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Asunto:NoticiasdelCeHu 339/17 - A EVOLUÇÃO URBANA DE JUIZ DE FORA – MG – CASARÕES, PALACETES E SOBRADOS QUE SE APAGARAM C OM A VERTICALIZAÇÃO
Fecha:Miercoles, 6 de Diciembre, 2017  18:51:49 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 339/17
 

 

XIX Encuentro Internacional Humboldt

“América Latina: balance de una “década”

 

Rio Grande/ Pelotas – RS - Brasil

 

11 al 15 de setiembre de 2017

 

 

A EVOLUÇÃO URBANA DE JUIZ DE FORA – MG – CASARÕES, PALACETES E SOBRADOS QUE SE APAGARAM COM A VERTICALIZAÇÃO

 

 

 

Telma Souza Chaves

Juiz de Fora – MG - Brasil

 

 

            Juiz de Fora é um município brasileiro do interior do estado de Minas Gerais, com uma população estima em 2016 de 559.636 (IBGE, 2016), pertencente à mesorregião da Zona da Mata e microrregião de Juiz de Fora, localiza-se a sudeste da capital do estado, distando desta, cerca de 283 km. Em 1835, a Província de Minas contrata o engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld para planejar uma estrada carroçável que facilitasse a comunicação entre Vila Rica e o Rio de Janeiro, já que o Caminho Novo com suas estradas sinuosas já não mais atendia as necessidades da Coroa. O povoado iniciou o desenvolvimento de suas atividades urbanas na década de 1840, pois a partir da abertura da estrada por Halfeld, a margem direita do rio desenvolveu e o então povoado desenvolveu-se e ao longo da estrada do Paraibuna surgiram casas, hortas, pomares entre outros. Conforme Cordovil:

 

“A década de 1840 marcaria a consagração do caráter urbano da localidade, principalmente estimulada pela cultura do café que crescia nas redondezas, influenciando diretamente na constituição do núcleo urbano onde concentrava a produção que seria posteriormente transportada e comercializada nas praças fluminenses. Assim, a nova atividade produtiva demandava investimentos em infraestrutura urbana e no desenvolvimento de um setor terciário capaz de suprir as necessidades da crescente população (CORDOVIL, 2013, p.92-93).”

 

Em 1850 o povoado se emancipou de Barbacena e fundou-se a Vila de Santo Antônio do Paraibuna, através do Decreto Provincial 472 de 31 de maio de 1850, já em 1853 foi instalada a Câmara Municipal e, em agosto de 1854 foi fundada a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

            Segundo Cordovil (2013) foi designada uma comissão pela Câmara Municipal a qual apresentou um projeto para primeiro arruamento da Vila, este contou com as vias existentes e presentava a definição de três praças, e dezesseis ruas transversais a estrada do Paraibuna, atual Av.Barão do Rio Branco.

            Em meados dos anos 1850 obras de calçamento das ruas centrais, ajardinamento e iluminação e construção do matadouro municipal e mercado, pontes e pontilhões. Visualizava-se uma definição de espaço privilegiado, formado de um núcleo central que concentrava o poder da igreja, as repartições públicas e uma praça central (parque Halfeld), espaço este controlado pela elite agrária. O comércio se intensificou e vários casarões imponentes surgiram ao longo da rua da Direita ( Av. Barão do Rio Branco), a rua da Califórnia, (rua Halfeld), rua da Liberdade (rua Marechal Floriano Peixoto) e a rua da Imperatriz (rua Marechal Deodoro da Fonseca). Não somente os casarões, mas também sobrados que abrigavam o comercio no andar térreo. Pontes, pontilhões.

            Segundo registro histórico foi após alguns anos da construção da estrada União Indústria que teve inicio em 1854 e concluída totalmente em 1861que foi criado um plano de demarcação e nivelamento da cidade. Foi no ano de 1856 pelo decreto da Lei Provincial 759 de 02 de maio de 1856 a Vila foi elevada a categoria de cidade nomeando-a de Cidade do Paraibuna.

