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Asunto:NoticiasdelCeHu 2006/04 - Imperialismo e lutas sociais (Isabel Monal)
Fecha:Jueves, 23 de Diciembre, 2004  04:10:26 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...........ar>

NCeHu 2006/04

Imperialismo e lutas sociais

Isabel Monal [*]

. Desde a queda da URSS e do campo socialista na Europa de Leste, encontramos no essencial, no establishment do imperialismo norte-americano, duas atitudes que ocasionalmente se sobrepõem. Primeiro, na década de noventa a mitologia da globalização e do neoliberalismo como soluções óptimas para o conjunto do planeta. E, mais tarde, as declarações mais ou menos abertas que reclamam o direito e a necessidade do poder imperial dos Estados Unidos sobre o resto do mundo, até aos anos recentes em que muitos já se não dão ao trabalho de esconder, sob fórmulas enganosas, o propósito imperialista do grande poder norte-americano, mas declaram abertamente que de facto os Estados Unidos são um poder imperial ou imperialista e que essa situação é correcta e desejável para o planeta e para o futuro da humanidade, e é mesmo uma maneira de os Estados Unidos cumprirem aquilo que se considera as suas responsabilidades internacionais. Este reclame pró-imperialista é a posição que encontramos, apresentada de maneira argumentada, entre muitos teóricos dos think tanks como Haass e o seu artigo de referência Imperial America (de 2000), e está também presente mesmo nos artigos de fundo e editoriais de alguns jornais importantes dos Estados Unidos.

Nos anos de Clinton, a ideologia da nova ordem mundial afirmava que com a globalização não existiam já no planeta lugares diferenciados e que toda a gente razoável tinha tendência para se comportar da mesma forma; nessas condições, continuava a sua argumentação, e esclarecidos pelos conselhos dos especialistas de Harvard e dos conselheiros financeiros de Goldman Sachs, a economia russa, por exemplo, evoluiria ela também pelas vias já confirmadas do main stream. Nessa época de optimismo neoliberal e globalizador, prevalecia a opinião de que toda a gente acabaria por se parecer de maneira natural com toda a gente. Segundo essa lógica, a prosperidade económica inevitável conduziria, também de maneira natural, à democracia liberal e esta, por sua vez, transformaria os russos e demais membros do antigo campo socialista da Europa de Leste em membros entusiastas da comunidade internacional. Qualquer coisa como todos habitantes do Wisconsin, mas "com um regime alimentar mais rico em beterraba".

Define-se claramente uma ideia central deste pensamento, e muitas poderiam ser as citações que esboçam a mesma tese, que consiste em considerar que no modelo económico do capitalismo neoliberal a humanidade no seu conjunto encontraria, a partir dos postulados que caracterizam o modelo de sociedade dos Estados Unidos (onde por certo não se praticam exactamente os princípios desse neoliberalismo que se impõe noutras latitudes), o único futuro possível, o único modelo a imitar. É claro que o fundamento de semelhante projecto assentava nesse glorificado modelo neoliberal, mas o propósito geral tinha uma aspiração mais vasta, e projecta-se como contrário à política, à cultura e ao modo de viver de outras nações e povos. É importante por isso ter presente que, embora seja a mundialização económica imperialista o facto prioritariamente determinante, as mundializações são na realidade de tipo múltiplo, formando um conjunto amplo e complexo de interacções diversificadas e de redes complexas. No contexto do imperialismo neoliberal, fica cada vez mais distante a justiça social, e, no plano das culturas, ameaça torná-las homogéneas num processo que destruiria, assim, paulatinamente a riqueza e a diversidade do planeta.

A Casa Branca daqueles anos estava preocupada com as crises, a sua extensão e as suas diversas repercussões, mas interessava-se em particular pelas prováveis consequências ideológicas que tais crises poderiam provocar na consecução dos seus interesses. Robert Rubin (então secretário americano do Tesouro) dava a conhecer de forma específica essas preocupações. Comentava esse colaborador de Clinton: "Estou profundamente preocupado — e posso dizer-lhes que o presidente partilha essas preocupações — com o enfraquecimento do apoio público à globalização num momento em que os interesses económicos, de segurança nacional e geopolíticos do país requerem o oposto".

