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Asunto:NoticiasdelCeHu 1376/05 - Brasil - Falsos dilemas emperram o crescimento (Laura Veiga Filho)
Fecha:Jueves, 20 de Octubre, 2005  08:28:48 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

 
NCeHu 1376/05
 

 
CONJUNTURA
Falsos dilemas emperram o crescimento

Lauro Veiga Filho
 

Volta e meia, economistas e técnicos do governo parecem acometidos de surtos de paralisia mental, criando falsos dilemas que acabam provocando decisões equivocadas e emperrando o crescimento econômico.
Invariavelmente, recebem, nesta missão, a ajuda de um certo tipo de analista econômico encontrado em profusão em bancos, corretoras e grupos financeiros conhecidos, consultados sem parcimônia pela grande imprensa.
Para quem não se recorda, o debate econômico no final do ano passado girava em torno de uma tese aparentemente lógica, mas desajeitada, pelas conseqüências futuras que acarretaria para a economia como um todo. Dizia-se, então, que a incipiente tendência de recuperação esboçada pela economia já teria esbarrado num limite e que a insistência nesse caminho traria de volta a inflação.
Para resumir, a “turma do arrocho”, encastelada em gabinetes privilegiados de Brasília, achava que as fábricas não tinham capacidade para aumentar a produção no mesmo ritmo do avanço da demanda, sendo, portanto, necessário esfriar o consumo, achatar a renda do consumidor para evitar aumentos de preços.

PLANOS ABORTADOS

Resultado desse raciocínio capenga, o Banco Central (BC) passou a puxar as taxas de juros (que já se encontravam nas alturas) ainda mais para cima, a partir de setembro de 2004. O objetivo era encarecer o custo dos empréstimos bancários e esfriar a demanda, reduzindo supostas pressões sobre os preços em geral por dois caminhos: com o encarecimento do crédito, o consumidor tenderia a reduzir suas compras, e as empresas seriam encorajadas a desovar estoques, porque ficaria mais caro mantê-los Ao mesmo tempo, com o corte no consumo, empresas e consumidores seriam estimulados a poupar uma parte de seus ganhos, o que ampliaria a sobra de recursos na economia para investimentos (que fariam aumentar a capacidade de produção na indústria).
Um erro flagrante de diagnóstico, pois as empresas já haviam iniciado projetos de ampliação da capacidade, diante da perspectiva de manutenção do crescimento, abortada pela decisão do BC de aumentar os juros.

ANÁLISE FURADA
Ao contrário do falso dilema fabricado pelo BC e Ministério da Fazenda, as empresas investem quando há chances de crescimento (porque sabem que será possível vender ao mercado a produção adicional). Portanto, o risco de um estrangulamento não existia. A capacidade de produção tenderia a aumentar paralelamente ao crescimento da economia em geral, como de fato ocorreu. Por conta da política de juros altos, no entanto, esse crescimento tem ficado muito abaixo do razoável, fazendo murchar a demanda inicialmente projetada pela indústria.
Os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) comprovam que a análise feita pela “turma do arrocho” era furada, totalmente desconectada da realidade. Nos primeiros oito meses de 2005, o total de horas trabalhadas na produção cresceu 6,2% na comparação com igual período do ano passado. Em agosto, mostra a pesquisa mensal da Confederação, o mesmo indicador cresceu 4,8% em relação ao mesmo mês de 2004.
A indústria, no entanto, passou a ocupar o correspondente a 82,9% de sua capacidade, vale dizer, das máquinas e equipamentos instalados para fabricar televisores, geladeiras, aparelhos de imagem e som, carros, aço e mesmo outras máquinas e equipamentos, entre uma série de outros produtos. Em agosto do ano passado, as fábricas estavam operando a 84,1% de sua capacidade. “Só é possível produzir mais, com uso menor da capacidade, se tiverem ocorrido investimentos”, analisa o economista Flávio Castelo Branco, coordenador da unidade de política econômica da CNI.

EXPECTATIVA FRUSTRADA
Mais claramente, as empresas investiram na compra de novas máquinas à espera de um crescimento que não veio. A produção industrial, aponta o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), tem demonstrado “pronunciada instabilidade”, alternando, neste ano, períodos curtos de avanço, com fases de queda ou estagnação.
Os números da CNI indicam recuo de 0,7% nas vendas em agosto, frente a idêntico período do ano passado, enquanto pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apura incremento de 1,1% para a produção no mesmo período. “Em outras palavras, (a indústria) acumulou estoques”, analisa o Iedi. O arrocho ao crédito ameaça criar um outro tipo de constrangimento para a economia, como se verá a seguir.

Fuente: Brasil de Fato Nº 139, 13 a 19 de octubre de 2005.