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Asunto:NoticiasdelCeHu 283/20 - A ASCENSÃO NAVAL DO IMPÉRIO ALEMÃO E A TEOR IA DE ALFRED MAHAN
Fecha:Martes, 29 de Septiembre, 2020  07:58:08 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 283/20

 

A ASCENSÃO NAVAL DO IMPÉRIO ALEMÃO E A TEORIA DE ALFRED MAHAN

 

Bryan Marques Moraes

Mestrando em Geografia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Campinas - São Paulo - Brasil

 

Após a vitória da Inglaterra e da sua Royal Navy sobre a França no início do século XIX, o país se estabeleceu como a maior potência econômica do período, sendo inicialmente a única nação industrializada do mundo. No caso inglês, desde o século anterior, o aumento do comércio marítimo foi fundamental para propiciar a industrialização do país, que exportou produtos produzidos com base nas matérias-primas oriundas das suas próprias colônias ultramarinas (KENNEDY, 1976).

Com o tempo, a economia se tornou cada vez mais global, sobretudo por meio do transporte de bens e produtos pelos mares e oceanos. Em virtude da industrialização na Europa e na América do Norte, as sociedades ocidentais ampliaram as suas capacidades econômicas e militares sobre as sociedades pré-industriais, possibilitando uma maior coerção das potências industriais sobre outros povos. Nesse sentido, tornou-se vital garantir a posse de matérias-primas e mercados consumidores para suprir a demanda das economias imperialistas, uma vez que a Segunda Revolução Industrial possibilitou o desenvolvimento de produtos que ampliaram a capacidade de transporte, vide os maquinários a vapor e a combustão interna (indústria petrolífera), bem como os produtos ligados à indústria química e a eletricidade, estabelecendo o início do capitalismo moderno (PAPATRATIGAKIS, 2011).

Dessa forma, as últimas décadas do século XIX foram marcadas pelo acirramento da disputa por poder entre as grandes potências imperiais. A expansão da industrialização permitiu que países até então enfraquecidos em relação a Inglaterra, especialmente os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão, se dinamizassem e se tornassem atores relevantes na geopolítica internacional. Após a sua tardia unificação territorial na década de 1870, a Alemanha iniciou um forte processo de urbanização e industrialização, buscando se tornar uma forte competidora na corrida imperialista (HOERBER, 2011). Bem como pontua Kennedy (1976), em 1870, a Inglaterra era responsável por 31,8% da produção manufatureira global, contra 13,2% da produção alemã. Já entre 1906-1910, a fração inglesa na produção de produtos caiu para 14,7%, enquanto a Alemanha obteve 15,9% da produção total.

É válido destacar que o início da competição imperialista entre as potências baseou-se na visão social-darwinista de que os Estados “orgânicos” possuíam um direito natural de crescer e se expandir. A competição imperial se baseou na ideia de que havia uma luta inevitável entre os Estados para crescerem e, consequentemente, evitarem a sua decadência (HOLMES, 2004). Nesse bojo, acreditava-se que a disputa imperial invariavelmente resultaria na ascensão de alguns Estados e no declínio de outros. Essa compreensão de mundo propiciou que os governos agissem para garantir a sua sobrevivência. Diante de todo este cenário, o poder naval foi entendido como um fator decisivo para garantir o sucesso imperialista e a manutenção de um status de poder mundial (MURRAY, 2010). De acordo com Papatratigakis (2011), as ideias sociais darwinistas estimularam a defesa de que era natural um ambiente de constante embate entre os países, uma vez que apenas os mais aptos iriam sobreviver, especialmente pela sua força militar.

Pode-se dizer que, com base nas aspirações imperialistas, militaristas e sociais darwinistas da época, para que uma nação se torna-se grande, ela deveria possuir posses coloniais – vide a corrida pela partilha da África na Conferência de Berlim em 1884-1885 – e uma grande frota naval de batalha. Tendo em vista as suas aspirações por poder, as potências imperialistas expandiram as suas forças navais no final do século XIX. Em 1900, a Inglaterra possuía 205 navios de combate efetivos (encouraçados, cruzadores e canhões de torpedo); os alemães possuíam apenas 36 navios, contra 92 da França e 40 da Rússia. Em 1914, a Inglaterra ampliou sua frota de combate naval para 542 navios de combate efetivos, sendo que os franceses e alemães possuíam 357 e 301, respectivamente, caracterizando um verdadeiro boom na produção de navios de guerra (ST JOHN, 1971).

A teoria do poder marítimo do almirante norte-americano Alfred Mahan Thayer (1840-1914) foi fundamental na criação de uma justificativa dita racional para a expansão dos gastos militares navais e na ampliação da disputa pelo controle dos mares, uma vez que os escritos de Mahan atestavam a função indispensável que o poder marítimo possuía para os Estados imperialistas. Na visão dele, o poder marítimo era a chave para garantir o comércio e a competição econômica, além de propiciar vantagens políticas estratégicas (RUSSELL, 2006).

