geográficas regional e nacional.

Um dos dados que demonstram a importância territorial de sua indústria arrozeira é em relação ao número de estabelecimentos que Pelotas apresenta, dedicados a este setor. De acordo com os dados coletados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2013, a cidade apresenta o maior número de unidades produtivas em todo o território nacional. De um total de 947 estabelecimentos, 44 encontram-se em Pelotas. O município destaca-se como o principal beneficiário do cereal do estado do Rio Grande do Sul que, por sua vez, ocupa as primeiras posições em relação ao número de estabelecimentos arrozeiros. Chama a atenção para o fato de que, dos onze municípios com maior número de estabelecimentos no país, seis estão localizados no Rio Grande do Sul, sendo que os quatro primeiros colocados da lista estão neste estado.

Outro dado relevante é o fato de Pelotas ser considerada um dos principais polos beneficiadores de arroz do Rio Grande do Sul. No somatório, a cidade é líder estadual, contribuindo com cerca de 14,5% da produção (pouco superior a 17,4 milhões de sacos de 50 kg em casca), seguida de perto por Itaqui (12,4%), Camaquã (9,8%), São Borja (9,7%) e Alegrete (5,1%). Estas cidades, em conjunto, foram responsáveis por 51,4% do montante beneficiado no Rio Grande do Sul. A tabela a seguir mostra a relação do beneficiamento de arroz por município gaúcho, mediante os dados coletados pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (IRGA):

 

Tabela 01 – Os 25 maiores municípios de beneficiamento de arroz do Rio Grande do Sul: sacos de 50 kg

Cidade

Saco 50 kg em casca

Part. %

1. Pelotas

17.433.387

14,53

2. Itaqui

14.902.533

12,42

3. Camaquã

11.755.652

9,80

4. São Borja

11.596.000

9,67

5. Alegrete

6.160.586

5,14

6. Santo Antônio da Patrulha

4.920.240

4,10

7. Dom Pedrito

4.725.911

3,94

8. Capão do Leão

4.689.105

3,91

9. São Gabriel

3.973.046

3,31

10. Sertão Santana

2.858.925

2,38

11. Uruguaiana

2.812.681

2,34

12. Agudo

2.752.441

2,29

13. Santa Maria

2.685.036

2,24

14. Bagé

2.613.492

2,18

15. São Sepé

2.331.464

1,94

16. Eldorado do Sul

2.205.860

1,84

17. Rio Pardo

1.573.900

1,31

18. Rio Grande

1.540.955

1,28

19. Cachoeira do Sul

1.519.472

1,27

20. Tapes

1.410.514

1,18

21. Capivari do Sul

1.079.718

0,90

22. Restinga Seca

1.042.847

0,87

23. São Pedro do Sul

1.038.603

0,87

24. Palmares do Sul

1.030.013

0,86

25. Mata

1.001.117

0,83

26. Demais municípios

10.314.611

8,60

27. Total

119.968.109

100,00

Fonte: IRGA

 

 

A atuação de Pelotas como polo de beneficiamento de arroz em escala regional mostra-se relevante. Com a reestruturação apresentada em Pelotas pós-1980, enfatizamos que os seus estabelecimentos tradicionais sofreram uma decadência que culminou o seu fechamento. Contudo, observa-se que não ocorre o mesmo na indústria arrozeira, tendo-se em vista o seu peso significativo na geração de empregos feita no setor industrial.

