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Asunto:NoticiasdelCeHu 1077/11 - ANÁLISE DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SO CIOECONÔMICO PARA A MICRORREGIÃO DE DOURADOS-MS
Fecha:Martes, 25 de Octubre, 2011  08:39:47 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 1077/11

 

 

ANÁLISE DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

PARA A MICRORREGIÃO DE DOURADOS-MS

 

Francis Régis Gonçalves Mendes Barbosa

 – Mestrando em Agronegócios (UFGD)

Rhaysa Wolf

- Mestrando em Agronegócios (UFGD)

Madalena Maria Schlindwein

– Profa.Dra. Mestrado em Agronegócios (UFGD)

 

 

Resumo: Este trabalho tem por objetivo central analisar a evolução do nível de desenvolvimento socioeconômico dos municípios da microrregião de Dourados, no período de 1991 a 2000, buscando identificar possíveis melhorias dos indicares socioeconômicos da microrregião no período. O trabalho também busca identificar se o nível de desempenho econômico dos municípios teve influência direta sobre os indicadores socioeconômicos apresentados, e também se esses indicadores seguiram a tendência do Brasil de melhora dos indicadores sociais a partir da estabilidade econômica de meados da década de 1990. Os dados analisados foram de caráter econômico (PIB e PIB per capita) e socioeconômico (desigualdade, educação, saúde, desenvolvimento humano e acesso a serviços básicos), provenientes de fontes oficiais como do site IPEADATA, do IBGE e do PNUD. O trabalho constatou que não houve relação direta entre o nível de desempenho econômico e desenvolvimento socioeconômico dos municípios, apesar de em geral todos os municípios terem apresentado melhorias em termos de indicadores de desenvolvimento socioeconômico, seguindo a tendência do país de melhora dos indicadores sociais pós Plano Real.

Palavras-Chave: Desenvolvimento socioeconômico; Microrregião de Dourados; Indicadores sociais.

 

Abstract: This study has the general purpose analyze the evolution the level of development socioeconomic of municipalities of the Dourados microregion, in the period of 1991 to 2000, seeking to identify possible improvements in socioeconomic indicators of microregion in this period. The study also seeks to identify if the level of economic performance of the municipalities had a direct influence on the socioeconomic indicators presented, and also whether these indicators followed the trend of Brazil´s improvement to the indicators social from the economic stability of the mid of 1990. The data analyzed character were of economic (GDP and GDP per capita) and socioeconomic (inequality, education, health, human development and access to basic services), from official sources as the site IPEADATA, IBGE and PNUD.  The study found that there no direct relationship between the level of economic performance and socialeconomic development of the municipalities, although in general all municipalities have shown improvements in terms of indicators of socioeconomic development, following the country´s trend of improvement  in social indicators after the Real Plan.

Keyword: Socioeconomic development; The Dourados microregion; Social indicators.

 

 

1. INTRODUÇÃO

É bastante comum ouvir-se que, o Brasil está passando por um processo de melhoras de seus indicadores de desenvolvimento econômico, desenvolvimento esse, entendido não meramente como resultado de taxas positivas de crescimento da economia, mas também em termos de melhora do bem-estar de sua população. Há um pano de fundo, porém, que explica grande parte da evolução positiva do país em termos de melhora do padrão de desenvolvimento nos últimos anos: a estabilidade econômica. A estabilidade econômica foi alcançada pelo país com a implantação do Plano Real, a partir de 1994, depois de sucessivos planos fracassados de combate à inflação que vigoraram na década de 1980. 

A estabilidade econômica trouxe a estabilidade dos preços, em particular a dos preços dos alimentos, principal destino dos gastos das famílias pobres. Disso decorre um aumento do poder de compra dessas famílias (ou a não deterioração desse poder por taxas elevadas de inflação), o aumento do acesso das mesmas aos bens e serviços de primeira necessidade, e também a outros complementares, o que levou a uma melhora do nível de bem-estar dessas famílias. O Plano Real, portanto, trouxe em seu bojo a melhora de indicadores sociais brasileiros, em especial dos indicadores baseados em renda per capita como desigualdade, pobreza e bem-estar social, que refletiram diretamente sobre os indicadores de desenvolvimento do país (NERI, 2006). Segundo Rocha (2006) “(...) a proporção de pobres se reduziu de forma drástica de 30 para 20% entre 1993 e 1995 no Brasil, resultado de seu declínio generalizado em todas as regiões e estratos do país” (ROCHA, 2006, p. 107).

Diante desse contexto macroeconômico favorável ao país, vigente a partir de meados da década de 1990, surge o seguinte questionamento: os reflexos da estabilidade econômica sobre a melhora dos indicadores sociais brasileiros também pôde ser verificado a nível regional, para a microrregião de Dourados, no período de 1991 a 2000, em termos de desenvolvimento socioeconômico dos seus municípios?

