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Asunto:NoticiasdelCeHu 1131/05 - Brasil - 14º ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFO S (Rio Branco, 23 a 28 de julho de 2006)
Fecha:Lunes, 22 de Agosto, 2005  13:30:03 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

NCeHu 1131/05

14º ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS
"A GEOGRAFIA E A AMAZÔNIA NO CONTEXTO LATINO-AMERICANO: diálogos,
práticas e percursos"
Rio Branco
, AC, 23 a 28 de julho de 2006


 
A Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB - realizará, no período
de 23 a 28 de julho de 2006, o seu 14º Encontro Nacional de
Geógrafos (XIV ENG), na cidade de Rio Branco, AC. A AGB é uma
entidade civil de caráter técnico-científico e cultural, sem fins
lucrativos, fundada em 1934, cujas atividades promovem a discussão e
a divulgação da Geografia no Brasil e no mundo. Sua principal
publicação, a revista semestral Terra Livre, é distribuída para
bibliotecas de diversos países e sua página na internet é acessada
por milhares de internautas todos os meses.
Em seus primeiros anos de vida, a AGB promovia as suas Assembléias
Nacionais, que reuniam basicamente Geógrafos ligados à Universidade
e a órgãos governamentais. Era um grupo relativamente pequeno de
participantes (cerca de 100 a 150 por Assembléia). Essa história
passa a mudar a partir de julho de 1972 quando, em pleno regime
militar, a AGB realizou o seu primeiro Encontro Nacional de
Geógrafos, na cidade de Presidente Prudente, SP. O Encontro realizou-
se sob constante tensão, pois, numa época em que era proibido
realizar atividades e reuniões científicas ou políticas,
participaram cerca de 500 geógrafos de todo o Brasil. Eram
professores universitários, estudantes, profissionais e professores
dos então cursos ginasiais, científicos, normais e técnicos.
Nesse aspecto, os primeiros encontros da AGB representavam uma forma
de resistência e reorganização da sociedade civil, numa época em que
a organização popular era uma atividade praticamente proibida no
Brasil. Essa história levou os encontros nacionais da AGB a tornarem-
se, hoje, os mais representativos da comunidade geográfica
brasileira.
A realização do XIV ENG na cidade de Rio Branco tem gerado uma
forte expectativa na comunidade geográfica brasileira. Após vinte
anos, o Encontro Nacional de Geógrafos volta à Região Norte do país
e oferece uma oportunidade ímpar para os geógrafos das demais
regiões brasileiras conhecerem uma pequena parte dessa complexa e
fascinante realidade que é a Amazônia.
Um outro diferencial que a AGB vem tentando oferecer aos
participantes do 14o ENG, é a possibilidade de construção coletiva e
transparente do evento, pelos seus quase 3.000 associados. Para
tanto, será disponibilizado, na página internet do Encontro, um
fórum para acompanhamento do trabalho da comissão organizadora e de
proposições de atividades prévias e durante o encontro. Assim, por
exemplo, caravanas vindas das diversas regiões do Brasil poderão
realizar expedições de campo no percurso a Rio Branco e terão um
espaço específico para apresentar/debater suas percepções e análises
da(s) espacilalidade(s) estudada(s).
Considerando as dimensões continentais de nosso país, o XIV ENG
siginificará, para a maior parte dos participantes, um trajeto de
mais de 3.000 Km – fato que, por si só já soa como instigante para a
maior parte da comunidade geográfica brasileira.
Além da possibilidade de expedições prévias, os participantes do
encontro poderão agrupar-se em expedições dentro do próprio evento,
através dos Trabalhos Orientados. Essas expedições durante o evento,
no entorno da cidade de Rio Branco e com duração de até 24h, deverão
ser auto-organizadas e credenciadas junto à comissão organizadora
que poderá estar viabilizando guias locais e roteiros pré-definidos
para sererm percorridos pelos participantes. Tudo vai depender da
nossa capacidade de, coletivamente, programar as atividades com a
devida antecedência e senso de responsabilidade.

