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Asunto:NoticiasdelCeHu 328/17 - O MOBILIÁRIO URBANO E O ESPAÇO PÚBLICO DA S COMUNIDADES DO PAC – URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTO S PRECÁRIOS: O CASO DO PAC-ANGLO, PELOTAS, RS
Fecha:Domingo, 19 de Noviembre, 2017  19:47:35 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 328/17
 

 

XIX Encuentro Internacional Humboldt

“América Latina: balance de una “década

 

Rio Grande/ Pelotas – RS - Brasil

 

11 al 15 de setiembre de 2017

 

 

 

O MOBILIÁRIO URBANO E O ESPAÇO PÚBLICO DAS COMUNIDADES DO PAC –

URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS: O CASO DO PAC-ANGLO, PELOTAS, RS

 

 

NATÁLIA TORALLES DOS SANTOS BRAGA1

NIRCE SAFFER MEDVEDOVISKI2

¹ Universidade Federal de Pelotas – FAURB – Pelotas, Brasil.

² Universidade Federal de Pelotas – PROGRAU – Pelotas, Brasil.

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

A seguinte pesquisa trata dos espaços públicos das Habitações de Interesse Social (HIS) e da inserção de mobiliário urbano nessas áreas, analisando a forma de apropriação e de utilização desses espaços pelos moradores. Segundo Ferrari (2011), as ruas são espaços públicos importantes nas áreas de habitação social, pois tratam-se de espaços de sociabilidade dos moradores, sendo de extrema relevância a análise da forma como essas áreas são utilizadas e adaptadas pela comunidade.

Considerando esses ambientes urbanos como parte integrante e influente nas relações entre as pessoas (AGUIAR e NETTO, 2012), um dos elementos que beneficiam relação social é o mobiliário urbano, que surge como resultado das necessidades da população e, quando situado nas zonas residenciais, proporciona um maior convívio entre as unidades e a vizinhança (ALMEIDA e WEBER, 1983).

Segundo a NBR 9050:2004 da ABNT, é considerado mobiliário urbano “todos os objetos, elementos e pequenas construções integrantes da paisagem urbana, de natureza utilitária ou não, implantados mediante autorização do poder público em espaços públicos e privados”. Para essa pesquisa, foi adotada a definição de mobiliário urbano estabelecida por Montenegro (2005, p. 29) descrita como “artefato relacionado ao conforto e à comodidade dos usuários, principalmente dos pedestres”.

Dentro desse contexto, o objetivo principal deste trabalho é disponibilizar evidências que ofereçam suporte para futuros projetos de mobiliário urbano vinculado às necessidades dos usuários.

Os objetivos específicos são: (a) analisar como os moradores do estudo de caso usam os espaços das ruas e da praça; (b) investigar o mobiliário urbano existente e as atividades realizadas pelos usuários; (c) avaliar quais os locais mais frequentados conforme a classificação segundo gênero, faixa etária e estações do ano.

 

 

2. METODOLOGIA

 

            A pesquisa tem um estudo de caso representativo da cidade informal: o Loteamento Anglo, localizado na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. A escolha foi dada por se tratar de uma área que passa por um processo de requalificação urbana com recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e pela grande atuação do Núcleo de Pesquisa de Arquitetura e Urbanismo (NAURB) nessa região, com ações ligadas ao projeto de extensão interdisciplinar denominado Programa Vizinhança[1].

 

 

Figura 1 – Vista aérea da região Anglo, estudo de caso.


Fonte: Adaptado do Google Maps (2016).

 

 

            Os métodos utilizados nesta pesquisa são: 1) Levantamento bibliográfico; 2) Levantamento documental; 3) Mapa Comportamental – registro das atividades realizadas pelos usuários; 4) Levantamento físico – análise do mobiliário urbano existente e do uso do espaço público no PAC; 5) Levantamento fotográfico – auxílio nas observações do levantamento físico e do mapa comportamental.

            O Mapa Comportamental, terceira etapa do estudo, consiste em um importante instrumento de registro do comportamento dos usuários em relação ao espaço público. Ele ilustra o espaço ocupado pelos indivíduos e verifica a adequação do ambiente planejado ao já existente (RHEINGANTZ, 2009). Para a aplicação do mapa comportamental foram necessários: (a) a divisão da região em fluxos, para facilitar a análise e a compreensão dos dados obtidos; (b) a indicação dos horários de início e fim do fluxo em questão; (c) o registro das pessoas, referente ao sexo e à idade – classificação de Thiel (1997, p. 323): 0 à 5 anos – Bebês, 5 à 13 anos – Crianças, 13 à 18 anos – Adolescentes, 18 à 30 - Adultos Jovens, 30 à 65 – Adultos, acima de 65 - Idosos; (d) a criação de legendas para facilitar a leitura dos mapas; (e) a indicação do mobiliário urbano existente.

            O levantamento fotográfico, quarta etapa da pesquisa, foi utilizado para auxiliar nas observações do levantamento físico e do mapa comportamental. Porque segundo Ferrara (1993), a imagem fotográfica retém um instante através de um registro visual.

            Para a análise de cada estação foram somados todos os usuários e equipamentos presentes nos fluxos observados. A Figura 2, abaixo, representa um exemplo de aplicação do método de mapa comportamental, acompanhado do levantamento fotográfico, realizado no estudo de caso.

 

 

Figura 2 – Mapa comportamental, fluxo 5. Estação do ano: verão. Exemplo de aplicação do método.

