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Asunto:NoticiasdelCeHu 267/15 - A Rússia através do espelho saudita (M. K. Bhadrakuma)r
Fecha:Sabado, 8 de Agosto, 2015  11:23:30 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 267/15

A Rússia através do espelho saudita

M. K. Bhadrakumar
O Diario
7/8/15

A movimentação diplomática em torno do Médio Oriente é tão intensa e complexa como os conflitos militares que aí se desenrolam. E o pragmatismo com que é conduzida pode surpreender. Sobretudo quem esqueça que se trata de uma região em que as lutas pela dominação e o poder têm uma história secular.

A última remessa de telegramas diplomáticos publicados pela WikiLeaks como parte de meio milhão de arquivos relacionados com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita contém um documento revelador sobre um «acordo de apoio recíproco à candidatura do Governo da Rússia ao Conselho de Direitos Humanos dando por aceite que o Governo da Rússia também daria o seu precioso apoio à candidatura da Arábia Saudita» nas eleições para este organismo realizadas em Maio de 2013.
 
Nada de transcendente sobre o assunto: mas chama a atenção para o pragmatismo que caracterizou as relações entre a Arábia Saudita e a Rússia. É interessante que o conflito sírio não tenha interferido com o acordo mencionado em 2013. Na realidade o acordo antecede o fosso entre Riad e Washington depois do começo de negociações directas entre os EUA e o Irão.
 
Perante este pano de fundo as avaliações sauditas sobre a visita do vice príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MbS) à Rússia encaixam nesta perspectiva. No jornal do establishment saudita, Abdulraham Al-Rashed, director-geral da televisão Al-Arabiya, adverte que não se exagere na interpretação da visita à Rússia de MBS.
 
Rashed reconhece a desilusão saudita com as políticas dos Estados Unidos no Oriente Médio e concorda que Riad deu um passo pouco habitual e decidiu fazer o oposto ao aumentar os vínculos de negócios com a Rússia em áreas críticas como a energia e tecnologias nucleares e militares quando os Estados Unidos impuseram sanções e boicotes à Rússia.
 
Rashed resume: «Claro que não deveríamos sobrevalorizar os novos acontecimentos para lá dos marcos políticos porque me custa imaginar que a Arábia Saudita tenha decidido voltar-se contra as suas alianças (com o Ocidente) mas provavelmente quer sair do estreito espaço norte-americano e alargar as suas opções».
 
Rashed sugere que provavelmente os sauditas ofereceram à Rússia «o maior papel na operação e supervisão dos 16 reactores nucleares que decidiram construir» para se unirem ao clube nuclear. Mas do lado político Rashed avalia: a Arábia Saudita quer que a Rússia, - protagonista-chave na Síria, Iémen e Líbia - esteja a seu lado. A Rússia joga um papel importante no equilíbrio militar com o Irão.
 
Em geral, o que se destaca é que Rashed acalma a excitação pela visita à Rússia de Mohamed Bin Salman (MBS). Os mal-entendidos entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos não chegam a significar uma ruptura e essencialmente Riad está a diversificar as suas relações externas. MBS encontra-se actualmente de visita a França para assinar acordos transcendentes num valor de dezenas de milhares de milhões de euros nos campos da defesa, aviação e energia solar.
 
Todos os indícios apontam para que Moscovo assuma a visita de MBS. Claro que, por muito que a construção e a gestão de 16 reactores nucleares possa ser um bom negócio, os sauditas esperam que a Rússia deixe de participar na sua quase-aliança com o Irão nas guerras na Síria e no Iémen. Não é um preço que a Rússia esteja disposta a pagar.
 
Na Síria, pelo menos, o Irão torna-se o sócio imprescindível para a Rússia. Deveria interessar à Rússia que o Irão esteja a falar em fazer uma aliança regional com o Iraque e Síria para combater o terrorismo e esteja a trabalhar para uma cimeira regional dos três países, possivelmente na próxima semana.
 
Uma vez dito isto a Rússia conta com mudanças nas políticas externas iranianas depois de se chegar ao acordo nuclear e espera que a aproximação do Irão com o Ocidente se torne inevitável, mas que isso aconteça gradualmente, não de um dia para o outro. Mas o importante é que a Rússia julgue que Teerão continua a desenvolver relações mútuas.
 
O influente jornal russo Kommersant informou na segunda feira, citando uma fonte no Kremlin, que Moscovo manifestou a Teerão a sua disposição de entregar os avançados sistemas de mísseis antiaéreos Almaz-2500, que são mais desenvolvidos que as unidades S-300 que ofereceu originalmente no acordo de 2007.
 
A Rússia volta a ver no Irão um rival potencial no mercado energético mundial. Num comentário de segunda-feira, a agência noticiosa oficial Tass citou um especialista russo: Ao Irão não interessam os interesses da Rússia. Precisa de dinheiro e numa data futura poderá apresentar uma grande competitividade com a Rússia. E não só na Europa, nos mercados do petróleo, dentro de dois ou três anos e no mercado do gás entre cinco e sete anos.
 
Claro, que o Irão também é uma potência regional altamente determinada, e muito ambiciosa. A sua integração com o Ocidente não pode e não terá lugar à custa das suas políticas de «Olhar para o Leste» orientadas para a Rússia e China. Teerão insiste no seu direito pleno como membro da Organização de Cooperação de Xangai (SCO). O papel da Rússia sendo o país anfitrião da cimeira da SCO no próximo mês, será cuidadosamente observado.
 
Sem dúvida, as equações em três direcções que incluem a Rússia, Irão e Arábia Saudita estão a entrar num período de transição. Os três protagonistas participam num jogo a longo prazo.

Fonte: Asia Times and Features





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