            Foi em 1860 e a contrato da Câmara Municipal que a primeira planta cadastral foi confeccionada pelo engenheiro Gustavo Dott esta trazia não só o traçado e elementos que afirmavam o crescimento, mas, também melhoramentos urbanos ao qual a Vila necessitava principalmente na questão do saneamento urbano.    A elite local preocupada em normatizar o espaço e com a posse de propriedades na Vila passou a promover e investir no crescimento da cidade, e, com o desenvolvimento do capital cafeeiro a Vila de Santo Antônio do Paraibuna tornou-se uma cidade de barões de império e que em 1865 elevou-se a categoria de cidade através da Lei 1262 de 19 dezembro de 1865, e passou a ser denominada de Cidade de Juiz de Fora. Em 1870 instalaram-se um telegrafo, um fórum da justiça, um banco e outros serviços, também neste ano é instalada a primeira tipografia da cidade que pertencia ao antigo jornal O Pharol. A cidade passou a ser um centro urbano e comercial importante da Zona da Mata e o interesse da aristocracia local e cafeeira e dos comerciantes se intensificaram.

            A cidade ganhou ares de cidade moderna para a época e, consequentemente atraiu muitas famílias de outras regiões de Minas, Rio de Janeiro e dos pais chagaram a cidade a partir de meados do século XIX e ampliaram as redes de negócios, o fluxo comercial, Também chegaram os imigrantes alemães, italianos, portugueses, espanhóis, sírios-libaneses entre outros, trouxeram a experiência e diversas profissões.

            Em 1875 foi inaugurado o ramal da estrada de Ferro Dom Pedro II em Juiz de Fora e conforme registros históricos em 1880 um sistema de transporte urbano para a cidade foi organizado com o contrato para a instalação da linha ferro-carril, este compreendia tanto o fluxo interno de cargas como o de viajantes. Ainda conforme registros históricos foi a partir de 1890 que os comerciantes, cafeicultores e industriais investiram na eletrificação, visto que em 1889 a Usina de Marmelos foi inaugurada por Bernardo Mascarenhas, o qual levou energia elétrica a sua fábrica Têxtil e iluminação pública à cidade. Ocorreram no mesmo período investimentos no transporte e comunicação, estes fatos buscaram desenvolver a infraestrutura da cidade e o crescimento industrial.

            No final do século XIX, aos poucos as casas coloniais davam lugar aos palacetes, sobrados e casarões ao longo da avenida Barão do Rio Branco, grande transformação se iniciara e com o desenvolvimento a cidade já no final do século XIX ficou conhecida como a “Manchester Mineira” seu pioneirismo na industrialização e na energia elétrica fez o município se destacar no estado e ornar-se um dos mais importantes. A legislação existente até a virada do século XIX para o XX teve como destaque a construção dos palacetes e sobrados dos barões de café.

 

 

A Inicialização da Verticalização em Juiz de Fora:

 

            Juiz de Fora que até a virada do século XIX para o XX cuja paisagem urbana era construída em sua maioria de casarões, sobrados, e palacetes térreos, teve como marco de verticalização em 1913, que através da legislação urbana vigente da época permitiu sua construção. Conforme Cardoso (2015, pg.56) o edifício tinha um cunho comercial e é reconhecido como o primeiro marco de verticalização, foi denominado de edifício Pinho e o qual “...não extrapolou em muito o gabarito usual praticado na cidade, possui três pavimentos...”. Este se localiza na esquina da rua Halfeld com a rua Batista de Oliveira, outros dentro deste padrão foram construídos na rua Batista de Oliveira e rua Halfeld.

            Em 1916 as obras do prédio que iria abrigar a prefeitura foi iniciada, localizado na rua Halfeld esquina com a Av.Barão do Rio Branco e, conforme Barbosa (2013, p,100) “porém, devido à ampliação das funções e dos setores da prefeitura foram construídos outros prédios para melhor executar essas atividades.” Para os anos de 1916 e 1917 várias obras de melhoramentos na região central, de Juiz de Fora foram executadas, como calçamento da rua Halfeld e canteiros ao longo da Av.Barão do Rio Branco, mais precisamente na área central e conforme Cardoso:

 