PRINCÍPIOS E OBJETIVOS NORTEADORES DA ORGANIZAÇÃO DO 14º ENCONTRO
NACIONAL DE GEÓGRAFOS

A 85ª Reunião de Gestão Coletiva, realizada em Rio Branco, nos dias
21, 22, 23 e 24 de Abril de 2005, considerando que o 14º Encontro
Nacional Geógrafos orienta-se no sentido da partilha do conhecimento
geográfico e não no da troca mercantil, estabeleceu os seguintes
princípios norteadores para sua organização:

1. Construir e dar expressão à memória da produção geográfica,
especialmente quanto à relação Amazônia-Brasil-América Latina;
2. Representar as tendências da produção geográfica brasileira
atual;
3. Garantir a pluralidade existente na produção geográfica;
4. Dar preferência à colaboração de sujeitos que sejam orgânicos
na construção do Encontro;
5. Não remuneração de convidados ou palestrantes;
6. Promover o diálogo da Geografia com as práticas sociais e
políticas, mapeando-as e identificando potenciais parceiros para a
atuação da AGB;
7. Construir espaços para proposições da Entidade;
8. Assegurar a participação ampla e irrestrita de todos aqueles
que são compromissados com a Ciência Geográfica no país;
9. Assegurar condições infra-estruturais para atender
aproximadamente 2.500 participantes;
10. A Comissão Organizadora será composta por uma Secretaria, uma
Tesouraria, uma Comissão Cientifica e Comissões de Trabalho que
atuarão de forma integrada e participativa;
11. As Seções Locais e a Diretoria Executiva Nacional da AGB são
co-responsáveis pela construção e realização do Encontro.

TEMA, EIXOS TRANSVERSAIS E EIXOS TEMÁTICOS


Sob o tema "A Geografia e a Amazônia no contexto latino-
americano: diálogos, práticas e percursos", o 14º Encontro Nacional
de Geógrafos busca provocar e consolidar a reflexão multi-escalar
que a Questão Amazônica tem apresentado à Geografia e à Sociedade
Brasileiras, incorporando debates caros à atuação recente da AGB: a
integração latino-americana, os discursos e as práticas sobre o (des)
envovimento da Amazônia, além dos percursos da Geografia diante dos
vários desafios institucionais, políticos e epistemológicos
verificados nos últimos anos.
Com a deliberação da 43a Assembléia Geral da AGB (Goiânia, 2004) e a
perspectiva de realização de um Encontro Nacional de Geógrafos em
plena Amazônia, não nos furtamos à oportunidade de centrar nossas
atenções e esforços analíticos sobre esta complexa espacialidade e
suas questões subjacentes. Questões essas que, cada vez mais, são
reflexos e condicionantes das questões mais gerais colocadas para o
desenvolvimento brasileiro e latino-americano, com todas as suas
potencialidades e riscos.
Sempre vista como a última fronteira de ocupação do território
nacional, ao mesmo tempo em que um pretenso senso comum cria rótulos
nada ingênuos como "terra de ninguém", "patrimônio natural do
Brasil" e "pulmão do Mundo", a Amazônia tem sido alvo de diferentes
discursos e estratégias de territorialização modernizante onde, ante
o contexto de periferia na qual se fundam, verificamos a reprodução
de algumas iniqüidades históricas já registradas ao longo dos
últimos cinco séculos, nas demais regiões do país: proliferação de
áreas agrícolas sob a égide das grandes propriedades empresariais e
latifúndios, conflito generalizado entre a posse e a propriedade das
terras – mais recentemente, sobre o próprio conteúdo genômico da
biota –, urbanização acelerada sem infra-estrutura correspondente,
processos diversos de degradação ambiental incorrendo, inclusive, em
ameaça generalizada à diversidade sócio-cultural e biológica
assentada sob a Hiléa, entre outros.
Além disso, frente às várias permanências já assinaladas, formas
diversas de organização espacial dos "de baixo" nos apresentam
idéias e perspectivas potenciais para um desenvolvimento real, não
apenas retórico, onde empates, colocações, varadouros e outros
tantos termos significativos de um regionalismo amazônida ainda em
consolidação deixam de ser meras excentricidades lingüísticas e
chegam ao cerne do nosso esforço analítico e organizativo.
Para dar conta da complexidade das várias realidades presentes num
encontro do porte do ENG, a AGB definiu Eixos Transversais, ou seja,
eixos onde questões fundamentais que perpassam todos os campos de
atuação das geógrafas e geógrafos brasileiras(os) podem culminar na
elaboração de documentos que irão apontar perspectivas e diretrizes
a serem seguidas pela entidade, assim como embasar o seu
posicionamento político e científico nos próximos anos. Os Eixos
Transversais
definidos desde o 6o Congresso Brasileiro de Geógrafos
(Goiânia, 2004) são:

- Formação do Geógrafo
- Ensino e Pesquisa
- Teorias e práticas
- Políticas e (des)envolvimento