Em seu livro The Influence of Sea Power upon History (MAHAN, 1889), o almirante discorreu sobre a relação entre a produção manufatureira, a posse de colônias ultramarinas e o transporte de bens pelas embarcações marítimas na constituição de um grande poder econômico, tendo em vista o exemplo da Inglaterra ao longo de todo o século XVIII. De acordo com a teoria de Mahan, o mar sempre seria superior à terra como meio de transporte das mercadorias e bens produzidos (HOLMES, 2004). Segundo Russell (2006), enquanto alguns defensores do mercantilismo defendiam a produção de produtos como uma forma de aumentar a riqueza de uma nação em ouro, Mahan entendia que a produção era um elemento crucial para a criação de um complexo industrial capaz de produzir vastos excedentes – um fim em si mesmo.

Para Mahan, o triunfo de uma nação através do poder marítimo só seria possível por meio da construção de uma marinha capaz de encontrar e derrotar as suas forças rivais em grandes batalhas, conquistando assim o comando do mar. Dessa forma, a sua doutrina indicou que somente com uma grande e poderosa frota naval um Estado poderia garantir a sua posição hegemônica (SELIGMANN, 2012). Em sua argumentação teórica, Mahan se baseou na história e na economia política de diversos conflitos na antiguidade e da modernidade. Segundo seu entendimento, o comércio marítimo sempre se mostrou vital para a prosperidade dos grandes Estados, cujas forças eram asseguradas pela superioridade das suas forças marítimas. Um forte poder marítimo era essencial para a manutenção dos interesses da nação (STRACHAN, 2007). Além disso, uma forte frota naval iria possibilitar o controle de determinados territórios marítimos, garantindo assim vantagens econômicas e militares ao seu detentor (SUMIDA, 1999).

A concepção geopolítica do poder marítimo de Mahan compôs os escritos produzidos pela escola Blue Water, um navalismo extremo que enfatizava o comando dos mares pela frota de batalha e seus grandes navios de guerra, sobretudo pelo conflito e danos impostos ao comércio dos seus inimigos com a destruição das suas embarcações (KENNEDY, 1976). Nesse sentido, os seguidores de Mahan propuseram a construção de poderosas frotas navais, uma vez que era vital assegurar o controle de bases marítimas, posses coloniais e manter as frotas inimigas distantes dos seus portos. Em linhas gerais, a teoria de Mahan caracterizou os navios de guerra como um fator elementar do poder marítimo (HOLMES, 2004).

Em busca do seu lugar ao sol como grande potência imperialista mundial, a Alemanha estabeleceu uma política externa diferente daquela defendida pelo Chanceler Otto von Bismarck (1815-1898) em sua Realpolitik. Tendo em vista a tardia unificação do território alemão, Bismarck defendeu uma política externa que, acima de tudo, mantivesse a integridade territorial do país, criando diversos acordos diplomáticos entre seus vizinhos europeus e estimulando uma postura não conflituosa no continente. Contudo, com a ascensão do imperador Guilherme II (1859-1941) ao trono em 1888, e a saída de Bismarck do cargo de Chanceler, a Alemanha adotou uma nova visão sobre qual deveria ser o seu lugar no mundo. A Weltpolitik imposta por Guilherme II afastou-se do conservadorismo bismarckiano e adotou um tom mais agressivo (MURRAY, 2010).

Influenciado pela obra de Mahan, o almirante alemão Alfred von Tirpitz (1849-1930) defendeu que a Alemanha deveria estabelecer um forte poder marítimo como forma de defender os interesses imperiais do seu país e, especialmente, negociar em condição de igualdade com a Inglaterra no âmbito de poder geopolítico. Segundo Tirpitz, haveria no mundo a emergência de um pequeno grupo de potências imperiais que se estabeleceriam ao lado dos ingleses: a Rússia, os Estados Unidos e a Alemanha. Nessa linha, para se juntar ao seleto grupo das potências globais, os alemães deveriam construir uma marinha de altíssimo nível, além de consolidar sua posição como potência industrial e manter o país como uma nação coesa que poderia se manter com forças próprias (BÖNKER, 2013).

É interessante pontuar que os oficiais da marinha alemã entendiam o país como parte de uma pluralidade de potências mundiais e povos globais, sendo que a Alemanha poderia se tornar uma potência imperial global entre outras; não havia uma proposta para estabelecer a Alemanha como a única potência imperial do planeta. Os líderes da marinha alemã buscavam, tendo em vista os seus interesses marítimos, ampliar as esferas de influência e poder da Alemanha pelo mundo por meio da sua indústria de exportação, seu comércio e transporte marítimo (BÖNKER, 2012).

