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Asunto:NoticiasdelCeHu 139/14 - Geografia econômica mundial (Jose Luís Fi ori) / Rumbo al XVI EnHu (44)
Fecha:Domingo, 9 de Marzo, 2014  11:56:48 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 139/14
 
Rumbo al XVI EnHu
América Latina como geografía

Bariloche, 6 al 10 de octubre


Geografia econômica mundial 
 
Jose Luís Fiori *
RGE 6/05 (abril de 2005)
 
 
No início do século XXI, o eixo econômico do sistema mundial já está completamente refeito, e não deve ser alterado nas próximas décadas. Depois de 1945, a economia capitalista cresceu liderada pelos Estados Unidos, e pela Alemanha e o Japão, seus dois protetorados militares que se transformaram em cadeias transmissoras do dinamismo global, na Europa e no Sudeste Asiático. Um tripé que funcionou, de forma absolutamente virtuosa, até 1973, unificado pela reconstrução do pós-guerra, e pela competição com a União Soviética, enquanto se desfaziam os velhos impérios coloniais europeus. Este eixo dinâmico da economia mundial entrou em crise na década de 70, e perdeu seu fôlego global, na década de 80, logo antes que as economias alemã e japonesa entrassem em estado de letargia crônica, nos anos 90. Ao contrário dos seus antigos parceiros, os Estados Unidos cresceram durante as duas últimas décadas do século XX, de forma quase contínua, liderando uma reestruturação profunda da economia mundial. Foi o período em que a economia nacional da China, e logo depois, a da Índia, foram assimiladas pelo "território econômico" do capital financeiro norte-americano, e se transformaram na fronteira de expansão e acumulação capitalista do sistema mundial. Dentro desta nova arquitetura, a Alemanha e o Japão ainda não perderam seu lugar, na hierarquia das economias nacionais, nem deixaram de ser países ricos, cada vez mais ricos, apenas perderam o seu protagonismo e a sua liderança do processo de acumulação do capital, à escala global. Foram substituídos pelo novo tripé, e esta mutação geológica da economia mundial não tem mais como ser revertida no médio prazo, mesmo que alguns setores do establishment político e acadêmico americano sigam propondo o bloqueio da expansão asiática, e da China, em particular. Daqui para frente, o entrelaçamento econômico deste novo tripé será cada vez maior, mesmo quando a sua competição geopolítica cresça até o limite do enfrentamento explícito.

É interessante observar que esta revolução renova, de fato, uma das relações mais antigas e permanentes da história econômica moderna. A relação do "ocidente" com as "índias", que está na origem do"milagre europeu" e da economia capitalista, e de todos os grandes impérios que se constituíram, depois dos "descobrimentos". Neste sentido, a nova geografia do capitalismo mundial mantém, atualiza e potencializa, a um só tempo, a relação transcontinental que está na origem da globalização do capitalismo europeu. Esta "permanência" do sistema mundial, entretanto, não elimina a novidade revolucionária da nova geografia econômica do sistema, nem diminui o seu impacto sobre a economia mundial. É muito difícil de prever todas as suas conseqüências, mas já é possível mapear os primeiros "congestionamentos" e conflitos que estão sendo provocados por deste deslocamento geo-econômico. Nestas horas de mudança radical, a economia e a política tendem a convergir mais do que de costume, e fica mais fácil identificar conexões e sobreposições entre o jogo geopolítico da defesa e da acumulação do poder, e o jogo geo-econômico da monopolização e da acumulação da riqueza. Como se pode ver, por exemplo, neste momento, com relação ao problema da "segurança energética" desta nova máquina de crescimento, um verdadeiro quebra-cabeça, do ponto de vista da reorganização e redistribuição, política e econômica, dos recursos disponíveis e escassos, nos vários pontos do mapa energético do mundo. Não é difícil de entender a complexidade do novo arranjo que está em curso, basta olhar para as duas pontas do novo sistema e para as projeções de suas necessidades, se for mantido seu dinamismo atual.
Em conjunto, a China e a Índia, detém um terço da população mundial, e vêm crescendo nas duas últimas décadas a uma taxa média entre 6 e 10% ao ano. Por isto, ao fazer seu Mapa do Futuro Global, o Conselho de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, previu em 2005, que até 2020, a China deverá aumentar em 150%, o seu consumo energético, e a Índia em 100%, se forem mantidas suas atuais taxas de crescimento econômico. E nenhum dos dois países têm condições reais de atender suas necessidades internas através do aumento de sua produção doméstica de petróleo ou de gás. A China já foi exportadora de petróleo, mas hoje, é o segundo maior importador de óleo do mundo, importações que atendem um terço de suas necessidades internas. No caso da Índia, sua dependência do fornecimento externo de petróleo é ainda maior do que a da China, e nestes últimos 15 anos, passou de 70 para 85% do seu consumo interno. Para complicar o quadro das necessidades asiáticas, o Japão e a Coréia permanecem altamente dependentes de suas importações de petróleo e de gás, o que contribui ainda mais para a intensificação da competição econômica e geopolítica dentro da própria Ásia. A necessidade urgente de antecipar-se e garantir o fornecimento futuro de energia e que explica, por exemplo, neste momento, a aproximação de todos estes países asiáticos com o Irã, a despeito da forte oposição dos Estados Unidos. Como explica também a ofensiva diplomática e econômica recente, massiva, em alguns casos, da China na Ásia Central, na África, e até mesmo na Venezuela; e a presença crescente da Índia, em Burma, Sudão, Líbia, Síria, Costa do Marfim, Vietnã e na própria Rússia.
Além da sua participação conjunta na disputa competitiva, quase belicosa, com os Estados Unidos e com a Rússia, pelo petróleo do Mar Cáspio e seus oleodutos alternativos de escoamento, através da Ucrânia, Geórgia , Arzebaijão, Turquia, Polônia, ou Afeganistão e Paquistão. Seguindo a mesma estratégia dos seus governos, as grandes corporações públicas ou privadas chinesas e indianas também têm feito investidas fora de sua zona imediata de atuação tradicional, para controlar empresas estrangeiras que garantam o fornecimento futuro de petróleo para seus países. Como foi o caso da China National Offshore Corporation que já comprou participação acionária em empresas no Irã, como também no grupo Yukos na Rússia, e na Unocal, dos Estados Unidos, o mesmo caminho que vem sendo trilhado pelas grandes empresas estatais indianas - a ONGC e a IOC - que já anunciaram novas associações na Rússia, no Irã e na própria China. Por fim, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres atribui a esta mesma disputa energética, a recente reestruturação naval e a presença militar crescente dos chineses e indianos no Mar da Índia e no Oriente Médio. Como se quisessem relembrar aos economistas mais ingênuos, o parentesco muito próximo que existe entre os caminhos do mercado e a competição militar.

