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Asunto:NoticiasdelCeHu 318/18 - AS ATIVIDADES COMERCIAIS E DE SERVIÇOS NO CENTR O DA CIDADE DE SÃO JOÃO DO PAU D'ALHO - SP: ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA DOS CIRCUITOS DA ECONOMIA URBANA
Fecha:Sabado, 10 de Noviembre, 2018  22:25:57 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 318/18
 

 

 III Congreso de Geografía Económica

Mar del Plata - 13 al 15 de junio de 2018

 

 

 

AS ATIVIDADES COMERCIAIS E DE SERVIÇOS NO CENTRO DA CIDADE DE SÃO JOÃO DO PAU D’ALHO – SP:

ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA DOS CIRCUITOS DA ECONOMIA URBANA

 

Felipe Terra de Oliveira Silva

Acadêmico de Geografia - Universidade Federal de Santa Catarina

Florianópolis/Santa Catarina (Brasil)

 

 

1. Introdução

O município de São João do Pau D’Alho está localizado na porção oeste do estado de São Paulo, pertencente à mesorregião de Presidente Prudente (IBGE 2008) e a microrregião de Dracena (IBGE 2008), a cerca de 700kms de suacapital, São Paulo. De acordo com o último censo realizado no município, sua população seria de 2.103 habitantes (IBGE 2010), tamanho similar ao de outrascidades da região.

O processo de colonização das terras que passaram a compreender o municipio de São João do Pau D’Alho, iniciou-se por volta do ano de 1946. Data desta época uma migração de colonizadores que realizaram as primeiras negociações de glebas de terra naqueles arredores (PERLI, 1998).

O grande número de trabalhadores rurais, derrubadores de mato, plantadores de café, colonos, (etc.), exigiam a criação de um núcleo comercial que melhor atendesse as suas necessidades. Pensando em acomodar grande parte daqueles que ali chegavam, uma vila passou a ser idealizada pelo dono das terras em que foi construída.

Ao comprar a devida faixa de terras da Sociedade Pastoril e Agrícola, Evaristo Cavalheri (um dos primeiros donos de terras da região), tinha em mente a construção de um povoado, na qual, segundo algumas fontes, constava no mapa de suas propriedades, um espaço destinado para a fundação de uma sede em meio às suas terras (PERLI, 1998).

É a partir daí que surge o núcleo central de atividades comerciais, culturais e de serviços da cidade, que se tornaria posteriormente o bairro central de São João do PauD’Alho, onde, naquele primeiro momento, foi dotado das principais necessidades da população.

De seus dados históricos, a data de sua fundação é tida em 1948 e apenas em 1959 tornou-se município, emancipando-se de distrito de Tupi Paulista. A construção da igreja matriz da cidade, a Igreja Católica Apostólica Romana é de 1949, e sua primeira missa foi rezada meses após o término de sua construção; alguns anos depois, os primeiros padres católicos chegam ao município. Isso refletia, o crescente populacional que a região tomou, o que levou a investir na

agricultura, como café, milho, mandioca, cana-de-açúcar e pecuária, gado leiteiro e de corte, além do pequeno núcleo de atividades de comércio e serviço.

 

2. Objetivos

Tratar os elementos da gênese e do desenvolvimento do bairro; Evidenciar a partir da teoria dos dois circuitos da economia urbana, segundo Santos (2005), as atividades comerciais e de serviços encontrados na área em questão;

Descrever a importância comercial e de serviços, para o bairro e para o município.

 

3. Metodologia

Para este artigo foi discutido, através da teoria dos circuitos da economia urbana de Milton Santos (2005), os conceitos de circuitos, superior, inferior e superior marginal, aplicados a área em questão, sendo possível considerar o grau tecnológico, a relação entre as escalas (internacional, nacional, regional e local), a política econômica e demais fatores. Além dos conceitos de forma, função, estrutura e processo utilizado por Santos (2008).

É evidente neste caso, que a forma do bairro se expandiu com o passar dos anos, por conta do crescente populacional desde a fundação da cidade, embora ainda, preserve características de um bairro comercial, de serviços e residências.

Sua função se manteve essencialmente a mesma, suprindo as necessidades de um núcleo de atividades exigidas minimamente pela população. A estrutura foi se moldando com a vinda de novos estabelecimentos que surgiram no bairro, estes, originaram das demandas que o município recebera e passou usualmente presente no cotidiano dos cidadãos. O processo por si só objetiva a continuidade, para isso as atividades perduraram no espaço-tempo.

Em relação aos fluxos e atividades comerciais e de serviços do bairro, contextualizando, a partir de (SANTOS, 2005), é possível elencar através do espaço urbano a existência de dois circuitos da economia, aplicáveis às ciudades de países subdesenvolvidos. Estes seriam, o circuito superior e inferior (resultado da modernização tecnológica), caracterizados pelas diferenças de

consumo pela população e acesso aos bens e serviços.

O circuito superior é tido como resultado direto da modernização, sendo compostos por serviços bancários, intensa atuação de multinacionais, industria urbana moderna, comércio atacadista, transportes, entre outros.