Isto posto, é válido salientar que a busca por um lugar ao sol do Império Alemão não implicava somente no desejo do domínio restrito dos mares, mas sim um poder marítimo capaz de unir domesticamente os alemães, beneficiando as elites ligadas ao comércio e ao prestígio do império em si (HOLMES, 2004). Na Inglaterra vitoriana, por exemplo, o poder marítimo não era importante apenas em termos econômicos e relativos a segurança nacional, pois a imagem da Royal Navy cristalizou-se como uma expressão da cultura e do orgulho inglês (BLACK, 2005).

Sob ordens de Tirpitz e com apoio direto do imperador Guilherme II, a Alemanha iniciou na década de 1890 a sua ascensão como potência naval. Para tal, o país aprovou as leis navais em 1898 e 1900, além de emendas promulgadas em 1906 e 1908. Os projetos da marinha alemã, a chamada Kaiserliche Marine, buscavam criar uma base legal que sustentasse o seu ambicioso projeto naval (MAURER, 1992). Por meio dessa legislação, o governo alemão se comprometeu a apoiar o fortalecimento da sua marinha, financiando a construção de novos navios de guerra, o treinamento de novos marinheiros para manejar as embarcações e a produção de equipamentos e artilharias de guerra (MAURER, 1997). Ao guiar com sucesso a aprovação das leis navais no Congresso alemão, Tirpitz estabeleceu a sua doutrina estratégica devota ao encouraçado e aos grandes navios de guerra, reverberando a concepção naval de Mahan (WEIR, 1984).

Seguindo o propósito e orientação de Tirpitz, a marinha alemã concentrou-se em combater a hegemonia naval da Inglaterra no mar do Norte, alocando recursos para o desenvolvimento de grandes navios de guerra. Nesse sentido, a frota projetada pelo almirante possuía um importante papel político, ao passo que deveria alterar o equilíbrio de forças existente até então e alcançar a paridade com a Inglaterra como potência mundial (MURRAY, 2010).

De acordo com os planos de Tirpitz, a frota alemã deveria possuir dois terços do tamanho da frota inglesa, pois em seu cálculo geopolítico, uma força alemã dessa dimensão garantiria ao país que a Inglaterra não cometesse nenhum ataque militar contra eles. Tirpitz defendeu esse cenário visto que, para ele, mesmo que houvesse um choque militar anglo-alemão vencido pelos ingleses, o dano que a frota inglesa sofreria dos alemães resultaria num grande enfraquecimento da Royal Navy, retirando-lhe sua histórica vantagem em números (MENNING, 2018). Do ponto de vista alemão, ao construir uma grande frota naval, o país estaria demonstrando sua força perante o mundo e, sobretudo, a Inglaterra, a maior força naval do planeta. Dessa forma, os alemães entendiam que os ingleses simplesmente não poderiam ignorá-los e, consequentemente, a Alemanha iria assumir seu lugar entre as potências mundiais (MURRAY, 2010).

Durante a década de 1890, todas as grandes potências imperiais, sobretudo os alemães, começaram a ver os programas navais em tempos de paz como um importante meio de subsidiar suas indústrias nacionais, aumentar a produção de empregos e fortalecer a própria imagem do império. Dessa forma, mesmo em um país que não possuía uma grande tradição naval, foi relativamente fácil construir uma base de apoio capaz de financiar a sua expansão marítima (SONDHAUS, 2001). Esse cenário possibilitou que o acúmulo de força e o seu uso (real ou ameaçado) se tornasse uma condição ímpar na disputa por poder mundial. A busca pela hegemonia exigiu investimentos maciços em armamentos e equipamentos de guerra. Diante disso, de acordo com a visão alemã, o poder mundial e um império econômico global eram vistos como elementos inseparáveis (BÖNKER, 2012)

Influenciado por Mahan, Tirpitz argumentou que somente por meio de um poder marítimo global a Alemanha poderia preservar a sua proeminência e independência frente aos seus rivais imperialistas, pois o seu país precisava exercer sua força através da mobilização da sua indústria e comércio para garantir seu espaço na concorrência imperial (BÖNKER, 2013). Ao identificar no poder marítimo a chave para garantir seu lugar a mesa ao lado das grandes potências, a Alemanha perseguiu a ideia fortemente consolidada na época de que os grandes navios de guerra simbolizavam o status quo máximo de poder e soberania (MURRAY, 2010).

