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Asunto:NoticiasdelCeHu 256/16 - REFLEXÕES SOBRE GEOGRAFIA DO TURISMO E OS DES TINOS RELIGIOSOS NO BRASIL
Fecha:Martes, 20 de Septiembre, 2016  08:17:30 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 256/16
 
 

REFLEXÕES SOBRE GEOGRAFIA DO TURISMO E OS DESTINOS RELIGIOSOS NO BRASIL

 

Claudemira Azevedo Ito

Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP – Presidente Prudente-SP- Brasil

 

 

 

Introdução

 

Este trabalho temo como objetivo verificar a aplicação do conceito de turismo religioso e alguns destinos turísticos brasileiros. Inicialmente é necessária a discussão sobre o conceito de turismo religioso, trata-se de trazer à luz a distinção de turismo, romeiros e peregrinos. No Brasil são muitos os roteiros da fé, em Aparecida do Norte/SP está o maior Santuário Mariano do Mundo e recebe mais de 11 milhões de visitantes por ano. Para finalizar, deve-se ressaltar a importância do turismo religioso, dentro da atividade turística. Pois promove, necessariamente, o deslocamento, o encontro com o outro, enquanto possibilidade de transformação cultural. Incentivando o diálogo entre diferentes culturas, hábitos e religiões, chegando aos processos de novas vivências e experiências das mais diversas: Gastronômicas, artísticas, espirituais, entre outras.

 

 

 

 

O conceito de turismo religioso

 

Ortega (2013) ao buscar a origem do termo “turismo religioso” afirma que foi criado em 1960, sendo veiculado durante a Conferência Mundial de Roma, organizada pela da Igreja Católica. Silveira (2004), afirma que este termo passou a ser utilizado como conceito e “ganhou uso natural para alguns autores enquanto outros não conseguem referi-lo sem problematização”.Ortega (2013), p. 3.

Andrade (2008) define turismo religioso como:

O conjunto de atividades com utilização parcial ou total de equipamentos e realização de visitas a receptivos que expressam sentimentos místicos ou suscitam a fé, a esperança e a caridade aos crentes ou pessoas vinculadas a religiões, denomina-se turismo religioso. Efetua-se sob formas de turismo individual ou de turismo organizado, em programas cujos objetivos se caracterizam como romaria, peregrinação e penitência, de acordo com os objetivos religiosos, dogmáticos e morais dos fiéis visitantes. (ANDRADE, 2008, p.77-78).

 

Andrade (2008) é bastante firma na diferenciação entre as três formas de visitação, conforme a organização e objetivos da visita: Romaria, peregrinação e penitência.

Para iniciar, o termo peregrinação, segundo Steil (2003) advém do vocábulo latino peregrinus que quer dizer: o estrangeiro, aquele que não pertence à sociedade local, que percorre um caminho no qual encontra o outro. Ou seja, é utilizado para denominar as jornadas de longa distância em direção aos santuários, como é o caso do Caminho de Santiago de Compostela.

 

A peregrinação, portanto, em sua raiz etimológica está relacionada com o aparecimento do “outro”, do estrangeiro, que percorre terras inóspitas, imprimindo-lhe, dessa forma, um traço de heroísmo. Aparece, desse modo, associado à ideia de um caminho ao encontro do “outro”, físico ou espiritual. (STEIL 2003, p.30)

 

O mesmo autor continua a análise e afirma que nesse processo há uma ‘transformação extraordinária que atinge os peregrinos”. Steil (2003, p.30). Chama a atenção nos relatos e estudos a associação do ato de peregrinar à experiência do indivíduo em busca de sua essência, da descoberta de suas virtudes, anseios e fragilidades espirituais. Nesse sentido esclarece:

Como se pode observar, se, por um lado, a peregrinação se exprime na história como um exercício de encontro com o “outro”, o estrangeiro, por outro, aponta para uma busca mística de si, como uma jornada de santificação que encontra seu ponto de chegada no reconhecimento de uma divindade que se manifesta no interior de cada devoto. (STEIL 2003, p.30)

Cabe lembrar que as peregrinações são recorrentes em diferentes escalas, desde os grupos tribais até as “religiões mundiais”, de tal forma que foram responsáveis por contatos interculturais importantes ao longo da história da humanidade.

Enquanto peregrinação designa os deslocamentos mais longos, a romaria aparece como sinônimo de deslocamentos menores e organizados e realizados de forma comunitária, a qual pode ser associada a uma festividade devocional. Em diversos estudos, o termo romaria aparece para designar excursões de grupos com um lugar específico de devoção, ou santuário. É comum, também a caracterização institucional, pois é geralmente organizada por uma igreja, paróquia ou agentes religiosos. Steil (2003, p.33-34). Neste sentido, Pinto (2003) afirma “É sabido que no Brasil as romarias são organizadas de forma espontânea pelas pessoas interessadas através do fretamento de ônibus sem a intermediação de agências de viagens por pessoas das camadas mais populares da sociedade”. p.40.