As reflexões desta citação evidenciam que o aspecto significativo daquele momento do desenvolvimento imperialista radicava precisamente na passividade, e em alguns casos até no entusiasmo, com que as próprias vítimas da mundialização neoliberal tinham acolhido esse processo, e até que ponto tinha penetrado — e não apenas entre os políticos submissos — a ilusão sobre as virtudes da mundialização neoliberal. Essa ilusão foi sem dúvida muito favorável para que se abandonasse como caduca a ideia da existência do imperialismo, então esquecido tanto na terminologia como nas ideologias dominantes que chegaram a penetrar nas esquerdas e em parte do movimento revolucionário. De facto, chegou-se a negar e própria existência do imperialismo e desqualificavam-se os académicos e estudiosos que ousavam ainda referir-se a ele.

A roupagem de globalização com que então se vestia o imperialismo serviu-lhe, entre outras coisas, para fazer passar a ideia de que se alguma vez esse imperialismo tinha existido, na nova etapa do processo histórico já tinha sido superado. Só o capitalismo, rebaptizado por muitos como "sociedade de mercado", e a sua mundialização eram inelutáveis e constituíam o único caminho para o desenvolvimento e o bem-estar. Conseguiu implantar-se a ampla ilusão, muito estimulada pelo então ainda próximo êxito dos chamados dragões ou tigres asiáticos, de que o elevado nível de vida dos países industrializados se tornaria então acessível com a globalização, e que o gueto em que permanecia encerrada a periferia do sistema teria finalmente a possibilidade de ser abandonado.

O neoliberalismo, que tivera o seu antecedente imediato na ditadura sanguinária de Pinochet, chegou a converter-se num mito e tornou-se extremamente forte na América Latina, e foi assim que acompanhou os processos de democratização (entenda-se de democracia liberal) que se seguiram ao fim da última vaga de ditaduras do continente. Na realidade, o mito de que a democracia burguesa resolveria os inúmeros e enormes problemas do continente antecedeu o mito da globalização como fenómeno inelutável e positivo, e de facto contribuiu, juntamente com outros factores (como por exemplo a queda do socialismo do Leste europeu) para a sua aceleração. É óbvio que o reinado do mercado, as privatizações desenfreadas e o processo de financeirização facilitaram o processo da mundialização económica neoliberal, aumentando assim as já enormes desigualdades sociais. Os últimos anos testemunharam o fracasso do modelo neoliberal imposto à América Latina (Argentina, Equador e Bolívia são conhecidos alvos de referência), com o concurso das próprias oligarquias locais, e um consequente ascenso do movimento popular em quase todo o continente.

Não seria de excluir a ideia de que essa outra ilusão que inundou a América Latina nos últimos quinze anos sobre as virtudes intrínsecas da sociedade civil, como oponente ao Estado, não tenha desempenhado também uma certa função nesse processo. Já que essa sociedade civil (que, deve-se recordar, inclui a esfera económica) tende a ser vista como fora do controlo dos grupos de poder, como uma zona de objectividade, alheia às lutas de classes. Alguns chegam mesmo a identificá-la de maneira quase unívoca como uma esfera da expressão popular e como território de defesa dos interesses dos marginalizados e oprimidos. É assim que se deixa de lado o facto de a sociedade civil ser, na realidade, um terreno de fortes lutas sociais onde actua tanto a burguesia e outros grupos oligárquicos como as restantes classes e grupos sociais; uma visão desse tipo gera de modo natural o confusionismo político e ideológico que tanto pode perturbar a marcha das lutas sociais combativas de resistência e de mudança.

Por outro lado, não se pode deixar de ter em conta que os mais sérios economistas e estudiosos mostram como a crescente interdependência e internacionalização constituem um processo histórico inevitável; mas evidencia-se também (nos casos dos críticos do sistema) que a globalização de tipo neoliberal e imperialista não é inelutável.

Deve-se então destacar uma ideia central: a luta contra o capitalismo mundializado passa hoje, pelo menos na América Latina, pela luta contra o neoliberalismo. Poder-se-ia identificar aqui um primeiro ponto chave de partida nas lutas e resistências. Haveria que derrotar primeiro o neoliberalismo, cujos resultados desastrosos se tornaram cada vez mais evidentes para as massas populares e cujos perigos de instabilidade crónica (que por sua vez produz formas de ingovernabilidade) inquieta e perturba tanto os seus próprios defensores dos países da periferia como os grupos imperialistas dominantes no plano mundial.