Fonte: Acervo da Autora (2016)

 

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

            Após análise referente à metodologia aplicada no estudo de caso, foi possível reunir informações pertencentes às atividades realizadas pelos usuários e ao mobiliário utilizado pelos moradores nesse espaço. Pode-se também identificar qual o local de maior fluxo na comunidade conforme a classificação feita segundo gênero, faixa etária e estações do ano, identificando nesses espaços a existência, ou não, de mobiliário urbano.

            Os cinco mapas aplicados em cada estação do ano foram sobrepostos. Desta forma, foi possível analisar quais fluxos foram mais frequentados na estação em questão (destaque em vermelho), além do gênero predominante e da localização dos mobiliários utilizados pelos moradores (Figura 3).

 

 

Figura 3 – Sobreposição dos mapas aplicados no verão.

Fonte: Acervo da Autora (2016)

 

 

            Se comparadas todas as estações do ano, é possível perceber que as áreas com maior fluxo são: 3, 4, 5 e 6, sendo que o fluxo 6 (da praça) passou a ser mais frequentado no outono (após processo de requalificação urbana). Por esta lógica o mobiliário urbano deveria ser implementados com maior urgência nesses fluxos.

            Para auxiliar na análise dos dados, foram criadas 3 tipos de tabelas comparativas: 1) número de usuários conforme faixa etária/estação do ano; 2) número de usuários conforme gênero/estação do ano; 3) número de crianças e adolescentes conforme fluxos/estações do ano.

            Pode-se perceber através das tabelas que a estação que possui maior número de usuários circulando, ou fazendo alguma atividade no espaço público, foi a estação do verão e em seguida a do outono. Em todas as estações do ano, os usuários que mais se destacaram em relação ao número, foram as crianças, sendo 40,87% do total dos usuários.

            Em todas as estações a grande maioria de usuários do espaço estudado, em relação ao gênero, foram os homens com 56,1%. Contrariando o Censo de 2010, o qual destaca o sexo feminino como maioria (54,2%). Isso se deve à alta taxa de desemprego masculina nos últimos anos e aos fatores culturais. Destaca-se que durante todas as estações foi mantido um número médio de 430 usuários por somatório de cada estação, evidenciando o intenso uso, apesar das variações climáticas.

            Contabilizaram-se, em todas as estações do ano, um número elevado de 132 peças de mobiliário que os próprios usuários levaram às ruas. Esse dado obtido esclarece a necessidade imediata de implementação de mobiliário no espaço público do estudo de caso. Vale ressaltar que, durante o período de aplicação dos mapas, a praça passou por um processo de requalificação urbana, no qual foram implementados quatro mobiliários (duas arquibancadas e dois bancos).

 

 

4. CONCLUSÕES

 

            Após a análise realizada foi constatado que, mesmo após o processo de requalificação da praça, o número de mobiliário instalado ainda é insuficiente. É observado nos usuários que continuam se encarregando de levar o próprio mobiliário para as ruas ou que utilizam dos elementos de infraestrutura urbana (meio-fio, degraus, etc) como seu “mobiliário improvisado”.

            Foi constatado que o gênero predominante do local é o sexo masculino e, de acordo com a faixa etária, há predomínio de crianças. É possível perceber a existência do grande número de usuários que utilizam esses espaços de transição como extensão de suas residências, levando bancos e cadeiras para relacionar-se com o espaço e com a vizinhança. Observa-se também que a estação do ano que engloba um maior fluxo de pessoas foi o verão

            Por conseguinte, é perceptível que os objetivos da pesquisa foram atendidos, identificando a forma como os usuários utilizam esses espaços segundo gênero, faixa etária, localização e estação do ano. Para futuras pesquisas e projetos sugere-se que diferentes tipos de mobiliário urbano sejam propostos como: bancos na frente das casas; elementos nos pisos como definição dos espaços de transição entre o público e o privado; elementos de delimitação dos espaços frontais das unidades habitacionais; mobiliário na praça e no entorno do centro comunitário, incluindo estacionamento para bicicletas.

                        Espera-se que essa pesquisa contribua para que haja uma melhora no uso do espaço público na região do PAC – Anglo, concedendo subsídios práticos e teóricos para projetos futuros nessa comunidade, vinculando os projetos às reais necessidades dos usuários.

 

 

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

AGUIAR, D. (org.); NETTO, V. M. (org.). Urbanidades. Rio de Janeiro: Folio Digital: Letra e Imagem, 2012.

ALMEIDA, J. S.; WEBER, M. S. Planejamento Urbano II: Mobiliário Urbano. Pelotas: [s.n.], 1983.

FERRARA, L. D. Olhar periférico: informação, linguagem, percepção ambiental. São Paulo: Editora da USP, 1993.

FERRARI, A. A.;. As ruas como espaços públicos da periferia: imagem avaliativa e desempenho ambiental. 2011. Dissertação de Mestrado – Curso de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Pelotas.

MONTENEGRO, G. A produção do mobiliário urbano em espaços públicos: o desenho do mobiliário urbano nos projetos de reordenamento das orlas do RN. 2005. Dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Disponível em <http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/12419> Acesso em 12 março 2016.

RHEINGANTZ, P. A.; AZEVEDO, G. A.; BRASILEIRO, A.; ALCANTARA, D.; QUEIROZ, M. Observando a Qualidade do Lugar: Procedimentos para a Avaliação Pós Ocupação. 2009. Dissertação de Mestrado – Curso de Pós-graduação em Arquitetura, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

 



[1] O Programa Vizinhança é uma atividade interdisciplinar de extensão realizada, desde 2009, pela comunidade da UFPEL em ação integrada com a comunidade residente no entorno do Campus Anglo. O NAURB desenvolve o projeto de extensão “Qualificação urbana participativa na região da Balsa”.


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