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Asunto:NoticiasdelCeHu 284/20 - A VIRADA NEOLIBERAL MEXICANA
Fecha:Miercoles, 30 de Septiembre, 2020  10:08:33 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 284/20

 

A VIRADA NEOLIBERAL MEXICANA

 

João Vitor Sandri Coelho

Universidade Federal de Santa Catarina,

Florianópolis – Santa Catarina - Brasil

 

O presente trabalho tem como objetivo analisar a estruturação da indústria automobilística no México a partir de sua inserção no movimento global de reestruturação neoliberal, que hegemonizou-se no mundo sobretudo a partir da década de 1980. O escopo do trabalho aborda até o ano de 2018, em que há uma certa ruptura com esta linha política. Para tanto, utilizou-se como fundamentação teórico-metodológica o paradigma interpretativo de formação socioespacial (M. Santos) associado a teoria da dualidade básica (I. Rangel).

A categoria de formação socioespacial (Milton Santos), associado a teoria da dualidade básica (Ignácio Rangel), permitiu a compreensão da constante reorganização das estruturas internas mexicanas e de suas relações com o mundo. Uma análise capaz de engendrar dialeticamente a esfera da produção e da circulação em uma unidade de contrários, diferenciando-se das interpretações convencionais que, via de regra, privilegiam uma em detrimento da outra, incapazes de combinar os fatores internos e externos de uma mesma formação socioespacial. Bem como nos detemos a visão de processo histórico, com suas continuidades e descontinuidades, como um fenômeno gradual, desigual e combinado, diferenciando-se das leituras dependentistas que entendem a América Latina como capitalista desde a colonização.

            O México possuía uma população pré-colombiana altamente sedentarizada e com uma agricultura desenvolvida. Com a colonização, o domínio da terra que antes pertencia ao despotismo tributário da civilização asteca e seu modo de produção asiático, passa para as mãos do Estado espanhol e sua aristocracia feudal. Deste modo, formou-se no seio da sociedade mexicana dois polos: um interno, ligado a unidade produtiva e a sua respectiva classe latifundiária feudal; e um externo, ligado ao capital comercial e sua classe de comerciantes.

            A América espanhola, marcada pela fragmentação política por conta do imobilismo de seu “capital” fundamental (terra) e de suas barreiras orográficas (Andes), enquadra-se sob o vice-reino da Nova Espanha, um dentre os quatro que conforma a América espanhola. Já desde a colonização, forma-se no território mexicano um desenvolvimento geograficamente desigual, em que a região norte expande sua economia mineira, ao passo que o México meridional mantém-se sob as atividades agropastoris.

            Fruto da posição dominante da Cidade do México e da dependência tributária das demais cidades mexicanas para com ela, forma-se uma vigorosa classe de comerciantes com efetivo controle das transações comerciais entre metrópole e a região mineira do norte. É notadamente a partir desta classe que posteriormente se efetiva a industrialização do país, primeiramente sob uma via norte-americana de transição, de baixo para cima, calcada na pequena produção mercantil; para posteriormente ser dirigida de cima para baixo (via prussiana), sobretudo a partir do governo Cárdenas.

            A partir do desenvolvimento das forças produtivas mexicanas, ainda na condição de colônia, e do conflito ideológico entre o absolutismo feudal espanhol e o liberalismo capitalista inglês emerge o impulso de independência nacional, que põe em contato o meio técnico inglês, em sua forma capitalista industrial, ao meio natural mexicano de sua formação dual. O século XIX é marcado pelo fortalecimento do caráter feudal de sua sociedade, sobretudo na conjuntura depressiva do sistema capitalista mundial do pós 1873 a 1896, período sob o governo de Porfírio Díaz, em que as formas de relações de produção interpessoal e extra econômicas se fortalecem ainda mais.

            Em 1910, uma série de descontentamentos por parte dos camponeses e das oligarquias tradicionais, juntamente com crises produtivas internas e em suas relações diplomáticas com os Estados Unidos, leva à uma guerra civil que culminaria na revolução camponesa que destituiu o governo de Díaz e pôs fim ao porfiriato. Após uma sequência de impasses e troca de poderes, o México inicia um novo período de sua história conhecido como Maximato, em que o Chefe Máximo, Plutarco Elías Calles, governa  direta e indiretamente o país.

A despeito da ampla base camponesa do novo governo revolucionário, a estrutura fundiária pouco mudou durante o período do maximato, o que só viria a acontecer radicalmente com a chegada de Lázaro Cárdenas ao poder do México, o primeiro governo institucionalmente presidencialista do período pós-revolucionário e que poria fim à hegemonia do Chefe Máximo, colocando no centro de seu governo tradições fortemente retardadas de carga nacionalista, popular e desenvolvimentista da Revolução.

