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Asunto:NoticiasdelCeHu 265/06 - Brasil -A manutenção da mediocridade (Igo r Ojeda)
Fecha:Martes, 4 de Abril, 2006  22:52:40 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

NCeHu 265/06


Brasil

A manutenção da mediocridade

Palocci cai; Guido Mantega assume, mas política econômica que provoca recessão continuará a mesma

Igor Ojeda



Braço-direito do presidente Lula, homem forte do governo. Insubstituível. Nenhum desses adjetivos foram suficientes para impedir a saída de Antonio Palocci do comando do Ministério da Fazenda, no dia 27 de março, após uma série de denúncias que o comprometiam.

Poupado até certo ponto da crise que atingiu o governo Lula no ano passado, sua situação ficou insustentável após um amontoado de acusações sobre sua atuação no esquema de caixa dois do PT na prefeitura de Ribeirão Preto (SP), entre 2001 e 2002, onde foi acusado de receber “mesada” de uma empreiteira, que seria repassada ao partido.

A gota d'água foi seu suposto envolvimento na quebra ilegal do sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, um dos que afirmaram ter visto o ex-ministro da Fazenda freqüentar a chamada “casa do lobby”, onde era caseiro. No local, Palocci repartiria os recursos advindos de doações ilegais ao PT.


Sem alterações à vista

No dia seguinte a seu pedido de demissão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a Guido Mantega como novo titular do Ministério da Fazenda. Na ocasião, o novo ministro afirmou que irá trabalhar para que o Brasil alcance em 2006 um crescimento de 4% na economia e que seguirá a política econômica atual: “o desenvolvimento que defendo é responsável, avesso às aventuras e ao entusiasmo infantil”. Em relação às taxas de juros, disse que poderá haver alguma queda. Em outras palavras, nenhuma mudança de fundo à vista: apesar de seu perfil mais desenvolvimentista, Mantega manterá os mesmos fundamentos econômicos que seu antecessor. Ou melhor: antecessores, visto que é a mesma política adotada nos dois mandatos tucanos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), baseada no trinômio superávit primário, juros altos e câmbio flutuante e que tanto contribuiu para a estagnação da economia brasileira e a conseqüente manutenção das altas taxas de desemprego e da precarização dos escassos postos de trabalho existentes.

Em discurso no dia 28, o próprio Lula garantiu a manutenção desse tripé. Apesar disso, o jornalista e economista José Carlos de Assis não acredita que essa máxima seja insuperável. “É do ritual dizer que o Lula é o fiador da política econômica, mas o que ele entende de economia para dizer que é dele? O mercado é quem dita essa política. O Lula garante que as determinações do mercado sejam cumpridas. Mas isso pode mudar dentro de dois ou três meses por pressão da própria opinião pública”, afirma.


Mãos atadas

Para Assis, se houver alterações de rumos, estas não serão radicais. “A macroeconomia estava blindada, como está agora e como acho que vai ficar. É possível que, daqui a alguns meses, o Mantega possa acelerar a queda da taxa de juros e utilizar um superávit menor. Mas a essência não vai mudar”, avalia. Segundo ele, o novo ministro não tomará nenhuma medida que a longo prazo represente a queda dos índices de desemprego. “Só se retoma o emprego com uma pauta pesada de investimento público”.

Para Nalu Faria, coordenadora-geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF), um dos motivos para a manutenção da política econômica é a antecipação da disputa eleitoral. “Lula está acuado frente aos ataques e às denúncias. Tem que manter a estabilidade, pois os mercados não podem ficar nervosos. É uma armadilha em que ele e o Palocci caíram”. Segundo ela, os petistas estão confiando no impacto positivo de algumas medidas pontuais de aquecimento da economia, como o aumento do salário-mínimo e o impulso à construção civil, que vai gerar alguns empregos. “Esse ano vai parecer com 2004. Vão aumentar um pouco os índices, só que comparado com o ano anterior fraco. É muito aquém do que queremos. E na situação atual em que se encontra o povo, já vai ser bom para ele”.


Desenvolvimentista

Já para Décio Munhoz, economista e professor da Universidade de Brasília (UNB) e para o sociólogo Emir Sader, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a queda de Palocci e a escolha de Guido Mantega significarão alterações na política econômica. Segundo Munhoz, isso pode ocorrer pela mediocridade de seu antecessor. “É impossível você manter a liberdade de atuação do Banco Central e que você tenha um ministro tão acuado, tão acomodado, tão sem presença como o Palocci. O Guido Mantega é um economista experimentado. Então, eu acho que vai haver alguma mudança”, diz.



Fuente: www.brasildefato.com.br , 4 de abril de 2006.