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Asunto:NoticiasdelCeHu 375/17 - POSSIBILIDADES E RESTRIÇÕES À PERMANÊNC IA NO CAMPO: UM ESTUDO COM JOVENS RURAIS DO ENSINO FUNDA MENTAL NO MUNICÍPIO DE CANGUÇU-RS
Fecha:Domingo, 24 de Diciembre, 2017  08:39:00 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 375/17
 

 

 XIX Encuentro Internacional Humboldt

“América Latina: balance de una “década

 

Rio Grande/ Pelotas – RS - Brasil

 

11 al 15 de setiembre de 2017

 

 

 

POSSIBILIDADES E RESTRIÇÕES À PERMANÊNCIA NO CAMPO:

UM ESTUDO COM JOVENS RURAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NO MUNICÍPIO DE CANGUÇU-RS

 

 

Henrique Müller Priebbernow

Universidade Federal de Pelotas (UFPel) – Pelotas/RS – Brasil

 

 

  1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho destina trazer, para o campo da reflexão teórica, alguns aspectos empíricos sobre as perspectivas da juventude rural em processo básico de escolarização, tangentes ao dilema entre permanecer ou sair do espaço rural depois de concluído o Ensino Fundamental. O objetivo do presente texto é identificar as possibilidades de permanência ou abandono do campo por parte dos jovens rurais, estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Heitor Soares Ribeiro, localizada na Florida, 2º Distrito do município de Canguçu, após o término do Ensino Fundamental.

A partir disto, cabe dizer que o espaço rural brasileiro abarca, em sua totalidade, diferentes modos e expressões de vida, construídos por pessoas que nele habitam e o constituem as suas múltiplas vivências. Ou seja, o rural brasileiro, analisado a partir da perspectiva da pluralidade social, acaba levando à compreensão de que os sujeitos históricos que lá moram e trabalham estabelecem distintos projetos pessoais. Desta maneira, reportando-se, especificamente, à juventude, categoria social aqui em questão, é preciso delimitar quem são, de fato, estes sujeitos. Para tanto, dentro das diversas maneiras de situar a condição de juventude, entende-se que, ‘’atualmente, o recorte utilizado pelo poder público e por organismos internacionais é o de 15 a 29 anos [...].’’ (CASTRO, 2012, p. 438).

A delimitação, ainda que etária, da expressão “juventude”, não pode deixar de considerar que tal definição não é homogênea e padronizada, objetiva e subjetivamente, pois “[...] ela unifica simbolicamente um grupo que é composto diversamente, que encobre realidades socialmente diversificadas” (STROPASOLAS, 2006, p. 180). Portanto, o mundo jovem é demasiadamente complexo e requer bastante cautela ao ser analisado.

O fato de os jovens rurais crescerem acompanhando o trabalho com a terra, realizados pela sua família e, tendo em vista as decisões, muitas delas de caráter extremamente complexos, pois dizem respeito ao futuro da propriedade rural, por exemplo, que precisam ser tomadas, acaba levando os mesmos a se questionarem sobre aquilo que querem para o futuro. Assim, mais cedo ou mais tarde, entra em cena o dilema relacionado ao permanecer ou sair do espaço rural.

Neste cenário, é possível, inicialmente, corroborar as implicações inerentes à permanência ou não da juventude no meio rural, com a visão distorcida e projetada pela dinâmica capitalista no espaço, a qual insiste em afirmar que o campo é atrasado e os costumes das pessoas que lá vivem, são arcaicos e, logo, convencê-las de que a cidade é o melhor lugar para viver. As decisões que acabam, muitas vezes, sendo tomadas, se materializam com a emigração desta parcela da população rural aos centros urbanos.

No aspecto decisório, que leva em conta a continuidade de reprodução dos modos de vida do campo, sobre a saída, parcial ou total, desse espaço, estão, de um lado, as atratividades propiciadas pelo meio rural e, de outro, os problemas relacionados ao trabalho agrícola e à vivência camponesa (CARVALHO, et al., 2009).

