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Asunto:NoticiasdelCeHu 1845/04 ¿Qué país queremos? (Emir Sader)
Fecha:Viernes, 19 de Noviembre, 2004  22:02:33 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...............ar>

NCeHu 1845/04 


Brasil y Argentina: una misma Geografía
Cuando se agota la tibieza del neodesarrollismo


Brasil

¿Que país queremos?

Emir Sader

A saída de Carlos Lessa da direção do BNDES toca no coração do país e da sociedade que queremos. Se o país que queremos não é uma plataforma de exportação e de obtenção de lucros por capitais estrangeiros de curto prazo, mas um país que reúna desenvolvimento econômico com expansão do mercado interno de consumo de massas, temos que nos comprometer com a continuidade da linha atual do BNDES.


A saída de Carlos Lessa da direção do BNDES toca no coração do país e da sociedade que queremos. Com a sua direção, o BNDES deixou de ser o Banco que “saneava” as empresas estatais antes de privatizá-las, com financiamento do próprio Banco.

Deixamos de ver aquelas “alegres” fisionomias juntando as mãos para bater um martelinho, que anunciava que mais um patrimônio público havia sido liquidado, entregue aos grandes capitais privados nacionais e estrangeiros.

Deixamos de ver diretores do Banco que de repente se declaravam “cansados” daquela vida, desapareciam por pouco tempo e reapareciam como altos diretores de empresas privadas, interessadas diretamente na privatização das empresas estatais e nos conhecimentos que os ex-diretores detinham.

O BNDES tornou-se a alavanca das possibilidades de desenvolvimento com inclusão social, mantendo viva a idéias de um projeto nacional, agora articulado com a política externa que privilegia a integração regional.

O BNDES, que havia sido o banco de financiamento da infra-estrutura, da indústria de base e das indústrias de capital e de produtos intermediários, foi transformado, na década passada, em um banco agente da dilapidação do patrimônio público. Quem assistiu a campanha pela privatização da Cia. Vale do Rio Doce na imprensa, não poderia se dar conta do crime que se cometia contra o Brasil, ao vender, a preços baratos, que deram apenas para pagar poucos meses dos juros da dívida, a maior empresa do setor no mundo, que passou rapidamente do setor público a mãos privadas e só não chegou ao controle de capitais estrangeiros porque a nova direção do BNDES comprou ações para impedi-lo.

A direção atual do BNDES recolocou o Banco na direção de um banco do desenvolvimento e da promoção social. Teve que arcar com muito ônus deixados pela ruinosa administração anterior, mas soube rapidamente ser o instrumento de apoio à recuperação de setores da indústria brasileira em ruínas, como a indústria naval, entre outras, assim como o apoio à extensão das exportações brasileiras, com especial atenção aos créditos aos países latino-americanos, de forma conjugada com a nova política de relações exteriores do Brasil.

Os que acreditam que uma política de atração de capitais estrangeiros deve ser um dos objetivos centrais do governo, deveriam pensar que esses capitais já estão no Brasil, mas remetendo lucros para o exterior e só poderiam deixar de fazê-lo se encontrarem aqui um mercado interno em expansão, para que não venham simplesmente lucrar com projetos de exportação, com compra de empresas estatais ou com rendimentos na compra de papéis da dívida pública.

Estas atividades não representam nenhum aporte ao desenvolvimento nacional, menos ainda se o desejamos com inclusão social. Ao contrário, transforma o Brasil num lugar de obtenção de lucros fáceis e de remessa de rendimentos para suas matrizes.

Os que fizeram campanha aberta na imprensa por uma mudança radical de rumos do BNDES contam com a pressão exercida pela missão do FMI em Brasília pela privatização do FAT – recursos essencial para as funções atuais do Banco e que seriam utilizados na lógica de maximização ainda maior dos gigantescos lucros do sistema financeiro privado brasileiro.

Para que essa iniciativa suicida do Estado brasileiro possa se concretizar, teremos que recolocar na direção do BNDES um agente do capital financeiro privado, pelo que lutam os mentores dessas campanhas.

Se o país que queremos não é uma plataforma de exportação e de obtenção de lucros por capitais estrangeiros de curto prazo, mas um país que reúna desenvolvimento econômico com expansão do mercado interno de consumo de massas, para alavancar definitivamente o Brasil para o futuro com a lacra de ser o país mais desigual do mundo, temos que nos comprometer com a continuidade da linha adotada por Lessa no BNDES, com seu projeto de futuro para o nosso país e para a integração regional.

Não se joga nesse caso um jogo de braço de cargos dentro do governo, mas se disputa o tipo de sociedade e de nação que queremos para o século XXI.

Não se trata portanto nem de um debate puramente econômico, nem político no sentido estrito, mas de concepção de futuro, de lugar do social no projeto de desenvolvimento e do próprio desenvolvimento do Brasil como nação e como sociedade. Nenhuma árvore poderá esconder esta floresta, com toda sua densidade e espírito de futuro.



Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

Fuente: Agencia CartaMaior, 19 de noviembre de 2004.



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