Numa tentativa de fomentar a reflexão integradora e plural dos
vários temas da Geografia, rompendo com as eternas e limitadas
dicotomias, a AGB definiu Eixos Temáticos que pretendem colocar lado
a lado a diversidade teórica e metodológica de nosso campo do
conhecimento, como forma de possibilitar uma sistematização do
pensamento geográfico contemporâneo, buscando novas referências para
a pesquisa, o ensino e a aplicação da Geografia em todos os níveis e
modalidades. Os Eixos Temáticos definidos pela 86a RGC, realizada em
Belo Horizonte, MG, nos dias 30 e 31 de julho de 2005 foram:

- Fronteiras, centralidades e periferias
- Escalas da vida versus escalas da produção
- Tecnologia e método no pensamento geográfico contemporâneo
- Integração regional, projetos nacionais e resistência

Por tudo isso, pretendemos que os termos diálogos, práticas e
percursos, no aposto do tema geral do Encontro, remetam às várias
tramas sociais e políticas que perpassam o processo de ocupação da
grande planície, do próprio território brasileiro e da América
Latina como um todo, desvelando a complexidade de representações e
tentativas de apropriação do espaço pelos mais diferentes grupos
econômicos e segmentos sociais.
A preocupação em incorporar o debate continental ficou latente a
partir dos desencontros verificados historicamente na participação
da Geografia brasileira em debates e eventos internacionais. Sem
pretender uma subsunção de suas congêneres latino-americanas, mas
sustentando o caráter de pluralidade e radicalidade democrática
desde o estabelecimento de seus princípios norteadores até sua
postura ética de valorização das experiências vividas lado a lado
com os trabalhos acadêmicos em sentido estrito, a AGB traz uma
proposta lançada durante o X Encontro de Geógrafos da América Latina
(São Paulo, 2005) na qual torna-se fundamental o enfrentamento das
várias dificuldades e o estabelecimento de uma relação mais
constante com as instâncias internacionais da Geografia e com as
comunidades geográficas de nossos países.

MODALIDADES DE ATIVIDADES

Conferências
A Conferência de Abertura tem, como título, o tema do XIV ENG –
A Geografia e a Amazônia no contexto latino-americano: diálogos,
práticas e percursos. As conferências de transversalidades, ocorrem
ao longo do encontro, nos momentos estratégicos onde as(os)
participantes terão oportunidade para apropriar-se dos Eixos
Transversais de forma mais sistematizada, porém, aberta aos vários
questionamentos advindos das reflexões suscitadas pelas(os)
conferencistas e/ou pelas demais atividades do encontro. A
Conferência de encerramento, com título a ser definido, pretende-se
uma avaliação preliminar do encontro, por uma personalidade de
reconhecida importância para a Geografia brasileira ou latino-
americana, além de apontamentos sobre as perspectivas percebidas
para os próximos anos.

Mesas Redondas
As mesas redondas constituem o momento do encontro onde o debate
teórico-conceitual é feito de forma multidisciplinar e socialmente
ampla. Congregam estas atividades Geógrafos com trabalho reconhecido
nas diferentes temáticas da Geografia, juntamente com profissionais
de outras áreas e/ou militantes envolvidos na discussão da temática
proposta. As mesas programadas para o XIV ENG serão apontadas na 87a
RGC, a ser realizada de 29 de outubro a 02 de novembro de 2005, em
Salvador, BA.

Comunicações Coordenadas (CC)
Esta atividade visa expor a produção dos grupos de pesquisa e/ou de
militância vinculados aos diferentes níveis de conhecimento. As CC's
organizam-se a partir de um Coordenador que sugere o tema, convida
os participantes e inscreve a atividade no evento. Constitui uma
mesa de debate centrada em temas de maior especificidade,
desenvolvida por um ou mais grupos de pesquisa. Como trata-se de uma
atividade auto-organizada, os propositores e componentes comprometem-
se com suas despesas de participação no evento e a comissão
organizadora viabiliza a infra-estrutura e o espaço necessários.

