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Asunto:NoticiasdelCeHu 325/17 - A DENSIDADE DEMOGRÁFICA E AS ÁREAS DE MAIOR EXPANSÃO E CRESCIMENTO POPULACIONAL EM RIO GRANDE/RS ENTRE OS PERÍODOS DE 2005 E 2016
Fecha:Miercoles, 15 de Noviembre, 2017  09:19:07 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 325/17
 

 

XIX Encuentro Internacional Humboldt

“América Latina: balance de una “década

 

Rio Grande/ Pelotas – RS - Brasil

 

11 al 15 de setiembre de 2017

 

 

A DENSIDADE DEMOGRÁFICA E AS ÁREAS DE MAIOR EXPANSÃO E CRESCIMENTO POPULACIONAL EM RIO GRANDE/RS ENTRE OS PERÍODOS DE 2005 E 2016

 

 

Maristel Coelho San Martin

Solismar Fraga Martins

Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande /RS, Brasil

 

 

Introdução

 

Nos últimos anos o município do Rio Grande foi palco de grandes transformações socioeconômicas e espaciais devido à instalação de um Pólo Naval na zona industrial/portuária da cidade. Nesse contexto, a região tornou-se um atrativo de outros empreendimentos que suscitaram o crescimento populacional e a expansão urbana acelerada, motivando também o desenvolvimento do mercado imobiliário e o aumento do valor do solo. Dessa forma, o crescimento populacional ocasionado pelas migrações em busca de emprego e melhores condições de vida, provocaram transformações na distribuição espacial da população e o aumento da densidade demográfica em algumas áreas.

Assim, imigrantes de outras regiões, e de classes de menor poder aquisitivo, procuraram se estabelecer nas áreas periféricas, visto que há maior oferta de terrenos e moradias com valores mais acessíveis. Simultaneamente a isso, houve um acelerado processo de ocupação de terras, de forma ilegal, onde residências foram auto construídas em terrenos nas mais precárias condições. Já as classes de maior poder aquisitivo se estabeleceram em locais mais equipados, como nas áreas centrais, ou ainda em loteamentos ou condomínios fechados na periferia, pois esse “isolamento e distância do centro da cidade e da intensa vida urbana são tidos como condições para um estilo de vida melhor” (CALDEIRA, 2000, p. 266).

Desse modo, o uso do solo urbano será disputado pelos vários segmentos da sociedade de forma diferenciada, gerando conflitos entre indivíduos e usos (CARLOS, 1994, p.86). Esse novo arranjo espacial acabou exercendo também uma forte pressão sobre as infraestruturas básicas, as quais muitas localidades evidenciam o excesso ou a inexistência de determinados serviços ou ainda a insuficiência do atendimento, agravando e trazendo outros problemas (LEITE, 2013, p. 14). Isso ocorre, pois a demanda de serviços nos diversos setores, assim como o déficit habitacional foram aumentando aceleradamente.

Portanto, a cidade deve ser pensada, planejada e analisada constantemente devido seus constantes fluxos de transformação derivados do capital e das relações sociais. Dessa forma, torna-se necessário atualizar as informações diversas do território, conhecer sua dinâmica, o crescimento da população e suas realocações, visto que é primordial para auxiliar na tomada de decisão dos gestores e planejadores locais (SANTOS, 2010, p.7). Salientamos ainda que, a produção e (re) produção do espaço urbano produzem áreas cada vez mais distintas, os quais podem aumentar a exclusão social refletindo também na qualidade de vida e desenvolvimento econômico do local.

 A densidade demográfica é um dos mais importantes indicadores a ser utilizado no processo de planejamento e gestão dos assentamentos humanos (ACIOLY; DAVIDSON, 1998, p. 16). Isso porque, além de contribuir como um auxílio na tomada de decisões sobre a extensão e a forma de uma determinada área, ela possibilita avaliar a eficiência de determinados projetos a serem implantados neste local. Cabe destacarmos que a tomada de decisões sobre as localidades com maiores taxas de densidade demográfica irão influenciar diretamente em sua infraestrutura, serviços públicos, e na distribuição, consumo e valor do solo.

Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar os setores censitários do Rio Grande com maior densidade demográfica, no distrito sede, conforme o censo de 2010, e demonstrar as áreas de maior expansão e crescimento populacional nos últimos anos a partir da analise espacial. Para a realização desta pesquisa foram feitas revisões bibliográficas, coleta de dados sobre densidade demográfica por setor censitário, por meio do IBGE, utilização do programa Google Earth Pro7.1.2.2041 para analisar as áreas de expansão e o programa QGIS 2.18.3, para estruturar os mapas. Salientamos ainda que para melhor visualização dos setores, dividimos o mapa em quatro partes.

 

 

Discussões e resultados

 

O município do Rio Grande está localizado na Planície Costeira do estado do Rio Grande do Sul, limitando-se ao norte pelo município de Pelotas e a Laguna dos Patos, ao sul com o município de Santa Vitória do Palmar, a leste com o Oceano Atlântico e Canal do Rio Grande e a oeste com o município de Pelotas, Arroio Grande e Lagoa Mirim.

 

           

 

Seu processo de expansão urbana ocorreu em consonância com sua economia marcada pela inserção de diversas indústrias, as quais passaram por períodos de expansão industrial sucedidos por períodos de estagnação ou retração. Tais inconstâncias vêm desde o final do século XIX quando as primeiras fábricas se instalaram na cidade do Rio Grande (MARTINS, 2006). A cidade passou por um longo tempo de estagnação econômica nas décadas de 1980 e 1990.

No entanto, em 2005, foi contemplada com a instalação de um Pólo Naval que impulsionou novamente sua economia trazendo grandes alterações em seu espaço através de investimentos públicos e privados. Segundo os dados dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2000, 2010) a população desse município em 2000 era de 186.544 habitantes e em 2010 passou para 197.228 habitantes. Já os dados da Fundação de Economia e Estatística (FFE, 2015), mencionam que a estimativa populacional em 2015 era de 213.166 habitantes.

De acordo com (SANTOS, M., 1988, p. 37) o fenômeno humano é dinâmico e uma das formas de revelação desse dinamismo está exatamente na transformação qualitativa e quantitativa do espaço habitado. Salientamos ainda que com o crescimento populacional do município, foram realizados diversos investimentos, sobretudo no setor de infraestrutura e habitação como a duplicação e pavimentação de estradas, construção de viadutos, escolas e moradias por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. No entanto, ambos os setores ainda não suprem a demanda de serviços, visto que, as construções de moradias já realizadas não foram suficientes para atender o déficit habitacional de 17.200 domicílios, apresentado em 2010 assim como os demais serviços que necessitam de expansão e um aprimoramento.

Além disso, muitas famílias continuam sem acesso a esse programa, pois, contam com recurso financeiro limitado a oferta de imóveis no mercado, que não é compatível com seu salário, conseqüentemente, passam a ocupar desordenadamente o território da cidade, nas mais distintas formas. Desse modo, “o acesso a moradia está ligado ao seu preço, que por sua vez, depende de sua localização na cidade” (MARICATO, 1997, p. 43). Diante disso, apresentamos nos mapas a baixo, os setores censitários de maior densidade demográficas e as zonas que apresentaram maior expansão e crescimento populacional nos últimos anos.

 

 

DENSIDADE DEMOGRÁFICA E AS ÁREAS DE MAIOR EXPANSÃO E CRESCIMENTO POPULACIONAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fonte: IBGE, 2010. Adaptado pela autora.

 

 

De acordo com os mapas acima podemos perceber que as áreas 1 e 2 demonstram um grande número de setores censitários com elevadas taxas de densidade demográfica. No entanto, apresentam poucas localidades de expansão e crescimento populacional, pois, ambas as áreas já possuem uma urbanização consolidada, apresentando poucos terrenos disponíveis e com o valor do solo elevado. Isso ocorre, pois, a área 1 abrange o centro da cidade onde se concentram as atividades comerciais, serviços diversos e o uso residencial de médio e alto padrão, enquanto que a área 2, por estar mais próxima do centro e ainda apresentar um pouco desse conteúdo da zona central.

Já a área 3 apresenta um número menor de setores com maior concentração demográfica, visto que está situada na periferia. Esta área se destacou entre as demais nos últimos anos, com relação a quantidade de localidades que se expandiram e o elevado índice de construções de condomínios, principalmente para classes populares. Soma-se a isso que, por apresentar condições para expansão da malha urbana, e por estar em um perímetro de fácil acesso de diversas localidades do município, esta região também permitiu que ocorresse o crescimento populacional, devido a instalação de outros tipos de empreendimentos, como por exemplo, a construção de um supermercado (atacado), de um shopping e na construção da nova rodoviária da cidade.