Para responder a esse questionamento adotou-se o objetivo geral de analisar a evolução do nível de desenvolvimento socioeconômico de todos os municípios que compõem a microrregião de Dourados, no período de 1991 a 2000. Em específico buscou-se analisar a evolução de indicadores econômicos desses municípios, como o PIB e o PIB per capita, e também analisar a evolução de indicadores de desigualdade, saúde, educação, acesso a serviços básicos e de desenvolvimento humano, com o intuito se chegar a um panorama do nível de desenvolvimento socioeconômico dos municípios da microrregião de Dourados e compará-lo ao nível de desempenho econômico dessa mesma região, buscando identificar uma possível relação entre crescimento econômico e desenvolvimento socioeconômico da microrregião, e possíveis reflexos da estabilidade da economia brasileira sobre os indicadores socioeconômicos da mesma.

O trabalho está divido em cinco seções, contando-se esta introdução. A segunda seção está dividida em duas sub-seções: a primeira apresenta um referencial teórico sobre desenvolvimento, com os pontos de vista distintos e convergentes dos principais autores mundiais sobre o processo de desenvolvimento; a segunda sub-seção apresenta alguns trabalhos sobre desenvolvimento realizados no país. A terceira seção apresenta a metodologia utilizada pelo trabalho. A quarta seção está dividida em duas sub-seções, sendo que a primeira apresenta um breve histórico da microrregião alvo deste estudo e a segunda apresenta a análise dos indicadores socioeconômicos contemplados por este trabalho. Por fim, na quinta seção constam as considerações finais do trabalho.

 

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Referencial teórico

Conforme Souza (2009), a origem do desenvolvimento econômico tem raízes teóricas e empíricas. No que tange às origens teóricas, acredita-se que se encontre no pacto colonial, derivado do pensamento mercantilista. Nesse sistema atribuía-se demasiada importância ao fluxo de metais preciosos como fator determinante da riqueza nacional. Posteriormente, surgem as escolas fisiocrática na França e clássica na Inglaterra, por volta do século XVIII, como reação à teoria mercantilista até então vigente. As duas escolas passaram a se preocupar objetivamente com os problemas do crescimento e da distribuição.

Com relação às origens empíricas, essas se relacionam a alguns acontecimentos vivenciados pela economia mundial em determinados períodos, e que foram responsáveis pela acentuação da concentração de renda e de riqueza dentro dos países e pelo aumento da disparidade de desenvolvimento entre países pobres e ricos. Alguns exemplos são as flutuações econômicas mundiais durante o século XIX e a Grande Depressão da década de 1930. Durante as flutuações do século XIX “(...) tornou-se mais saliente o desnível do desenvolvimento entre regiões e classes sociais (...)” (SOUZA, 2009, p. 2).

Na Grande Depressão da década de 1930 houve um grande salto do nível de desemprego norte-americano e também do nível de desemprego de outros países. A demanda norte-americana absorvia a maior parcela das suas respectivas exportações e, por consequência, suas economias sofreram uma retração no nível de crescimento, amargando assim efeitos de transbordamento da recessão econômica dos Estados Unidos. A Grande Depressão representou um marco quanto à postura do Estado no enfrentamento de crises: seguindo as idéias propostas por Keynes, a crise passou a ser enfrentada com o aumento dos gastos governamentais, “(...) realizando investimentos diretos e manipulando políticas anticíclicas, com a finalidade de reduzir o desemprego e amenizar as repercussões sociais das flutuações econômicas” (SOUZA, 2009, p. 2).

Nos fins da década de 1940 e início da década seguinte, alguns economistas passaram a questionar o então vigente modelo de divisão internacional do trabalho, apoiado na teoria das vantagens comparativas. Esse modelo pressupunha que os países pobres (ou subdesenvolvidos) se especializassem na produção de produtos agrícolas e demais produtos primários, para os quais possuíam maior vantagem comparativa, e os vendessem aos países industrializados (desenvolvidos), que dispunham de maior vantagem comparativa para a produção de produtos manufaturados e industrializados feitos a partir das matérias-primas produzidas pelos países subdesenvolvidos. Os países subdesenvolvidos, por sua vez, importariam dos desenvolvidos todos os produtos industrializados de que necessitassem. Os economistas da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), por meio de estudos empíricos sobre a evolução dos termos de trocas entre esses dois grupos de países, diagnosticaram que estava ocorrendo uma deterioração desses termos em favor dos países industrializados, de forma que “(...) a deterioração dos termos de troca bloqueia o financiamento da industrialização (...)” (SOUZA, 2009, p.153) dos países subdesenvolvidos. A industrialização se constituía uma estratégia de desenvolvimento, e o seu impedimento condenaria à eterna pobreza os países subdesenvolvidos.