Com Cárdenas, a reforma agrária fez com que a produção agrícola se voltasse para o mercado interno, substituindo importações e diversificando a produção. Durante os quatro anos de governo, distribuiu-se mais terras do que nos outros quinze anos de revolução. Passa-se a exercer uma política econômica heterodoxa, cria-se bancos de financiamento público e nacionaliza-se a indústria petrolífera, criando a estratégica PEMEX. A política econômica seguida em grande medida pelos presidentes posteriores faz com que entre 1940 e 1960 o país cresça uma média de 6% ao ano e a manufatura ultrapasse a agricultura na participação do PIB. Bem como formou uma classe média antes residual no período anterior da história do país.

Enquanto isso, a tecnologia se desenvolvia de forma desigual no centro do sistema capitalista. O mercado altamente oligopolizado dos Estados Unidos perdia competitividade em detrimento dos capitais japoneses que emergiram no cenário internacional como possível nova potência mundial e centro de inovações tecnológicas, sobretudo com o advindo do novo modelo toyotista, que se apresentava mais adaptado frente às crises cíclicas do capitalismo. Junto a esta ameaça japonesa, a queda da URSS e o fim da Guerra Fria estimulou uma reação estadunidense agressiva frente à realidade de decadência econômica e tecnológica, reação esta que fora levado a cabo sobretudo a partir do governo R. Reagan na década de 1980. Reagan combinou políticas keynesianas (corrida armamentista; proteções tarifárias) com políticas neoliberais (desregulamentação trabalhista), bem como realizou o estratégico Acordo de Plaza (1985) que asfixiou as exportações japonesas e europeias através de uma desvalorização do dólar. Com isso, inicia-se um processo de desterritorialização produtiva que atinge sobretudo o leste asiático (China e Tigres Asiáticos) e a América Latina, que vivia a crise da dívida pública e se viu forçada a abrir seu mercado de “fora para dentro”, diferentemente do leste asiático que inseriu-se neste movimento com projetos industrializantes de “dentro para fora”.

Neste contexto, diferentemente do resto da América Latina que viveu um processo de reprimarização de sua economia, o México, por sua localização vizinha aos EUA, iniciou um projeto de atração de capitais estadunidenses aproveitando o movimento global de busca de custos de produção mais baixos por parte dos grandes conglomerados internacionais. Deste modo, através da política das maquiladoras, o país viveu um novo processo de industrialização altamente contraditório. Por um lado, esta política possibilitou atrair capitais, gerar empregos e divisas cambiais. Por outro, a industrialização que se viu foi profundamente dependente de importações estrangeiras, o que acabou por gerar, entre os anos de 1988 e 1994, desequilíbrio na balança comercial e crise financeira.

O principal setor econômico que participou da política das maquiladoras foi o automobilístico, obtendo a maior quantidade de Investimentos Externos Diretos. Este setor faz parte da nova geração de maquiladoras, aquelas das quais possuem um nível mais elevado de capital intensivo, bem como um maior grau de conexão com a economia nacional, a despeito de continuar com um baixo grau em relação às demais indústrias não-maquiladoras.

Desde o início da implementação da política maquiladora, tem-se duas características marcantes e relacionadas entre si. A primeira é a forte presença de capitais estadunidenses, devido a proximidade geográfica entre os dois países, o que fez com que muitas empresas optassem por deslocar suas unidades produtivas para o México a procura de baixos custos de produção. A segunda característica é, na realidade, uma consequência da primeira. Como a maior parte dos IEDs provinham dos EUA, as unidades produtivas naturalmente foram se instalando próximo a fronteira entre os dois países, onde o custo de transporte de mercadorias era menor. Portanto, o desenvolvimento desigual e combinado que se gestou já no período da colonização, geograficamente expresso num desenvolvimento maior das regiões nortistas em relação às sulistas por conta das atividades mineiras, tem uma continuação no século XX com as indústrias maquiladoras instaladas na fronteira norte do país.

O terceiro e último aspecto importante apontado foi a formação de um polo automobilístico em Ciudad Juárez, contando com fortíssima participação das “Três Grandes do Automóvel” (General Motors, Ford e Chrysler). Este polo se destaca por conter o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento de autopeças de todo o país, demonstrando um maior capital intensivo, a despeito de seguir com baixo grau de conexão com a economia local. Vinculado ao polo encontra-se também uma ampliação do setor educacional no nível médio-superior terminal e o treinamento de trabalhadores a nível técnico.

 

 

REFERÊNCIAS

 

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Ponencia presentada en el XXII Encuentro Internacional Humboldt – El “Regreso” de la Geopolítica. Santa Rosa – La Pampa – Argentina – 21 al 25 de septiembre de 2020 – MODALIDAD VIRTUAL.

Para ver la presentación en vivo, ingrese a: https://www.youtube.com/channel/UCyfxfhPdmoy3nWbFYs4E_nQ?view_as=subscriber DÍA 2.