Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 15203 al 15222 
AsuntoAutor
348/13 - Raízes hi Noticias
349/13 - No Brasil Noticias
351713 - Brasil - Noticias
350/13 - Crónica d Noticias
352/13 - El nuevo Noticias
353/13 - Brasil - Noticias
354/13 - El proble Noticias
355/13 - Raízes hi Noticias
356/13 - Brasil - Noticias
357/13 - Brasil -L Noticias
358/13 - INVITACIÓ Noticias
Nova postagem: (I) Elias An
359/13 - Brasil: l Noticias
360/13 - El otoño Noticias
361/13 - Egipto - Noticias
362/13 - Las prote Noticias
363/13 - João Pedr Noticias
364/13 - O Estado Noticias
365/13 - Hacia otr Noticias
366/13 - Egipto cl Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 15515     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 351713 - Brasil - Dez lições das ruas
Fecha:Lunes, 24 de Junio, 2013  20:10:02 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 351/13

Brasil

Dez lições das ruas

Roberto Malvezzi

www.alainet.org

21/6/13

- Só para começar -
 
 
1.       Estamos vivendo os primeiros momentos de uma nova era, caracterizada pela crescente democracia direta, feita pela internet, meios de comunicação e nas ruas. As novas tecnologias permitem essa nova forma de fazer política com mais constância e profundidade. Veio para ficar.
 
2.       As manifestações de rua não foram contra os partidos ou movimentos, como querem alguns, mas contra os oportunismos partidários de aparecerem somente quando o povo já está na rua.
 
3.       As manifestações questionam, sim, a inércia do sistema representativo quando se trata da defesa dos interesses populares: partidos, sindicatos, movimentos sociais organizados, silenciados nos últimos anos por deliberação própria, para não incomodar o governo, ou pela ocupação dos cargos públicos para defesa de interesses pessoais e corporativos, também estão sob o crivo das ruas.
 
4.       Não há risco de ditaduras ou golpes. Quem está nas ruas quer liberdade de expressão porque não se sente expresso e representado nos meios institucionais. A direita – e sua extrema nazista – pode ter pego carona nos acontecimentos, mas é minoritária e não tem força própria nos meios populares. Portanto, muito ao contrário de ditaduras, o povo quer ter voz própria.
 
5.       Não há mais como autoridades públicas esconderem-se sob rótulos ideológicos. Quem não tiver alguma competência administrativa, mesmo que de esquerda, será julgado pelas ruas.
 
6.       A manifestação da rua exige uma revisão das políticas públicas e de desenvolvimento. O transporte público é o exemplo do momento, menosprezado diante da indústria automobilística do carro individual. Entretanto, a política para recuperar a economia foi pela isenção do IPI para novos veículos particulares. As ruas estão entupidas de carros e o transporte público emperrado. Alguma autoridade um dia terá que enfrentar esse paradoxo. Mas, esse é um paradoxo de um modelo de civilização, não apenas de um governo.
 
7.       Os gastos com obras faraônicas – maioria inútil – doravante estarão sob o crivo da crítica popular, não somente de especialistas ou da mídia convencional. A prática promíscua da relação entre o dinheiro público e as empresas privadas vai estar sob o fogo cerrado com o aumento das informações.
 
8.       As manifestações tem um caráter mais de classe média, mas, se ameaçarem o Bolsa Família, agências bancárias e organismos públicos verão a onda das massas mais pobres da sociedade surgirem praticamente do nada.
 
9.       Nosso povo quer mesmo investimentos em transporte público, saúde, educação, saneamento, etc. Ou as autoridades se debruçam sobre essas exigências com decisão política de implementá-las, ou o povo voltará às ruas na próxima oportunidade.
 
10.   A mídia convencional está mais perplexa que as autoridades públicas. O circo das copas e das olimpíadas acabou. Novas cobranças virão. A mídia também está sob o olhar das ruas.