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Asunto:NoticiasdelCeHu 299/20 - Circuito produtivo e circuito de cooperação n a cooperativa agropecuária da LAR: Uma análise da gê nese Cooperativista frente ao mercado competitivo
Fecha:Viernes, 9 de Octubre, 2020  00:56:23 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 299/20

 

Circuito produtivo e circuito de cooperação na cooperativa agropecuária da LAR: Uma análise da gênese Cooperativista frente ao mercado competitivo

 

Ana Carla de Lima Aquino

Universidade da Integração Latino-Americana

Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil

 

A LAR hoje para o território Brasileiro representa uma das mais importante cooperativas Agroindustriais . Existe há mais de 50 anos , antes de 1973 detinha 126 sócios, passando para 1.414 em 1973 e em 1980 com 3.161, onde compra o grupo Ruaro em Céu Azul. A Lar em 2018, faturou 6,4 bilhões, empregou mais de 13 mil funcionárias e alcançou a marca de 20.887 associados. Sua história de construção da cooperativa Lar, envolve particularidades do desenvolvimento do circuito produtivo e cooperativo. Do qual,envolve saber quais são as etapas de produção que chegam até o consumidor final. O alcance dos seus circuitos de produção e cooperação possuem a capacidade de extrapolar os limites regionais permitindo que cheguem a milhares de consumidores dispersos pelo Brasil.Abrangendo, dessa forma os antecedentes como o processo de escolha do lugar e posteriormente a transformação das territorialidades para exercer funções econômicas e sociais Além disso, a gênese do cooperativismo é marca bastante importante para do alcance da LAR, onde o constante vínculo com os cooperados e ao mesmo tempo atender as demandas do mercado garante sua grande influência até a atualidade. Políticas estatais e instituições foram elementos de crivagem que demandaram qual modelo cooperativo deve ser selecionado em troca de fomento ao desenvolvimento. Constantes invenções tecnológicas internas, tais como a

especialização do produto e das plantas industriais, que acompanha a industrialização, foram essenciais para a reprodução do capital a fim de atender as lógicas internas e externa do mercado.

Primeiramente, os circuitos produtivos espacial e cooperativo devem ser devidamente elucidados como forma de orientar a história que envolve as escolhas da LAR. Segundo Marx (1818,1883) todos os processos pertencem à produção, a circulação, a troca e ao consumo fazem parte de um todo operacional que compõe o circuito de espacial de produção, sendo mais tarde incorporado a leitura espacial por

geógrafos como Milton Santos (1985) . Todos as etapas estão ligadas ao modo de produção . Além disso, as fases estão relacionadas ao meio material ,tecnologia, objetos de trabalho e aos homens que executam a função laboral. A ordem estabelecida depende de um ritmo fixo e a especialização do produto. Empresas e indústrias dependem dessa lógica para operarem no mercado ,a fim de dinamizar esse processo da economia. Para Castillo e Frederico (2010, p. 464). “Os circuitos espaciais de produção pressupõe a circulação de matéria no encadeamento das instâncias geograficamente separadas da

produção, distribuição, troca e consumo, de um determinado produto, num movimiento permanente”.Já o circuito de cooperação é essencialmente importante para o funcionamento uma vez que conecta as diversas etapas de produção , básicamente separadas, articulando os diversos agentes e lugares que fazem parte do circuito de produção.(CASTILLO;FREDERICO,2010)Assim sendo , o circuito produtivo, circuito de cooperação e a especialização , devem ser enxergados de acordo com os processos globais. A divisão territorial do trabalho, a nível global e nacional, especializam e ao mesmo tempo concentram-se no território de acordo com pressões externas.

