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Asunto:NoticiasdelCeHu 371/21 - Milton Santos 20 anos depois: Desafios de uma her ança intelectual
Fecha:Sabado, 6 de Noviembre, 2021  11:25:47 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <noticias @..............org>

NCeHu 371/21

 

II SEMINARIO INTERNACIONAL DE GEOGRAFÍA

 

O Seminário Internacional tem como foco de discussão; “Milton Santos 20 anos depois: Desafios de uma herança intelectual", sua escolha resulta da importância que o tema apresenta no momento atual, quando o Mundo discute as razões da Crise Mundial e sua repercussão.

 

Milton Santos nasceu em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia em 1926. Os pais, professores primários, o alfabetizaram em casa. Aos oito anos, já havia concluído o equivalente ao curso primário. Neto de escravos por parte de pai foi incentivado a estudar sempre e muito.
Rodou o mundo, estudando e lecionando, numa trajetória impressionante. Aprendeu e ensinou na Europa, Américas e África. Fez trabalhar em seu favor o doloroso exílio que a ditadura militar lhe impôs por treze anos. Foi um geógrafo sério e combativo. Não poupou ninguém de suas severas críticas.
Nós perdemos Milton em 24 de junho de 2001, a saudade toma o lugar de sua presença generosa, do seu sorriso aberto, de sua fala firme e suave, ficando a certeza de termos convivido com quem soube, mais do que ninguém, defender a construção de um mundo mais humano.

 

“Sabedoria da escassez”

Fui buscar esse conceito em Sartre, quando ele fala da escassez que joga uma pessoa contra a outra na disputa pelo que é limitado. Essa experiência da escassez é que faz a ponte entre a necessidade e o entendimento. Como a escassez sempre vai mudando, devido à aceleração contemporânea, o pobre acaba descobrindo que não vai nunca morar na Ipanema da novela, que jamais vai alcançar aquelas coisas bonitas que vê. Ele continua vendo, mas está seguro hoje de que não as alcançará. Gostaria de dizer que a classe média já começa a conhecer a experiência da escassez. E isso pode ser bom. Como a classe média, na sua formação, tem uma capacidade de codificação maior, isso vai nos levar a uma precipitação do movimento social, da produção da consciência, ainda que seja de uma maneira incompleta.

 

Milton Santos

 

 

"Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o Estado, é ser um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o Estado, mas afrontar o Estado. O cidadão seria tão forte quanto o Estado. O indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a sua situação no mundo e que se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam ser os seus direitos."
"O modelo cívico brasileiro é herdado da escravidão, tanto o modelo cívico cultural como o modelo cívico político. A escravidão marcou o território, marcou os espíritos e marca ainda hoje as relações sociais deste país."
"Tenho instrução superior, creio ser personalidade forte, mas não sou um cidadão integral deste país. O meu caso é como o de todos os negros deste país, exceto quando apontado como exceção. E ser apontado como exceção, além de ser constrangedor para aquele que o é, constitui algo de momentâneo, não permanente, resultado de uma integração casual."

Milton Santos

 

 

Bem, esse é o quadro e nosso pretexto para um debate franco e aberto, do qual aguardamos reflexões que possam interpretar esse quebra-cabeças da realidade social e nos dê subsídios para o entendimento do nosso mundo contemporâneo.

Nesse contexto, mais do que nunca, se justifica uma seção técnico-científica para debater e aprofundar o Pensamento de Milton Santos, um dos maiores intelectuais que a Nação brasileira produziu.

 

Metas

Proporcionar o debate das questões teóricas e experimentos concretos em geografia, objetivando contribuir ao nível da atuação dos profissionais, professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados na Ciência Geográfica.

Oportunizar discussões críticas da produção da Geografia, procurando caracterizar seus avanços e sua contribuição efetiva para a sociedade brasileira, voltada para a realidade em diversas formas de participação no espaço nacional.

 

PROGRAMAÇÃO

Cerimônia de Abertura: 09/11/2021 — 15h às 16h30

Mesa I — 09/11/2021 — 17h às 20h
A Geografia no pensamento de Milton Santos 20 anos depois

Dr. Omar Horacio Gejo - UNMP/UNlu/Argentina
Dr. Alfredo César Dachary - Universidad de Guadalajara/México
Dr. Adriano Rovira Pinto - Universidad Austral de Chile/Chile
Dr. Yuri Sandoval Montes - Universidad Mayor de San Andrés/Bolívia
Coordenação: Drª. Ana Maria Liberali - UBA/Argentina


Mesa II — 10/11/2021 — 14h às 17h
Milton Santos: Desafios de uma herança intelectual

Dr. Carlos José Espindola - UFSC
Dr. Douglas Santos - UP
Drª. Mônica Arroyo - USP
Coordenação: Dr. Zeno Soares Crocetti - UNILA


Mesa III — 10/11/2021 — 17h às 20h
Milton Santos: a questão da representação e interpretação do espaço físico-social no ensino de Geografia Escolar

Dr. José Misael Ferreira do Vale - UNESP/Bauru/AGB/Bauru
Dr. Nestor André Kaercher - UFRGS/POSGEA
Dr. Wellington dos Santos Figueiredo - Centro Paula Souza/AGB/Bauru
Coordenação: Dr. Lourenço Magnoni Júnior - Centro Paula Souza/AGB/Bauru/PPGDEB - UNESP/Bauru


Mesa IV — 11/11/2021 — 14h às 17h
"2022: a (re)valorização da Natureza"

Drª. Dirce Suertegaray - UFRGS/UFPB
Dr. Hugo Romero – Universidade do Chile
Dr. Alexander Costa - UERJ
Coordenação: Dr. Francisco Mendonça - UFPR/UERJ


Mesa V — 11/11/2021 — 17h às 20h
Debate de encerramento: Vinte anos sem Milton Santos

Drª. Maria Adélia de Souza - USP
Drª. Maria Auxiliadora da Silva - UFBA
Coordenação: Dr. João Vitor More Ramos - UFSC

 

Informações adicionais:

Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Bauru - SP
Rua Pedro Oliveira Tavares, 2-148 – Jardim Colonial – Bauru/SP - CEP 17047-595
Cel: (14) 99711-1450   (Prof. Lourenço Magnoni Júnior)
Site: https://www.agbbauru.org.br
E-mails: agb@agbbauru.org.br   –   geocrocetti@gmail.com