Apesar de Souza (2009) concordar que não existe uma definição universal sobre o conceito de desenvolvimento econômico, haja vista que existem duas correntes de pensamento distintas sobre o assunto, uma que o considera como sinônimo de crescimento econômico, e outra que considera crescimento econômico como condição indispensável, mas não suficiente, para o desenvolvimento econômico, o referido autor assim conceitua o desenvolvimento econômico: “(...) existência de crescimento econômico contínuo (g), em ritmo superior ao crescimento demográfico (g*), envolvendo mudanças de estruturas e melhoria de indicadores econômicos, sociais e ambientais” (SOUZA, 2009, p.7).

Uma visão sobre o desenvolvimento baseada em inovações tecnológicas, no papel do empresário para fomentar a inovação, e no crédito destinado ao custeio do processo inovativo é apresentada por Schumpeter (1982). Para o referido autor, a economia sem desenvolvimento é representada por um fluxo circular em equilíbrio, onde as inovações tecnológicas e o processo de produção são rotineiros, onde o empresário não exerce nenhum papel, assim como o crédito, haja vista que as próprias receitas do fluxo circular financiam a produção. No fluxo circular “(...) as relações entre as variáveis ocorrem em condições de crescimento equilibrado, sendo determinadas pelo ritmo de expansão demográfica” (SOUZA, 2009, p. 126). Schumpeter (1982) define desenvolvimento econômico como “uma mudança espontânea e descontínua nos canais de fluxo, uma perturbação do equilíbrio, que altera e desloca para sempre o estado de equilíbrio previamente existente” (SCHUMPETER , 1982, p. 47). Nesse sentido o desenvolvimento surge quando há o rompimento do fluxo circular, refletido por novas combinações de meios produtivos, que geram inovações. Quem coordena essas inovações é o empresário, cuja principal função é pô-las em prática, podendo ainda acumular outras funções, a exemplo da econômica e administrativa. O crédito para investimento, de longo prazo, por sua vez, torna-se um elemento necessário à vialibidade do desenvolvimento via financiamento dos processos inovativos.  

Outra abordagem que enfatiza a importância do crédito na promoção do desenvolvimento é a proposta por Yunus (2000), embora essa abordagem difira da proposta por Schumpeter (1982). Para Yunus (2000), o microcrédito destinado aos pobres é o grande motor do desenvolvimento e inicialmente foi direcionado exclusivamente para mulheres de Bangladesh onde nasceu a iniciativa. O autor argumenta que o microcrédito encoraja o espírito de iniciativa dos pobres, dando oportunidade a eles de melhorar seus padrões de vida com o sucesso de seus próprios negócios. Nesse sentido a atuação do Estado na economia é recomendável somente para assegurar a ordem e paz ao país e na política externa, sendo condenada a sua atuação em políticas sociais de transferência direta de renda na medida em que desestimula o espírito de iniciativa. “A caridade não é absolutamente a solução para a pobreza. Ela apenas a perpetua, retirando dos pobres a iniciativa” (YUNUS, 2000, p. 282). Ainda de acordo com Yunus (2000), a economia deixou de ser uma ciência social e se tornou uma ciência de mercado ao não conceber em sua construção teórica o trabalho autônomo, incorporando-o simplesmente ao mercado informal de trabalho. O autor considera que o desenvolvimento deve ser aferido da melhora ou não do padrão de vida dos mais pobres, sendo “(...) a essência do desenvolvimento a melhora da qualidade de vida dos 50% da população que estão em situação menos favorecida” (YUNUS, 2000, p. 266).

Em oposição às visões sobre desenvolvimento até aqui apresentadas, Sen (2000, p. 17) afirma que: “(...) o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam”, e complementa: “O enfoque nas liberdades humanas contrasta com visões mais restritas de desenvolvimento, como as que identificam desenvolvimento com crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB), aumento de rendas pessoais, industrialização, avanço tecnológico ou modernização social.”

