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Asunto:NoticiasdelCeHu 319/18 - O SHOPPING CENTER NO BRASIL E SUA RELACAO COM PRINCIPAIS INVESTIDORES: O CASO DA REGIAO SUL
Fecha:Domingo, 11 de Noviembre, 2018  11:27:56 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 319/18
 

 

 

III Congreso de Geografía Económica

Mar del Plata - 13 al 15 de junio de 2018

 


 

  

O SHOPPING CENTER NO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM PRINCIPAIS INVESTIDORES: O CASO DA REGIÃO SUL

 

 

Tally Ferreira Mansur

Mestranda em Geografia - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais (LABEUR)

Florianópolis, Santa Catarina, BR

Leonardo Rover

Mestrando em Geografia - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais (LABEUR)

Florianópolis, Santa Catarina, BR

 

O setor de Shopping Centers no Brasil se destaca pela sua diligência frente aos desafios do mercado, importância na pauta comercial regional, geração de empregos e grande circulação de consumidores, o que coloca o ramo como importante forma espacial representante dos modos de produção e da organização local da sociedade.

Conforme números divulgados pela Associação Brasileira de Shopping Centers – ABRASCE, o Brasil possui atualmente 571 shoppings espalhados por todo território nacional, atingindo a marca de 33,88 milhões de metros quadrados construídos, aproximadamente 463 milhões de visitas mensais e faturamento de 167,75 bilhões de reais somados em 2017. O setor brasileiro de shopping centers gera torno de 1.029.367 empregos distribuídos entre as cinco regiões brasileiras.

O Shopping Center é uma forma espacial urbana comercial, destinada ao oferecimento heterogêneo, diversificado e balanceado de produtos e serviços, atendendo aos mais variados públicos e interesses, com diversos segmentos do mercado acoplados à sua estrutura. A necessidade de investigar o setor está ancorada no grau de importância para a economia regional brasileira, na geração de empregos e renda, desenvolvimento de inovações comerciais e principalmente a relação direta dos tipos de capitais envolvidos nas concepções desses empreendimentos.

Os diferentes apoios financeiros para a construção de tais empreendimentos variaram de acordo com o espaço temporal e desenvolvimento espacial nas diferentes regiões do país. De acordo com D’AIUTO (2013) inicialmente conseguir o crédito para a instalação destas estruturas era difícil, mediante ao longo processo de maturação natural do negócio e por ser uma grande novidade para o país. Segundo a autora, a maioria dos empreendimentos, em primeiro momento, foram construídos com recursos próprios ou através de financiamento de capitais estrangeiros. A partir dos anos 90 observou-se uma maior aceitação dessas novas estruturas comerciais, além de claro, o maior envolvimento com diferentes fontes de fomento.

Um dos grandes exemplos a serem citados é o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – que vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, financia a longo prazo investimentos em diversos segmentos econômicos desde agricultura e indústria até infraestrutura, comércio e serviços (entre outros). Os Shoppings Centers têm uma relação direta com investimentos do BNDES. Relação que movimenta o mercado e merece ganhar destaque quando estudamos o setor e suas atividades.

Segundo dados do próprio BNDES (2017), a sua relação com a construção de shoppings centers no Brasil iniciou em 1995, a partir do interesse no crescimento vigente do setor. Além disso, havia no Brasil uma crescente em relação ao aumento de consumo de bens duráveis (muito ofertados dentro dos shoppings centers). Com um contexto favorável aos investimentos e participações, o BNDES visualizou no segmento uma oportunidade de sortir suas operações de crédito. Outra justificativa vislumbrada para o investimento no setor foi a característica de grande geração de empregos de maneira qualitativa e quantitativa ofertada.

Outra razão apontada para a entrada do BNDES nesse segmento naquela época foi o fato de os shopping centers serem vistos como geradores de empregos diretos que, dadas as características desse tipo de empreendimento, seriam de qualidade superior à do tradicional “comércio de rua”. Os investimentos necessários à geração de empregos nesse segmento, da ordem de R$ 50 mil/emprego gerado, seriam também inferiores aos de outros segmentos de atividade econômica, a exemplo do industrial. (BNDES, 2003, p. 181). Com a perspectiva de um grande lucro o BNDES não contava com os anos posteriores de recessão. Em abril de 2000 o cenário econômico brasileiro foi desfavorável para o setor comercial, diminuindo significativamente os lucros esperados. Segundo as próprias literaturas do BNDES, as consequências foram pontuais.

• redução do acréscimo ao spread básico, de 2,5% a.a. para 0,5% a.a., perfazendo um spread básico total de 3% a.a. ao invés dos 5% a.a. anteriores; e

• eliminação do subcrédito acelerado, sendo os prazos de amortização estabelecidos pelo BNDES em função da capacidade de pagamento apresentada pelo beneficiário. (BNDES, 2003, p. 182). Mesmo com uma grande queda nos investimentos nos anos posteriores e segundo dados do próprio BNDES em novembro de 2002 o banco já contava em sua carteira 21 operações com Shoppings Centers no Brasil, representando 0,6% das operações diretas do sistema, como podemos observar no gráfico 1.