Já a história da ocupação territorial da cooperativa Lar não poderia ser desvinculado do início da colonização do norte do Paraná movida pela marcha para o Oeste. Esse processo de ocupação, existiu durante o período do governo Vargas, no qual pretendia-se conectar as áreas fronteiriças (fronteiriças no sentido cultural, pois esas regiões já eram ocupadas por povos originários), além de inserir a territorialidade dos povos migrantes com o fim econômico agrícola, com parcerias de cooperativas já implantadas no Rio Grande do Sul (BEN;SCHOLOSSER,2012). Assim, a então Comasil, tendo como primeiro presidente o próprio colonizador Padre José Backers, detinha também um sistema cooperativo comunal, sob o lema “ união dos pequeños para serem fortes”, desenvolvido a partir do capital agrícola adotado por cooperativas do Rio Grande do Sul (BEN;SCHLOSFER, 2012). Vale lembrar, que esas cooperativas no Rio Grande de sul ao se associarem com a religião com a descendencia alemã detinha valores comunitários, de solidariedade, cooperação e de proteção 1, indo em contraposição de um mercado auto regulável que se desenvolvia nesse momento. ( VOGT;RADÜNZ,2013 ).

Além disso, a mudança das cooperativas não tardou muito e logo passou a ser transformada e normatizada por ações especialmente advindas por instituições estatais, de modo com que se estruturava a fim de atender mais ainda a dinâmica capitalista. Esse desenvolvimento teve ajuda de ações públicas pela OCEPAR (Organização das Cooperativas do Paraná) conjuntamente com o Projeto Iguaçu de Cooperativismo (PIC) que analisou a situação das cooperativas e dos 51 municípios de atuação do Oeste e sudoeste do Paraná. A OCEPAR operou de maneira normativa ao circuito cooperativo ao direcionar os cooperados aos pilares responsáveis pelo desenvolvimento econômico.

Enquanto o PIC , orientado pela OCEPAR, criado em 1971, foi um dos primeiros projetos cooperativistas estaduais (GABOARDI,2012). Alí, procurava-se enquadrar o cooperativismo competitivo no território nacional que nesse momento se desenrolava. O projeto nascia assim da necessidade já que não se tinha infra-estrutura adequada para armazenamento, o beneficiamento adequado da produção, além da falta de desenvolvimento de insumos e serviços ao agricultor, procurando assim seguir os caminhos dos agricultores que construíram uma sociedade cooperativa, com êxito, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (GIMENES, 2009).

Concomitante ao período de institucionalização, algumas ações adotadas pelo governo como a revolução verde, a partir de pacotes biotecnologicos assistenciados pelos Estados Unidos, eram adotados pelas cooperativas paranaenses com o fim de aumentar as produções agrícolas e se acercar a estrutura de empresas comerciais (WILLERS,2015).O assistencialismo não se restringiu somente a adoção do pacotes

tecnológicos da revolução verde, como também à ajuda técnica especializada para dentro das cooperativas paranaenses. A vinda e instalação do técnico estadunidense Henry H. Gender na capital paranaense, curitiba, no final anos 1960 (WILLERS,2015), foi exatamente para esse fim. Dessa maneira, além do movimento interno, moldando-se intensamente ao mercado, a agroindústria Lar aos poucos ganha mais car acterísticas empresariais do que a fase anterior com princípios coletivos cooperativistas. Segundo Junqueira e Jimenes (2009), a Lar possui características similares a nova geração de cooperativas (NGC) por profissionalizar a gestão, a eficiência nos sistemas sociais e essencialmente no econômico, porém sem abrir mão do sistema doutrinário cooperativismo. Em otras palavras, conforme a frase do próprio diretor-presidente por 8 mandatos seguidos: Irineo Rodrigues da Costa, a cooperativa Lar deve ter “ ternura na base e profissionalismo no mercado”3. Interpretasse, dessa forma, a reorientação da Lar para o mercado e não mais para o produtores tal como funcionam as cooperativas tradicionais (JUNQUEIRA,GIMENES, 2009). O q ue demonstra a mudança do circuito cooperativo ao transformar laços com os cooperado de maneira mais impessoal, além de demonstrar aos cooperados o ambiente competitivo que prende expandir-se cada vez mais para novos territórios. Assim,mirando o ambiente competitivo, a agroindústria procura adequar-se ao mercado global para alcançar regiões mais longes formando a partir do seu circuito produtivo, de tal forma que busca novos compradores para a reprodução do capital da

empresa e, ao mesmo tempo, estabelece elementos presentes desde o início da sua criação que adentra o cooperativismo tradicional. Además, a função da sua 3 Revista: História da lar , acesso em http://www.irineodacostarodrigues.com.br/images/livrolar.pdf territorialidade agrícola, continua ainda mais forte devido a elementos atuais como o agronegócio, a globalização e dinâmica intensa dos mercados. O período técnico-científico-informacional transforma o papel da Lar não somente como uma das mais importantes cooperativas brasileiras, senão também o seu entorno territorial do qual fazem parte as cidades do oeste do Paraná, já que são políticas externas que determinam os trajetos dos circuitos produtivos e cooperativos que influenciam tais regiões.

