Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 4721 al 4740 
AsuntoAutor
FELIDIDADES Beatriz
2010/04 - Recusar Centro H
2002/04 - Coloqui Centro H
Re: NoticiasdelCeH Rita Vin
2003/04 - Coloquio Centro H
Felicidades para e Axioma
2004/04 - Calendar Centro H
Felicidades ( Este Centro H
2006/04 - Imperial Centro H
2007/04 - Felicida Centro H
2008/04 - Felicida Centro H
2009/04 - Gerard D Centro H
felices fiestas Pablo Do
2011/04 - Israel t Centro H
Re: NoticiasdelCeH mario ch
2012/04 - COREA: L Centro H
2013/04 - Felici Centro H
2014/04 - Felicida Centro H
2015/04 - Saludos Centro H
2016/04 - Felicida Centro H
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 4957     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 2010/04 - Recusar a reforma sindical (Ricardo Antunes)
Fecha:Jueves, 23 de Diciembre, 2004  16:08:31 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

 NCeHu 2010/04
 
La "Reforma" y los "Reformistas" no reparan en fronteras
 

 
Brasil

 Diário da Tarde. Opinião. Belo Horizonte, 23 de dezembro de 2004.

 
 Recusar a reforma sindical 

 
Nas últimas décadas, as mutações que ocorreram no universo produtivo, em escala global, foram de grande monta e afetaram enormemente o mundo do trabalho. A denominada era da globalização combinou, de modo esdrúxulo, ''era da  informatização'', pelo avanço tecnocientífico, com a ''época da
 informalização'', isto é, uma precarização ilimitada do trabalho.
 
 Os capitais passaram a exigir, cada vez mais, a flexibilização dos direitos do  trabalho, forçando os governos nacionais a ajustarem-se à fase da acumulação  flexível. Flexibilizar a legislação do trabalho significa - não é possível ter nenhuma ilusão sobre isso - aumentar ainda mais a precarização e destruição dos  direitos sociais que foram arduamente conquistados pela classe trabalhadora,  desde o início da Revolução Industrial na Inglaterra e, especialmente, pós-1930,  quando se toma o caso  brasileiro.
 
 É esse cenário que, depois de inúmeras tentativas feitas durante o período FHC,  agora exige do governo Lula a flexibilização de nossa legislação sindical e  trabalhista.
 
 Vitorioso Lula e o PT, o FMI e o sistema global do capital fizeram a nova  imposição: é chegada a hora de destruir a coluna vertebral de nossa legislação  social, no que ela ainda tem de positivo. O estarrecedor é que Lula, antigo militante operário, batalhador das causas sociais dos anos 70/80, tenha aderido
 à flexibilização/precarização do trabalho, usando eufemismos similares àqueles  proferidos durante o desmonte da previdência pública, realizada no início de seu governo. Seria cômico, se não fosse trágico, que Lula, o político metalúrgico,  seja obrigado - sem nenhuma resistência, por mais branda e moderada que fosse -  a destruir o que foi conquistado em mais de um século de luta dos
 trabalhadores.
 
 E, ao tentar implementar tal vilipêndio, demonstrar sua aceitação servil e submissa às imposições do FMI e dos capitais globais que o governo Lula sequer  ousa  arranhar.
 
 A reforma trabalhista, elaborada pelo Fórum Nacional do Trabalho, com representantes dos ''trabalhadores, empresários e governo'', todos escolhidos pelo governo do PT, é antípoda daquilo que era defendido pela CUT e pelo PT  durante os anos 80. Numa síntese, é a negação da autonomia, da liberdade e da  independência sindicais. Dividida em duas partes, o desmonte começa pela reforma
 sindical. Depois viria a reforma trabalhista, na onda da desconstrução global.  Ela tem pelo menos três pontos  nefastos.
 
 Primeiro: é extremamente cupulista, transferindo para as centrais sindicais o  poder de negociação de direitos dos trabalhadores, restringindo a participação dos sindicatos e das assembléias de base para a realização dos acordos de  classe.
 
 Segundo: as centrais passam a ser definidas a partir da sua representação, o que fere qualquer possibilidade de exercício de autonomia e liberdade sindicais,  ao estabelecer limites mínimos para a representação dos  sindicatos.
 
 Terceiro: o imposto sindical e as contribuições assistenciais são substituídas  pela chamada Contribuição de Negociação Coletiva (de até 1% da renda líquida do trabalhador no ano anterior), ferindo-se o desejo fundamental do sindicalismo  autônomo que é a cotização livre e voluntária dos trabalhadores para a
 manutenção dos sindicatos. Trata-se de trocar gato por lebre, para manter a  velha burocracia sindical que sustentou durante anos o chamado peleguismo  sindical.
 
 Trata-se, portanto, de uma ''reforma'' que preserva e intensifica o  verticalismo, o cupulismo, o burocratismo das centrais sindicais, tolhendo o  nascimento de novos organismos de base e restringindo ainda mais a ação autônoma  dos  trabalhadores.
 
 Se cabe ao governo Lula fazer mais esta (contra)reforma, devemos acrescentar:  triste o país em que um governo burguês (Vargas) criou, sob pressão operária, a nossa legislação social; e um governo de origem operária (Lula), sob pressão  burguesa, parece servilmente disposto a  destruí-la.
 
 
Ricardo Antunes
 Sociólogo

Fuente: ListaGeografía/Brasil, William Rosa Alves.
 
 

Algunos de los cientos de artículos en venta o subasta en eGrupos.net
 
  • Libro: "En las cenizas encontré la vida" ( 10 EUR) 
     
  • Memoria DIMM SDRAM PC-133 256MB ( 30 EUR) 
     
  • Retroproyector 3M ( 1.35e+06 EUR) 
     ¿Tienes algo que deseas vender? ¿O comprar? ¿Quieres ver tu anuncio aquí, gratis? 
    ¡ Visita hoy mismo EGRUPOS.NET !

     



    Descubre "La otra cara de Papá Noel".
    Bájate el vídeo (70 seg.) entrando aquí: