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Asunto:NoticiasdelCeHu 326/21 - PERÍODO DE ESTADOS COMBATENTES (SÉCS. V-I II AEC.) DA CHINA PRÉ-IMPERIAL E A ARTE DA GUERRA DE S UNZI (SÉC. IV AEC.): GUERRA E GEOPOLÍTICA NA FOR MAÇÃO DO IMPÉRIO CHINÊS (221 AEC.)
Fecha:Domingo, 3 de Octubre, 2021  12:02:34 (-0300)
Autor:Centro Humboldt <noticias @..............org>

NCeHu 326/21

 

Período de Estados Combatentes (sécs. V–III aec.) da China pré-imperial e A arte da guerra de Sunzi (séc. IV aec.):

guerra e geopolítica na formação do império chinês (221 aec.)

 

João Alves de Souza Neto

UNICAMP

Barueri - Brasil

 

INTRODUÇÃO

Em nossa dissertação de mestrado (SOUZA NETO, 2020), procuramos investigar como uma obra da China Antiga, intitulada A Arte da Guerra de Sunzi (séc. IV aec.), não somente elaborava questões geográficas como problemas geopolíticos tendo como tema central a guerra de conquista e defesa territorial e suas implicações econômicas, políticas e sociais. Essa obra clássica chinesa trabalha sobre a questão, podemos afirmar, que levou os territórios da Planície Central Chinesa a se unificarem, formando posteriormente o Império Chinês (sécs. III aec. – séc XX).

Nesse trabalho, procuramos contornar as dificuldades de se trabalhar com uma obra fora do cânone geográfico, que notadamente é de matriz europeia, pensando a História da Geografia na Geografia Histórica: a obra elabora um problema histórico que está configurado como um problema geopolítico. Ao tratar das questões militares, bélicas e econômicas, nossa obra mobiliza necessariamente questões geopolíticas. Nesse sentido, nossa dissertação apresenta uma tese em Geografia Histórica, colocando o problema do período anteriormente referido como um problema geográfico-geopolítico. Além disso, aparece conjuntamente uma tese em História da Geografia, dado que esta obra, enquanto obra configurada pela questão geográfica, se torna importante para a compreensão da História da China. Sua longeva tradição interpretativa, e necessária circulação material, portanto, culminaria essa obra como importante para a compreensão tanto da história das ideias da China quanto de sua materialidade histórica, sobretudo no surgimento de seu império em 221 aec.

O Período de Estados Combatentes (sécs. V–III aec.) ainda não havia sido interprtado em perspectiva geográfico-geopolítica, segundo a revisão bibliográfica feita, especialmente por aquelas presentes em obras de fôlego como Li (2013) e Lewis (1999), e apresentaria esse período histórico chinês como período geopolítico.

 

OBJETIVOS

O objetivo do presente trabalho é apresentar um resumo do capítulo segundo de nossa dissertação, intitulado “A geografia histórica do Período de Estados Combatentes (séc. V-III aec.)”. Para tanto, em primeiro lugar, abordaremos a configuração dessa geografia histórica pré-imperial como eminentemente geopolítica. Em segundo lugar, especificamente, trataremos da conformação dessa sociedade chinesa antiga como uma sociedade guerreira e territorialista.

 

METODOLOGIA

Para elaborar nossa geografia histórica, nos valemos de alguns trabalhos prévios. Ames (1993), Galvany (2010), Mair (2008) e Sawyer (1994), ao interpretarem o Sunzi, elaboram o contexto histórico que envolveu essa obra. Li (2013), Li (1996) e Lewis (1999) são nossas referências historiográficas privilegiadas. Esses autores fornecerão as bases para nossa elaboração geográfico-geopolítica histórica.

Para construir nossa interpretação geográfico-geopolítica histórica desse momento importante da China Antiga, procuramos conceber como o espaço era produzido nesse momento pelos agentes políticos, de modo que a construção do espaço por um deles implicava o espaço de outro conflitivamente. Isso está de acordo com a concepção de geopolítica de Cowen e Smith (2009). Para conceber esse modo de produção, investigamos como a economia e a sociedade estava estruturada e possuíam dinâmicas internas de conflito e as transformações que sofreram no período.

 

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Como resultado, temos que os territórios constituintes da China pré-imperial estavam em expansão necessária. Isso porque eles precisavam comportar a ampliação demográfica possibilitada pelos avanços materiais do período; precisavam dar conta da reprodução da classe política dominante, que se dava hereditariamente; necessitavam de mais riquezas para sustentar tanto essa classe política e a população urbana que se expandia como o exército massivo que se tornava fundamental para sua expansão. Essa expansão necessária se chocava com o fato de que, para se efetivar de modo sustentável em sua economia, ela necessitava da incorporação dos territórios já existentes, o que efetivamente ocorreu. Isso era necessário para a incorporação da população camponesa e militar já possuída pelo território a ser incorporado, sobretudo a incorporação de sua riqueza material e aquela riqueza efetivada na terra agricultável. Essa incorporação tornou todos os territórios em espaços de elaboração da guerra. A militarização da sociedade se tornou importante para a defesa territorial e para expandir seu próprio território. Ambos os casos mobilizava a transformação de trabalhadores do campo de agricultura em soldados do campo bélico, imobilizando o desenvolvimento econômico visado durante esse processo, o que colocou a guerra como um efetivo problema para a geopolítica surgida no contexto. O Sunzi seria a obra que visa esse problema e seria uma chave para a compreensão da subsequente formação do império chinês.

 

CONCLUSÕES

O presente trabalho apresenta uma interpretação geográfico-geopolítica da formação do império chinês tendo como um de seus eixos a obra A Arte da Guerra de Sunzi (séc. IV aec.). O Período de Estados Combatentes (sécs. V–III aec.) é o período imediatamente antecedente à formação do império chinês em 221 aec. com a Dinastia Qin (séc. III aec.). Este é interpretado aqui como um período com um problema geopolítico fundamental, onde a guerra aparecia como meio importante desse conflito. O Sunzi elabora justamente essa questão e, por isso, é uma obra importante para a compreensão da formação do império chinês.

 

REFERÊNCIAS

AMES, Roger T. Sun-Tzu — The Art of Warfare: the first English translation incorporating the recently discovered Yin-Ch’üeh-Shan texts. New York (USA): Random House, 1993.

BENJAMIN, Walter. “A Tarefa do Tradutor” [1921]. In: BENJAMIN, Walter. Escritos sobre Mito e Linguagem (1915-1921). Tradução de Susana Kampff Lages e Ernani Chaves. São Paulo: Editora 34, 2011.

CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade: estudos de teoria e história literária. 13. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2019 [1965].

CHAUÍ, Marilena. “Texto e Contexto: a dupla lógica do discurso filosófico”. Cadernos Espinosanos, n. 37, 2017.

CHENG, Anne. História do Pensamento Chinês. Tradução de Gentil Avelino Titton. Petrópolis: Vozes, 2008 [1997].

COWEN, Deborah & SMITH, Neil. "After Geopolitics? From the Geopolitical Social to Geoeconomics". Antipode, v. 41, n. 1, jan. 2009. pp. 22–48.

GALVANY, Albert. El Arte de la guerra. 7. ed. Madrid (Spaña): Trotta, 2010 [2001].

HEINE, Steven. “From Art of War to Attila the Hun: a critical survey of recent works on philosophy/spirituality and business leadership”. Philosophy East and West, v. 58, n. 1, jan. 2008. pp. 126-143.

LEWIS, Mark Edward. “Warring States: political history”. In: LOEWE, Michael & SHAUGHNESSY, Edward L. The Cambridge History of Ancient China: from the origins of civilization to 221 b. c. New York (USA): Cambridge University, 1999.

LI Feng. Early China: a social and cultural history. Cambridge (UK): Cambridge University Press, 2013.

LI Jun. Chinese Civilization in the Making, 1766-221 BC. London (UK): Macmillan; New York (USA): St. Martin, 1996.

LUKÁCS, György. “O Problema da Perspectiva” [1956]. In: LUKÁCS, György. Marxismo e Teoria da Literatura. 2. ed. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

MAIR, Victor H. Soldierly Methods: vade mecum for an iconoclastic translation of Sun Zi bingfa. Sino-Platonic Papers, n. 178, feb. 2008.

MALL, Ram Adhar. “Intercultural Philosophy: a conceptual clarification along with its application in teaching and research beyond the limits of the Western philosophical tradition”. IV Jornada de Filosofia Oriental da USP (Manuscritos). dez. 2017.

SAWYER, Ralph D. Sun Tzu — Art of War. Colaboração de Mei-Chün Lee Sawyer. New York: Basic Books, 1994.

SMITH, Neil. “For a History of geography: response to comments”. Annals of the Association of American Geographers, v. 78, n. 1, 1988.

SOUZA NETO, João Alves de. O caminho geopolítico de ‘A arte da guerra de Sunzi’: produção do espaço, geopolítica e guerra no Período de Estados Combatentes (séc. V-III aec.) da China Antiga. 2020. 1 recurso online (195p.). Dissertação (mestrado) — Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP. In: http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/354663

SUNZI. The Art of Warfare. Tradução de Roger T. Ames. New York (USA): Random House, 1993.

 

 

Trabajo expuesto durante el XXIII Encuentro Internacional Humboldt “La Cuestión China” – Florianópolis, Brasil - 20 al 24 de septiembre de 2021. MODALIDAD VIRTUAL

Para acceder al video de presentación ingresar al canal del Centro Humboldt: https://www.youtube.com/channel/UCyfxfhPdmoy3nWbFYs4E_nQ