 

 

Exemplos de destino de turismo religioso no Brasil

 

No Brasil, destaca-se no âmbito do turismo religioso, a cidade de Aparecida do Norte, no estado de São Paulo, aonde se encontra o maior Santuário Mariano do Mundo e que recebe cerca de 11 milhões de visitantes por ano. Aparecida do Norte, com cerca de 40 mil habitantes, situada no Vale do Paraíba tem como característica principal a função religiosa. Pinto (2006) analisou o turismo religioso na cidade e afirma:

Sendo um polo de atração de romeiros que procuram o contato com o espaço divino, ou seja, a busca do conforto espiritual e o momento de pagar suas promessas. Aparecida compreende o maior culto mariano do mundo (culto a Virgem Maria), sendo destacados pelos movimentos de peregrinação que envolve grandes distância e fluxo de populares. Este movimento de peregrinação tem como característica o rápido tempo de permanência do romeiro (um dia), onde além das missas o romeiro aproveita o tempo para fazer compras e dar um breve passeio para conhecer a cidade. A cidade-santuário de Aparecida sofreu um rearranjo espacial em seu sítio urbano promovido pela grande afluência de romeiros e peregrinos. (PINTO,2003,p.28-29)

 

Este estudo associa o fluxo de visitantes à expansão da malha urbana, assim como o crescimento e dinamismo da economia local, mormente no que se refere a serviços de alimentação e hospedagem, bem como do comércio.

Aparecida do Norte enquanto destino turístico, é o exemplo que se destaca, tanto em número de visitantes, como em infraestrutura de atendimento ao Romeiro. Tal fato ocorre, pois, a maioria do povo brasileiro é de católicos.

Ir ao Santuário Nacional de Aparecida não é somente fazer uma simples viagem, há um sentido mais profundo, ou seja, retornar às origens, pois os laços que unem o povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida são muito estreitos, quase como uma relação de mãe e filho. Portanto, ir a Aparecida é ir a “casa da Mãe”, uma expressão muito utilizada pelos párocos do Santuário Nacional: “Seja bem vindo à casa da Mãe Aparecida!”. Desde tempos remotos se cristalizou no imaginário coletivo brasileiro este sentimento de amor filial a Nossa Senhora Aparecida. Em 31 de maio de 1931, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a “Padroeira do Brasil” pelo então presidente Getúlio Vargas, muitos políticos o criticaram, pois, se o Brasil era uma república laica, tal proclamação não fazia sentido. O gesto, porém salientou o que já estava enraizado havia muito tempo, Nossa Senhora Aparecida para o povo é mais do que um Símbolo é a Mãe dos brasileiros. Num país com a maioria de católicos de aproximadamente 90% da população, sendo assim a maior nação católica do planeta, o culto a Nossa Senhora Aparecida e a cidade de Aparecida se cristalizam como “A Capital da Fé”. (PINTO,2003,p.83)

 

Nesse contexto, pode-se afirmar que o turista religioso não deixa de ter fé, ou realizar sua “missão” de peregrino ou romeiro, somente por que utiliza de serviços de atendimento ao turista. Dessa forma, corroboramos com Oliveira (2004) que define o turismo religioso:

 O turismo religioso é aquele turismo que não perdeu sua raiz peregrina e continua motivado pelo exercício místico da celebração. Isso significa que a festa religiosa contém e explica a multiplicidade de lugares sagrados, nas mais diversas religiões do planeta. Em outras palavras, o turismo religioso é um turismo motivado por celebração (OLIVEIRA, 2004, p.16)

 

Muitas definições de Turismo religioso apontam para a importância da motivação da viagem, independentemente das condições e dos meios utilizados. Podendo o peregrino ou romeiro recorrer as formas mais modernas de organização e aquisição do pacote de viagem, com a contratação de serviços de guias e agentes de viagem.

Entre os principais destinos de turismo religiosos no Brasil, se destacam: Festa de Bom Jesus dos Navegantes (BA, ES, MA, RJ), Procissão do Círio de Nazaré (PA); Peregrinação de Padre José de Anchieta (ES); Igreja do Senhor do Bonfim (BA); Festa do Divino (diversos estados); Ternos de Reis (principalmente no nordeste); Festa de Nossa senhora da Achiropita (SP), Casa de Chico Xavier (MG), Festas Juninas – Santo Antonio, São Pedro e São João, no Brasil inteiro, em especial no Nordeste.

 

 

Considerações finais

 

Para finalizar, deve-se ressaltar a importância do turismo religioso, dentro da atividade turística. Pois promove, necessariamente, o deslocamento, o encontro com o outro, enquanto possibilidade de transformação cultural. Incentivando o diálogo entre diferentes culturas, hábitos e religiões, chegando aos processos de novas vivências e experiências das mais diversas: Gastronômicas, artísticas, espirituais, entre outras.

 

 

Referências

 

 

ABREU, T.N.M; CORIOLANO, L. N.T. Os centros de romaria do Ceará e o Turismo religioso. In: CORIOLANO, Luzia Neide M. T. (Org.) O Turismo de inclusão e o desenvolvimento local. Fortaleza: Funece, 2003. p. 78- 95.

ANDRADE, J.V. Turismo: fundamentos e dimensões. São Paulo: Ática, 2008, 8ª edição.

OLIVEIRA, C. D. M. Turismo Religioso. São Paulo: Aleph, 2004.

ORTEGA, Isadora Mencarelli, et all. Turismo religioso em Aparecida do Norte, Sp: Infra-estrutura de hospedagem do ponto de vista do visitante. In Revista Tur Y Des. Vol 6, Nº 14 Junio/junho 2013. Disponível em <http://www.eumed.net/rev/turydes/index.html>, acesso em 21 mai 2016.

PINTO, A.G. (2006). O Turismo Religioso em Aparecida (SP): aspectos históricos, urbanos e o perfil dos romeiros. 2006. 97 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, Rio Claro.

SILVEIRA, E. J. S. Turismo Religioso no Brasil: perspectiva local e global. Turismo em análise. v.18, n.1, p. 24-32, 2007.

 

 


Ponencia presentada durante el XVIII Encuentro Internacional Humboldt - San Fernando del Valle de Catamarca - 15 al 19 de agosto de 2016.



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