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Asunto:NoticiasdelCeHu 94/08 - Brasil - "Fora Exército!"
Fecha:Viernes, 20 de Junio, 2008  14:47:38 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <ncehu @..................ar>

NCeHu 94/08
Ref.: 90/08.
 
 

"Fora Exército!"


Fuente: Causa Operária online ( 19/6/08).
 
Rio de Janeiro
A população não aceita desculpas dos assassinos do povo

Governo Lula, o ministério da Justiça e o Exército pediram desculpa pelo assassinato de três jovens no Rio. No entanto, toda a encenação faz parte do plano para tentar manter as tropas do Exército nas favelas

19 de junho de 2008

A nova tática do governo Lula para conter as manifestações da população que apedrejou o exército no morro da Providência no Rio é pedir desculpas, mas não retroceder em nenhum momento sobre a permanência do Exército no morro da Providência.

Manifestações populares começaram neste fim-de-semana, depois que David Wilson Florêncio da Silva, de 24 anos, e que Wellington Gonzaga Costa, de 19 anos, e Marcos Paulo da Silva, de 17 anos, foram abordados em uma quadra onde jovens jogavam bola e foram seqüestrados por militares.

Os militares depois alegaram que estes haviam sido presos por desacato à autoridade, mesmo não tendo o Exército o poder policial para prender. Em seguida estes foram entregues aos traficantes do morro da Mineira controlado por uma facção do tráfico rival e, no dia seguinte, os corpos estavam no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

A reação do exército que está na favela para supostamente proteger obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), depois da revolta popular, foi aumentar ainda mais a repressão o que intensificou os protestos, fazendo com que em manifestação os soldados fossem acuados pelos próprios moradores.

Em seguida ao ato, declarações feitas por comandantes mostravam que a deliberação de Lula era de que o Exército fosse transformado em verdadeiro grupo policial, e que reagisse com prisões. A presença do Exército no pacote do PAC fica ainda mais claro como um pretexto para reprimir o povo.

"O Exército não pode conviver com o ilícito. O militar pode e deve deter alguém que esteja em flagrante delito (...) O incidente é um fato isolado", defendeu o chefe de Comunicação Social do Comando Militar do Leste, Carlos Alberto Neiva Barcellos, justificando o assassinato dos três jovens (O Estado de S. Paulo, 18/6/2008).

Desculpas e... mais repressão contra o povo

O próprio Lula teve que fazer as primeiras declarações de desculpa, dizendo que estava completamente contra o ocorrido. "O que aconteceu foi uma coisa abominável não está na cabeça de pessoa normal o que aconteceu. Não é possível que três jovens inocentes sejam vitimados de um ato que eu diria insano, de uma pessoa que estava lá para colocar ordem" (Agência Estado, 18/6/2008).

Outro representante do governo, o general Mauro César Lorena Cid, comandante da 9.ª Brigada de Infantaria, entregou um pedido formal de desculpas aos parentes dos mortos.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita ao morro da Providência, na tarde da terça-feira, sofreu um protesto dos moradores, que gritaram ao final de seu discurso “Fora o Exército”.

O ministro concluiu que iria ver alguma maneira de manter o “convício pacífico” entre moradores e o Exército e apelou em encontros com os militares, para que estes não reajam à revolta popular. 

Na realidade, está criado o campo inclusive para um massacre de moradores.

O povo não perdoa Lula e seus assassinos

A população se recusou a receber as desculpas de autoridades diretamente responsáveis pelo caso. O ministro Nelson Jobim se retirou do morro da Providência sob as vaias da população que gritava “Fora Exército!”

As mães dos três jovens protocolaram uma denúncia contra a União sob a acusação de triplo homicídio qualificado, ou seja, responsabilizaram o governo diretamente pela chacina.

A população organizou um abaixo-assinado no morro pedindo que os militares saiam imediatamente e se juntaram aos operários da operação Cimento Social, parte do projeto do PAC das favelas. Os operários, recém contratados pelo governo, muitos deles moradores da própria Providência e favelas vizinhas realizam uma greve até a saída do Exército.

