Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 14741 al 14760 
AsuntoAutor
828/12 - Argentina Noticias
829/12 - Pasajeros Noticias
830/12 - GEÓGRAFOS Noticias
831/12 - Argentina Noticias
832/12 - ARGENTINA Noticias
833/12 - Navidad Noticias
834/12 - Pasajeros Noticias
835/12 - GEÓGRAFOS Noticias
836/12 - Pasajeros Noticias
837/12 - APARECIÓ Noticias
838/12 - Movilidad Noticias
839/12 - GEÓGRAFOS Noticias
Re: NoticiasdelCeH Elias An
840/12 - Pasajeros Noticias
Re: NoticiasdelCeH Cadiz An
841/12 - EXCLUSÃO Noticias
=?utf-8?Q?RE:_Noti Vicente
842/12 - GEÓGRAFOS Noticias
843/12 - Argentina Noticias
844/12 - TRENES Y Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 15062     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 841/12 - EXCLUSÃO SOCIAL – REVISITANDO O BAIRRO DOM BOSCO – JUIZ DE FORA – MG
Fecha:Domingo, 30 de Diciembre, 2012  11:05:28 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 841/12
 
 

EXCLUSÃO SOCIAL – REVISITANDO O BAIRRO DOM BOSCO – JUIZ DE FORA – MG

 

Telma Souza Chaves

 UERJ/CeHu[1]

 

 

Resumo:

 

Com a globalização vivemos hoje num mundo no qual as desigualdades sociais estão cada vez mais acirradas. Isto se dá através dos atuais processos de reestruturação capitalista que estamos vivendo. É necessário conhecer e compreender a complexa articulação entre a globalização e a exclusão social. A desigualdade de renda está aumentando, conseqüentemente grande parte da população está à margem, ou excluída, chamamos atenção para os países da América Latina, destacando o Brasil, onde a exclusão social está tomando proporções preocupantes.

O capital global, por sua vez, interessa por aqueles espaços e pela parte da sociedade que lhe melhor renderá a mais-valia. Por isso os investimentos seguiram a lógica da reprodução deste capital. Desenrola-se, então, o desmonte de quase todo aparato produtivo estatal dos países latino-americanos com privatizações em áreas de vital interesse estratégico para o capital estrangeiro.

Este trabalho teve como finalidade analisar a urbanização, fragmentação e a segregação sócioespacial do bairro Dom Bosco, na cidade de Juiz de Fora, localizada no Estado de Minas Gerais.

 

Palavras-chave: Desigualdade, Espaço urbano, Fragmentação, Segregação sócioespacial.

 

 

 

SOCIAL EXCLUSION - LOOK AT THE NEIGHBORHOOD DON BOSCO – JUIZ DE FORA  - MG

 

 

Abstract

 

With globalization we now live in a world where social inequalities are more pronounced. This is done through existing processes of capitalist restructuring that we are living. You must know and understand the complex relationship between globalization and social exclusion. Income inequality is increasing, therefore much of the population is on the sidelines, or deleted, we call attention to Latin America, especially Brazil, where social exclusion is taking worrying proportions.

The global capital, in turn, interested in those spaces and the part of society that will yield the best asset. Therefore the investment followed the logic of reproduction of capital. Takes place, then the removal of almost all the productive apparatus of the state Latin American countries with privatization in areas of vital strategic interest to foreign capital.

This study aimed to examine urbanization, fragmentation and segregation of the neighborhood Don Bosco, in the city of Juiz de Fora, located in Minas Gerais.

 

 

Key-words: Inequality, Urban space, Fragmentation, Segregation sociospace.

 

 

 

Introdução:

 

Na luta por um local para morar, não são poucos aqueles que erguem suas casas em encostas muito íngremes e na beira de rios e estradas.

A pobreza é resultado de um padrão de organização social da produção e de acumulação de capital de caráter estruturalmente dependente e excludente, cuja dinâmica conduziu historicamente à conformação de uma estrutura social polarizada, marcada pela concentração da riqueza, da renda, do poder político e dos direitos dos cidadãos em mãos de uma elite carente de um projeto consistente de Nação e autocentrada na defesa e ampliação de seus privilégios.

Dentro desta perspectiva, a pobreza é a expressão da desigualdade na distribuição da riqueza e, em grande medida como subproduto desta, da concentração da renda.

Como pólo regional, Juiz de Fora exerce uma influência marcante sobre sua circunvizinhança. Isso pode ser visualizado na importância que o saldo migratório tem no crescimento demográfico da cidade, já historicamente registrado.

Juiz de Fora apresentou na década de 1990, uma grande expectativa em torno de seu (re) desenvolvimento, após um período considerável de estagnação, com a implantação da rede de fibra ótica e a passagem do gasoduto nos limites urbanos. Outro fato marcante foi a oficialização, em 1996, da instalação da montadora de automóveis da Mercedez-Benz, após uma acirrada disputa com outras cidades brasileiras.