A obtenção das liberdades, por si só, se constitui um dos objetivos do processo de desenvolvimento. O subdesenvolvimento pode ser entendido, portanto, como uma privação de liberdades substantivas. A teoria do desenvolvimento como liberdade reflete uma análise mais ampla acerca do desenvolvimento, opondo-se à tradicional abordagem de considerar o desenvolvimento como sinônimo de crescimento econômico, ou de considerar o primeiro como uma conseqüência do segundo, de forma que para haver desenvolvimento deve ocorrer primeiro o crescimento econômico. O crescimento econômico ou a riqueza é apenas um facilitador do processo de obtenção das liberdades. Sen (2000) apresenta cinco tipos principais de liberdades que classifica de instrumentais, a saber: liberdades políticas, facilidades econômicas, oportunidades sociais, garantias de transparência e segurança protetora. De acordo com o autor “(...) as liberdades instrumentais ligam-se umas às outras e contribuem com o aumento da liberdade humana em geral” (SEN, 2000, p. 25). Com base na liberdade e nas oportunidades, os indivíduos dispõem de meios para melhorar o seu nível de bem-estar. Levando em conta a condição de agente[1] dos indivíduos, estes “podem efetivamente mudar o seu próprio destino e ajudar uns aos outros. Não precisam ser vistos sobretudo como beneficiários passivos de engenhosos programas de desenvolvimento” (SEN, 2000, p. 26).

Para o desenvolvimento deste trabalho considera-se que a teoria do desenvolvimento como liberdade proposta por Sen (2000) é a que melhor dimensiona o padrão de desenvolvimento de um determinado loco analisado e, por esse motivo, será utilizada para embasar a escolha e análise dos indicadores de desenvolvimento utilizados no trabalho.

 

2.2. Revisão de literatura

A temática do desenvolvimento ganhou força no país, principalmente a partir das idéias do economista Celso Furtado. Mendes e Teixeira (2004) fazem uma releitura das principais idéias de Furtado no que diz respeito ao processo de desenvolvimento econômico brasileiro. Os autores apontam a relevância da questão regional e o papel do mercado interno como fator dinâmico no processo de crescimento e desenvolvimento econômico do país, segundo a ótica de Furtado. Nesse sentido cabe a seguinte passagem dos autores:

“Fica clara, portanto, a mensagem que perpassa toda a obra de Furtado que o crescimento econômico não é condição suficiente para superar o subdesenvolvimento, mas somente mediante a aplicação de reformas estruturais importantes, entre as quais, a superação das desigualdades sócio-econômicas, que em última instância estão refletidas em desigualdades regionais de renda, produto, educação, salário, saúde, etc.” (MENDES e TEIXEIRA, 2004, p. 15)

Dessa forma Mendes e Teixeira (2004) defendem que a superação das desigualdades sócio-econômicas regionais proporcionaria ao mercado interno o papel de dinamizador do desenvolvimento econômico sustentável do país, de forma que esse processo não seja comprometido por choques externos de cunho comercial, tecnológico ou financeiro.

Lucena e Souza (2001) estudaram a influência do setor agrícola no desenvolvimento brasileiro no período de 1990 a 1998, investigando especificamente a influência das políticas agrícolas do Estado e também a participação dos produtos vinculados à agricultura nas modificações da estrutura produtiva da economia brasileira (o papel da agroindústria nessa mudança), e seus respectivos impactos sobre o desenvolvimento brasileiro. Partindo do desafio imposto à agricultura, de conciliar o aumento do nível de produto com o aumento do nível de emprego, os autores concluíram que a agricultura superou esse desafio pelos fortes de efeitos de encadeamento entre produção e emprego exercido pela atividade, tanto por meio da compra como pela venda de insumos agrícolas. 

Ainda de acordo com Lucena e Souza (2001), os efeitos encadeamento foram reduzidos pelas políticas restritivas de crédito agrícola (aumento dos juros) e pela diversificação da estrutura produtiva nacional decorrente da introdução de novas indústrias mais modernas no país. Essas alterações foram resultado das reações do governo em relação ao contexto macroeconômico desfavorável enfrentado pelo país durante toda a década de 1980 e parte da década de 1990, onde vigorava o aumento dos juros, do déficit público e das taxas de inflação.

Mueller e Martha Júnior (2008) estudaram a evolução da agropecuária em regiões do cerrado que classificaram de dinâmicas, e buscaram mensurar a evolução do nível de desenvolvimento socioeconômico dessas regiões através da análise da evolução do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para os municípios englobados por essas regiões, isso para o período de 1991 e 2000. Tais regiões foram divididas em sete categorias, a saber: região I - centro-noroeste MT, zona dinâmica de rápida expansão recente; região II - centro-nordeste MT; região III - zona dinâmica de ocupação consolidada do sudeste de MT, nordeste MS e sudoeste GO; região IV - zona dinâmica consolidada do leste de GO, oeste de MG e do centro-sul de MS; região V - zona pioneira de ocupação do cerrado - o Triângulo Mineiro; região VI - oeste da Bahia; região VII - zonas incipientes do norte de GO, microrregiões de Tocantins, do Maranhão e do Piauí. Cabe destacar que as cidades sul-matogrossenses de Dourados e Campo Grande pertencem à região IV.