A crescente tensão entre a população e o Exército é uma reação que já vem se desenvolvendo há muito tempo.

A criação de novas tropas para que o governo tente controlar a revolta popular, como a Força Nacional de Segurança e o Bope, acumulam um ódio graças às operações monstruosas para assassinar trabalhadores como a ocorrida no morro do Alemão, onde no final do ano passado, onde mais de 50 moradores foram assassinados a sangue frio pela PM.

A desmoralização da tentativa de Lula de reeditar o Exército como polícia vem também desde o assassinato de um menor de idade em 2006, quando o Exército ocupou mais de dez favelas nas regiões do centro a da zona norte do Rio de Janeiro, incluindo a maior favela brasileira, a Rocinha, quando as Forças Armadas justificavam as ocupações como uma reação ao roubo de 10 fuzis e uma pistola de um quartel em São Cristovão. 

Os governos burgueses, à medida que procuram aprimorar os órgãos de repressão contra o povo, recebem na mesma medida a rejeição popular a tais medidas, o que demonstra uma falência das políticas da direita típica da ditadura militar.
 

”Fora Exército!”
Ministro sai de morro da Providência sob protesto dos moradores



19 de junho de 2008

O ministro da Defesa, Nelson Jobim visitou o morro da Providência na última terça-feira para supostamente defender as famílias das vítimas.

O ministro fez discurso aos moradores do morro na última terça-feira para conter a crise do governo Lula pedindo desculpa às famílias dos mortos e apareceu em capas de jornais abraçado com a mãe de uma das vítimas.
Este, no entanto, compareceu ao encontro para defender a permanência do Exército.

"Vamos arranjar uma forma de convivência possível [entre os militares e os moradores]", disse ao terminar o discurso (O Estado de S. Paulo, 18/6/2008). 

Neste momento foi vaiado e recebeu em troca gritos de protestos da população que diziam. “Fora Exército!”.
Minutos antes Jobim fazia um discurso no quartel do Exército no centro da cidade para uma tropa de 250 homens que estão atuando na operação.

"Há uma manifestação que vai atingir vocês, e vocês precisam entender que essas pessoas estão extravasando seu ódio, sua raiva, sua angústia. Mas são provocações que não podem ensejar nenhum tipo de reação. Há que ter tolerância e compreensão (...) Mas tenho confiança de que vocês vão honrar a farda do Exército", disse o ministro. 

Nem mesmo no encontro produzido para ser uma grande encenação em favor do governo, o ministro da Defesa e sua equipe, apoiados por assessores do governo especializados em montar cenas nas favelas como vimos na campanha do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) feitas para discursos de Lula, conseguiram esconder o espírito de revolta da população.

Os moradores, até a tarde da terça-feira, haviam realizado um abaixo assinado com 500 assinaturas dos moradores para pedir a saída do Exército. 

O descontentamento popular contra o Exército é imenso e resultado direto do descontentamento popular com o governo federal e não apenas um caso isolado como o quer tratar o Exército, já que a população protesta amplamente contra esta situação, sem oferecer qualquer crédito a Lula e seus ministros.

Ao contrário, crescem as manifestações as manifestações espontâneas da população mais pobre contra o braço armado do governo. 

Esta é também uma crise profunda do regime político burguês que mede sua força na capacidade de controlar pacificamente a oposição
 

Rio de Janeiro
Crime mostra o acordo entra a polícia, o exército e traficantes

Polícia impede perícia de assassinatos de jovens no Rio

19 de junho de 2008

Quaisquer investigações sobre o assassinato de jovens do Morro da Providência no Rio, que foi realizado em conjunto entre exército e traficantes do morro vizinho, o da Mineira, estão sendo impedidas pelas polícias militar e civil, que até o momento sequer realizaram perícia no local e nem têm previsão para fazê-lo.

Um inspetor da 4ª DP confirmou que “não houvera ação na favela nem havia previsão” (Folha de S. Paulo, 18/6/2008). 

