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Asunto:NoticiasdelCeHu 1307/03 - Concentraçao populacional em bacias hidrográ ficas
Fecha:Martes, 30 de Diciembre, 2003  20:15:37 (-0300)
Autor:Humboldt <humboldt @............ar>

Girasol

NCeHu 1307/03
 

Concentração em bacias hidrográficas apresenta risco

Rodrigo Carro, Do Rio



A alta concentração populacional em torno das bacias hidrográficas costeiras do Sudeste e do Nordeste representa um risco potencial para o abastecimento de água de grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro. A densidade demográfica por sub-bacias hidrográficas é apenas um dos 201 mapas que compõem o Atlas do Censo Demográfico 2000, lançado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Há pontos críticos, como todo o eixo urbano em torno do Rio Tietê", explicou o geógrafo Marco Antonio de Carvalho Oliveira, do IBGE, lembrando que o Rio Tietê integra a bacia do Rio Paraná. "Para conter essa pressão sobre as bacias são importantes os investimentos em saneamento básico, incluindo tratamento de esgoto". De acordo com dados de 2000, quase 39% da população brasileira viviam em torno das bacias hidrográficas dos rios Paraná e Macaé. A primeira reúne 54 milhões de pessoas ao longo de seus 893 mil quilômetros quadrados de área. Na média, são cerca de 60 pessoas por quilômetro quadrado.
Já a Bacia do Rio Macaé, na costa do Rio de Janeiro, tem 11,7 milhões de pessoas no seu entorno, o que representa uma densidade de 737 pessoas por quilômetro quadrado. "Nas bacias pequenas do Nordeste, o risco é potencialmente maior. São bacias pequenas e a densidade populacional é grande", disse Oliveira, lembrando que a Bacia do Rio Capibaribe (PE), tem uma densidade de 323 pessoas por quilômetro quadrado. "O risco de impacto sobre as bacias está relacionado tanto ao consumo de água como à liberação de dejetos", complementou Ivone Lopes Batista, uma das coordenadoras do atlas.
Os dados de 2000 mostram ainda a tendência à concentração da população (81,2%) nas áreas urbanas, como já havia sido atestado por outros levantamentos. A diferença em relação a outros anos está na tendência crescente à troca de mão-de-obra e serviços entre campo e cidade. "As áreas de concentração urbana e rural coincidem", disse Cláudio Stenner, geógrafo do IBGE. "As atividades do campo e da cidade estão cada vez mais inter-relacionadas". Parte da mão-de-obra que trabalha nas áreas rurais não possui terras próprias e, por isso, vive em centros urbanos. "O oposto também acontece: há quem more no campo e trabalhe na cidade", ressaltou Ivone.
O atlas inclui também comparações com índices internacionais. Entre 1990 e 2000, o Brasil registrou uma taxa média geométrica de crescimento da população de 1,5% ao ano, igualando-se à média mundial. Na comparação com outros países latino-americanos, o percentual de crescimento registrado na última década foi, pela primeira vez desde os anos 50, inferior à média da região.
Em termos de densidade demográfica, o Brasil ocupava em 2000 a 153ª posição no mundo, com uma média de de 19,9 habitantes por quilômetro quadrado. A título de comparação, o principado de Mônaco - primeiro na lista dos dez países mais populosos - tem 22,4 mil pessoas distribuídas por cada quilômetro quadrado.

VALOR ECONÔMICO (SP), BRASIL, 30/12/2003