Espaços de Diálogos e Práticas (EDP)
O Espaço de Diálogos e Práticas (EDP) é uma tentativa de
aperfeiçoamento dos Espaços de Diálogo (ED). O Espaço de Diálogo foi
organizado pela primeira vez no XII ENG (Florianópolis, 2000), e
representou uma inovação em eventos científicos de âmbito nacional,
promovendo uma nova dinâmica para a apresentação de trabalhos e
experiências da Geografia brasileira. Cada trabalho inscrito era
classificado segundo seu eixo e sub-eixo temático e as apresentações
deveriam transcorrer num clima de debate continuado, ao longo dos
períodos previstos pela estrutura dos encontros. Entretanto, dada a
dificuldade de formação de uma cultura específica para os ED's, onde
ainda prevalece uma visão estritamente universitária do modo de
fazer e apresentar a produção científica, verificou-se a necessidade
de torná-lo ainda mais dinâmico e integrado às demais atividades do
Encontro e da própria atuação da AGB.
O EDP pretende resgatar a dinâmica prevista para os ED's com a
perspectiva de proposição e ação continuada dos Grupos de Trabalho,
perfazendo um papel de aglutinador da produção geográfica brasileira
em suas várias dimensões institucionais e seus vários níveis de
sofisticação teórica e empírica. Os EDP's serão atividades que
pretendem congregar as elaborações técnico-científico-culturais das
(os) participantes do XIV ENG e objetivam a difusão e a partilha de
informações e experiências, bem como a definição de intervenções
reais e possíveis da Geografia no contexto e temas específicos.
A idéia é que cada proponente (individual ou coletivo), referenciado
na estrutura temática do XIV ENG propõe à comissão organizadora e
com ela dialoga a dinâmica do coletivo que atuará durante o evento
desde as suas condições de infra-estrutura até o envolvimento das
coletividades implicadas, em especial a própria AGB. Esse diálogo
inicial será sistematizado a partir do esquema de pré-inscrições, a
ser disponibilizado na página internet do Encontro. A idéia é que,
já no processo de preparação e organização para a ida a Rio Branco,
as várias geografias comecem a entrar em contato e tracem os
percursos a serem consolidados no próprio Encontro.
O EDP será constituído pelo coletivo de participantes com trabalhos
inscritos previamente, por outros participantes interessados na
referida temática, por um relator indicado pela comissão
organizadora e por um coordenador eleito entre os presentes, cuja
função será a de ser um facilitador do debate entre todos os
participantes. Cada EDP terá cerca de 10 (dez) a 15 (quinze)
trabalhos inscritos e prevê-se que seja composto por cerca de 30
(trinta) participantes por sala. Cada coletivo formado em EDP terá
12 horas de trabalho, reservadas ao longo do Encontro, para
desenvolver o debate e, caso necessário, propor encaminhamentos para
o painel e para a plenária final. Os participantes dos EDP's terão a
sua participação registrada no Certificado único do XIV ENG, desde
que obtenham um mínimo de 80% de freqüência na referida atividade.

Trabalhos Orientados (TO)
Nos últimos 30 anos, assistiu-se um aumento sem precedentes no
número de cursos de Geografia e uma total reestruturação nas
demandas da Sociedade com relação ao conhecimento geográfico e aos
seus vários segmentos profissionais, tanto na área do ensino, quanto
na pesquisa e nas áreas ditas aplicadas da Geografia.
Esse processo foi encarado, no âmbito da AGB, como uma mudança
estrutural e histórica, fazendo com que seus encontros nacionais
passassem a refletir e pretender dar conta, em parte, das novas
necessidades dessa comunidade geográfica ampliada e transformada.
Por isso, várias experiências passaram a ser encaminhadas em termos
de organização de atividades ao longo dos vários eventos organizados
pela entidade, em âmbito local e regional. Cada uma dessas
atividades refletia uma determinada visão de AGB e de que formas a
Geografia poderia dar conta dessas novas demandas. Aos poucos, essas
atividades foram aperfeiçoadas e chegaram a ser realizadas nos
últimos três Encontros Nacionais, além do VI Congresso Brasileiro de
Geógrafos (Goiânia, 2004) ganhando maior expressão frente à
comunidade geográfica brasileira: os Grupos de Trabalho e os Mini-
Cursos.
Os Grupos de Trabalho apresentam uma perspectiva mais politizada do
enfrentamento dos vários desafios colocados para a Geografia
contemporânea. Pretendem-se grupos organizados, em diversas escalas,
sob questões específicas, com a possibilidade de atuação continuada
e propositiva, condicionando, em última análise, a própria atuação
da AGB. Os mini-cursos são oportunidades de exposição de um
determinado acúmulo conceitual ou prático, por pessoas de
reconhecida competência em algum ramo da Geografia e que se dispõem
a organizar suas atividades durante o evento nacional. Em geral,
essas duas modalidades de atividades não são mutuamente excludentes,
uma vez que visam a demandas específicas e, logo, atendem a
segmentos também diferenciados no público geral dos Encontros.
Porém, até por uma questão de limitação de tempo e de infra-
estrutura, ambas as atividades passaram a concorrer entre si, pela
possibilidade de dar conta mais efetivamente das necessidades de
formação e organização dos geógrafos brasileiros.
Para o XIV ENG, a Associação dos Geógrafos Brasileiros reinscreve um
tipo de atividade pretérita tanto aos mini-cursos quanto aos Grupos
de Trabalho, mas, atualizada pelo amadurecimento político alcançado
pela entidade: os Trabalhos Orientados.
Tratar-se-ão de atividades prévia e livremente organizadas por
grupos de participantes contemplando trabalhos de campo no entorno
da sede do Encontro, exposição de assuntos ou conceitos da
Geografia, oficinas, simpósios e quaisquer outras atividades de
cunho técnico-científico ou cultural, dentro dos Eixos Temáticos ou
dos Eixos Transversais. As atividades inscritas como Trabalhos
Orientados serão assessoradas pela Comissão Organizadora, nos termos
do que vier a ser decidido pelas 87a e 88a RGC's.
Nos constantes debates travados pelas Seções Locais nas últimas
RGC's, temos verificado uma necessidade latente da comunidade
geográfica brasileira, qual seja, resgatar algumas práticas e
tradições de método da nossa ciência, incorporando-as aos novos
contextos sociais, políticos e tecnológicos observados na
contemporaneidade e apontando-as para a transformação da sociedade
em bases mais justas, democráticas e efetivamente sustentáveis.
Assim, um dos desafios que assumimos em caráter imediato, na
organização do XIV ENG, é a requalificação e a valorização das
atividades de campo, em complemento às demais investigações e
reflexões de ordem teórico-epistemológica, bem como no
fortalecimento da nossa capacidade de atuação política junto aos
movimentos sociais, organismos de interesse público e iniciativas
comunitárias em sentido amplo.