A conclusão a que chegaram os autores acima citados foi de que, apesar de inegáveis melhoras do IDH de todos os municípios abrangidos pelas sete regiões identificadas e analisadas em 1991 e 2000, os efeitos em termos de incremento de bem-estar da população não foram tão expressivos como apontou a evolução do IDH, o que se deve à manutenção da estrutura de posse de terra (grandes latifúndios) e ao pequeno crescimento de setores não-agrícolas. Segundo os autores esse quadro comprometeria o próprio processo de desenvolvimento.

Em Mato Grosso do Sul há poucos trabalhos que tratam da temática do desenvolvimento para a região. Um desses poucos trabalhos é o de Vituri (2010), que procurou verificar se existiu relação entre o PIB agropecuário do estado com o nível de desenvolvimento socioeconômico de seus municípios (com exceção de Campo Grande e Figueirão), para o ano de 2006. Para mensurar o nível de desenvolvimento socioeconômico a autora utilizou-se do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM)[2]. Esse índice considera três das principais áreas de desenvolvimento humano em seu cálculo, quais sejam: emprego e renda, educação e saúde, e atribui, a cada uma delas pesos na mesma proporção para o cálculo do IFDM.

De acordo com os resultados de Vituri (2010), em geral não houve uma relação direta entre o PIB agropecuário e o nível de desenvolvimento dos municípios analisados. Principalmente, pela não observação dessa relação para os índices de emprego e renda e educação, apesar de a autora ter constatado uma pequena correlação positiva entre o PIB agropecuário e o IFDM-saúde para os municípios sul-matogrossenses analisados.

Vituri (2010) argumenta que o estado de Mato Grosso do Sul dispõe de recursos naturais (a exemplo de disponibilidade de terras cultiváveis e clima favorável) que contribuem para sua vocação para a produção de produtos primários. Mas, que esses produtos geram pouco valor agregado para o PIB agropecuário do estado, contribuindo, dessa forma, de maneira pouco significativa para o crescimento econômico da unidade da federação.

Outro trabalho que analisou o nível de desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul é o de Santos et al. (2010). Os autores fizeram uma análise comparativa entre o nível de desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul e da região Centro-Oeste.  Segundo esses autores o estado de Mato Grosso do Sul possuía a menor participação no PIB da região Centro-Oeste no ano de 2004, e também uma das menores participações em relação ao PIB nacional. Ademais, quando analisados alguns indicadores de desenvolvimento socioeconômico, Mato Grosso do Sul se destacou em relação à região Centro-Oeste e ao próprio país.

De acordo com os resultados de Santos et al. (2010), o IDH sul-matogrossense foi o segundo melhor da região Centro-Oeste em 2005, atrás apenas do Distrito Federal. Foram também observadas baixas taxas de fecundidade e mortalidade infantil, e a maior esperança de vida ao nascer para o ano de 2007, quando comparado com a região Centro-Oeste.

 

 

3. METODOLOGIA

3.1 Área de estudo

Atualmente a microrregião de Dourados abrange uma área de 56.231km² (IBGE, 2010), com características ambientais favoráveis ao desenvolvimento agropecuário. É composta por doze municípios: Caarapó, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Jateí, Juti, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Vicentina. De acordo com o GTT-Pescado (2009), a tendência do território tem sido a migração da população do meio rural para as sedes dos municípios. Observa-se a evolução da população total da região, com um crescimento de 220.082 habitantes, em 1980, para 350.287, em 2010 (IPEADATA apud IBGE, 2010).

 

3.2 Fonte de dados

Para a realização deste trabalho foram utilizados livros, documentos e artigos científicos com o intuito de se conhecer o arcabouço teórico sobre desenvolvimento e para auxiliar a coleta e análise dos dados. Também foram realizadas consulta a sites oficiais do governo, como aos do IPEADATA e do IBGE.

Os dados utilizados para as análises são provenientes de fontes secundárias. Foi utilizado o site do IPEADATA para a coleta dos dados econômicos regionais elaborados pelo IBGE. O site do IPEADATA é um projeto do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e reúne dados de diversas fontes nacionais e internacionais.

Outra fonte de dados utilizada foi o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil de 2003, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que contém vários indicadores de desenvolvimento socioeconômico e demográfico desagregado para todos os municípios brasileiros.

A análise dos dados foi feita de forma explicativo-descritiva, onde se analisou a evolução dos indicadores socioeconômicos para o período delimitado pelo trabalho.

 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Este tópico está dividido em duas seções. A primeira seção apresenta uma breve contextualização histórica sobre a origem e principais características da região da Grande Dourados. Na outra seção é realizada uma análise sobre alguns indicadores de desenvolvimento socioeconômico da microrregião de Dourados para os anos de 1991 e 2000, a fim de identificar-se a evolução do nível de desenvolvimento dessa região no período.

