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Asunto:NoticiasdelCeHu 1184/03 - Projeto argentino ameaça cataratas do Iguaçu
Fecha:Domingo, 16 de Noviembre, 2003  12:23:04 (-0300)
Autor:Humboldt <humboldt @............ar>

Día luminoso

NCeHu 1184/03


Projeto argentino ameaça cataratas do Iguaçu


Por Nicolás Misculin


BUENOS AIRES (Reuters) - Um dos espetáculos naturais mais belos do mundo, as cataratas do Iguaçu, podem perder parte de seu volume e sofrer alterações em seu ecossistema caso seja levado adiante o projeto de uma empresa argentina para levar água a uma represa, disseram especialistas.

O plano da empresa Electricidad de Misiones (EMSA), cujo acionista principal é o governo da província fronteiriça com o Brasil, é construir um aqueduto de 40 quilômetros para desviar água do rio Iguaçu até a represa de Uruguai, suprindo dessa forma as demandas elétricas da região.

"O aqueduto reduziria o fluxo do rio Iguaçu em sete por cento. Como a captação de água ocorreria cerca de 20 quilômetros acima das cataratas, significaria sete por cento menos de cataratas", disse à Reuters o especialista Diego Baldo, da Universidade Nacional de Misiones.

Segundo a EMSA, o aqueduto, de sete metros de diâmetro, teria um muro para conter a água quando o Iguaçu estiver em um nível mínimo, o que evitaria um declínio drástico do volume do rio que separa o Brasil da Argentina.

O Parque Nacional Iguaçu, no qual estão as cataratas consideradas as mais largas do mundo, foi declarado em 1984 Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Ele inclui uma floresta nativa com mais de 2.000 espécies vegetais e vários animais raros ou em perigo de extinção, como o tucano e a onça.

"O impacto ambiental pode ser desastroso, porque construir um túnel que conecte duas bacias hidrográficas distintas (do Iguaçu e do Uruguai), que têm fauna e flora distintas, pode gerar um desequilíbrio ecológico que
produza a extinção de espécies", afirmou Baldo.

Para os especialistas, a alteração no nível do rio Iguaçu pode modificar as condições de centenas de espécies animais e vegetais únicas no mundo.

"Muitas espécies conviviam com flutuações naturais do rio, que já foram alteradas pelo desmatamento e pelas represas brasileiras que existem rio acima. E isso é colocar um grau a mais de alteração", afirmou Daniel Fernández, do Centro de Pesquisas Ecológicas Subtropicais da Argentina.

O plano da EMSA prevê o desvio das águas até o lago Uruguai, para que a represa do mesmo nome funcione no máximo de capacidade, tornando a província auto-suficiente em energia.


PROJETO DE US$ 100 MILHÕES

A EMSA não acredita que o aqueduto -- cuja construção custaria em torno de 100 milhões de dólares -- possa alterar o equilíbrio ecológico. "Há 26 espécies de peixes no lago Uruguai, o que indica que existe uma fauna de peixes similar [à do Iguaçu]", disse o engenheiro Gerardo Schwarz, gerente do projeto. "Também estamos fazendo um acompanhamento fotográfico das cataratas para ver como incidem na vista as variantes que normalmente acontecem no volume", acrescentou.

Segundo outros especialistas, isso não elimina as dúvidas. "Ainda não estão catalogadas todas as espécies que há nem no Iguaçu nem no Uruguai," disse Fernández.

Embora a EMSA seja parcialmente estatal, o projeto ainda não foi apresentado às autoridades provinciais. "Temos algumas perguntas ainda sem respostas porque não temos o estudo de forma oficial. Uma é a transposição de bacias, outra é a alteração do regime do rio Iguaçu, e a outra é como vai afetar o parque Uruguai", disse à Reuters Juan Pablo Cinto, subsecretário de Ecologia de Misiones.

"As avaliações técnica, ambiental e econômica são as que vão determinar a viabilidade do projeto", acrescentou.

Como as cataratas são um recurso compartilhado com o Brasil, as autoridades de Brasília também deveriam dar sua opinião. "Não temos informação sobre o projeto, porque ainda não está oficialmente nas nossas mãos nem chegou ao Parque Iguaçu do Brasil", disse uma fonte do Ibama.

As cataratas são formadas por 275 saltos, com alturas de 50 a 80 metros e largura de quase três quilômetros. A região é um dos principais destinos turísticos de Brasil e Argentina -- recebe anualmente 600 mil visitantes de todo o mundo.

"Nos dias em que há pouca água as cataratas não são o mesmo espetáculo. Isso [o projeto] afetaria o recurso turístico argentino, já que este parque é um dos que mais arrecadam", disse Fernández.

Diante das críticas, a empresa que desenvolveu o plano prefere a cautela.
"Antes devem ser aprovadas algumas leis, como a que autoriza a empresa a fazer uso da água. Além disso, o Brasil deve dar sua opinião", afirmou Schwarz.

Mas a mera possibilidade de que o projeto vá adiante assusta os especialistas. "Realizar esse aqueduto significa atentar contra um fenômeno natural único no mundo", afirmou Baldo.


Luiz Fernando Bindi

A matéria é longa, por isso aqui vai o link

http://br.news.yahoo.com/031113/16/g9ue.html


Fuente: listageografia@yahoogroups.com