Entre os anos de 1916 e 1917, foram executados vários melhoramentos no tecido central de Juiz de Fora, incluindo o calçamento da rua Halfeld e a transformação efetiva da avenida Rio Branco em um boulevard, com canteiros locados em ambos os lados. Nessa nova perspectiva de embelezamento priorizada pela administração municipal, a construção de uma paisagem verticalizada e de bom padrão construtivo, eram elementos-chave para a visualização do desenvolvimento e composição da ambiência urbana das ruas recém-reformadas. (CARDOSO, 2015, p.61)

           

            Com a Resolução nº 743 de 1917 o mercado de habitação ganhou um aquecimento, esta “previa a isenção de todos os impostos municipais por cinco anos às casas de dois ou mais andares construída em qualquer ponto da cidade”(BARBOSA, 2013, p.101). A Resolução nº 814 de 28 de julho de 1919, também trouxe incentivos, para aquele que inicia-se e termina-se sua construção em um ano, ganhava 3 anos de todos os impostos municipais. Ainda segundo Barbosa:

 

“..., outras reformas no código de obras do município, sobretudo aquelas que tangiam a parte técnica da construção, foram feitas, visando o barateamento dos empreendimentos. Com esses incentivos, muitos capitalistas aproveitaram para construir ativos, tanto no centro quanto em bairros da cidade, dando grande impulso ao setor de habitação.” (BARBOSA, 2013, p.101).

           

            Com a promulgação da Resolução municipal N.º 902/1923 que modificava a extensão linear do pé-direito dos edifícios que seriam construídos a partir de sua vigência, Juiz de Fora de um passo para o adensamento na área Central, esta resolução constituiu uma alteração expressiva na altura mínima das edificações.

            Com a crise que assolou as oligarquias cafeeiras e a industrialização, Juiz de Fora não deixou de crescer tornando-se um centro de prestador de serviços, a população crescia e os incentivos do poder público permaneciam, e com o advento do desenvolvimento técnico da construção civil em Juiz de Fora em 1930 a cidade ganhou o edifício Ciampi, localizado na Av.Barão do Rio Branco, o qual  segundo Cardoso (2015) ficou conhecido como o primeiro arranha-céu, este trazia apartamentos de moradias.

            Mesmo com o incentivo vindo das resoluções e decretos, os quais isentavam de impostos os empreendedores e os davam facilidades para que construíssem prédios a cidade ainda seguia com seus palacetes e casarões. Contudo no final da década de 1930 “...esse quadro, propício ao crescimento vertical da cidade, começou a atrair grandes corporações, que capitalizadas, ergueram os primeiros edifícios de apartamentos do mercado imobiliário de Juiz de Fora”(CARDOSO, 2015 p.73).

            Com o código de obras de 1938 um novo período de crescimento urbano e verticalização em Juiz de Fora não somente na área central, mas, também na área urbana iniciou-se. Nos anos de 1938 a 1955 os empreendedores e mercado imobiliário focaram-se na construção e venda de empreendimentos multifamiliares, ou seja, várias famílias, que se diversificaram na tipologia e no perfil socioeconômico dos futuros moradores.

            Em 1938 mais um edifício foi construído, de quatro pavimentos este abrigou uma pensão a partir do segundo pavimento, pois o primeiro ficou a cargo do comercio local, localizado na avenida Barão do Rio Branco esquina com a rua Marechal Deodoro da Fonseca de frente para o Parque municipal. No mesmo ano, outro empreendimento imobiliário residencial foi construído, desta vez na rua Halfeld, o Sul América Capitalização – Sulacap.  De acordo com o Diário Mercantil, a construção abrigava seis pavimentos, para à época o mais alto prédio de Juiz de Fora, no pavimento térreo localizavam-se o comercio e, já no segundo e terceiro pavimento escritórios de empresa, nos demais habitações (DIARIO MERCANTIL, 1938).

            Com os incentivos aos poucos os palacetes e casarões foram demolidos e o mercado habitacional verticalizado e orientado pelo código de obras em 1949 mais um edifício foi construído o edifício Primus, este foi idealizado com doze pavimentos, podemos dizer que a partir deste momento uma nova era de verticalização na região Central de Juiz de Fora se iniciou e, “mais uma vez, a construção era estimulada por leis de incentivos fiscais, que intencionavam a criação de uma paisagem progressista e verticalizada da cidade, um quadro que só veio a se consolidar a partir de meados da década de 1950” (CARDOSO, 2015, p.74). Também no mesmo período entre 1945 a 1950, outro grande empreendimento foi idealizado, o edifício Baependy este apresentava 12 pavimentos e 46 apartamentos.