A polícia, que age para assassinar a população atirando a esmo contra jovens, especialmente negros nas favelas em suas operações assassinas, sequer acusaram os traficantes do Morro da Mineira ou realizaram qualquer ação naquele morro. Quando esta massacra a população usa como argumento a perseguição ao tráfico.

Estes dados comprovam que o crime organizado e as policias agem conjuntamente com o crime organizado e o tráfico.

A população das favelas está sujeita à repressão tanto de um lado e que o Estado é quem sustenta o tráfico além das milícias paramilitares que mantém ligação com o mesmo.

Somente estes fatos já mostram que a polícia sustenta um acordo com o crime organizado e só comprova que suas operações são realizadas como uma fachada de combate ao crime.

A investida contra os direitos da população


19 de junho de 2008

No Brasil, a burguesia, que está perdendo o controle da situação de verdadeira ditadura contra a população disfarçada de democracia, está sendo obrigada a retirar cada vez mais esse disfarce, endurecendo leis, retirando direitos e fortalecendo o aparelho repressivo do Estado.

O cerceamento à liberdade de imprensa é nesse sentido um dos fatores que mais chama a atenção, sendo o Brasil “recordista” em processos contra profissionais de imprensa. O mais preocupante, no entanto, é o reforço do policiamento e do aparato repressivo, tais como a criação da Força Nacional de Segurança, por Lula, a ação do exército nas favelas cariocas e o recente projeto de criação de uma tropa de elite da FSN.

Além desse, também chama a atenção a ofensiva contra os direitos da população, encabeçada pela direita e pela Igreja Católica e endossada por Lula. É o caso da aprovação do chamado “pacote antiimpunidade”, que acaba com uma série de garantias democráticas do cidadão diante do Estado.

Nestes casos, ressalta-se o caso recente da prisão de um sargento após ter revelado ser homossexual. O Exército inventou um pretexto para prendê-lo, numa evidente discriminação do militar, chegando ao absurdo de cercar a emissora de televisão na qual o sargento dava uma entrevista.

Tal fato é um cerceamento dos seus direitos que contraria a própria Constituição, à qual, embora não queiram, estão sujeitos, em teoria, também os militares.

Um segundo fato foi a multa em dezenas milhares de reais contra Marta Suplicy, pré-candidata do PT à prefeitura de São Paulo e à revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo, que publicaram uma entrevista com a ex-ministra.

A tentativa de cercear a liberdade de expressão e até mesmo de informação, inclusive em pleno processo eleitoral, quando caberia conceder todos os recursos possíveis para o debate livre de idéias, é igualmente inconstitucional e ainda mais grave é o fato de ter sido um simples tribunal, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo a ter contrariado a Constituição e aplicado a multa, sem qualquer controle do governo ou do Congresso.

Os tribunais estão inclusive se aproveitando da compreensível falta de prestígio de que gozam os políticos no país, para restringir à vontade o direito dos cidadãos, não o dos políticos burgueses. O curioso é que a medida só vai beneficiar de fato os partidos e políticos mais ricos e que são justamente os mais repudiados pela população.

O hábito que estão procurando consolidar no Brasil, de realizar as eleições praticamente às escondidas da população, sem tempo de campanha eleitoral, tanto na TV, quanto a proibição de dar entrevistas, ter outdoors, faixas, cartazes, carros de som etc., nem é preciso dizer, é completamente antidemocrático.

Justamente precisa ser feita dessa maneira para não dar espaço para se desenvolverem políticas alternativas à da burguesia, já completamente esgotada e atualmente sem perspectiva de regeneração.

Tal hábito, vale ressaltar, é inclusive servilmente imitado pela “esquerda” pequeno-burguesa, que no âmbito em que atua; sindicatos, grêmios, centros acadêmicos etc. realizam eleições relâmpago e com baixíssima votação, pois, estando em conformidade com o regime político sofrem ainda mais rapidamente, pois são mais frágeis, a mesma decadência que o regime de conjunto.