Todavia, convêm salientar que Mahan não foi o instigador da corrida naval entre as grandes potências, pois a sua teoria foi difundida pari passu ao crescimento da animosidade entre as potências; os adeptos ao navalismo e ao estabelecimento de um grande poder naval se basearam nos escritos de Mahan para justificar a expansão das suas forças navais. A Weltpolitik alemã não surgiu como resultado da concepção geopolítica de Mahan. Compelida pelas suas necessidades econômicas, a Alemanha entendeu que era fundamental expandir seu comércio para além das suas fronteiras, bem como os ingleses ampliaram o seu comércio décadas atrás (ST JOHN, 1971).

A ascensão naval alemã visou permitir que o país, embora já estivesse situada como uma potência no continente europeu, pudesse ser contada entre os verdadeiramente poderosos, ainda que ao custo de uma grande expansão marítima. Nessa linha, o almirante Tirpitz agiu em conformidade com os principais teóricos do poder marítimo da época, principalmente Mahan, ao defender que a Alemanha deveria alcançar o seu destino como potência mundial ao projetar força através dos oceanos (SELIGMANN, 2012). Para garantir o seu lugar ao sol, os alemães buscaram replicar o Império Britânico em escala global, uma vez que uma poderosa frota naval era o meio para garantir o status de grande poder.

 

Referências Bibliográficas

BLACK, Jeremy. A Post-Imperial Power? Britain and the Royal Navy. Orbis: FPRI’s Journal of World Affairs, v. 49, n. 2, p. 353-365, 2005.

BÖNKER, Dirk. Militarism in a Global Age: Naval Ambitions in Germany and the United States before World War I. Cornell University Press, 2012.

BÖNKER, Dirk. Global Politics and Germany’s Destiny “from an East Asian Perspective”: Alfred von Tirpitz and the Making of Wilhelmine Navalism. Central European History, v. 46, n. 1, p. 61-96, 2013.

HOERBER, Thomas. Prevail or perish: Anglo-German naval competition at the beginning of the twentieth century. European Security, v. 20, n. 1, p. 65-79, 2011.

HOLMES, James. Mahan, a “Place in the Sun,” and Germany’s Quest for Sea Power. Comparative Strategy, v. 23, n. 1, p. 27-61, 2004.

KENNEDY, Paul Michael. The Rise and Fall of British Naval Mastery. Londres: Allen Lane, 1976.

MAHAN, Alfred Thayer. The Influence of Sea Power upon History, 1660-1783. Londres: Sampson Low, Marston, Searle & Rivington, 1889.

MAURER, John H. The Anglo-German Naval Rivalry and Informal Arms Control, 1912-1914. The Journal of Conflict Resolution, v. 36, n. 2, p. 284-308, 1992.

MAURER, John H. Arms Control and the Anglo-German Naval Race before World War I: Lessons for Today? Political Science Quarterly, v. 112, n. 2, p. 285-306, 1997.

MENNING, Ralph. Anglo-German Naval Race. The Encyclopedia of Diplomacy, p. 1-9, 2018.

MURRAY, Michelle. Identity, Insecurity, and Great Power Politics: The Tragedy of German Naval Ambition Before the First World War. Security Studies, v. 19, n. 4, p. 656-688, 2010.

PAPASTRATIGAKIS, Nicholas. Russian Imperialism and Naval Power: Military Strategy and the Build-Up to the Russo-Japanese War. Londres: I. B. Tauris, 2011.

RUSSELL, Greg. Alfred Thayer Mahan and American Geopolitics: The Conservatism and Realism of an Imperialist. Geopolitics, v. 11, n. 1, p. 119-140, 2006.

SELIGMANN, Matthew S. The Royal Navy and the German Threat, 1901-1914: Admiralty Plans to Protect British Trade in a War Against Germany. Oxford: Oxford University Press, 2012.

SONDHAUS, Lawrence. Naval Warfare, 1815-1914. Londres: Routledge, 2001.

ST. JOHN, Ronald B. European naval expansion and Mahan, 1889-1906. Naval War College Review, v. 23, n. 7, p. 74-83, 1971.

STRACHAN, Hew. Maritime Strategy. The RUSI Journal, v. 152, n. 1, p. 29-33, 2007.

SUMIDA, Jon. Alfred Mahan Thayer, geopolitician. Journal of Strategic Studies, v. 22, n. 2-3, p. 39-62, 1999.

WEIR, Gary E. Tirpitz, Technology, and Building U-boats, 1897-1916. The International History Review, v. 6, n. 2, p. 174-190, 1984.

 

 

 

Ponencia presentada en el XXII Encuentro Internacional Humboldt – El “Regreso” de la Geopolítica. Santa Rosa – La Pampa – Argentina – 21 al 25 de septiembre de 2020 – MODALIDAD VIRTUAL.

Para ver la presentación en vivo, ingrese a: https://www.youtube.com/channel/UCyfxfhPdmoy3nWbFYs4E_nQ?view_as=subscriber DÍA 2.