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Asunto:NoticiasdelCeHu 1460/04 - La geopolítica de los alimentos : China y Bras il.
Fecha:Miercoles, 22 de Septiembre, 2004  11:40:26 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...............ar>

NCeHu 1460/04

Os chineses e a geopolítica dos alimentos

Rio, 13/jan/04 – A audiência concedida hoje pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, a representantes das três maiores empresas chinesas de grãos deve ter tirado o sono de poderosos integrantes do Establishment anglo-americano. Os chineses, como se verá abaixo, querem negociar a compra de soja brasileira diretamente do produtor, sem intermediários e à margem da Bolsa de Chicago.

Como a história nos ensina, a produção e o fluxo de alimentos, juntamente com outras matérias-primas básicas, sempre foi um elemento de controle utilizado por grandes potências para seus planos hegemônicos. Assim, o surgimento do que pode transformar-se no maior pólo produtor e fornecedor de alimentos do mundo – o Cerrado -, tem enormes implicações geopolíticas. Desse modo, qualquer análise sobre a maioria das campanhas de ONGs ambientalistas – principalmente, as que possuem “estado-maior” na Europa -, contra as obras de infra-estrutura no corredor Cerrado-Amazônia que não considere esse fato é incompetente e falha.

Quanto à missão chinesa em visita a produtores e cooperativas brasileiras, é composta por representantes de três das maiores empresas chinesas de grãos: a Huaken Cereal & Oil Co., cooperativa ligada a todas as fazendas estatais da China; a Heibei Oil and Fat Co., estatal da província de Hebei, com 90 milhões de habitantes, onde se localiza o porto de Tianjing e a capital Pequim; e a empresa privada Siwei, trading da província mais populosa da China, Henan, com 110 milhões de habitantes.

As três empresas chinesas se associaram com a finalidade de abrir um escritório no Brasil, para investir exclusivamente no agronegócio. Além de comprar soja, os chineses pretendem adquirir óleo de soja, óleo de caroço de algodão e caroço de algodão, além de exportar fertilizantes e herbicidas. A Huaken já abastece com adubos e defensivos químicos todas as fazendas estatais chinesas, segundo informou à Gazeta Mercantil Chao En Hung de Oliveira, interlocutora da missão.

Ao governador Maggi, Chao afirmou que o grupo não está interessado apenas em conversas. "Estamos a fim de estabelecer negócios definitivos, viemos para ficar. Já estamos montando escritório no Brasil", disse ela. "A intenção é acabar com os intermediários, queremos comprar os grãos, a soja principalmente, direto do produtor", complementou Chao. O grupo todo compra, anualmente, 2 milhões de toneladas de grãos. Ela também frisou que o trabalho do governador frente ao Estado também foi decisivo na escolha: “O gerenciamento do governador nas questões agrícolas e a infra-estrutura que ele está implementado em Mato Grosso são reconhecidos internacionalmente”, enfatizou.

O governador destacou que Mato Grosso tem muito interesse em firmar parceria comercial com a China, não só no ramo de grãos, mas também de carnes, defensivos agrícolas, implementos e máquinas, dizendo que deseja visitar a China e conhecer a atuação dos empresários e as ações que desenvolvem no País.

Com um quinto da população do planeta e crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 7% ao ano nos últimos anos, a China vem ampliando suas compras de insumos e matérias-primas no Brasil e já é, individualmente, o maior comprador de soja e de minério de ferro brasileiros.


Fuente : Alerta em rede.