 

4.1. Breve histórico da região da Grande Dourados

A microrregião da Dourados caracteriza-se pela grande concentração de agricultores tradicionais e tem um grande potencial para o desenvolvimento agropecuário. Houve um enorme crescimento da região em relação a esse setor, que vem se desenvolvendo desde meados do século XVIII.

De acordo com Garbin (2006), o processo de ocupação da região teve início no século XVIII, com os índios Terenas e Kaiwás, que em uma oportunidade dominaram todo território. Foi a partir, do século XIX, com a Guerra do Paraguai (1864-1870), que houve uma mudança no perfil social da região, que ocorreu por conta da grande movimentação de milhares de soldados paraguaios e brasileiros.  Com o fim da guerra, soldados e ex-escravos ocuparam parte da região, iniciando assim, um processo lento e continuo de ocupação pelo homem branco. Com estudos para demarcação do território foi descoberta uma grande quantidade de erva-mate, considerado o primeiro ciclo de desenvolvimento do estado de Mato Grosso do Sul, dando inicio a agricultura de subsistência, e juntamente com a exploração da erva-mate iniciou-se a atividade criatória de bovinos.

Conforme o GTT-Pescado (2009), foi implementado pelo do governo federal, na região, em 1940, o projeto de assentamento conhecido como Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND). Com isso teve a criação de diversas colônias estatais e particulares, o que estimulou a ampliação do plantio de lavouras e a diversificação da produção agrícola, que gerou uma grande especulação fundiária, onde trabalhadores rurais vieram em busca de oportunidades e negócios, de diversas regiões do Brasil.

O solo fértil da região e os preços atraíram agricultores, vindo do Sul e Sudeste do país, com capital e com um nível de conhecimento técnico bom, acabaram ficando na região, o que contribuiu para a modernização da agricultura e paralelamente instalaram-se na região as indústrias de carnes. Essa modernização e a grande concentração de terras formaram uma quantidade significativa de trabalhadores rurais sem-terra. Segundo Garbin (2006), nos anos setenta e oitenta a região da Grande Dourados obteve um crescimento econômico que foi estimulado pela implementação de programas do Governo Federal de apoio a modernização, destacando-se, entre eles, o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO) e o Programa de Desenvolvimento da Grande Dourados (PRODEGRAN), voltados para modernizar a agricultura da região.  Esses programas criaram condições para o desenvolvimento da agricultura de grãos.

O GTT-Pescado (2009) argumenta que, com o grande numero de trabalhadores rurais sem-terra, sendo um segmento social organizado pelo movimento sindical e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), reivindicou, em 1985, a ação do Programa Nacional de Reforma Agrária, resultando na instalação de diversos projetos de assentamentos rurais nos municípios que compõe a região da Grande Dourados.

 

4.2. Análise dos indicadores de desenvolvimento socioeconômico para a microrregião de Dourados

Inicialmente serão feitas, neste tópico, análises sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no período de 1980 a 2000, isso para a região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, microrregião de Dourados e seus respectivos municípios, além da análise da evolução do PIB per capita para esses municípios para os anos de 1980, 1996 e 2000. Num segundo momento serão desenvolvidas análises sobre indicadores de desenvolvimento para os municípios da microrregião de Dourados para os anos de 1991 e 2000, confrontando esses indicadores com a evolução do PIB e com o contexto macroeconômico vivido pelo país de 1991 a 2000 e suas implicações em termos de melhora de bem-estar do país considerado como um todo.

A tabela 1 mostra que o PIB da microrregião de Dourados apresentou um declínio de 1980 para 1996, recuperando trajetória de crescimento nos anos de 1999 e 2000. No período o PIB da microrregião cresceu 14,51%. O PIB de Mato Grosso do Sul apresentou um desempenho superior ao da microrregião de Dourados para o período analisado: ele cresceu cerca de 43% no período de 1980 a 2000, o que leva à constatação de que a participação do PIB da microrregião de Dourados em relação ao PIB do estado diminuiu no período analisado. O desempenho favorável do PIB de Mato Grosso do Sul no período analisado não foi suficiente para aumentar a sua importância em ralação à Região Centro-Oeste. Essa participação caiu de 20,2% em 1980 para 15,5% em 2000. Esses números vão de encontro à conclusão de Vituri (2010), que argumenta que os produtos primários produzidos por Mato Grosso do Sul (que dispõe de condições naturais e de vocação para a atividade agropecuária) geram baixo valor agregado ao PIB do estado, contribuindo pouco para o crescimento da economia da unidade da federação. As unidades da federação que aumentaram a participação de seus PIBs na região Centro-Oeste, no período de 1980 a 2000, foram o Distrito Federal (de 37% em 1980 para 38,65% em 2000) e o Mato Grosso (de 11,23% em 1980 para 17,54% em 2000), de acordo com dados do Ipeadata (2011).