 

 

O espaço urbano

 

Considerando as cidades como espaço urbano, no qual acontece todas as manifestações. Sabe-se que ele é articulado e fragmentado, é um reflexo condicionante da sociedade, um conjunto de símbolos e campo de lutas. De suas manifestações destacamos o processo de urbanização, seu planejamento e a sociedade em uma de suas dimensões, aquela mais aparente, materializada nas formas espaciais que são construídas.

O espaço urbano é produzido pelos agentes sociais que fazem e refazem as cidades, os quais são: os proprietários dos meios de produção - os grandes industriais; os proprietários fundiários; os promotores imobiliários; o Estado e os grupos sociais excluídos.

De acordo com Sposito (2000, p.11) entende-se a “urbanização como processo, e a cidade, forma concretizada deste processo, marcam tão profundamente a civilização contemporânea.”

Ainda considerando Sposito (2000, p.55) as cidades que estavam no processo da revolução industrial receberam as conseqüências do rápido crescimento populacional e sofreu à nível de estruturação de seu espaço interno e muitas transformações ocorreram.

Juntamente com o estudo e análise do espaço urbano foi surgindo uma preocupação em conhecer a urbanização das cidades e depois o planejamento das mesmas. Inicialmente esses estudos se deram na Europa e Estados Unidos e experiências foram trazidas para a América Latina e Brasil.

Sabemos que a segunda metade do século XX é marcada por uma urbanização acelerada nos países de economia dependente, e suas cidades manifestaram todo tipo de problemas no seu espaço urbano, como os de planejamento e os relacionados ao crescimento populacional.

“O processo de urbanização realiza-se como processo de reprodução da cidade  e da vida na cidade que hoje, sob o signo da mundialização, revela profundas contradições” (CARLOS, 2011, p.30).

Sabemos que o espaço de uma cidade é dividido, de acordo com Corrêa (1999, p.08) “O espaço da cidade capitalista é fortemente dividido em áreas residenciais segregadas, refletindo a complexa estrutura social em classes”. Além das divisões em áreas pelo espaço, não podemos nos esquecer das fragmentações que existem, sendo que consideramos fragmentação como espaço constituído por diferentes usos da terra.

            Porém problemas urbanos se apresentam com força quando as ações e transformações dos espaços não são bem planejadas e estruturadas devidamente. Em Juiz de Fora há a necessidade de uma maior ação da política pública urbana para que os problemas urbanos crescentes na cidade não alçassem um alto nível, conforme Compans (2005, p.80):

 

A política urbana buscaria então contorná-los mediante uma ação planificadora – visando ordenar o uso e a ocupação do solo de modo a maximizar os efeitos  de aglomeração mediante  a proposição de uma organização “científica ‘ do território – e uma  ação  “operacional” – composta pelo conjunto de práticas  pela qual o Estado  intervém financeira e jurídica.

 

 

Conforme Sánchez (2010, p.45) “a problemática urbana contemporânea passa pela subordinação dos espaços à dominação da troca, para o investimento do capital, enquanto o espaço urbano – e ai se encontra sempre a possibilidade do conflito.”

Ainda de acordo com Sánchez (2010, p.45):

 

 

“A chamada “reestruturação produtiva” da economia capitalista em sua fase atual está, mais do que nunca, ligada à produção do espaço que é moldado às necessidades da acumulação. Para efeitos de análise específica das sociedades urbanas, esse amoldamento significa que um número crescente de fragmentos da cidade, ou partes dela, está sujeito ao controle, à normatização, à privatização, com grandes impactos na vida social.”

 

 

Uma das características mais marcantes da urbanização brasileira é a mudança das tradicionais tendências de concentração - tanto da população quanto dos agentes econômicos - nas, igualmente tradicionais, metrópoles do país.

E “o espaço urbano é um reflexo tanto de ações que se realizam no presente como também daquelas que se realizaram no passado e que deixaram suas marcas impressas nas formas espaciais do presente.” (CORRÊA, 1999, p.08).

Hoje a distribuição espacial das cidades configura uma rede heterogênea que apresenta grandes desafios à gestão urbana. Considerando-se que a maioria da população brasileira reside em zonas urbanas.

De acordo com MOTTA, MUELLER & TORRES (1997):

 

 

No contexto intra-urbano, embora existam problemas de extrema relevância relacionados ao financiamento do desenvolvimento urbano, há uma outra ordem de problemas, geralmente associados à falta ou à inadequação de políticas e instrumentos, que permitam melhor orientação do desenvolvimento urbano.

 

 

Uma das principais características da dinâmica do crescimento intra-urbano no Brasil foi a distribuição espacial da população pobre. Houve uma significativa periferização dessa população em cidades de grande e de médio porte, devido, entre outros fatores, às dificuldades das famílias de baixa renda em ter acesso à terra urbana.