 

1 Alguns autores que se dedicaram à pesquisa do cooperativismo brasileiro que se desenvolvia no século XX no Sul do Brasil, ( Voght e Radunz,2013;Schellenberger,2003) vão denominar a associação entre religião católica, etnia e aos princípios sociais de atuação coletiva afim de buscar soluções conjuntas as necessidades de diversas ordens, como associativismo cristão. De acordo com Schellenberger (2003), a história cooperativa nessa região do território brasileiro está fortemente vinculada ao asociativismo cristão, especialmente entre os migrantes de origem europeia como Alemães e Italianos .

 

 

Bibliografias:

 

BEN, Marilucia; SCHLOSSER, Marli. A TERRITORIALIZAÇÃO DO COOPERATIVISMO EMPRESARIAL NO OESTE PARANAENSE. Revista Pegada, [ S. l. ], v. 13, p. 156-175, 5 dez. 2012.

CASTILLO, Ricardo; FREDERICO, Samuel. ESPAÇO GEOGRÁFICO, PRODUÇÃO E MOVIMENTO: UMA REFLEXÃO SOBRE O CONCEITO DE CIRCUITO ESPACIAL PRODUTIVO. Sociedade e Natureza, Uberlândia, p. 461-174, 1 dez. 2010.

GIMENES, Régio; JUNQUEIRA,Junqueira. COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL LAR: CONCILIANDO A DOUTRINA COOPERATIVISTA E A COMPETITIVIDADE DE MERCADO. Rev. Ciênc. Empres, Umuarama, ed. 315-345, 1 dez. 2009.

GABOARDI, Renata. A INTERCOOPERAÇÃO E SEUS RESULTADOS DIANTE DO PANORAMA DO COOPERATIVISMO AGROPECUARIO PARANAENSE. Orientador: Professor Robson Mafioletti. 2012. Tese (Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de Especialista em Gestão do Agronegócio do curso de MBA em Gestão do Agronegócio) - Universidade Federal do Paraná, [ S. l. ], Curitiba.

GIMENES, Régio. A evolução do cooperativismo no Estado do Paraná. Revistas Científicas da UNIPAR, [ s. l. ], v. 24-30, 1996. Disponível em: https://www.revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/viewFile/1661/1439. Acesso em: 20 mar. 2020.

MARX, Karl. Contribuição a crítica da economia política. Tradução Maria Helena Barreiro Alves; revisão da tradução Carlos Roberto F. Nogueira. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, ([1818-1883] 2011).

SANTOS, M. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnicocientífico informacional. São Paulo: HUCITEC, 1994.

VOGT, Olgário; RADÜNZ, Roberto. Jesuítas e cooperativismo: as associações e seu papel no desenvolvimento regional do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de História das Religiões, Maringa, n. 15, p. 273-284, 17 jan. 2013. Disponível em: http://www.dhi.uem.br/gtreligiao/pdf15/18.pdf. Acesso em: 8 out. 2019.

WILLERS, Ednilse Maria. Associative culture: the genesis of food agricultural cooperativism in the West mesoregion of Paraná State. 2015. 159 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento regional e do Agronegócio) - Universidade Estadual do Oeste do Parana, Toledo, 2015.

 

 

 

Ponencia presentada en el XXII Encuentro Internacional Humboldt – El “Regreso” de la Geopolítica. Santa Rosa – La Pampa – Argentina – 21 al 25 de septiembre de 2020 – MODALIDAD VIRTUAL.

Para ver la presentación en vivo, ingrese a: https://www.youtube.com/channel/UCyfxfhPdmoy3nWbFYs4E_nQ?view_as=subscriber DÍA 3.