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Asunto:NoticiasdelCeHu 278/05 - América Latina: repensar o desenvolvimento (A loizio Mercadante)
Fecha:Miercoles, 2 de Marzo, 2005  17:01:40 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

NCeHu 278/05
 
                                  Aloizio Mercadante, más allá de los noventa
 

Brasil
América Latina: repensar o desenvolvimento
 Aloizio Mercadante

Quando se encontravam em estágios de desenvolvimento comparáveis à nossa situação atual, os países hoje desenvolvidos jamais aplicaram as políticas que agora recomendam aos países em desenvolvimento

Aloizio Mercadante, economista, professor licenciado da PUC e da Unicamp, lider do Governo no Senado (
http://www.mercadante.com.br e mercadante@mercadante.com.br):

A partir de meados dos anos 80, a afirmação da hegemonia ideológica do capitalismo e a estruturação de novo ordenamento internacional, comandado pelos interesses econômicos e estratégicos dos EUA, impulsionaram a difusão, em escala planetária e com particular vigor no mundo subdesenvolvido, de um modelo padronizado de organização e funcionamento da economia.

Este foi fundado na eliminação de todas as barreiras à livre movimentação do capital estrangeiro, na abertura comercial irrestrita e unilateral, na reforma do Estado e na desregulamentação geral da economia, com o mercado assumindo o papel de reitor da alocação e de distribuição de recursos em todas as suas esferas.

A América Latina foi a região do mundo que aplicou com maior rigor e intensidade essa proposta de política, consubstanciada no que se convencionou chamar o Consenso de Washington.

Por meio dela, cimentou sua integração à dinâmica da
financeirização/globalização da economia mundial e redesenhou suas instituições e seu sistema produtivo interno.

O Brasil não foi uma exceção a essa regra, ainda que a adesão de nossas elites à onda neoliberal tenha sido tardia.

No entanto, a abertura mais ampla aos fluxos de capital, o eixo desse processo, não significou maior crescimento econômico. Ao contrário.

Enquanto no período de 1950 a 1980 a taxa média de crescimento da região foi superior a 5% anuais, entre 1980 e 2003 caiu para 2,1%.

Do mesmo modo, a notável expansão do comércio internacional nos anos 90 teve efeitos modestos sobre o crescimento do PIB regional.

Embora a América Latina tenha aumentado sua participação no comércio mundial entre 1990 e 2003, a liberalização comercial, intensificada na região durante esses anos, não se traduziu em uma aceleração proporcional do ritmo de crescimento econômico.

Também as reformas privatizantes tiveram escasso impacto na expansão da capacidade produtiva e no aumento da produtividade sistêmica da economia.

Por que não funcionaram essas políticas? Por que, ao contrário do apregoado, declinou o ritmo de crescimento econômico e aumentou o desemprego, a desigualdade e a exclusão social?

Uma pista para a resposta a essas questões se encontra no livro ‘Chutando a Escada - A Estratégia de Desenvolvimento em Perspectiva Histórica’, de Ha-Joon Chang, diretor-assistente de estudos sobre o desenvolvimento da Universidade de Cambridge.

Sua análise suscita várias questões. Por exemplo, a que interesses respondem as políticas que são atualmente recomendadas pelos países desenvolvidos e pelas organizações multilaterais que as difundem?

Que lições podem ser extraídas da experiência dos países em desenvolvimento que acataram essas recomendações?

Quais são as perspectivas desses países de superar sua condição de periferia subdesenvolvida com a aplicação dessas políticas? Por que os países mais desenvolvidos, principalmente os EUA, não aplicam esse tipo de política?

Duas conclusões da pesquisa de Chang são particularmente relevantes.

A primeira delas é a de que, quando se encontravam em estágios de
desenvolvimento comparáveis à nossa situação atual, os países hoje
desenvolvidos jamais aplicaram as políticas que agora recomendam aos países em desenvolvimento.

Tampouco adotaram a maior parte das instituições hoje consideradas essenciais aos países em desenvolvimento, como a proteção irrestrita aos direitos de propriedade intelectual e de patentes.

A segunda conclusão é a de que a experiência histórica demonstra que os países hoje desenvolvidos mudaram de posição depois de atingirem a fronteira tecnológica que lhes assegurava a hegemonia econômica, impondo ou recomendando aos demais políticas diferentes das que eles adotaram.

Ou seja, estariam ‘chutando a escada’ para impedir que os países retardatários alcançassem um patamar similar de desenvolvimento.

As indagações e conclusões do livro de Chang, embora sem esgotar a temática, embutem uma instigante e atual agenda para a América Latina.

E o momento é oportuno para retomar esse debate e traduzi-lo em propostas concretas de políticas, fundadas na realidade social de cada país, querespondam às necessidades e às aspirações de desenvolvimento de seus povos.
(Folha de SP, 27/2)

Fuente: ListaGeografía/Brasil.






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