 

Tabela 1 Participação do PIB (em milhões R$ de 2000) da microrregião de Dourados em MS, e de MS em relação à região Centro-Oeste

Município

1980

1985

1996

1999

2000

PIB microrregião Grande Dourados

1.465,79

1.753,82

1.333,54

1.702,71

1.678,45

PIB Mato Grosso do Sul

8.294,41

7.913,72

10.748,95

11.574,42

11.861,17

Part. Micr. Dourados/MS

17,7%

22,2%

12,4%

14,7%

14,2%

PIB Centro-Oeste

40.967,23

40.089,08

61.250,71

66.656,59

76.541,95

Part. MS/Reg. CO

20,2%

19,7%

17,5%

17,4%

15,5%

FONTE: IPEADATA (2011) com dados do IBGE

 

A evolução do PIB dos municípios que compõem a microrregião de Dourados (tabela 2), para o período de 1980 a 2000, demonstra que somente cinco municípios apresentaram evolução positiva nesse indicador. Esses municípios foram Dourados (49,54%), Nova Alvorada do Sul (36,24% a partir de 1996), Juti (32,17 % a partir de 1996), Vicentina (20,69% a partir de 1996) e Rio Brilhante (9,52%). Entre os outros sete municípios da microrregião que apresentaram decréscimo eu seus PIBs no período, Jateí (-62,83%), Fátima do Sul (-56,62%) e Caarapó (-44%) foram os que mais sentiram esse reflexo negativo em suas economias. A média de variação do PIB para a microrregião como um todo foi negativa (-10,22%).

Tabela 2 Evolução PIB dos municípios que compõem a microrregião de Dourados (em milhões R$ de 2000)

Município

1980

1985

1996

1999

2000

Caarapó

209,15

197,39

100,48

115,59

117,00

Deodápolis

40,25

39,81

29,72

35,96

36,17

Douradina

-

29,46

19,80

21,49

19,86

Dourados

684,17

936,41

734,64

1.036,55

1.023,11

Fátima do Sul

128,15

138,21

53,13

59,25

55,60

Glória de Dourados

50,24

45,12

28,88

30,90

32,28

Itaporã

129,46

101,01

82,15

97,97

92,15

Jateí

63,00

52,43

36,04

23,21

23,42

Juti

-

-

15,57

19,83

20,58

Nova Alvorada do Sul

-

-

49,51

56,06

67,45

Rio Brilhante

161,36

213,98

171,92

190,81

176,72

Vicentina

-

-

11,70

15,09

14,12

FONTE: IPEADATA (2011) com dados do IBGE

Os dados da tabela 2 mostram também que os municípios de Dourados, Rio Brilhante e Caarapó detiveram as maiores participações no PIB da microrregião de Dourados, em 2000, embora as participações dos dois últimos tenha se reduzido de 1980 para 2000. Adicionalmente percebe-se que houve uma concentração do PIB da microrregião pelo município de Dourados, que em 1980 era responsável por 46,68% desse PIB passou a deter 60,96% em 2000. Isso demonstra a grande importância da economia de Dourados para a microrregião como um todo.

Em termos de PIB per capita (tabela 3) percebe-se que os municípios da microrregião de Dourados em que esse indicador foi maior em 2000 são Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Dourados, respectivamente, desbancando assim a liderança que este último município possuía em termos de PIB. Apesar de o PIB per capita observado para esses municípios serem os maiores da microrregião, esse indicador apresentou queda de 1980 para 2000 para os três municípios. Os municípios que apresentaram menor PIB per capita em 2010 foram Fátima do Sul e Vicentina.

Tabela 3 PIB per capita dos municípios da microrregião de Dourados (em R$ de 2000)