Resultou em acentuada proliferação de assentamentos humanos informais (favelas, mocambos, alagados e loteamentos clandestinos). Nas áreas periféricas das regiões metropolitanas, os problemas estão freqüentemente associados ao uso do solo e à pobreza, e geralmente são agravados pelo aumento da favelização e pelo ímpeto da incorporação de novas áreas parceladas clandestinamente. Em sua maioria, situados em zonas restritivas à ocupação e construção, esses loteamentos tornaram-se uma alternativa de habitação para a população mais pobre.

Isso nos revela que abordagens de planejamento urbano, desvinculadas de marco socioeconômico e demasiadamente estáticas e restritivas para acompanhar a dinâmica urbana, são inadequadas para atender às necessidades urbanas essenciais; e que a maior parte do crescimento das grandes aglomerações urbanas está fora das estruturas urbanas.

O fenômeno da favelização é um processo nitidamente urbano e que se faz sentir de forma mais expressiva nas regiões metropolitanas, e mais recentemente nas cidades médias.

O que tem permitido uma parte da população pobre o acesso à habitação é o auto-empreendimento da moradia popular. Grande parte das habitações para esse segmento da população, caracterizado por baixo padrão de qualidade e de custo, tem sido produzida por um setor não-estruturado, geralmente sem assistência direta dos governos, cujas ações têm deixado de lado parte da população necessitada.

Com alguns dados obtidos em prévios estudos sobre Juiz de Fora, e baseado em literaturas sobre a temática, constatamos que está sendo comum o processo de deslocamento de famílias para outras áreas da cidade um aumento da exclusão social. Estes deslocamentos e as exclusões ocorrem, pois, em alguns casos há uma valorização do solo urbano em função dos projetos de empreendedorismo para o crescimento da cidade, Juiz de Fora está no alvo de grandes investimentos.

 

 

A cidade de Juiz de Fora: um breve panorama

 

Juiz de Fora se localiza na porção sudeste do Estado de Minas Gerais, na tradicionalmente conhecida região da Zona da Mata Mineira, uma das mesorregiões geográficas que compõem o Estado de Minas, cidade que tem um destaque na Microrregião. Atualmente é composta por 33 municípios, com uma população de 728.602  e  uma área total de 8.923,426 Km2. O município de Juiz de Fora, possui 516.247 habitantes residentes (IBGE, 2010), que corresponde a 70,88 % do total de sua microrregião e sua área  é de 1.429, 8 Km2,  o que corresponde a cerca de 15,8% da área total da microrregião.

Cidade de evidência na Zona da Mata Mineira, o município se localiza próximo as grandes metrópoles nacionais Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte metrópole regional e capital do Estado de Minas Gerais, tendo fácil acesso por rodovias e ferrovias. Juiz de Fora tem sido foco de atração de grandes empreendimentos da construção civil,  de instituições de ensino superior,  de eventos culturais e artísticos,  de investimentos em geral, ocasionando um crescimento econômico em diversos setores, principalmente de serviços e do imobiliário. Esta “evolução” econômica em diversos setores de atividades em Juiz de Fora reflete no comportamento e na dinâmica demográfica da cidade.

 

Tabela: 01- Municípios da Microrregião de Juiz de Fora - MG

Município

População

Município

População

Aracitaba

2.058

Oliveira Fortes

2.123

Belmiro Braga

3.403

Paiva

1.558

Bias Fortes

3.793

Pedro Teixeira

1.785

Bicas

13.653

Pequeri

3.165

Chácara

2.792

Piau

2.841

Chiador

2.785

Rio Novo

8.712

Coronel Pacheco

2.983

Rio Preto

5.292

Descoberto

4.768

Rochedo de Minas

2.116

Ewbanck da Câmara

3.753

Santa Bárbara do Monte Verde

2.788

Goianá

3.659

Santa Rita de Ibitipoca

3.583

Guarará

3.929

Santa Rita de Jacutinga

4.993

Juiz de Fora

516.247

Santana do Deserto

3.860

Lima Duarte

16.149

Santos Dumont

46.284

Mar de Espanha

11.749

São João Nepomuceno

25.057

Maripá de Minas

2.788

Senador Cortes

1.988

Matias Barbosa

13.435

Simão Pereira

2.537

Olaria

1.976

 

 

Fonte: IBGE: 2010, elaboração: Chaves, 2011.

 

 

Juiz de Fora é uma cidade que se destaca na Zona da Mata Mineira devido às suas características econômicas, sociais, políticas e culturais, o que tem provocado a intensa migração de pessoas das cidades da sua microrregião.