Ainda sobre o circuito superior, Santos (2005) indica que este é diferenciado em atividades “puras”, “impuras” e mistas

A moderna indústria urbana, o comércio e os serviços modernos são elementos puros, pois são ao mesmo tempo atividades especificas tanto da cidade como do circuito superior. A indústria de exportação e o comércio de exportação são atividades impuras. Enquanto elas podem ser estabelecidas na cidade, para se beneficiar das vantagens locacionais, a parte essencial de seus interesses é manipulada fora da cidade, para onde seus produtos são dirigidos. Os negocios bancários podem ser incluídos nessa categoria, visto que funcionam como um elo entre as atividades modernas da cidade e as grandes cidades dentro do país e no exterior. Vendas por atacado e transporte são atividades de categoria mista, em função de sua dupla ligação. Ambas têm laços funcionais tanto com o sistema de fluxo superior quanto com o inferior da economia urbana e regional (Santos, 2005, p. 98).

O circuito inferior seria o resultado indireto desta modernização. Neste circuito os indivíduos não participam ou pouco participam das atividades tangentes aos avanços tecnológicos, sendo característico deste circuito a terceirização, serviços não modernos, comércio e trabalho informal, pequeno comercio variado, etc. (SANTOS 2005).

Um circuito superior marginal, ainda é mencionado como caracterizado por formas mistas de trabalho dotados muitas vezes de organização e técnica, embora não funcionam com a mesma racionalidade e o mesmo aspecto corporativo dos agentes da economia (SANTOS, 2005; SILVEIRA, 2009). Vale ressaltar que não é encontrado no bairro aqui tratado, este circuito. No entanto, no centro, encontra-se a Avenida Evaristo Cavalheri, Avenida Governador Carvalho Pinto, a Rua Aderso Pursino Ferreira e a Rua Jorge Mazzo, e suas atividades podem ser caracterizadas, enquanto pertencente aos circuitos superior e inferior. Ao longo da primeira avenida existem atividades de serviço bancário, posto de gasolina, lotérica, padaria, minimercados, lojas de vestuários, bares, açougue, borracharia e barbearias, já a segunda, correios, sorveterias, agência bancária, oficina mecânica e nas demais ruas, lojas populares.

 

Figura 1: Croqui das ruas de atividade de comércio e serviço do centro da cidade.

 

Legenda

AZUL: Av. Gov. Carvalho Pinto

ROJO: Av. Evaristo Cavalheri

VERDE: R. Aderso Pursino Ferreira

AMARILLO: R. Jorge Mazzo

 

O centro de São João do Pau D’Alho é dotado de pequenas atividades que estão ligadas ao circuito inferior e superior, o que permite a existência de atividades modernas e não modernas em um pequeno recorte.

Dentro do circuito superior podemos citar a agência do Banco do Brasil e do Banco Bradesco, Lotérica da Caixa Econômica Federal, Posto Ipiranga, lojas de materiais de construção e Correios. No circuito inferior temos mercados de pequeno porte, lanchonetes, lojas populares.

Em uma escala econômica, a cidade tem certa relevância, pois embora pequeño o seu grau de participação na economia da microrregião, esta contribui principalmente com produtos agrícolas e produção leiteira. Embora pequena a área comercial e de serviços são essas poucas, que atende a população da cidade.

 

Circuito Superior

Circuito Inferior

 

- Agência do Banco do Brasil;

- Agência do Banco Bradesco

- Posto de Gasolina;

- Lojas de Materiais para Construção;

- Agência dos Correios

- Lotérica da Caixa Econômica Federal

 

- Minimercados

- Borracharia

- Lojas populares

- Sorveteria

- Bares

- Padarias

- Açougue

- Barbearias

- Salão de beleza

 

Tabela 1: Atividades comerciais e de serviços de acordo com os circuitos superior e inferior.

 

 

O bairro tem grande importância na economia do município, tendo toda sua atividade comercial e de serviços, ali concentrada.

Sua população não é única a realizar essas atividades ali, indivíduos de bairros vizinhos são também atendidos por ele, como Bela Vista, Taquara Branca, NovaMarília, Córrego do Pau D’Alho, Parque Samambaia, Parque Flamboyant.

Assim, tive como objetivo identificar a mobilidade das pessoas que utilizam das atividades de comércio e serviços da cidade. Realizei então, um simples questionário, com o propósito de estabelecer o perfil de cada entrevistado, corroborando para o contexto da dinâmica de circulação e recorrência dos indivíduos.

Para isso, a amostra contou com 6 sujeitos que se dispuseram a colaborar com a pesquisa, sendo metade deles moradores do bairro Centro e ao outra, moradores de outros bairros vizinhos do município, para que, assim, pudesse analisar e embasar o contexto socioespacial até aqui tratado.

Todos os entrevistados preferiram não se identificar, então adotei a numeração ordinal para cada um deles de modo expresso no quadro abaixo, e em seguida efetuei as questões na qual apresentarei conjuntamente ao perfil de cada entrevistado.

 

Identificacao

Indiv. 1

Indiv. 2

Indiv. 3

Indiv. 4

Indiv. 5

Indiv. 6

Localização

da residência

R. Primavera, 43 - P.

Flamboyant

Av. Ev.

Cavalheri, 177 - Centro

Bairro Córrego do Pau D’Alho, 4

Bairro Nova Marília, 12

 

R. Antônio

Greco, 9 -

Centro

 

R. J. Mazzo, 41 –Centro

Idade

87

36

64

 

18

 

52

 

20

Distância

da residência

aos serviços*

(em metros)

 

750m

 

 

150m

 

 

2300m

 

 

3500 m

 

 

100m

 

 

400m

 

Número de

vezes que

utiliza desses

serviços*

(ao mês)

 

5

 

 

10

 

 

6

 

4

 

15

 

12

Os serviços

da cidade

suprem sua

necessidade?

 

Não

 

 

Não

 

 

Não

 

 

Não

 

 

Não

 

 

Não

 

Se sim, quais

serviços*

acredita

que falta?

Supermercado,

Clínicas

Especializadas.

Indústrias

 

Pizzarias,

Shopping

Center,

Indústrias

 

Agência

Bancária,

Comércio

Varejista

 

Indústrias,

Universidade

 

Fórum

de

Justiça

Shopping

Center

Indústrias,

Casa de

Shows

 

Tabela 2: Perfil dos entrevistados * Atividades de comércio e serviço

 

 

Embora o perfil dos entrevistados tenha grandes distinções, todos eles utilizam das atividades comerciais e de serviços no bairro Centro de São João do Pau D’Alho. Além de todos demorarem questão de alguns minutos para estarem em contato com o comércio e serviço da cidade.

Ambos os moradores ainda mencionam, que recorrem as cidades vizinhas (até mesmo da mesorregião), para outros atendimentos que o bairro não supre, como shopping centers, fórum de justiça ou clínicas de saúde especializadas. De tal modo que isso se faria alternadamente entre algumas semanas ou meses, a depender da necessidade ou tipo de serviço requerido.

Para os moradores idosos na qual foram entrevistados, esses ainda relatam a falta de acessibilidade por falta do poder municipal, aos serviços de interesse da a população mais velha, que contribuiriam para além de suas saúdes, mas para outras faixas etárias, como crianças, jovens e adultos.

Dos entrevistados, três suscitaram a necessidade de indústrias como fator chave no crescimento da empregabilidade e desenvolvimento, não apenas para a esfera municipal, mas para a região, que se beneficiaria como um todo.

 

Considerações Finais

Contudo, podemos aferir que o bairro central da cidade, assim como toda ela, não é capaz de suprir a demanda da sua população. Esses recorrem a otros centros portadores de grandes comércios e serviços, em alguns casos, em outras regiões, ou até mesmo fora do estado (haja vista a localização municipal, muito próxima ao Mato Grosso do Sul). Entretanto essas, demonstram papel importante na prestação de atendimento a parcelas da população, principalmente daqueles que estão mais distantes da zona central da cidade.

As atividades dos circuitos inferior e superior no centro de São João do Pau D’Alho existem em quantidades incipientes, dividindo entre si a pequena área em que estão centralizadas. Isso também é decorrente, de seu processo de formação e pela demanda que o município recebe da população que usufrui desses serviços.

O circuito superior, este embora ocorra em pequenos núcleos, assim como no caso deste estudo, tem suas relações fora dos limites municipais, envolvendo escalas nacionais e até internacionais. Já o circuito inferior, estreita suas relações em escalas menores, ou seja, com parte da população menos abastada do modo de produção capitalista.

 

 

Referências

 

CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1986. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-joao-do-pau-dalho/panorama>. Acesso em: 05 de Mai de 2018.

MATOS, Odilon Nogueira - Café e ferrovias: a evolução ferroviária de São Paulo e o desenvolvimento da cultura cafeeiro. São Paulo, Alfa-Ômega, Sociologia e Política, 1974. 135 p.

PERLI, Fernando. História de São João do Pau d´Alho - SP. 1998.

SANTOS, Milton. Espaço e Método. São Paulo: Edusp, 2008.

SANTOS, Milton. Os dois circuitos da economia urbana e suas implicações espaciais. In: SANTOS, Milton. Da totalidade ao lugar. São Paulo: Edusp, 2005, p. 93-115.

SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Hucitec, 1982.

SILVEIRA, Maria Laura. Finanças, consumo e circuitos da economia urbana na cidade de São Paulo. Caderno CRH, Salvador, v. 22, n. 55, jan./abr. 2009. Arquivo do Centro Cultural de São João do Pau D’Alho: Censo Cultural de 1990; Expo – Nacional dos Municípios, 1974, Arquivo da UJP (União dos Jovens Paudalhenses), Jornal Nossa Terra. Propriedade Dabele Comunicações, nº 01– 62.

 


 


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