Ainda, nessa mesma linha de pensamento, torna-se necessário levantar outra questão intimamente ligada ao “sair” ou “permanecer” no meio rural, que gira em torno da chamada sucessão familiar. Desse modo, no processo sucessório da propriedade da terra, as decisões tomadas pelo pai acabam, geralmente, incidindo na desvinculação de parte dos filhos com a atividade da agricultura e com o meio rural.

Uma vez que nem todos os filhos têm direito à posse da terra, o caminho a ser tomado por aqueles que não foram beneficiados, será, sem dúvidas, a ida para a cidade, de forma a conseguir outra ocupação, seja a partir do investimento na escolarização ou, até mesmo, na inserção no mercado de trabalho, todavia, nem sempre com renumeração adequada às necessidades básicas (alimentação, saúde, educação, moradia, etc). Destarte,

A sucessão e a transferência da propriedade da terra, herança patrimonial da família, segue padrões como o minorato ou a primogenitude (o filho mais novo ou o mais velho é o herdeiro preferencial), dentre outras formas, como estratégias para manter a pequena propriedade indivisível e evitar que se pulverize. Nesse processo, seria comum que “jovens” filhos de camponeses migrassem para a cidade, contando, em alguns casos, com pequenas compensações (bens ou capital) por abdicarem da parte da propriedade que lhes caberia como herança. (CASTRO, 2012, p. 439).

Acaba sendo entendido, desta maneira, tudo aquilo que o jovem, vivendo no meio rural, tenderá a se preocupar ou enfrentar em um determinado momento de sua vida. O que a literatura aponta, em vários estudos envolvendo a complexidade da juventude e a vida no campo, é que esta categoria vem, com o passar do tempo, encontrando diferentes obstáculos que não dão mais a sustentação necessária para a continuidade da vida e do trabalho no meio rural.

 

2.                  METODOLOGIA

A metodologia empregada para a construção deste trabalho baseou-se, inicialmente, em uma revisão bibliográfica, tendo como foco o paradigma da juventude no contexto rural. E, posteriormente, a realização de uma pesquisa empírica, com a aplicação de um questionário, respondido por 11 jovens em processo de conclusão do Ensino Fundamental.

 

3.                  RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise do conteúdo trazido pelo questionário foi organizada de modo a extrair os elementos mais pontuais e precisos do mesmo, estando os resultados apresentados em consonância com aquilo que eles apontavam quando da suscitação de determinadas inquietações. E, além disso, a fim de melhor apresentar as informações obtidas, optou-se pela estruturação das questões por meio de categorias retiradas do próprio roteiro de questionamento. Por conseguinte, quando questionados os alunos, jovens rurais, sobre as suas aspirações e desejos após a conclusão do Ensino Fundamental, obteve-se as seguintes respostas, conforme mostra o Quadro 01.

 

Quadro 1 – Perspectivas dos Jovens Rurais Após Concluir o Ensino Fundamental

ALUNO A:

Eu pretendia estudar mas pensei, e vou ficar no campo com meus pais, porque no campo eu tenho muito mais liberdade.

ALUNO B:

Eu pretendo seguir morando aqui na Florida, e ajudar meus pais.

ALUNO C:

Ingressar no ensino médio, mas continuar morando aqui, pois o transporte passa em minha localidade, mas após o concluir o ensino médio ainda estou em dúvida pois devido as dificuldades no campo, ele ainda é uma das minhas melhores opções mas vou ver ainda...

ALUNO D:

Pretendo seguir estudando aqui no campo fazendo o médio aqui.

ALUNO E:

Pretendo seguir estudando, mas também, seguir morando aqui no interior, por exemplo.

ALUNO F:

Trabalhar no campo.

ALUNO G:

Eu pretendo conclui o estudo aqui e fica no campo para ajudar a minha família.

