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Asunto:NoticiasdelCeHu 1443/04 - Por que dizer nao aos transgénicos
Fecha:Martes, 21 de Septiembre, 2004  02:49:39 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <humboldt @...............ar>

 

NCeHu 1443/04

 


POR QUE DIZER NÃO AOS TRANSGÊNICOS

Olimpio Araujo Junior*


 

Podemos citar dezenas de excelentes motivos para se dizer “NÃO” aos alimentos geneticamente modificados transgênicos, enquanto os defensores dos transgênicos só tem um argumento de peso a seu favor: o lucro.

A ganância por ganhar cada vez mais está fazendo muitos produtores fecharem os olhos para os problemas causados pelos transgênicos, e o pior, é que nem o próprio lucro está comprovado, pois segundo dados fornecidos pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Bio-segurança), entre os anos de 1996 e 2001, período de grande crescimento do plantio de alimentos geneticamente modificados nos Estados Unidos, a produção por hectare cresceu 4%, enquanto no Brasil, com sementes convencionais, durante o mesmo período, a produção aumentou 25%. Além disso, segundo dados da FAEP, a produtividade de soja brasileira, por exemplo, já alcança 4 toneladas por hectare, isso demonstra que não precisamos parar de produzir alimentos convencionais substituindo-os por geneticamente modificados.

Segundo o Dr. Dayuan Xue, professor do Instituto de Ciência Ambiental Nanjing, órgão ligado à Administração de Proteção Ambiental da China, em entrevista a Revista Planeta (Set. 2004), os transgênicos não são capazes de aumentar em nada a produtividade, pois todos os existentes até hoje são apenas resistentes a pragas e herbicidas, não são feitos para produzir mais.

De acordo com Jorge Proença, agrônomo da FAEP, “Seria tolice plantar transgênicos se o mercado comprador não aceita este tipo de produto” (Boletim Informativo FAEP/SENAR, nº 754). A soja convencional (não-transgênica), é tida como a maior vantagem competitiva do Brasil no mercado mundial, o que fez com que se torna-se o principal fornecedor da União Européia, que prefere consumir alimentos convencionais. No Brasil não é diferente, segundo pesquisa do IBOPE, de cada 100 pessoas que possuem conhecimentos sobre transgênicos, 71 rejeitariam produtos fabricados a partir dos mesmos na fabricação direta ou indireta de alimentos. Em julho de 2002, em pesquisa semelhante, o Greenpeace constatou um índice de rejeição de 74%.

Os transgênicos também são menos aceitos que os alimentos convencionais, e por isso, o país que produz transgênicos, acaba tendo seu mercado limitado. Se a intenção é lucrar mais, então por que não investir na soja orgânica, que além de natural, tem mercado garantido e preço muito maior que o da convencional ou que a transgênica?

Outro grande motivo para se dizer “NÃO” aos transgênicos é que os mesmos podem ser patenteados, e quando não existir mais sementes convencionais no mercado, as empresas detentoras de seus direitos poderão cobrar quanto quiserem por suas sementes, fertilizantes e agrotóxicos, controlando como queiram o mercado e o que deve ser utilizado pelo produtor. Por isso, o que é barato e lucrativo para ser produzido hoje, amanhã pode ser o pesadelo de quem planta. Os lucros da agricultura podem ser transferidos em um passe de mágica para as indústrias dos transgênicos, e então perderemos o superávit gerado pela agricultura, que impulsiona todo o resto do país.

Na luta pelo mercado internacional, os Estados Unidos da América, usam seus técnicos e sua imprensa como principal arma para vencer de forma suja e desleal seu maior concorrente: O Brasil. Suas multinacionais já iniciaram uma forte campanha publicitária tentando convencer agricultores brasileiros que os mesmos terão vantagem competitiva e maiores lucros com a produção de transgênicos. Além disso, misteriosamente sementes transgênicas contrabandeadas começaram a aparecer em nossas lavouras cada vez mais.

A luta contra os transgênicos é uma obrigação de cada cidadão e vai além de nossas mesas, podendo ser realmente encarado como um problema de soberania nacional.

 

* Olimpio Araújo Junior é Gestor Nacional de Conteúdo da Rede de Comunicação Ambiental EcoTerra Brasil – oaj@ecoterrabrasil.com.br


 Fuente: EcoTerra Brasil.