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Asunto:NoticiasdelCeHu 11/02
Fecha:Martes, 15 de Enero, 2002  20:28:44 (-0300)
Autor:Humboldt <humboldt @............ar>

A QUESTÃO ARGENTINA
 
CARLOS PLETSCH,
  Professor de Geopolítica e Geografia
Brasil

 
                      Os últimos acontecimentos ocorridos na Argentina nos mostram que o grau de insatisfação do povo argentino com seu governo. A capacidade de mobilização da população foi fundamental para o vai e vem de presidentes e observa-se que o poder dominante demorou a entender que o desejo do povo, não era apenas mudar pessoas, mas mudar a política.
                    O governo do presidente De Rua e seu superministro Cabalam obedientes à cartilha do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e outros organismos internacionais e estrangeiros levou a Argentina para o fundo do poço. Foi essa política neoliberal, caracterizada pelo desmonte do Estado e de sua infra-estrutura levou a Argentina ao caos.
                   A população Argentina que sempre se caracterizou pelo grande poder de consumo, alem de apresentar índices econômicos invejáveis, hoje passa por uma desmoralizante situação econômica, marcada principalmente pela desconfiança no futuro.A Argentina com uma população de 36 milhões de habitantes, destes 14 milhões de pobres ou abaixo da linha de pobreza, corre o
risco de entrar para a história por apresentar índices africanizados, salvo pelas características físicas e seu clima, a produção de alimentos ainda não foi totalmente abalada. Até quando? E restam os 22 milhões de consumidores com grande potencial para o mercado.
                   Com um PIB (Produto Interno Bruto) em torno de US$ 300 bilhões, valor respeitável em se tratando de América Latina e até se considerarmos que a Argentina é um país considerado nos organismos internacionais como uma nação em desenvolvimento e  chegou a apresentar em novembro, segundo o IPC(índice de preços ao consumidor) um processo de deflação em torno de 0,3% no mês de novembro, provocando uma diminuição nos lucros e conseqüentemente a fuga de capitais foi inevitável. Lucro não tem pátria, dinheiro não tem amor por esse ou aquele país, o importante para os investidores é ganhar. Ganhar sempre. Seja na Argentina, na Tailândia...Ou lá na Conchichina.
                  O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - mede o desenvolvimento do país de acordo com a expectativa de vida, desenvolvimento educacional e a renda per capta, colocava a Argentina numa posição bastante invejável, era o 35o no "ranking" da ONU - Organizações das Nações Unidas) o Brasil ocupa a posição 74o, o Canadá é o primeiro colocado. Esse índice real deverá aparecer nas próximas analises, depois do "coice"do Plano Cavallo em cima povo argentino esse índice deve colocar o país lá perto das "cucuias".
                 O desemprego beira algo em torno de 18,3% isso significa 2,6 milhões de desempregados, produção industrial negativa de 9,8% e uma divida pública de US$ 132 bilhões, fez da Argentina tomar uma decisão dura do ponto de vista político e econômico e digamos também moral, que foi decretar a moratória.
Moratória significa dizer devo, não nego, pago quando puder. O país tem dificuldades de captar dólares e essa falta de dólares provoca descontentamento no mercado.

Daí o "calote".
                Quando um governo decreta a moratória ela tem lá suas vantagens e acho que a grande vantagem é que os credores argentinos serão obrigados a renegociar e refinanciar seus créditos, sob pena de perder tudo e a grande desvantagem é que os investimentos deixaram de entrar no país.
                  A classe média Argentina aliada a setores nacionalistas, movimentos sindicais e partidos de oposição deram um ultimato e ocuparam as ruas, o parlamento e até tentaram tomar a casa rosada, forçando a queda de Cavallo e todo o seu estábulo. Foi uma grande demonstração de força, viva o povo Argentino!!
 

cpletsch@uol.com.br