            A paisagem antiga de palacetes, casarões e sobrados esmorecem em volta dos prédios que surgiam, criou-se uma nova linha do padrão construtivo em Juiz de Fora, consequentemente houve mudanças nos padrões de vizinhança, as famílias viviam no seu próprio espaço privado, após a construção dos edifícios passaram a compartilhar lugares comuns, e, as pessoas tiveram que aprender a lidar com estas diferenças. A verticalização promove mudanças na sociedade, com significativos impactos nas classes sociais e na economia local, uma vez que gera migrações urbanas.

            As cidades são a materialização através de suas construções traçados e ações humanas acumuladas ao longo do tempo, a introdução da “modernidade” traz novas características com as edificações verticalizadas. A verticalização é vista como um sinônimo de avanço técnico e de modernização e, é colocada como um marco revolucionaria da paisagem urbana.

 

É possível considerar que os edifícios de apartamentos são registros históricos de doutrinas de planejamento urbano, ideologias arquitetônicas, estratégias de mercado e prerrogativas sociais que compõem a história da cidade, dentro de suas especificidades. Mais além, são produtos de uma formação social local e ao mesmo tempo de influências externas, que juntas formalizam sua constituição estética e funcional. (CARDOSO, 2015, p.18)

 

            A partir da demolição e substituição de edificações antigas, a verticalização ocorre em muita das vezes, se materializa através da anulação de referenciais históricos, cria o embate entre o novo e moderno e o antigo e a partir dos edifícios novos e modernos que a cidade vem sendo ocupada. A verticalização é um processo natural, a qual grandes cidades e médias foram submetidas, contudo se respeitarem os fatores históricos é possível que as cidades cresçam e a sua identidade cultural histórica permaneça. O poder público com suas legislações tem um papel importante no processo de verticalização, pois são as legislações urbanas que disciplinam o uso do solo.

            Com a mudança da legislação a partir de 1956, Juiz de Fora vivenciou um grande impacto na sua paisagem urbana e novos empreendimentos ocorreram na cidade e, conforme Cardoso:

 

“No caso da avenida Rio Branco, com seus 32m de largura, o novo método de cálculo da altura máxima representou um acréscimo de 16m no gabarito das construções em relação a modelos instituídos por leis anteriores. Como remanesciam as diretrizes para taxas de ocupação, recuos e pé-direito dos cômodos, ela possibilitava a construção de edifícios de até vinte pavimentos na avenida Rio Branco, cinco pavimentos a mais, em relação a promulgações anteriores” (CARDOSO, 2015 p.102-103).

 

            E assim os palacetes e casarões deram espaço aos novos empreendimentos que tiveram um grande impulso pela legislação urbana que ao longo dos anos trazia novos modelos de uso e ocupação do solo juiz-foranao. Cardoso destaque que: “De pontos referenciais, gradativamente os edifícios de apartamentos da avenida Rio Branco começavam a formar um conjunto paisagístico, que entre a década de 1950 e 1960, assumiu uma linguagem predominantemente moderna” (CARDOSO, 2015, p,112).

            Com um cenário favorável ao crescimento da construção civil no Brasil e em algumas de suas cidades, Juiz de Fora vivenciou o crescimento de edifícios apoiado na Lei n.2764 de 1967 e do Decreto 1169 de 1971, os empreendedores mais uma vez de viram envoltos de facilidades e incentivos e a verticalização ganhou novo impulso, e conforme Folena “...assim, a verticalização não só da área central de Juiz de Fora, como também de suas zonas residenciais” (CARDOSO, 2015, p.114).

            Pouca arquitetura do final do século XIX e inicio do XX permaneceram de pé no âmbito deste cenário que a cidade vivenciava, com o passar dos anos mais edifícios foram mudando o espaço urbano e uma imagem moderna e progressista de Juiz de Fora se consolidou e a população teve a percepção dos impactos paisagísticos das leis e ações de mercado num processo que se acentuou nos anos seguintes (CARDOSO, 2015).