A migração, a ocupação desordenada, a falta de planejamento urbano aliada a uma política que visa somente o crescimento, têm contribuído para que Juiz de Fora vivencie o crescente aumento de assentamentos subnormais, que de acordo com Plano Diretor (2004), são caracterizados como: Casas precárias, muitas vezes construídas com materiais aproveitados ou alvenaria; Locais de moradias dos segmentos populacionais mais carentes, onde os domicílios só têm padrão autoconstrutivo e sem atendimento de serviços essenciais de infra-estrutura urbana; Localizam-se em sua maioria, nas periferias das cidades médias em geral.

Juiz de Fora, cidade de “porte médio[2]”, vive nas últimas décadas um processo intenso de reorganização espacial, provocado pela mudança nos modelos de uso e ocupação do solo urbano em algumas de suas Regiões de Planejamento (RP), que são subdivisões da área urbana do distrito sede, tem a finalidade de melhor aplicar o planejamento, estas regiões ainda se dividem em Unidades de Planejamento (UP) que são unidades menores, e por assim ainda se subdividem em bairros.

Estas divisões das regiões de planejamento tornaram-se necessário em função das diferenças distintas que cada região de planejamento tem e conforme com o Plano Diretor (2004, p.28):

 

Evidentemente, no interior de cada Região de Planejamento, há áreas de distintas conformações topográficas e configurações quanto ao tipo de densidade da ocupação, facilidades de infraestrutura, traçado dos lotes e até características arquitetônicas das construções. Por esta razão, cada Região de Planejamento foi considerada como sendo composta de um número variável de Unidades de Planejamento, definidas por uma condição de homogeneidade relativa das tipologias referidas.

 

 

Nesse processo, está ocorrendo o surgimento em Juiz de Fora de áreas que se destacam pelo crescimento demográfico atraído pela total insfraestrututa urbana que estão recebendo, porém, em outras áreas estão surgindo aglomerações de população de baixa renda, que acabam sendo “expulsas” daquelas que são alvos das intervenções urbanísticas.

Entre as problemáticas urbanas, colocaríamos o que pode ser facilmente observado nas cidades através da simples visualização de sua paisagem – a segregação sócio-espacial. Esta seria a tradução espacial estrutura de classes, a materialização sobre o espaço urbano das desigualdades existentes entre as relações sociais, um processo de aglomeração em áreas com uma homogeneidade social interna e diferenças entre elas marcantes (CASTELLS, 1983).

 Segundo ABRAMO (2000) quando analisa o estudo de CORRÊA (1999), a segregação sócio-espacial deve ser vista como integrante das relações sociais na sociedade capitalista. Também é uma expressão da racionalidade de mercado, que segmenta o solo urbano a fim de se certificarem os lucros atuais e futuros sobre a dinâmica imobiliária.

Devido à fragmentação do processo acelerado da exclusão e da segregação sócio-espacial, escolhemos novamente o bairro Dom Bosco, pois, em 2008 foi  realizada uma análise da exclusão social, e agora em 2012 um novo olhar no bairro nos permitiu um novo diagnóstico.

 

 

O bairro Dom Bosco em 2008

 

Segundo pesquisa realizada em 2008, que contemplou uma análise do Alto Dom Bosco, uma área do bairro Dom Bosco, que ocupa um espaço doado por vários moradores mais antigos; não possui escritura e as residências estão dispostas de maneira irregular; a ocupação foi espontânea; não está regularizado; as casas próximas às encostas estão em áreas de risco, devido aos desabamentos que ocorrem neste local no período de chuvas; de acordo com o Plano Diretor (2004) não possuiu estruturação urbanística. De relevo bastante acidentado, grande parte das residências estão fixadas nas encostas muito íngremes, o sistema viário é insuficiente, com vias estreitas de declividades acentuadas.

A região onde se localiza o bairro Dom Bosco passou por um processo de alta valorização imobiliária que se iniciou na década 1990. Esse processo levou ao local os investimentos imobiliários e algumas áreas foram compradas esperando a valorização, ou seja, a especulação imobiliária foi grande na região.

Em 2008 a região do Bairro Dom Bosco estava recebendo grande investimento de equipamentos urbanos, pois está localizado na RP central de Juiz de Fora que está entre os principais eixos de crescimento e desenvolvimento da cidade.

 A área do entorno do bairro que já estava recebendo grandes investimentos teve um aceleramento com a construção de um Shopping Center, pois foi o primeiro da cidade que ofereceu arquitetura moderna seguindo as últimas tendências internacionais: um shopping em curva, com vitrines avançadas que facilitam a visibilidade das lojas, corredores amplos e iluminação natural. Com marcas locais e nacionais, o shopping possui 152 lojas e forte ancoragem, 3 pisos de estacionamento e um completo corredor de serviços, sem contar com cinco salas de cinema multiplex, e as operações de lazer.

O comercio local desenvolveu-se para atender as classes, média alta e alta que se transferiram para as novas áreas residenciais dotadas de total infraestrutura urbana. O projeto do hospital Monte Sinai, um hospital privado, que duplicou suas instalações, e se transformou num complexo hospitalar, tem ele hoje uma área de 71.000 m2, foi praticamente quadruplicado. Seu estacionamento abriga 850 carros, ele possui a Faculdade Suprema, que é especializada em medicina.

