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Asunto:NoticiasdelCeHu 973/06 - Reunião inédita de Cúpula do Ibas reúne Lula, Singh e Mbeki (Mauricio Hashizume)
Fecha:Sabado, 9 de Septiembre, 2006  14:24:04 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticiasdelcehu @..................ar>

NCEHU 973/06


BRASIL, ÍNDIA E ÁFRICA DO SUL

Reunião inédita de Cúpula do Ibas reúne Lula, Singh e Mbeki

Marcada para o dia 13, I Cúpula de chefes de Estado do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) materializa articulação entre países grandes do Sul e dá impulso para negociações tanto do Brasil como do Mercosul no âmbito político e comercial.


BRASÍLIA – Três pesos pesados do Hemisfério Sul de três continentes diferentes estarão reunidos na semana que vem em mais uma iniciativa inédita. Na quarta-feira (13), os chefes de Estado de Índia, Brasil e África do Sul estarão presentes na capital federal na I Reunião de Cúpula do Ibas – sigla formada com as letras iniciais dos três países. O presidente Lula será o anfitrião do encontro com o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Esta será a primeira visita ao Brasil de um chefe de Estado indiano desde 1968, há 38 anos.

O compromisso da vez do Ibas, diálogo iniciado em 2003, terá um caráter simbólico – uma “demonstração do entendimento” entre as partes acerca de uma “concertação política” sobre os grandes temas da agenda internacional e da cooperação econômica e comercial em nível trilateral, nas palavras do embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, subsecretário-geral político do Itamaraty. “Esperamos que a comunidade internacional veja a Cúpula do Ibas como um momento representativo para que os países do Sul possam participar da definição da agenda mundial”, explicou o subsecretário, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (4).

Nesse sentido, a declaração conjunta da I Cúpula do Ibas deve tocar em temas centrais como reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o terrorismo, os direitos humanos, Ação contra a Fome e a Pobreza, desenvolvimento sustentável, desarmamento e não-proliferação de armas nucleares, conflitos no Oriente Médio, Rodada São Paulo de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento e propriedade intelectual.

Dentro do capítulo comercial, o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores (MRE), embaixador Regis Arslanian, ressalvou que tanto Brasil como África do Sul fazem parte de blocos regionais próprios – Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Aduaneira da África Austral (Sacu), respectivamente – e nenhum dos dois países estarão negociando acordos em nome desses conjuntos de países. Isso porque as negociações trilaterais envolvendo os dois blocos – Mercosul e Sacu – e a Índia ainda estão em fase inicial. Representando o Mercosul, a Argentina apresentou proposta, em abril deste ano, para a formação de um grupo de trabalho que já foi endossada pelos parceiros. Esse grupo é o espaço de negociações para explorar as modalidades de um acordo maior de comércio entre os dois blocos e a Índia.

O encontro de chefes de Estado do Ibas pode ser entendido, portanto, como uma “expressão de satisfação” com esse processo, nos termos utilizados por Arslanian. Entre os pontos de maior convergência no contexto estritamente de cooperação trilateral (Índia-Brasil-África do Sul), vale destacar o transporte marítimo e aéreo, a agricultura, os biocombustíveis, questões ligadas à sociedade da informação e um plano de ação para facilitação de negócios, concluído há duas semanas, com o propósito de superar barreiras técnicas entre os países.

“Isso não significa que paramos nas negociações bilaterais”, colocou o diretor do Departamento de Negociações Internacionais. Os números crescentes tanto de exportação quanto de importação nas relações em separado com os dois países justificam o ânimo do diplomata. As vendas do Brasil para a Índia saltaram de US$ 553 milhões em 2003 para US$ 1,13 bilhão em 2005; enquanto que as compras de produtos indianos pelo País subiram de US$ 485 milhões para US$ 1,2 bilhão durante o mesmo período. Com a África do Sul, não foi diferente: as exportações brasileiras foram de US$ 733 milhões para US$ 1,37 bilhão e as importações passaram de US$ 202 milhões para US$ 341 milhões.

Ao longo da semana passada, em Pretória, na África do Sul, foi realizada uma semana de negociações para ampliar o acordo de preferências do Mercosul com a Sacu. Cerca de dois mil produtos, aproximadamente mil de cada lado, devem fazer parte dessa ampliação. Ficou acertado que os novos termos serão concluídos em outubro próximo. Serão contemplados o setor automotivo (inclui chassis de ônibus e de caminhão) e de autopeças – itens mais diretamente ligado à produção industrial de Brasil e Argentina -, mas já foi acertado um tratamento especial e diferenciado para os países menores do Mercosul. Soja, lácteos, trigo e couro do Paraguai e do Uruguai terão preferência nas transações comerciais entre os blocos, assim como alguns produtos de países menores da Sacu, como sardinha e sucos, também foram incluídos no acordo.

Na relação bilateral com a Índia, existe já a intenção de ampliar e aprofundar as preferências tarifárias. O acordo firmado entre Mercosul e Índia – que ainda não está em vigor porque não foi aprovado nos Congressos de Brasil e Argentina - abarca 900 produtos (450 de cada lado) e também inclui um dispositivo especial e diferenciado para a soja paraguaia e os têxteis uruguaios. No que toca ao Brasil e à Argentina, o acordo com o país asiático abre espaço para uma diversa gama de manufaturados, principalmente.

De acordo com os diplomatas brasileiros, um acordo entre o bloco da Sacu e a Índia também já está sendo negociado. Com tudo isso, a I Cúpula de chefes de Estado do Ibas estará se realizando para “transmitir a mensagem” da “vontade de construir” um acordo mais ambicioso de livre comércio, proposta aventada pelo chanceler Celso Amorim na primeira reunião do grupo ocorrida em Nova Delhi, na Índia, em 2004.

Fundo e eventos paralelos
O subsecretário-geral político do Itamaraty ressaltou também, durante a coletiva, que o Ibas já mantém um fundo de recursos, alimentado pela contribuição anual de US$ 1 milhão por ano de cada uma das três partes, que permanece sob gestão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), desde 2004. Criado para viabilizar iniciativas de combate à pobreza em países mais necessitados dos três continentes (América Latina e do Caribe, África e Ásia), o fundo do Ibas inclusive já está financiando um projeto de aqüicultura desenvolvido em Guiné Bissau e um outro de coleta de lixo no Haiti.

Serão realizados ainda dois eventos paralelos na próxima terça-feira (12), um dia antes da I Cúpula de chefes de Estado do Ibas. Um deles, tocante à área acadêmica, está sendo convocado pelo Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais (Ipri), ligado ao MRE, com a presença de representantes dos três países. O outro, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz respeito à esfera empresarial.


Fuente: www.cartamaior.com.br , 5 de septiembre de 2006.