ALUNO H:

Depois do Ensino Fundamental pretendo continuar aqui fora morando com minha família mas fazer o Ensino Médio na cidade.

ALUNO I:

Terminar o ensino fundamental e seguir na agricultura junto com os pais.

ALUNO J

Morar no interior e continuar estudando.

ALUNO K:

Pretendo continuar morando aqui, além de que essa não seja a minha vontade, e fazer o ensino médio.

Fonte: Pesquisa de campo, 2015.

 

Através dos relatos dados pelos alunos, observa-se que, em nenhum momento, é mencionada a pretensão de sair do campo e morar na cidade depois da conclusão do Ensino Fundamental. Isso pode ser justificado, em tese, pela incipiente maturidade que os mesmos possuem no tocante à decisão sobre o futuro de suas vidas, visto que esta é uma fase onde se encontram sob a responsabilidade dos pais ou de outra pessoa mais velha e, por isso, a palavra que acaba prevalecendo tende a ser dada por aqueles a quem os jovens ainda se vêem como dependentes.

Contudo, mesmo sendo unânime a vontade de continuar vivendo no campo, nota-se que as perspectivas dos alunos acabam divergindo para dois caminhos. De um lado, estão os alunos A, B, F, G e I afirmando que, posteriormente à conclusão do Ensino Fundamental, pretendem seguir no campo, auxiliando as famílias no trabalho agrícola em geral. E, de outro, os alunos C, D, E, H, J e K que, mesmo permanecendo no meio rural, trabalhando com os pais na propriedade, darão continuidade aos estudos, a fim de concluir o Ensino Médio, seja na cidade ou, mesmo, no próprio campo.

Assim, ainda que os jovens dissintam-se quanto ao fato de alguns seguirem estudando e, outro, não, é possível presumir que, dada a permanência deles no espaço rural, os futuros sucessores das propriedades em que estão, hoje, vinculados, terão, ao menos, o Ensino Fundamental completo. Realidade esta que, possivelmente, entre os pais dos jovens alunos, torna-se menos presente, pois, em tempos passados, as condições de acesso e continuidade na escola acabavam sendo restringidas, ou pelo distanciamento das instituições de ensino dos locais de moradia ou, até mesmo, por precisarem predispor de maior tempo para com o trabalho na propriedade rural.

 

4.                  CONCLUSÕES

A fim de manter a fidedignidade para com os dados levantados e problematizados e o compromisso com a função social da pesquisa foram fatores essenciais que possibilitaram o alcance do propósito aqui delineado, procurando responder ao problema maior do estudo.

Logo, as perspectivas dos jovens rurais acabam por revelar que todos eles, depois da conclusão do Ensino Fundamental, desejam permanecer vivendo no campo. Ainda que se possa observar, mais detalhadamente, que as perspectivas desses jovens caminham em duas direções opostas, a saber: em um grupo estão aqueles que pretendem concluir o Ensino Fundamental e seguir auxiliando as suas famílias no trabalho agrícola e, no outro, os jovens que, mesmo continuando no campo, querem dar prosseguimento aos estudos, seja no meio rural, seja no meio urbano.

 

 

5.                  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CASTRO, E. G. de. Juventude do Campo. In: CALDART, R.; PEREIRA, I.; ALENTEJANO, P.; FRIGOTTO, G. (Orgs.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro, São Paulo: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Expressão Popular, 2012. p. 437-444.

 CARVALHO, D. M.; FERRER, M. T.; JÚNIOR J. P. S.; SANTOS, A. B. Perspectivas dos jovens rurais: campo versus cidade. Anais do 47º Congresso Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural, Porto Alegre, p. 1-14, 2009.

 STROPASOLAS, L. V. O rural na perspectiva dos jovens. In: ______. O mundo rural no horizonte dos jovens. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2006. p. 171- 242.

 

 


 

 


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