Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 15421 al 15440 
AsuntoAutor
535/13 - PROGRAMA Noticias
536/13 - ¿Está ya Noticias
VALIDADE DE ALIMEN Elias An
537/13 - Concurso Noticias
538/13 - Los paraí Noticias
539/13 - MANEJO DE Noticias
540/13 - PROGRAMA Noticias
541/13 - PROGRAMA Noticias
542/13 - Programa Noticias
543/13 - VIAJANDO: Noticias
544/13 - Otro paso Noticias
545/13 - Siria, op Noticias
546/13 - Colombia Noticias
547/13 - O Irão po Noticias
¿ESTÁN DISPUESTOS Geóg. Ho
ÁGUA DE CHUVA PEDE Elias An
548/13 - FALLECIÓ Noticias
549/13 - 'Guerras Noticias
Convocatoria de ar Jesica V
550/13 - La nueva Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 15748     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 549/13 - 'Guerras humanitárias' (Emir Sader)
Fecha:Sabado, 31 de Agosto, 2013  03:08:01 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 549/13

‘Guerras humanitárias’

Emir Sader

Carta Maior
3078/13

A Otan foi a expressão militar da hegemonia norte-americana no marco da guerra fria. Foi construída para a “contenção da União Soviética” na perspectiva de que haveria um projeto de expansionismo soviético, que teve como resposta a teoria da contenção. A Otan reunia aos países europeus, sob o comando militar dos EUA.

Terminada a guerra fria, com a vitória do bloco ocidental, o que fazer com a Otan? Terminado seu objetivo inicial, deveria desaparecer. Mas as potências ocidentais passaram a descobrir ou inventar novos inimigos globais, sem os quais suas aventuras militares não se sustentariam.

Enquanto os EUA apontavam para o narcotráfico, depois diretamente para o “terrorismo islâmico”, Tony Blair se encarregou de teorizar a nova função da Otan: “ingerência humanitária” onde houvesse violação maciça dos direitos humanos, o que permitiria violar a soberania nacional de Estados, em nome desse objetivo superior. Intelectuais com trajetórias progressistas, como Norberto Bobbio, Jurgen Habermas, entre outros, passaram a usar a ideia de “guerras humanitárias”.

Foi assim na Bósnia, foi assim no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, e agora a justificativa volta à baila no caso da Síria. As forças imperiais assumem um ar “humanitário” para realizar suas operações militares e de conquista.

No caso da Líbia, a resolução que conseguiram arrancar do Conselho de Segurança da ONU – com a abstenção da Rússia, da China, do Brasil, da África do Sul e da Índia – foi a autorização para atuar a fim de “defender a população civil”. Com a declaração em mãos, as potênciais imperiais – os EUA e as europeias – se valeram da Otan para bombardear oito meses seguidos o regime de Kadafi, com todas as vítimas civis correspondentes, até derrubar o regime.

Desta vez a Rússia e a China prometem se valer dos seus direitos de veto e impedir que algo similar passe. Por isso os EUA busca argumentos e alianças que contornem a ONU.

A ideologia segue a mesma: “defesa da população síria”, daí a necessidade de provar que foi usado gás sarin, que poderia justificar uma intervenção estrangeira, uma nova “guerra humanitária”.

Milhões de afegãos, iraquianos e líbios já foram vítimas desse “humanismo imperialista”, que agora quer se estender aos sírios. O fato de que 70% dos socialistas franceses se pronunciem pelo ataque à Síria demonstra a efetividade dessa ideologia liberal-imperialista.







DeepSkyColors en Facebook!
Imagenes de nuestro planeta y del Universo desde los ojos de un fotógrafo español Visita la página en Facebook y dale a ME GUSTA!