Não é menos certo que caberia adiantar, pelo contrário, que precisamente o neoliberalismo acabaria por desembocar em crises enormes que produziriam então condições para ofensivas radicais de tipo revolucionário clássico, como as que conhecemos anteriormente. É evidente que esta última é uma alternativa que se não pode excluir a priori; mas não é menos certo também que a história demonstrou que as instabilidades extremas não garantem por si sós e em abstracto, necessariamente, a mudança revolucionária. Uma vez mais a premonição de Rosa Luxemburg, de inspiração engelsiana se apresenta em toda a sua real brutalidade: socialismo ou barbárie. Dada a situação no complexo contexto do mundo de hoje, é de recear que o desespero das massas populares desemboque antes em explosões desorientadas e até irracionais, e que seja uma vez mais a barbárie imperial a conseguir impor-se, tal como aconteceu na Europa dos anos trinta. Para tudo isso contribuiu ainda, como factor muito negativo, o fracasso da experiência socialista no Leste da Europa e o Termidor soviético, o que significou, entre outras coisas é claro, que a perspectiva socialista apareça como fechada ou inexistente aos olhos de amplas maiorias dos sectores mais populares.

E a barbárie que hoje ameaça generalizar-se é precisamente a que provém da nova etapa do imperialismo num momento em que este se manifesta com particular agressividade. Nesta fase, o imperialismo evita o controlo directo de tipo colonial dos territórios submetidos à sua hegemonia, e não duvida, como nos velhos tempos, em usar o seu poderio militar por meio de intervenções e guerras de todo o tipo e em qualquer lugar "obscuro do mundo". Diferentemente do imperialismo da etapa anterior, chamado clássico, este tem um centro do centro imperial, lugar claramente ocupado pelos Estados Unidos, enquanto os restantes poderes ou países imperialistas (a Europa e o Japão, os outros componentes da Tríade) constituem um imperialismo subordinado com tendência para a vassalagem política. Isto não quer dizer que não existam contradições inter-imperialistas, mas estas tornam-se mais relativas, não atingem o grau de antagonismo de outros tempos e tendem antes a funcionar em coordenação e harmonia enquanto esta seja possível. Alguns dos promotores desse imperialismo chamam-lhe "imperialismo benigno", ou, como diz a fórmula enganosa de Madeleine Albright, "assertive multeralism". Os ideólogos do imperialismo defendem o direito e a necessidade deste imperialismo unipolar norte-americano e reclamam que se trata de os Estados Unidos cumprirem as suas responsabilidades internacionais. Muitos intelectuais do país e a elite política estão a abraçar com entusiasmo e publicamente aquilo que consideram a missão imperial, imperialista ou neo-imperialista dos Estados Unidos. Um dos seus defensores mais destacados fora do território, Tony Blair, considera mesmo que essa função e o uso da força militar que a acompanha são necessários para manter a ordem de coisas existente, quer dizer, que os imperialismos subordinados necessitam do poderio militar do centro do centro em benefício do imperialismo da Tríade.

Assim a luta contra o imperialismo, que nunca deixou de ser uma necessidade, adquire agora particular urgência e volta a passar para os primeiros planos da cena internacional. Assim a luta contra o neoliberalismo deverá avançar para abarcar também a oposição ao imperialismo, extremamente agressivo, da nova etapa.

As esquerdas, desnecessário será dizê-lo, serão promotoras e parte fundamental do movimento de luta generalizada. Mas não existe, em geral, uma convicção clara de que o socialismo continua a ser o objectivo estratégico inelutável. As alternativas realistas ao neoliberalismo e ao imperialismo não implicam a rejeição da mundialização como tal, mas a tese de que este pode ser levado a cabo sobre bases totalmente diferentes, e que finalmente se trataria de alcançar a nova sociedade engendrada pelas próprias contradições do capital.

Há no entanto o risco de considerar que bastaria a superação do neoliberalismo, e de que este esforço se transforme, assim, de finalidade de um primeiro momento de luta, em objectivo estratégico definitivo, e se esqueça ou passe por alto com isso que a verdadeira e única meta, se realmente se quer um mundo mais justo e equitativo, é a liquidação do capitalismo e a transformação socialista consequente.

É possível conceber a luta contra a mundialização imperialista em duas projecções que se ligam e entrelaçam: com a ajuda dos movimentos de classe e populares de resistência e luta como actores, e através dos próprios Estados nacionais, quer individualmente (como é o caso da Venezuela em que Estado e movimentos populares se unem num objectivo comum), quer de maneira conjugada com outros Estados. No primeiro caso, pode-se conceber uma ampla aliança dos sectores revolucionários e progressistas. A segunda projecção (que não está separada da primeira) conduz à complexa e mistificada problemática da relação entre a economia e a política nas condições da nova etapa imperialista.

Contrariamente ao que alguns pensam, parece imprescindível que se estabeleça a mais estreita articulação entre os movimentos sociais e as organizações e partidos políticos, e entre próprios movimentos sociais de diversos perfis num processo de lutas continuadas contra o imperialismo que vá conformando um novo sujeito revolucionário para os tempos actuais. E, nesse contexto, o peso e a função dos diversos fóruns sociais é da maior importância. A força das massas destes fóruns é chamada a transformar-se numa arma de luta de grandes repercussões, e eles constituem um instrumento adequado para encaminhar as lutas populares.