TEXTOS E PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS

A forma de publicação dos trabalhos inscritos em EDP e CC será
definida na 87a RGC, em novembro de 2005, em Salvador, BA.
Entretanto, entende-se, pelo acúmulo recente das demais RGC's e
Encontros Nacionais, que deverão ser privilegiadas as modalidades
eletrônicas de publicação, para efeito de registro geral e
publicização dos trabalhos apresentados ao longo do Encontro. Além
disso, como forma de contemplar não só as experiências prévias, mas
a própria produção a ser (re)trabalhada ao longo do XIV ENG, há a
perspectiva de se pensar uma publicação pós-encontro, onde prazos
específicos seriam criados para os participantes encaminharem os
resultados dos debates efetivados em Rio Branco.

TAXA DE INSCRIÇÃO

O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado nas Seções
Locais que estiverem devidamente credenciadas junto à Diretoria
Executiva Nacional da AGB. A relação das Seções Locais credenciadas
e seus respectivos endereços estarão disponíveis no sítio da AGB em
breve. Eis os valores definidos na 86a Reunião de Gestão Coletiva da
AGB:

-----------------------------------------------------------------------
segmentos De 02/01 a 03/07
No evento
sócios estudantes de graduação
70,00
80,00
sócios professores

100,00 120,00
sócios demais profissionais

140,00 160,00
não-sócios
200,00 250,00

-----------------------------------------------------------------------

INSCRIÇÃO E APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

Um dos maiores gargalos do processo de organização de qualquer
evento do porte de um Encontro Nacional de Geógrafos é a questão da
recepção dos trabalhos e o seu encaminhamento para a Comissão
Científica e para as respectivas atividades. Para o XIV ENG, estamos
lançando a perspectiva de pré-inscrição dos participantes, onde, a
partir de algumas informações enviadas para a Comissão Organizadora,
todos os interessados poderão ter uma participação ativa na
organização das atividades e no encaminhamento das diferentes
temáticas ao longo do Encontro. Os vários percursos da Geografia
brasileira rumo a Rio Branco, poderão ser compartilhados meses antes
do próprio encontro, permitindo um melhor planejamento da
organização da infra-estrutura, e catalisando as expectativas da
comunidade geográfica com relação às atividades a serem encaminhadas
ao longo do evento. Segundo a deliberação da 85a RGC, eis os
seguintes prazos para os períodos de pré-inscrição e inscrição.
A. Três meses para a pré-inscrição e a construção coletiva das
atividades (17/09 a 17/12/2005) >> Ao participante será solicitado:
Identificação; indicação de preferência quanto à forma de
participação e o tema da atividade;
B. Três meses de inscrição de trabalhos para os EDP, CC e TO (02/01
a 03/04) >> Processo de inscrição normal, envio de trabalhos para a
comissão organizadora através de correio eletrônico.
-----------------------------------------------------------------------
Eduardo Pazera Jr.
pazera@terra.com.br
Caixa Postal 5030
58051-970 Joao Pessoa - PB
Brasil
http://br.egroups.com/group/listageografia
55(83)2501343,99837534