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Asunto:NoticiasdelCeHu 1692/04 - Doutorado Ambiente e Sociedade (Unicamp, Brasil)
Fecha:Martes, 19 de Octubre, 2004  22:03:41 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...............ar>

NCeHu 1692/04


Brasil

http://www.nepam.unicamp.br/doutorado

Inscrições para o doutorado matricula 1o semestre de 2005
de 15/10/2004 à 16/11/2004.

Aula inaugural abre o debate do Doutorado Ambiente e Sociedade

O reitor da Unicamp, Carlos Henrique de Brito Cruz, lançou o primeiro debate do Doutorado Ambiente e Sociedade, durante a aula inaugural do dia 12 de agosto, quinta-feira, no auditório do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Unicamp. A abertura aconteceu às 10h sob a coordenação da professora Leila da Costa Ferreira. O tema tratado pelo reitor foi “O papel da Universidade na formação do conhecimento de fronteira”. Abordou desde o ingresso à Universidade Pública até a Educação como um todo, motivando a participação da platéia presente, formada por alunos, convidados e professores, entre eles o pró-reitor de Pós-Graduação, Daniel Hogan e o coordenador de Relações Internacionais, Luís Cortez. Esteve presente também o coordenador de Centros e Núcleos, Eduardo Guimarães.

À tarde, o ambiente de discussão teve continuidade com a palestra de Enrique Leff Zimmerman, representante do Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (Pnuma), que chamou a aula de "uma celebração ao início de uma etapa muito comprometedora", em referência à iniciativa que ele classifica de ousada e necessária, especialmente pela proposta de interdisciplinaridade.

Brito Cruz destacou a importância da universidade pública, lembrando que nenhum país conseguiu uma sociedade desenvolvida sem universidades públicas de qualidade. "Não deveria ser necessário defendê-la, mas é, por ser essencial para as nações", disse o reitor. Sobre o acesso da população às instituições de ensino superior, Brito Cruz defendeu o exame vestibular, mas não como uma premiação a quem estudou mais, e sim como uma forma de seleção daqueles que estão mais aptos a aprender e a adquirir conhecimento. "O que a universidade quer é escolher os mais capazes de aproveitar os quatro ou cinco anos que terão para se desenvolver intelectualmente". Há, portanto, diz ele, uma grande diferença entre a sapiência do dia da prova e a capacidade de aprender mais coisas.

A platéia completou o debate com considerações a respeito da postura do professor que deve acompanhar essa capacidade de apreensão constante, também sobre a necessidade de interdisciplinaridade incluindo integração de áreas como a arte e a ciência, além de questões sobre o real perfil do estudante e seus anseios, a greve e os cursos de extensão. Com a mesma postura crítica, o reitor disse que as universidades brasileiras têm o grande defeito de dar mais ênfase ao exercício de ensinar que ao de aprender. Para encerrar, Brito Cruz destacou que o papel da universidade deve estar focado sempre na boa formação do aluno, e que a Unicamp tem se despontado como formadora de importantes lideranças intelectuais do país.

Debate ambiental


Às 14h, o mexicano Enrique Leff Zimmerman manteve a descontração da aula iniciada pela manhã. Em poucos minutos ele apresentou a palestra "Interdisciplinaridade e a questão ambiental", em seguida preferiu dar mais tempo à participação da platéia, composta por alunos, professores e convidados, entre eles professores das universidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, entre outras entidades ambientais, como a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade (Anppas).

"A questão ambiental é uma crise civilizatória", disse Leff, lembrando que há 20 anos reuniu-se com ambientalistas, na Colômbia, para discutir como deveriam olhar para a questão ambiental. "Um novo saber estava se configurando, contrapondo a dimensão científico-tecnológica", lembra. Mas o paradoxo permanece nesse debate, que está no fato de o saber ambiental tratar exatamente daquilo que não foi pensado pela ciência, ao mesmo tempo que a ciência emergiu como uma vontade de controle e domínio da natureza.

O ambientalista indagou sobre como explicar o pouco espaço dentro da universidade para a questão ambiental. Ele mesmo apontou uma possibilidade: talvez seja o fato de que a área não gera demanda de trabalho. "Está chegando a hora de se analisar a participação popular sobre os saberes", propõe.

Enrique Leff Zinmmerman, que tem sido ponto de referência para a questão ambiente e sociedade para a América Latina, como lembrou o pró-reitor Daniel Hogan, fez questão de destacar que as ciências são dominadoras e que ainda existem muito poucas metodologias para soluções de conflitos ambientais. Mas ele afirma que essa é uma questão que o tem levado a muitas reflexões, das quais uma de suas conclusões é que o impedimento para que nasça uma economia ecológica tem sido a maximização dos ganhos em curtos espaços de tempo.

Às 17h, teve início o coquetel de confraternização (Adriana Menezes).


Curso começa com seis alunos e anuncia nova seleção

Das 15 vagas abertas para o curso de doutorado Ambiente e Sociedade, do Nepam (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais), apenas seis foram preenchidas após a seleção dos 71 candidatos inscritos. Novas inscrições serão abertas no final do ano. Cinco mulheres e um homem foram selecionados em rigoroso processo, pelo qual foram avaliados 71 currículos e projetos, que resultaram em 28 candidatos pré-selecionados. Desses, dois desistiram e 26 passaram pela segunda etapa composta por prova de inglês e entrevista. Uma arquiteta, um geógrafo, duas ecólogas, uma socióloga e antropóloga e uma arqueóloga fazem parte da primeira turma de doutorado Ambiente e Sociedade do Nepam e IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) da Unicamp.

Segundo a coordenadora do doutorado, Leila da Costa Ferreira, alguns candidatos foram eliminados na prova de inglês, mas o que teve mais peso na seleção foi a qualidade do trabalho proposto pelo candidato. O inglês é exigido porque quase toda a bibliografia do curso está em língua estrangeira. "Os projetos mais bem definidos levaram vantagem", explica a professora, que deverá encaminhar os trabalhos para instituições de fomento à pesquisa na expectativa de adquirir bolsas de estudos.

Excepcionalmente, novas inscrições serão abertas no final do ano com o objetivo de preencher as 15 vagas. No entanto, a partir de 2005 a seleção passa a ser anual, de acordo com proposta inicial.

Leila diz que, entre os temas de projetos propostos, houve grande demanda da área de Direito Ambiental, mas nenhuma delas teve aprovação final. Entre os selecionados, há propostas de pesquisa voltadas para a conservação, a cidade, a arqueologia e os recursos hídricos. Esse último foi o primeiro colocado e ganhou automaticamente uma bolsa. O candidato, no entanto, já dispõe de bolsa e o prêmio deverá ser repassado para a segunda colocada.

Os seis novos doutorandos, que terão quatro anos para desenvolver seus projetos, são de estados diversos: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo (duas do interior e uma da capital). "Nos próximos seis meses, alguns alunos que não entraram podem se preparar", sugere a coordenadora Leila.

As disciplinas desse primeiro semestre do curso serão 'Teoria Social e Ambiente', com a professora Leila da Costa Ferreira; e 'Teoria Ecológica', com Thomas Michael Lewinsohn. (Adriana Menezes)


Fuente: ListaGeografia/Brasil.