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Asunto:NoticiasdelCeHu 115/16 - Obama mau. Aparece no final do mandato
Fecha:Domingo, 8 de Mayo, 2016  20:50:33 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 115/16

Obama mau
Aparece no final do mandato

ODiario, 7/5/16

Com o aproximar do final do mandato e o começo das dificuldades de negociação do TTIP é cada vez mais o Obama mau quem aparece como condutor dos negócios do império.

Numa tribuna publicada pelo Washington Post, o presidente americano não hesitou em afirmar o papel dominante do seu país sobre o comércio internacional. Desde há dias que multiplica declarações deste tipo.

Quanto mais se aproxima do fim do mandato, menos o inquilino da Casa Branca toma cuidados. Última saída à data ? A sua tribuna no Washington Post. « Elevar muros para se isolar da economia global só vai fazer privar-nos de perspetivas incríveis. Pelo contrário, os Estados-Unidos devem estabelecer as regras. São os Estados-Unidos que devem mandar no baile. Os outros países devem jogar pelas regras que os Estados-Unidos e seus aliados fixarem », explicou ele.

Esta declaração em forma de aviso intervém quando Barack Obama se inquieta com a possivel assinatura de um acordo comercial na Ásia sob a égide de Pequim. O Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP) juntou a China e 15 outros países na Austrália durante a semana passada. Este tratado é visto com maus olhos por Washington, que receia possa prejudicar os empresários americanos.

Barack Obama prefere-lhe o TPP ou Acordo de Parceria Transpacífico, assinado a 4 de fevereiro pela Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova-Zelândia, Peru, Singapura, Estados-Unidos e Vietnam. Idêntico ao TAFTA (« Transatlantic Free Trade Area » ou Área Transatlântica de Comércio Livre, também designado TTIP, « Transatlantic Trade and Investment Partnership » ou Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento – N.T.), o texto prevê a formação de uma zona económica integrada. Com tudo o que isso implica : suavização das normas, abertura dos mercados ou ainda redução dos direitos aduaneiros.

« O mundo mudou. As regras também mudam. São os Estados-Unidos e não países como a China que devem escrevê-las ».

Nota-se a ausência da segunda economia mundial naquela lista. Aliás, Barack Obama fez questão de fazer uma pequena precisão : « O mundo mudou. As regras também mudam. São os Estados-Unidos e não países como a China que devem escrevê-las ».

Pequim não tardou a reagir. « Ao fazer declarações destas, os Estados-Unidos mostram que são muito ambiciosos, mas receio que não tenham em conta as perspetivas a longo prazo », indicou um diplomata chinês.

Obama apressado com o TAFTA / TTIP

As declarações de Barack Obama fazem estranhamente eco às que foram pronunciadas no quadro de uma recente viagem à Europa. Dessa vez, estavam no centro das discussões o Brexit e o TAFTA / TTIP. No Reino-Unido, não hesitou em avisar seriamente os seus aliados de sempre. Em caso de saída da União Europeia, os britânicos iriam encontrar-se « no fim da fila de espera » nas suas negociações comerciais com os Estados-Undos.

Sem esquecer de acrescentar mais uma achega : « Pode levar cinco anos, dez anos antes que possamos decidir alguma coisa [sobre o comércio entre Estados-Unidos e Reino-Unido]. »

Na correria, foi à Alemanha procurar apoio junto da chanceler Angela Merkel. Em causa ? A desconfiança cada vez maior relativamente ao TAFTA / TTIP. Barack Obama quer assinar o tratado antes do fim do seu mandato. «Como vêem, começam a desenvolver-se outros mercados como a China, tanto na Ásia, como em África. Temos que garantir que as nossas economias sejam competitivas », tinha ele frisado. Ao mesmo tempo que qualificava os opositores como pessoas « ultrapassadas pela mundialização ».

Esta forma de comunicação agressiva contrasta com a imagem que o presidente americano se deu durante o seu mandato. O facto de entregar o cargo em novembro próximo não é certamente alheio a isso. Nos Estados-Unidos como na Europa, a popularidade do texto (do Tratado – N.T.) está em queda livre. As negociações patinam. Mesmo o seu aliado François Hollande parece travar com os dois pés. Falta saber se esta estratégia ofensiva é boa. Ao fim e ao cabo, o segredo que rodeia as negociações não tranquiliza os céticos. A impaciência de Obama também não.

Este texto foi publicado em:https://francais.rt.com/international/20025-commerce-international-obama-se-lache-domination-americaine

Tradução : Jorge Vasconcelos





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