Gráfico 1:

Desembolsos do BNDES aos Shopping Centers – 1995/2002. Fonte Site Abrasce e BNDES Setorial, 2007

 

 

Podemos observar também o direcionamento dos recursos para determinadas regiões brasileiras, principalmente para a região Sudeste. Segundo dados da ABRASCE – Associação Brasileira de Shoppings Centers (2017), a região Sudeste hoje é a que mais concentra Shoppings com um total de 304 unidadese mais lucra no setor, sendo que em segundo lugar temos a região Sul com 98 unidades construídas apresentando-se como a região brasileira que mais cresceu no ramo nos últimos anos. Apesar do desenvolvimento do setor na região sul, que fica em segundo lugar em números de unidades e primeiro em crescimento dinâmico, sua relação com o BNDES é relativamente pequena, ficando em terceiro lugar se comparado com as demais regiões brasileiras com um total de apenas 12,2% dos recursos, como percebemos na tabela 1. Essas características mostram o dinamismo próprio da região, que não utiliza recursos financeiros externos para a capitalização da construção das suas unidades. Conseguimos perceber essa independência se analisarmos outras principais fontes de crédito utilizadas pela maioria dos Shoppings no Brasil.

 

Tabela 1 - Desembolsos do BNDES segundo cada Região Brasileira – 1995/2002.

Fonte Site Abrasce e BNDES Setorial, 2007

 

Outra fonte de recurso a ser mencionada são os fundos de pensão, criados para gerenciar os recursos que são recolhidos pelos trabalhadores de uma determinada empresa. Segundo D’AIUTO (2013) a PREVI é hoje um dos maiores fundos de investimentos no Brasil, tendo participação direta naconstrução de diversos shoppings brasileiros segundo tabela abaixo. Podemos observar que a região mais comtemplada é de fato a Sudeste, que hoje possui a maior parte dos shoppings no Brasil. De acordo com a autora, ainda podemos mencionar alguns outros fundos de pensão que atuam no mercado, comconcentração de investimentos em grande maioria na região Sudeste.

Alguns exemplos dos principais fundos de pensão no Brasil são: a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI; a Fundação dos Economiários Federais - FUNCEF, da Caixa Econômica Federal; a Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social – VALIA, dos funcionários da Vale; a Fundação Petrobrás de Seguridade Social – PETROS; entre outros. A PREVI é o maior fundo de pensão do Brasil, totalizando investimentos neste ano de 155 bilhões de reais. Na tabela abaixo, é apresentado o ranking dos maiores fundos de pensão do Brasil. Pagina 26 (D’AIUTO, Melissa Ferraz, 2003, p.26).

 

Tabela 2 – Valor dos investimentos da PREVI em 2011. Podemos observar somente.

(D’AIUTO, Melissa Ferraz, 2003, p.25).

 

 

Além do BNDES e dos fundos de pensão, temos também os recursos próprios das grandes empresas do setor. Por serem demasiadamente segmentados no Brasil, segundo D’AIUTO (2013) essas empresas representam 30% dos investidores do mercado de Shoppings. Essas três maiores empresas do setor hoje, no Brasil, são os grupos BRMALLS, Multiplan e Iguatemi, os três listados em bolsa. As três fizeram o IPO de forma bem sucedida em 2007, o que culminou diretamente na posição de liderança atual. O IPO da BRMALLS ocorreu em abril de 2007, tendo sido a empresa que apresentou a maior captação no ano (R$ 2,6 bilhões). Em julho de 2007, a Multiplan abriu seu capital e captou recursos da ordem de, aproximadamente, R$ 666 milhões. Já a Iguatemi teve seu IPO em fevereiro de 2007, que resultou em uma captação de aproximadamente R$ 550 milhões. (D’AIUTO, Melissa Ferraz, 2003, p.23).

Segundo dados retirados dos sites das três maiores empresas administradores e investidoras de shoppings no Brasil, a participação de Shoppings da Região Sul é demasiadamente pequena em relação as outras regiões. A BRMALLS (2018) possui 39 unidades distribuídas pelo Brasil e somente 5 empreendimentos estão na região sul. A Multiplan possui 19 unidades e somente 3 delas encontram-se na mesma região. E o Iguatemi segue com 15 unidades sendo somente 3 na região que mais cresce no setor, a região sul.

O dinamismo da Região Sul do Brasil perante ao setor de Shoppings Centers pode ser percebido conforme a distribuição dos recursos financeiros dos principais investidores brasileiros relacionados ao setor. A Região Sul a pesar de ser a que mais cresce possui baixas taxas de investimento destas principais fontes de fomento. Pode-se concluir a importância e força das atividades e recursos locais, além de salientar a relevância de estudar a região e os capitais locais envolvidos na construção destes emprendimentos.

 

 

 

Referências Bibliográficas

Associação Brasileira de Shopping Centers – ABRASCE. Desempenho da indústria de Shopping Centers no Brasil. Disponível em <http://www.portaldoshopping.com.br/site/monitoramento/desempenho-daindustria Acesso em: 15/05/2018.

BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 17, p. 171-186, mar. 2003.

BRMALLS. Disponível em <http://ri.brmalls.com.br/default_pt.asp?idioma=0&conta=28> Acesso em 15/05/2018.

D’AIUTO, Melissa Ferraz. O Desenvolvimento do Setor de Shopping Centers no Brasil. Monografia em Economia. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2003.

IGUATEMI. Disponível em: https://iguatemi.com.br/institucional/shoppings-eoutlets Acesso em 15/05/2018.

MULTIPLAN. Disponível em <http://multiplan.com.br/> . Acesso em 15/05/2018.

PREVI. Disponível em <http://www.previ.com.br/home.htm>. Acesso em 15/05/2018.

 



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