A maior parte dos empregos gerados pelos estabelecimentos industriais em Pelotas vem do setor de fabricação de produtos alimentícios, no qual encontramos pouco mais de cinco mil trabalhadores em atividade no presente período, correspondendo a 58% do total de empregados. Observamos que a indústria alimentícia em Pelotas emprega a maior parte da mão-de-obra local, sendo um reflexo da estrutura territorial que coloca o município como “cidade de alimentos”. E, em relação aos empregados nas indústrias de beneficiamento de arroz no Rio Grande do Sul, os dados corroboram a linha de análise desenvolvida até aqui. Conforme a RAIS 2013, dos cerca de dez mil vínculos empregatícios apresentados, pouco mais 20% estão em Pelotas:

 

Tabela 02 – Número de empregados em empresas de beneficiamento de arroz no Rio Grande do Sul, ano 2013

Município

Nº empregados

%

Pelotas

2.198

22,10

São Borja

944

9,49

Itaqui

929

9,34

Camaquã

826

8,31

Alegrete

480

4,83

Capão do Leão

366

3,68

São Sepé

350

3,52

Dom Pedrito

300

3,02

Rio Grande

213

2,14

São Gabriel

212

2,13

Bagé

210

2,11

Santa Maria

210

2,11

Santo Antônio da Patrulha

184

1,85

Agudo

166

1,67

Sertão Santana

155

1,56

Cachoeira do Sul

144

1,45

Uruguaiana

140

1,41

Porto Alegre

139

1,40

São Pedro do Sul

119

1,20

Barra do Ribeiro

101

1,02

Outros municípios gaúchos

1.559

15,68

Total

9.945

100,00

Fonte: RAIS

 

 

Chama a atenção para o fato de que a segunda cidade com maior número de trabalhadores nas indústrias de arroz, que é São Borja, que possui menos da metade do contingente apresentado por Pelotas, apresentando 944 trabalhadores, cerca de 9,5% do total. Assim como no caso da quantidade de estabelecimentos, observamos uma tendência à uma concentração dos maior número de empregos em um número restrito de polos produtivos de arroz no estado. Somente os quatro municípios com maior quantidade de empregos gerados nos estabelecimentos que beneficiam o arroz – Pelotas, São Borja, Itaqui e Camaquã –, contribuem com quase a metade deste índice, tendo mais do que o triplo do total das demais cidades com menos de cem empregados.

 

 

Considerações Finais

 

Em realidade, Pelotas tem uma transformação dentro de suas matrizes produtivas que aprofundam o papel que exercita dentro da Divisão Territorial do Trabalho, tornando-se um território com atuação das empresas de beneficiamento e fabricação de arroz, dentro de uma especialização produtiva no ramo da indústria alimentícia no estado. Esta especialização leva a uma afirmação de Pelotas como polo de beneficiamento de arroz, ao mesmo tempo em que predomina uma cadeia produtiva voltada para o beneficiamento de gêneros alimentícios.

 

 

Referências

 

ABUCHAIM, V. R. O tropeiro que se fez rei. Porto Alegre: Gráfica Mosca Ltda., 2013.

BESKOW, P. R. A formação da economia arrozeira no Rio Grande do Sul. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 4, n. 2, 1984. p. 55-84.

Comissão Nacional de Atividades Econômicas. <http://www.cnae.ibge.gov.br>. Acesso em: 18 jun. 2014.

CONCEIÇÃO, J. A. A indústria alimentícia na cidade de Pelotas (RS) e sua participação na Divisão Territorial do Trabalho no Rio Grande do Sul: o caso do beneficiamento de arroz. Dissertação (Mestrado em Geografia). Rio Grande: FURG, 2015.

Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. <http://www.fee.rs.gov.br>. Acesso em: 15 jun. 2014.

Instituto Rio-Grandense do Arroz. <http://www.irga.rs.gov.br>. Acesso em: 17 nov. 2014.

Relação Anual de Informações Sociais, Ministério do Trabalho e do Emprego. <http://www.rais.gov.br>. Acesso em: 10 jun. 2014.

SOARES, P. R. R. Del Proyecto Urbano a la Producción del Espacio: Morfología Urbana de la Ciudad de Pelotas, Brasil (1812-2000). Tesis (Doctorado em Geografía Humana). Barcelona: Universidade de Barcelona, 2000.

 

 


 


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