Com relação a área 4, esta demonstrou densidades demográficas mais baixas, por se tratar do balneário Cassino, o qual a maior parte dos moradoressão veranistas provindos de outras localidades. Apesar disso, a mesma também apresentou três áreas de expansão e crescimento populacional elevado. É importante enfatizarmos que, em todas as áreas, a maior parte das localidades de expansão e crescimento populacional estão situadas nas regiões periféricas.

Caracterizando as localidades de expansão, podemos dizer que na área 1, o local destacado, predominam as segregações de classes sociais de renda mais baixa que vivem em condições precárias, em terrenos de posse e insalubres. Já na área 2, a zona demarcada a leste, preponderam as classes de menor renda que se apossaram de terrenos localizados as margens da Lagoa dos Patos e em alguns casos, ao fundo de antigas fábricas. Quanto a zona demarcada a oeste, trata-se de uma região que recebeu a instalação de um shopping center e um empreendimento do programa “Minha Casa Minha Vida”, em um terreno onde estava situado o antigo Jockey Club, sendo que, seu entorno prevalecem residências de classes populares, consideradas legais e outras ilegais e que se adensaram no mesmo espaço.

Com relação à área 3, apesar de todas as localidades demarcadas receberem um aporte de instalação de loteamentos e/ou condomínios, em sua maioria para classes baixas, a zona demarcada a oeste e no extremo norte predominaram a expansão de residências consideradas ilegais. Já as localizadas a leste e a sul, predominaram a expansão de residências legalizadas. A área 4, ocorre uma semelhança com a área 3, visto que, a maior parte da expansão urbana da região oeste é formada por terrenos ilegais, em contrapartida os localizados a leste predominam os terrenos legalizados, e a norte ocorre uma mistura dos mesmos.

 

 

Conclusão

Diante dessa pesquisa podemos perceber que a migração para a cidade, que ocorreu a partir da instalação do Pólo Naval, estimulou o crescimento demográfico, que por sua vez impulsionou o desenvolvimento da malha urbana. Embora algumas áreas da cidade demonstraram diferentes desempenhos no que tange ao crescimento populacional, nota-se o maior crescimento nas áreas periféricas da cidade.  Dessa forma, conhecer as áreas com maior densidade demográfica da cidade corrobora para uma melhor aplicação das políticas públicas, seja com relação a sua infraestrutura e serviços quanto na questão habitacional.

 

 

Referências Bibliográficas

 

ACIOLY, C. e DAVIDSON, F. Densidade urbana: um instrumento de planejamento e gestão urbana. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.

CALDEIRA, T. P. R. Cidade de Muros: Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34/Edusp, 2000.

CARLOS, A. F. A. A (re)produção do espaço urbano. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo, 1994.

CORRÊA, R. L.. O Espaço Urbano.São Paulo. Editora Àtica, 1989.

FEE. Perfil socioeconômico: População total de Rio Grande, 2015.

Disponível em: http://www.fee.rs.gov.br/perfilsocioeconomico/municipios/detalhe/?municipio=Rio+Grande. Acesso em: 20/02/2017.

IBGE: Censo Demográfico 1991, 2000 e 2010.

Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/painel/populacao.php?lang=&codmun=431560&search=rio-grande-do-sul|rio-grande|infograficos:-evolucao-populacional-e-piramide-etaria. 2011.

MARICATO, E. Habitação e cidade.São Paulo: Atual. 1997.

MARTINS, S. F. Cidade do Rio Grande: Industrialização e Urbanidade. (1873/1990). Rio Grande. Ed. FURG, 2006.

SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo; razão e emoção. 2ª ed. São Paulo: Hucitec, 1988.

SANTOS, T. F.. População e Cidades:subsídios para o planejamento e para as políticas sociais. / Rosana Baeninger (Org.). Campinas: Núcleo de Estudos de População-Nepo/Unicamp; Brasília: UNFPA, 2010.

LEITE, N.B.F. Expansão urbana e seus efeitos sobre a mobilidade e acessibilidade avaliada com o auxílio dos sistemas de informação geográfica (SIG) em Teresina-PI.Tese do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Geociências da UFMG,Belo Horizonte, 2013.

 

 


 

 


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