Foi verificado neste bairro que após os incentivos e os grandes investimentos que passou a receber de capital particular e público num período bem rápido esta área da cidade que por muito tempo era uma área de população carente, passou a receber uma migração de grande contingente da classe média alta e alta.

Logo os moradores sofreram a expulsão através do crescimento da região, pois as áreas se valorizaram e suas moradias estavam fora do padrão construtivo dos grandes empreendimentos. Vimos que nesta região a exclusão social tornou-se mais forte, pois os antigos e tradicionais moradores, isto é, a população carente do bairro dom Bosco não tem acesso  e não usufruem dos novos equipamentos urbanos.

Em 2008 no período da pesquisa, constatamos vários outdoors que haviam sido instalados de modo a esconder a paisagem local dos veículos que trafegavam na Avenida Independência, atual Avenida Presidente Itamar Franco, que é um dos principais acesso aos novos empreendimentos imobiliários instalados na região. Outro fator interessante foi que alguns terrenos próximos à mesma avenida que antes tinham casas do padrão autoconstrutivo foram vendidos e prédios construídos de modo a ocultar a verdadeira o panorama local.

Foram instaladas empresas que abastecem de vários produtos a classe mais abastada da região. Também verificamos que algumas residências fizeram reformas como: pinturas, reboques, entre outros, tentando mudar a fachada para enquadrar-se dentro do padrão que estava sendo inserido no local e outras casas aceitaram colocar outdoor na suas fachadas, escondendo-as.

 

 

Em relação ao onde morar é preciso lembrar que existe um diferencial espacial na localização de residências vistas em termos de conforto e qualidade. Esta diferença reflete em primeiro lugar um diferencial no preço da terra – que é função da renda esperada – que varia em função da acessibilidade e das amenidades. (CORRÊA, 1999, p.63)

 

 

Desta forma, entendemos que nas cidades o processo de segregação e exclusão se intensifica cada vez mais, fruto de um processo de urbanização espoliativo, onde grande parte da população (que se encontra desempregada ou possui baixos salários) fica destituída dos benefícios urbanos, tendo que se dirigir à lugares com pouca ou nenhuma infra-estrutura para garantirem sua moradia.

“O espaço da cidade capitalista é fortemente dividido em áreas residenciais segregadas, refletindo a complexa estrutura social em classes” (CORRÊA, 1999, p.08). Além das divisões em áreas pelo espaço, não podemos nos esquecer das fragmentações que existem, sendo que consideramos fragmentação como espaço constituído por diferentes usos da terra. De acordo com CORRÊA (1999, p.11)

 

 

“O espaço urbano capitalista – fragmentado, articulado, reflexo, condicionante social, cheio de símbolos e campo de lutas – é um produto social, resultado de ações acumuladas através do tempo, e engendradas por agentes que produzem e consomem espaço”.

 

 

Como vimos o Alto Dom Bosco em 2008 já estava sendo marcado pelo aumento da exclusão sócioespacial. Ao lado de novas áreas residenciais e dos [3]loteamentos fechados de alto padrão, destinados à população de classe média alta e alta, estavam convivendo populações de menor poder aquisitivo, inclusive as chamadas pelos órgãos públicos de “famílias de baixa renda” que, às vezes, vivem em condições de extrema pobreza, até mesmo sem infra-estrutura básica de água, esgoto, luz ou asfalto.

 

 

O Bairro Dom Bosco em 2012

 

 

Juiz de Fora já algum tempo vem sendo palco de grandes investimentos, e de projetos de desenvolvimento e estratégias. A cidade tem sido foco de atração de grandes empreendimentos da construção civil, de instituições de ensino superior, de investimentos em geral, ocasionando um crescimento econômico em diversos setores, principalmente de serviços e do imobiliário.

A Região de Planejamento Central juntamente com as regiões, Oeste e Sul vem se destacando por serem as que mais estão recebendo investimentos na cidade. Obras de infraestrutura viária foram realizadas para atender a demanda local, inovações no mercado imobiliário de alta renda, edifícios residenciais surgem conectados aos serviços de lazer oferecido bem próximo a região e através de um marketing a região Oeste e Sul estão sendo vistas como uma das melhores para se morar atualmente em Juiz de Fora.