No outro lado da ponta deste novo eixo dinâmico da economia mundial, está os Estados Unidos que já eram e seguem sendo os maiores consumidores de energia do mundo, e que além disto estão empenhados em diversificar suas fontes de fornecimento, para diminuir sua dependência dos países do Oriente Médio. Hoje, a Arábia Saudita só atende 16% da demanda interna dos Estados Unidos que já conseguiu deslocar a maior parte do seu fornecimento de energia para dentro de sua zona imediata de segurança estratégica, situada no México e no Canadá, aparecendo a Venezuela logo em seguida, como seu quarto fornecedor mais importante. Mas além disto, Os Estados Unidos vêm trabalhando ativamente para obter um acordo estratégico de longo prazo com a Rússia, e vêm avançando de forma agressiva e competitiva em cima dos novos territórios petrolíferos situados na África sub-sahariana. E na Ásia Central, na região do Mar Cáspio. Isto é, na sua condição de poder global, os Estados Unidos estão disputando todos os territórios que tenham disponibilidade atual ou que apresentem algum potencial futuro, capaz de garantir a expansão contínua do seu poder econômico e político. Para complicar este quadro, na sua área imediata de influência tradicional, a Grã-Bretanha, depois de alguns anos voltou a sua condição de importadora de petróleo, ao lado dos seus demais sócios da União Européia, que hoje importam da Rússia, 49% do seu gás, e que deverão estar importando da mesma Rússia, algo em torno de 80%, por volta de 2030. Por isto, o governo Putin está trabalhando hoje de forma tão agressiva para transformar a Rússia num "gigante mundial da energia", unificando e reestatizando suas empresas produtoras, segundo o modelo ARAMCO, da Arabia Saudita. Esta nova mega-empresa deve se transformar num instrumento fundamental de poder, na luta russa para se recolocar dentro do jogo econômico das grandes potências e para aumentar a margem de manobra e negociação da Rússia, dentro da própria Europa.

Em síntese, o que se está se assistindo hoje no mundo do petróleo e do gás natural, é uma expansão veloz da demanda e um aumento da intensidade da competição, entre os velhos e os novos grandes consumidores da energia disponível no mundo. Mas esta não é apenas uma disputa normal de mercado, nem é o produto de alguma manobra da OPEP ou do aumento puro e simples das taxas de crescimento da economia mundial. Pelo contrário, é o produto de uma gigantesca mutação geo-econômica do capitalismo mundial, que está exigindo não apenas um aumento da produção da energia, mas também uma redistribuição radical de suas fontes de produção. Por trás desta transformação, entretanto, esconde-se uma outra mudança ainda mais complexa: a entrada no tradicional "jogo" de poder das Grandes Potências, de alguns países, que fazem mais de 500 anos que se transformaram no "objeto do desejo" dos europeus e que foram suas colônias ou protetorados até meio século atrás. Agora, são eles que estão batendo na porta, anunciando sua passagem.
 
 *José Luis Fiori Cientista político e professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Gentileza del Dr. Alejandro Schweitzer, de la Universidad Nacional de la Patagonia Austral.







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