Os fóruns sociais abarcam um amplo espectro de posições ideológicas; são sem dúvida heterogéneos, pois que neles confluem uma grande variedade de organizações e grupos. Estão presentes tanto aqueles que lutam pela transformação radical da sociedade capitalista, como os que limitam as suas aspirações à rejeição do neoliberalismo e, em geral, a mudanças moderadas na sociedade. Nessas condições, não é de esperar uma unidade de objectivos estratégicos económicos nem políticos. Ao mesmo tempo, subestimar a força desses formidáveis movimentos de massas seria um grave erro, pois que a luta contra a globalização neoliberal e contra a dívida externa e as guerras imperiais, sustentada por tendências das mais diversas cores ideológicas, constitui uma poderosa arma a que se não deve renunciar.

É certo que a divisa dos fóruns de que "Outro mundo é possível" é um tanto ambígua, mas ela corresponde à abordagem que visa unificar forças em torno do elemento que os une que é a rejeição do modelo existente. Os fóruns não se baseiam num programa político nem num projecto de sociedade, mas expressam a necessidade de agrupar forças poderosas que obstaculizem o processo de globalização neoliberal. Não se pode também imaginar que os fóruns se mantenham estáticos nas suas posições, sem ter em conta as mudanças no mundo que nos rodeia, em particular as formas tão agressivas que o imperialismo norte-americano está a assumir neste momento. As palavras de ordem limitadas que mantiveram até agora correspondem em geral a um momento histórico específico, mas com as condições criadas pela forte ofensiva imperialista dos últimos anos eles serão obrigados a radicalizar-se se não quiserem ficar atrasados em relação ao tempo histórico real. Também se não deveria subestimar, apesar da sua ambiguidade, o valor da tese de que "Outro mundo é possível" na rejeição do modelo de dominação e exploração dominante. Se, por outro lado, se tiver em conta que as alternativas são múltiplas, no sentido de que os caminhos serão diversos e que nenhum processo de mudança será exactamente igual a outro, então essa certa ambiguidade deixa precisamente aberta a questão das alternativas.

Os fóruns são zonas de intercâmbio, coordenação e articulação de elementos variados que se concentram no debate e na elaboração e execução de acções. Trata-se de procurar, nesse contexto, a radicalidade possível e efectiva. Mas também não se deve imaginar que é de evitar o debate e o esforço pela radicalização dos fóruns com vista a que abracem, pelo menos, a causa anti-imperialista.

Não será especificamente através dos fóruns que se produzirão as mudanças, nem tão-pouco se pode imaginar que eles constituam o motor dessa mudança, mas que constituem hoje um factor concomitante de peso nesses objectivos. Não são tão-pouco um instrumento para a tomada do poder, mas têm as suas funções próprias, pois que neles confluem tanto os revolucionários que aspiram à liquidação do capitalismo, como os que apenas procuram superar o capitalismo selvagem e a sua globalização neoliberal. O avanço ideológico dos fóruns passa necessariamente por irem além dos reformismos e tomarem uma posição clara contra o militarismo, as formas de dominação económica e os intuitos imperialistas em geral.

Para conseguirem cumprir um papel preponderante no mundo de hoje, parece que os fóruns devem superar os seus preconceitos em relação à política, e compreender que sem a política esse outro mundo não será possível. A realidade brutal dos tempos que se vivem deve contribuir para que eles acabem por abraçar abertamente posições anti-imperialistas e enfrentar as expressões mais agressivas da etapa actual do imperialismo e as suas guerras preventivas e a militarização das relações internacionais.

Por último, há que destacar a dimensão internacionalista dos fóruns. Juntamente com outras experiências, eles significam a expressão de novas formas de internacionalismo que é preciso desenvolver. Isto não implica, no entanto, a renúncia à herança internacionalista anterior, que é um legado precioso que ainda alimenta os movimentos revolucionários e progressistas do mundo. Uma correcta postura dialéctica conduziria antes à integração e ao enriquecimento das novas formas com as tradições de longa e vigorosa estirpe.

[*] Professora de filosofia na Universidade de Havana, Prémio nacional de ciências sociais 1998 , Directora da revista Marx Ahora . Comunicação apresentada no Encontro Internacional "Civilização ou Barbárie" , Serpa, 23-25/Set/2004.

Fuente: www.resistir.info , 20 de diciembre de 2004.


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