São áreas que as quais estão surgindo às novas formas de ação no espaço e vêm criando nas cidades os chamados “espaços de renovação que tem um obscurecimento das diferenças no espaço e no tempo se tivermos uma leitura crítica. (SÁNCHEZ, 2010, p.47)

 

 

Esses espaços “dominados”, parcelas da cidade, determinam novas especializações, impõem modos de apropriação e comportamentos apoiados em representações que, em alguns casos, reforçam e, em outros, determinam novas formas de inclusão e exclusão de grupos sociais. (Sánchez, 2010, p.48)

 

 

A região do entorno do bairro Dom Bosco cresceu através dos investimentos recebidos seja através do capital público, privado ou parceria, mas verifica-se uma maior participação do privado. Novas áreas residenciais foram construídas, atualmente o bairro está sitiado a uma área valorizada, com um alto nível social dos moradores e serviços especializados que surgem para atender a nova classe, dentre eles: os novos empórios, lojas de decorações, academias, shopping, entre outros.

Estão sendo construídos cada vez mais, prédios altos e as residências de padrão carente e autoconstrutivo dependendo do ângulo visual ficam escondidas pelas torres até mesmo algumas que estão na parte mais alta do bairro.  Segundo Menezes & Monteiro (2010, p.3)

 

 

As recentes transformações no arranjo espacial local são engendradas pelo capital imobiliário, que busca estruturar as alterações no espaço intraurbano através da materialização dos novos empreendimentos voltados para a prestação de serviços, circulação de capital, pessoas e mercadorias. O local, lócus da reprodução da vida social e comunitária, é transformado a partir de atores e ações vinculados ao capital estranho ao próprio lugar, territorializando novos objetos para a reprodução do capital e desterritorializando compulsoriamente as formas de vida comunitária.

 

 

Os moradores já estão sofrendo a expulsão através do crescimento da região, pois as áreas estão valorizadas e suas construções estão fora do padrão construtivo dos grandes empreendimentos, logo muitos não conseguem acompanhar os novos valores de IPTU e acabam vendendo suas residências.

O solo urbano torna-se um elemento importante para novos empreendimentos e de acordo com Corrêa (2011, p.47):

 

 

A terra urbana e a habitação são objetos de interesse generalizado, envolvendo agentes sociais com ou sem capital, formal ou informalmente organizados. Estabelece-se uma tensão, ora mais, ora menos intensa, porém permanente, em torno da terra urbana e da habitação. Se isso não constitui a contradição básica, transforma-se, contudo em problemas para uma enorme parcela da população.

 

 

As vias próximas aos novos empreendimentos estão recebendo infraestrautura, como calçamento e outras receberam um novo recapiamento asfaltico, porém muitas ruas necessitam de manutenção e outras ainda se encontram com calçamento poliédrico.

Como exemplo, a rua Pirapora que em 2001 ainda era uma viela, sem qualquer calçamento cheia de buracos sem calçada com lixo e mato, que ligava antiga Avenida Independência a rua Vicente Beghelli, era utilizada somente pelos moradores, já em 2008 recebeu pavimentação e foi “alargada”, atualmente pode ser utilizada por veículos.

E de acordo com Vals in Carlos (2011, p.151):

 

 

Qualquer operação urbanística se projeta e se realiza para transformar um determinado espaço; dependendo dos agentes que atuem na operação, seus objetivos divergirão em função dos interesses econômicos, políticos e sociais dependendo se são privados ou públicos, pelo menos teoricamente.

 

 

Atualmente alguns moradores estão reclamando que o bairro Dom Bosco já não é mais o mesmo, o qual eles tinham uma convivência diferente de hoje, segundo dizem, não podem mais percorrer livremente os locais os quais percorriam. Falam com tristeza de um tanque comunitário que foi desativado com o inicio das obras para a duplicação do hospital, o qual era um ponto de encontro para diversas donas de casas, foi desativado.

Muitos reclamam do comércio local, pois, agora as lojas e estabelecimentos são para as pessoas ricas, por isso não podem comprar, porque tudo é muito caro. Quando chegam ao shopping eles não são olhados com bons olhos e os seguranças a todo tempo verificam seus movimentos, desconfiando dos mesmos achando que irão roubar alguma coisa.

 

 

Na sociedade de classe verificam-se diferenças sociais que se refere ao acesso aos bens e serviços produzidos socialmente. No capitalismo as diferenças são muito grandes, e maiores ainda em países como, entre outros, os da América Latina. A habitação é um desses bens cujo acesso é seletivo: parcela enorme da população não tem acesso, quer dizer, não possui renda para pagar o aluguel de uma habitação decente e, muito menos, comprar um imóvel. (CORRÊA, 1999, p.29)

 

 

Diante do aumento das desigualdades temos como resultado um cenário de segregação sócioespacial. A população de baixa renda está sendo obrigada a se deslocar para outras áreas, com isso perdendo sua identidade local e cultural.

