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Asunto:NoticiasdelCeHu 1318/05 - Brasil - A Miserável Revoluçao das Classes I nfames (Décio Freitas)
Fecha:Sabado, 8 de Octubre, 2005  12:32:09 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

 
 
 
NCeHu 1318/05
 
 


A Miserável Revolução das Classes Infames


Último texto do historiador Décio Freitas - um dos mais respeitados intelectuais brasileiros e autor de obras fundamentais sobre movimentos populares - aproxima ficção e realidade ao narrar um episódio pouco conhecido da história do Brasil: a Revolta dos Cabanos na província do Grão-Pará.


Agência Carta Maior 



A Revolta dos Cabanos foi o movimento popular de maior alcance e radicalismo do Brasil Imperial. Contra ele, a repressão imposta pelo poder instituído atingiu níveis impressionantes: 40 mil mortos. O ódio das elites ao contornar o episódio só foi menor do que o arrojo com que pobres e oprimidos lutaram pela liberdade, democratização e reforma agrária. Ideais que abalavam profundamente a sociedade colonial e oligárquica da época. Como Palmares e Canudos, outras referências de mobilização popular, a Cabanagem também foi praticamente apagada dos registros históricos.

Em A Miserável Revolução das Classes Infames, seu último texto, Décio Freitas - falecido em 2004 e considerado o mais importante historiador dos excluídos - dilui realidade e ficção ao narrar esse episódio pouco conhecido de nossa história. Baseado em documentos guardados no Arquivo Público do Pará e cartas que lhes chegaram às mãos pela esposa do neto de Francisco Ferrer - o célebre educador e socialista catalão fuzilado em Barcelona, sob a acusação de participar de um levante anarquista -, Décio esquadrinha o cotidiano dos envolvidos na revolta a partir do olhar de um estrangeiro.

Com habilidade de romancista, Décio reconstrói toda uma época através das cartas de Jean-Jacques Berthier, bretão evadido da Guiana Francesa para Belém do Pará no século XIX, ao irmão estabelecido em Nantes. Os textos foram doados por Décio à Universidade Federal do Pará, permitindo assim que as pessoas façam sua própria interpretação dos fatos e não se apropriando de documentação que deve por natureza ser pública. Além de minuciosa prestação de contas, neles Berthier reúne notícias de sua vida pessoal e dos acontecimentos políticos que presencia. “Visto que freqüentemente seu relato é fragmentado e lacunoso, corrigio-o ou completeio-o mediante recurso a outras fontes”, esclarece Décio na introdução.

A Miserável Revolução das Classes Infamesconta detalhadamente a fantástica história de Manuel e Antônio Vinagre, Felix Malcher, Eduardo Angelim e outros líderes da Revolução dos Cabanos. Décio descreve com maestria a atmosfera da revolução e a luta revolucionária. O leitor sente o calor da Amazônia, a podridão dos costumes, a barbárie, a fúria dos combatentes, a tristeza das almas e o constante cheiro de morte. Um livro que dá voz aos vencidos e corrige a noção de um Brasil construído sem sangue. Aqui, o autor mostra porque foi um dos raros historiadores cuja obra provocou transformações tanto reais quanto intelectuais.

Décio Freitas nasceu no Rio de Janeiro, em 1922, mas se mudou para Porto Alegre ainda criança. Formou-se em Direito pela Universidade do Rio Grande do Sul, onde iniciou intensa militância política no Partido Comunista Brasileiro e o trabalho na imprensa. Faleceu em Porto Alegre em 9 de março de 2004.

A Miserável Revolução das Classes Infames
Décio Freitas
Editora Record
240 páginas + encarte
R$ 29,90