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Asunto:NoticiasdelCeHu 108/12 - Moradores da Patagônia chilena denunciam forte repressão policial
Fecha:Domingo, 4 de Marzo, 2012  20:31:52 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 108/12

Moradores da Patagônia chilena denunciam forte repressão policial

Moradores de Aysén saíram às ruas nas últimas semanas para protestar alto custo de vida, escassez de serviços básicos, falta de hospitais e de conexão de transportes. Assim como ocorreu com os protestos estudantis, o governo chileno respondeu com forte repressão policial. O coordenador nacional dos observadores na região, Rodrigo Triviño, disse que “há mais de 400 efetivos de carabineros atuando com violência desmedida”, e denunciou invasões de domicílio sem ordem judicial e uso de bombas de gás lacrimogêneo dentro das mesmas.



Santiago - Aysén é uma zona linda, uma das mais atrativas da América do Sul, mas seus habitantes vivem ilhados devido à excessiva centralização que historicamente afeta o Chile. Depois de mais de 20 anos de inércia por parte da classe política e do modelo neoliberal, que aprofundou o isolamento, os seus habitantes saíram para protestar nas ruas pelo alto custo de vida, escassez de serviços básicos, falta de hospitais e de conexão de transportes.

Eles exigem do atual governo de direita, presidido pelo empresário Sebastián Piñera, soluções para suas demandas. Não obstante, como de costume, o palácio de La Moneda não soube responder às demandas sociais, como aconteceu no ano passado com o Movimento Estudantil, que exige uma melhor qualidade na educação pública.

Novamente as autoridades do Estado chileno privilegiaram a resposta das Forças Especiais de Carabineros que reforçaram a repressão em uma zona onde, até há pouco, não existia este terrível costume.

Os observadores de Direitos Humanos chegaram à zona austral de Chile e comprovaram a ação da polícia: alguns de seus membros foram detidos. A violência, no entanto, está longe de terminar, pois três habitantes do povoado de Porto Aysén tiveram que ser levados a Santiago pelos golpes recebidos dos Carabineros. Um homem inclusive perdeu um olho atingido por uma bala de borracha, usada na repressão aos protestos.

O coordenador nacional dos observadores na região, Rodrigo Triviño, disse que “há mais de 400 efetivos de Carabineros atuando com violência desmedida”, e denunciou invasões de domicílio sem ordem judicial e uso de bombas de gás lacrimogêneo dentro das mesmas.

Além disso, declarou que dispõe de provas de que a força policial utilizou balas de aço e que, em consequência, há três pessoas com os olhos mutilados na região, além de outros feridos que não se aproximam do Hospital por medo de serem detidos pelos Carabineros no local.

Isto também foi registrado pelos Deputados da Comissão de Direitos Humanos, que elaboraram um contundente pré-relatório. Segundo o deputado do Partido Socialista, Fidel Espinoza, a situação em Aysén é grave.

“Quero deixar registrado que em Aysén estão sendo cometidas graves violações aos direitos humanos. Existe uma repressão desmedida por parte da Força Especial de Carabineros e a situação é bastante delicada, especialmente com esta política repressiva do governo de Piñera, aplicada minuciosamente pelo seu ministro do Interior”, afirmou.

Estes fatos foram denunciados especialmente pelas redes sociais e meios de comunicação independentes.

“Existem graves violações dos direitos humanos, mais de 200 feridos pela brutalidade policial exercida especialmente pela repressão excessiva e fora de toda lógica das Forças Especiais de Carabineros. Constatamos estas e muitas outras situações que entregaremos em um relatório contundente à comissão de direitos humanos. Isto deve terminar o quanto antes”, assinalou Espinoza.

Durante sua permanência em Aysén, Espinoza também esteve em Coyhaique - capital da Região de Aysén -, onde se reuniu com o chefe dos Carabineros da zona e lhe expôs tudo o que foi observado, fazendo-o ver que a instituição que dirige na região existe para proteger os cidadãos e não para reprimi-los da forma selvagem com a qual está sendo aplicada a política repressiva deste governo.

Diante disso, Fidel Espinoza formulou um forte e enérgico chamado ao Presidente da República: “Presidente, nestas regiões não se aparece para pedir os votos, mas para solucionar os problemas. Venha a Aysén e deixe de enviar ministros que, além de tudo, faltam com o respeito à cidadania“, declarou visivelmente incomodado.

Tradução: Libório Júnior