 

 

Pobreza e riqueza são realidades antagônicas, embora complementares, pois uma não pode existir sem a outra. O problema de eliminar a pobreza, isto é, de suprimir as diferenças de renda criadas por um processo produtivo gerador de desigualdades supõe uma mudança no próprio processo produtivo, o que vale dizer, das relações do homem com a natureza e dos homens entre si. (SANTOS, 1980, p.38)

 

 

O bairro Dom Bosco foi e está sendo marcado pelas intensas diferenças sociais, o aumento da desigualdade social leva o conflito entre classes. Riqueza e pobreza, de um lado os antigos moradores de baixo poder aquisitivo, tradicionais que criaram suas raízes sociais na comunidade, do outro uma nova classe que chega e tem ao seu lado toda infraestrutura urbana oferecida, que gradativamente está tomando o lugar dos antigos moradores. Contudo uma depende da outra e o espaço está sendo articulado e moldado para atender as classes.

 

 

Considerações Finais

 

A maioria das cidades brasileiras continua a crescer sem nenhuma preocupação quanto ao planejamento urbano e social. Consideramos que a problemática urbana brasileira aponta para um futuro formado pelo conjunto de possibilidades e vontades do capital. No plano social depende de nós mesmos.

 

 

A cidade em si, como relação social e como materialidade, torna-se criadora de pobreza, tanto pelo modelo socioeconômico, de que é o suporte, como por sua estrutura física, que faz dos habitantes das periferias (e dos cortiços) pessoas ainda mais pobres. A pobreza não é apenas o fato do modelo socioeconômico vigente, mas, também do modelo espacial. (Santos, 2005, p.10).

 

 

O estudo sobre o bairro Dom Bosco em Juiz de Fora, só vem confirmar o processo de fragmentação e as desigualdades sociais existentes, pela qual a cidade perpassa, assim como os demais problemas da cidade, nos permitindo apontar algumas deficiências encontradas nas políticas públicas e urbanas existentes.

No caso da política urbana, isso implica avaliar a gestão e o planejamento urbano nos seus aspectos institucionais, financeiros, legais e político-administrativos, especialmente quanto ao uso do solo, à habitação, à infraestrutura e aos serviços públicos, com vistas à contenção da deterioração social e física do meio urbano.

Como forma de manter a polarização e a centralidade na região da Zona da Mata Mineira, o município está tendo uma forte estratégia política, através de programas de desenvolvimento, propagandas e ações da prefeitura, para o crescimento e o desenvolvimento urbano.

O município através de uma política desenvolvimentista, e de uma estratégia urbana,  com o apoio de investidores e capital privado, está investindo em um novo perfil urbano.  Tal estratégia baseia-se no Planejamento Estratégico que está na pauta de crescimento e desenvolvimento urbano em muitas cidades latino-americanas.

Com a permanência das grandes desigualdades sociais, aliada a precariedade da infraestrutra dos bairros de classe baixa e das áreas de ocupação subnormal nos mostram que estão à margem dos planejamentos urbanos.

Através de um projeto urbano em algumas das regiões de planejamento da cidade verificamos que o bairro Dom Bosco foi, e está sendo marcado pelas intensas diferenças sociais, e está ocorrendo um aumento da desigualdades sociais local que nos leva ao conflito entre classes.

Do ponto de vista social consideramos que Juiz de Fora é mais uma cidade inserida no processo do sistema capitalista mundial, e que suas problemáticas sociais estão cada vez maiores, como verificamos no bairro Dom Bosco, pois dentro de um espaço de tempo, uma região da cidade recebeu grandes investimentos, consequentemente uma parcela da população residente dessa região está deslocando-se para outras regiões da cidade.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

ABRAMO, P. &t FARIA, T. C. Mobilidade residencial na cidade do Rio de Janeiro: considerações sobre os setores formal e informal do mercado imobiliário. Anais do XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP. Caxambu, v.1, p. 421-456, 1998. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/>  Acesso em: 10 ago. 2003.

ANDRADE, T. SERRA, R. O recente desempenho das cidades médias no crescimento populacional urbano brasileiro. Textos para discussão do IPEA. N. 554, 1998.

CARLOS, A.F.A; SOUZA, M.L.de; SPOSITO, M.E.B. (orgs) A produção do espaço urbano: agentes e o processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011.

CARLOS, A.F.A. ;CARRERAS, C. (orgs) Urbanização e mundialização: estudos sobre a metrópole. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2011.

CASTELLS, M. A questão urbana. Tradução de Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

CHAVES, T.S.. Exclusão Social – Uma análise dos assentamentos subnormais em Juiz de Fora - MG. 2006. 104 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado) Curso de Geografia – ICH, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2006.

______. Exclusão Social –  Um Estudo de Caso: Alto Dom Bosco – Juiz De Fora – MG. de Fora, Minas Gerais, Brasil. Anais do X Encuentro Internacional Humboldt. Rosario - Santa Fe, Argentina: Centro de Estudios Von Humboldt, v. 1, p. 1-09, 2008.

COMPANS, R.. Empreendedorismo Urbano: entre o discurso e a prática. São Paulo: UNESP, 2005.

CORRÊA, R. L. O espaço urbano. 4.ed. São Paulo: Ática, 1999.