            No final de 1975, Juiz de Fora já apresentava grande verticalização e o crescimento urbano não se dava devido somente ao crescimento populacional mas a cidade se firmava como centro regional. E “... nesse âmbito, é inegável a contribuição expressiva dos edifícios de apartamentos, em especial na avenida Rio Branco. Sendo o “progresso” de Juiz de Fora um fato consumado nas lentes dos mecanismos formadores de opinião.”(CARDOSO, 2015, p.131). Assim continuou a trajetória da verticalização de Juiz de Fora, e os aspectos históricos dos casarões, palacetes e sobrados não teve lugar no processo de verticalização, perderam sua identidade e a memoria local permaneceu nos registros fotográficos e nas histórias dos moradores mais antigos. Cardoso destaca a vilania perante a história da Cidade:

 

“À medida que os casarios e palacetes que compunham a identidade visual dos áureos tempos de grande produção industrial vão sendo sistematicamente demolidos, sediando em troca, os grandes edifícios de apartamentos, reverte-se a visão do cidadão juiz-forano acerca do valor emblemático dessas arquiteturas verticais. De grandes ícones de progresso, estas ganham contornos de vilania perante a história da cidade. Esse período foi caracterizado por diversos atos e matérias jornalísticas de cunho nostálgico e saudosista, como há muito não se via nas mídias locais” (CARDOSO, 2015, p.134).

 

            Segundo Cardoso (2015) o diário regional publicou diversas matérias sobre a grande perda cultural e histórica que a cidade viveu em nome do progresso, vários prédios de valor arquitetônico foram demolidos e deram lugar aos arranha-céus. Atualmente são poucas arquiteturas históricas que permaneceram de pé, as quais foram tombadas por lei. Entretanto muitas delas estão degradadas e em processo de deterioração com o passar do tempo, muitas foram herdadas e não há interesse em mantê-las devido ao fator econômico, pois os herdeiros não têm ajuda de recursos e outros não tem o interesse de manter a história local devido à valorização do solo urbano. Outras arquiteturas tiveram somente sua fachada tombada e com isto a lei permitiu mudanças em sua estrutura interna.

 

 

Considerações:

 

            Vimos que a verticalização de Juiz de Fora principalmente na área Central aconteceu a partir do momento em que as leis e decretos a incentivaram. Até meados dos anos 1950 o processo de verticalização pode-se considerar lento, contudo a partir desta data um enaltecimento do processo de verticalização como símbolo do progresso da cidade levou a mesma vivenciar cada vez mais edifícios na Av. Barão do Rio Branco, mudando assim completamente a sua paisagem, já que os casarões, palacetes e sobrados deram lugar aos arranha-céus.

            O espaço urbano como uma construção físico-histórico-cultural passou por diversas modificações que são os resultados da evolução das sociedades e suas cidades.

Boa parte da sociedade local não via e não vê a verticalização como algo negativo ela a incorporou como espaço urbano moderno. Como consequência constatou-se a perda da memória histórica visual com a demolição de vários, palacetes, casarões e sobrados.

           

 

Referências:

 

BARBOSA, Yuri Amaral. O PROCESSO URBANO DE JUIZ DE FORA – MG Aspectos econômicos e espaciais do Caminho Novo ao ocaso industrial. 2013.135f. Monografia de Bacharel. Departamento de Geociência, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora. 2013.

 CARDOSO, Carina Folena. 100 anos de verticalização em Juiz de Fora: edifícios de apartamentos na avenida Barão do Rio Branco. 2015. 198f. Dissertação (Mestrado), Faculdade de Engenharia. Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora. 2015.

 CHAVES, Telma Souza. Juiz de Fora – MG: uma análise da reestruturação urbana entre o discurso e a realidade. 2013. 157f. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Geografia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2013.

CORDOVIL, Wilton Dias. Do Caminho Novo a Manchester Mineira: As Dinâmicas Sócio-Espaciais da Gênese e Evolução do Município de Juiz De Fora no Contexto Regional da Zona da Mata Mineira. 2013. 244f. Dissertação (Mestrado), Programa de Pós Graduação em Geografia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de fora, 2013.

 

 



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