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Asunto:NoticiasdelCeHu 529/04 - Desmatamento na Amazônia
Fecha:Sabado, 10 de Abril, 2004  01:22:16 (-0300)
Autor:Humboldt <humboldt @............ar>

NCeHu 529/04
 
 
Desmatamento na Amazônia
 
Desmatamento na Amazônia cresce 2% 
            
            Total acumulado alcança 653 mil km2 de floresta derrubada, área equivalente às de França e Portugal somadas

            Luciana Constantino escreve para a 'Folha de SP':

            A estimativa de desmatamento na Amazônia ficou em 23.750 km2 para o período 2002-2003, segundo dados divulgados ontem pelo governo federal. Com isso, a região amazônica já perdeu 16,3% da área de floresta desde a década de 1970. São 653 mil km2, equivalentes aproximadamente aos territórios da França e de Portugal.

            O dado representa um crescimento de 2% em relação à confirmação da área devastada entre 2001-2002, percentual que está dentro da margem de erro do Inpe (entre 4% e 5%).

            Apesar de estar abaixo da expectativa inicial, tanto do governo como de entidades ligadas ao setor, a estimativa ficou em um patamar 'inaceitável', 'gravíssimo' e 'intolerável', de acordo com os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Marina Silva (Meio Ambiente).

            Em comparação com outras áreas contínuas de floresta tropical no mundo, em que pelo menos metade da mata já foi destruída, o dado de 16,3% parece reduzido. Mas é preciso levar em conta que se trata da maior extensão de floresta desse tipo, cerca de 4 milhões de km2 -metade do Brasil.

            Um grupo de 25 cidades em três Estados -Mato Grosso, Pará e Rondônia- concentrou praticamente 50% da área devastada em 2003, sendo São Félix do Xingu (PA) o campeão, com 1.332 km2.

            Mato Grosso lidera o ranking de desmatamento entre os Estados, com 10.416 km2. Atrás vem Pará, com 7.293 km2.

            Segundo o governo, a maior parte do desmatamento em Mato Grosso é ilegal. Uma situação grave, porque é o Estado com o sistema mais avançado de licenciamento ambiental.

            Do total desmatado em áreas protegidas, as unidades indígenas apresentaram aumento de 57,33% de devastação, representando 682 km2.

            Desses, a maior parte está na área Apyterewa. Por outro lado, as áreas federais e estaduais tiveram retração, 23,45% e 6,10%, respectivamente.

            'Pela primeira vez, o anúncio dos dados não é um ato isolado do ministério, mas uma ação de governo. [O desmatamento] não é algo que se resolve em um ano', disse Marina Silva. 'Não estamos implantando ações que possam dar frase de efeito, mas que são estruturantes.'

            Como era esperado, a confirmação da área devastada em 2001-2002 também ficou abaixo da estimativa inicial, fechando em 23.266 km2. Isso representa um aumento de 28% em comparação ao período 2000-2001. A marca divulgada no ano passado havia sido de 25.476 km2, o que projetava um aumento de 40%.

            O governo aponta entre as causas do desmatamento a expansão da pecuária e da agricultura, principalmente soja, a grilagem de terras públicas e a exploração predatória de madeira. Para combatê-las, o ministro José Dirceu disse que o governo tem o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

            Destacou entre as ações o sistema de alerta para detectar em tempo real o desmatamento (a ser inaugurado no próximo dia 13), a criação de novas áreas de conservação (um total de 134 mil km2) e um acordo de cooperação entre ministérios para a fiscalização integrada, inclusive com Estados.

            O acordo foi assinado ontem entre Justiça, Meio Ambiente, Defesa e Desenvolvimento Agrário. Com isso, o Exército passa a fornecer helicópteros para o Ibama fazer as fiscalizações. Com isso, o órgão gastará 30% do que investia no aluguel de aeronaves.

            As equipes de fiscalização também terão, a partir deste mês, representantes do Ministério do Trabalho, Incra, Receita Federal e polícias Rodoviária e Federal, além do Ibama, cujo número de bases sobe de 4 para 19.

            Já a criação das unidades de conservação priorizará a Terra do Meio, o noroeste de Mato Grosso e o sudeste de Amazonas.
            (Colaborou a Redação)

            Para secretário, saldo é positivo e ajuda Marina

            Marcelo Leite escreve para a 'Folha de SP':

            O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Ribeiro Capobianco, disse ontem que considera positivo o saldo da divulgação da taxa de desmatamento: 'Tínhamos uma estimativa de crescimento, e a taxa se estabilizou, ainda que em um patamar alto', afirmou o biólogo, que deixou a organização não-governamental paulista ISA (Instituto Socioambiental) para se integrar à administração federal com Lula.

            Na sua opinião, o compromisso assumido pela Casa Civil com as medidas de combate ao desmatamento fortaleceu o MMA dentro do governo. Além do desmatamento, a pasta de Marina Silva tem outro ponto de atrito forte com a de Agricultura na questão dos alimentos transgênicos.

            Marina Silva se bate, em Brasília, pela chamada 'transversalidade' da questão ambiental -ou seja, luta para que ela seja levada em conta e a sério nos outros ministérios. De nada adianta gastar milhões de reais no combate ao desmatamento se as políticas de seus colegas desenvolvimentistas na Esplanada incentivarem atividades hoje destrutivas (o que não precisam ser), como a expansão da fronteira agrícola (soja e gado).
           
(Folha de SP, 8/4)