____. Região e Organização Espacial. São Paulo: Ática, 1991, 4ª Ed.

FJP. Informativo CEI: déficit habitacional no Brasil 2000. Belo Horizonte, jun 2002. Disponível em: <www.fjp.gov.br> Acessado em: 20 maio 2004.

GENTILI, P. (Org). Globalização excludente. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

HARVEY, D. A Produção Capitalista do Espaço. 2 ed. São Paulo: Annablume, 2005

IPPLAN/JF. Instituto de Pesquisa e Planejamento – Prefeitura de Juiz de Fora. Legislação Urbana Básica. Juiz de Fora, 1987.

MACHADO, P. J. de O. Juiz de Fora: polarização e movimentos migratórios. Revista Geosul. Florianópolis: UFSC, Nº 23, v. 12, p. 121-137, jan/jun, 1997.

MENEZES, M. L. P. y G. L. MONTEIRO. O Espaço Fora do Lugar: Uma Análise do Processo de Gentrificação do Bairro Dom Bosco e Seus Impactos para a Comunidade Local. Scripta Nova. Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales. [En línea]. Barcelona: Universidad de Barcelona, 1 de agosto de 2010, vol. XIV, nº 331 (97). <http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-331/sn-331-97.htm>. [ISSN: 1138-9788].

MOTTA, D. M.. MUELLER, C. C. TORRES, M. O. A dimensão urbana do desenvolvimento econômico-espacial brasileiro. Texto para discussão do IPEA. N. 530, 1997.

OLIVEIRA, N. B. & CHAVES, T. S. Assentamentos de submoradias, segregação sócio-espacial e condições sócio-ambientais em Juiz de Fora, Minas Gerais – estudo de caso no Alto Santo Antônio. Anais do VI Congresso Brasileiro de Geógrafos. Goiânia: AGB/UFG/UCG, v. 1, 2004.

OLIVEIRA, N. B., CHAVES, T. S. & SIMONCINI, J. V. B. Globalização, neoliberalismo e impactos sobre a América Latina – conseqüências sobre o espaço urbano na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. Anais do VI Encuentro Humboldt. Villa Carlos Paz, Argentina: Centro de Estudios von Humboldt, v. 1, p. 1-15, 2004.

PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. Plano de Desenvolvimento Local.  Juiz de Fora: Prefeitura de Juiz de Fora, 2004.

PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. Plano Diretor de Desenvolvimento de Juiz de Fora - Diagnóstico. Juiz de Fora, 2004.

PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. Plano de Diretor de Desenvolvimento Urbano. [En línea]. 2006b. <http://www.pjf.mg.gov.br/pddu/index.htm>. [ maio 2012].

RODRIGUES, A. M. Moradia nas cidades brasileiras. 7.ed. São Paulo: Contexto, 1997.

SÁNCHEZ, F. A reinvenção das cidades para um mercado mundial. 2ªed. Chapecó: Argos, 2010.

SANTOS, M. Urbanização Brasileira.  5a ed. São Paulo: Edusp, 2005.

______ Reformulando a Sociedade e o Espaço - Revista Geografia e Sociedade: os novos rumos do pensamento geográfico - ano 74, Volume LXXIV, N°4.-< http://www.miltonsantos.com.br/site/wp-content/uploads/2011/12/Reformulando-a-sociedade-espa%C3%A7o_MiltonSantos1980SITE.pdf>

SOUZA, M. L. Urbanização e desenvolvimento no Brasil atual. 2.ed. São Paulo: Ática, 1996.

SPOSITO, M.E.B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Contexto, 2000.

VASCONCELOS, J. R. CÂNDIDO, J. O. O problema habitacional no Brasil: déficit, financiamento e perspectivas. Texto para discussão do IPEA N. 410, 1999.



[1] Mestranda em geografia do curso de pós-graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ

[2] Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a cidade média é aquela que possui população entre 50.000 e 500.000 habitantes.

[3] “Loteamento Fechado” - segue a mesma definição de loteamento (que é a divisão do solo em lotes com urbanização havendo aberturas de logradouro, prolongamentos, modificação ou ampliação dos existentes, sendo esta uma modalidade de parcelamento do solo urbano. Definição esta extraída da Lei Municipal  n. º 6908 de 31 de maio de 1986), contudo seu empreendedor, alegando promover maior segurança e bem estar aos proprietários das futuras edificações, fecha o loteamento, ou seja, mura o seu entorno e implanta uma guarita de segurança seguida de cancela para que assim limite o fluxo de pessoas e veículos, dando ao mesmo o caráter de o que vulgarmente chamamos de “condomínio fechado”, sendo este então um loteamento particular, mas vale assegurar que o espaço ainda sim é público.

 


Ponencia expuesta en el XIV Encuentro Internacional Humboldt. Las Termas de Río Hondo, provincia de Santiago del Estero - Argentina. 15 al 19 de octubre de 2012.