Município

1980

1996

2000

Caarapó

7.659,35

4.689,28

5.650,49

Deodápolis

-

3.325,09

3.874,16

Douradina

-

4.197,62

4.196,96

Dourados

6.424,16

4.795,59

6.202,56

Fátima do Sul

3.846,21

2.590,51

2.909,13

Glória de Dourados

3.102,36

2.723,36

3.216,56

Itaporã

8.980,01

5.320,56

5.406,19

Jateí

9.295,01

7.906,50

5.777,01

Juti

-

2.928,20

4.132,10

Nova Alvorada do Sul

-

7.145,79

6.774,56

Rio Brilhante

10.365,65

9.213,10

7.805,61

Vicentina

-

1.879,45

2.443,83

FONTE: IPEADATA (2011) com dados do IBGE

Com exceção dos municípios de Juti, Vicentina, Deodápolis e Glória de Dourados, todos os outros oito municípios da microrregião de Dourados apresentaram decréscimo em termos de PIB per capita, no período de 1980 para 2000, e a média da evolução desse indicador para toda a microrregião foi negativa em 5,85%. O PIB per capita de Juti,Vicentina e Deodápolis cresceu, respectivamente, 41,11%, 30,03% e 16,51% de 1996 para 2000. O PIB per capita de Glória de Dourados, por sua vez, cresceu 3,68% de 1980 para 2010. As maiores quedas observadas para esse indicador, no período de 1980 para 2000, couberam a Itaporã (-39,8%), Jateí (-37,85%) e Caarapó (-26,23%).

O índice de Gini, que mede a desigualdade da distribuição de renda entre os indivíduos, variando de 0 a 1 (0 não há desigualdade de renda, todos os indivíduos recebem a mesma renda; 1 um único indivíduo detém toda a renda), mostra que para a maioria dos municípios da microrregião de Dourados houve uma concentração de renda de 1991 para 2000 (tabela 4). Os únicos municípios que apresentaram desconcentração de renda, ou onde essa se manteve estável de 1991 para 2000, foram Caarapó, Fátima do Sul, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. A parcela da renda apropriada pelos 10% mais ricos também manteve a tendência de concentração de renda observada para os municípios onde esse fenômeno também foi diagnosticado pelo índice de Gini, com exceção do município de Jateí. Chama a atenção o grande aumento da concentração de renda, em favor dos 10% mais ricos, no município de Vicentina.

Com relação à renda per capita média do primeiro quinto mais pobre, verifica-se que houve uma redução do valor desse indicador para os municípios de Douradina, Fátima do Sul, Itaporã, Juti, Rio Brilhante e Vicentina. Salto aos olhos a grande queda desse indicador para o município de Juti (passou de R$ 22,17 para R$ 7,57) e o aumento considerável para o município de Jateí (de R$ 20,22 para R$ 34,95).

Outro aspecto que chama a atenção é o aumento, para todos os municípios da microrregião de Dourados, da quantidade de pessoas em que a maior parte de suas rendas auferidas provinham de transferências governamentais, o que denota o aumento da importância dos programas sociais de transferência direta de renda para a população desses municípios. Os municípios onde a intensidade da pobreza se agravou foram Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Juti e Rio Brilhante, a despeito dos resultados positivos apresentados pelos municípios de Dourados e Juti em termos de crescimento do PIB para o período de 1980 a 2000.

Com relação à probabilidade de que um recém-nascido viva pelo menos até 60 anos idade, os números mostram que essa probabilidade aumentou para todos os municípios da microrregião de Dourados no período de 1991 a 2000 (tabela 5). As cidades que apresentaram os maiores aumentos dessa probabilidade foram Deodápolis e Glória de Dourados, sendo que o primeiro passou da posição de pior probabilidade de sobrevivência até 60 anos em 1991 para o município com a maior probabilidade em 2000. Após Deodápolis, Juti (82,32%) e Dourados (81,43%) apresentaram as maiores probabilidades de sobrevivência até 60 anos em 2000.

 

 

Tabela 4 Indicadores de desigualdade e pobreza para os municípios da microrregião de Dourados

Municípios

Índice de Gini

Percentual da renda apropriada pelos 10% mais ricos da população

Renda per capita média do 1º quinto mais pobre (R$)

Pessoas com mais de 50% da sua renda proveniente de transf. governamentais (em %)1

Intensidade da pobreza2

1991

2000

1991

2000

1991

2000

1991

2000

1991

2000

Caarapó

0,63

0,57

53,81

47,61

24,98

25,96

4,25

13,6

44,02

40,82

Deodápolis

0,55

0,59

44,19

52,57

22,68

25,93

6,58

16,99

45,64

39,84

Douradina

0,6

0,63

50,7

58,17

24,1

17,24

4,59

12,63

43,35

46,16

Dourados

0,58

0,62

47,5

51,92

35,59

38,1

3,23

8,56

37,93

39,49

Fátima do Sul

0,6

0,59

49,63

47,6

30,75

27,63

5,24

15,26

38,29

42,1

Glória de Dourados

0,52

0,56

42,09

46,55

25,53

31,05

5,77

13,99

40,76

39,21

Itaporã

0,57

0,58

47,4

48,07

27,15

26,62

4,7

12,23

43,97

42,36

Jateí

0,5

0,51

40,92

36,03

20,22

34,95

3,76

8,5

43,76

39,09

Juti

0,52

0,61

40,42

50,5

22,17

7,57

4,81

11,51

45,48

50,63

Nova Alvorada do Sul

0,6

0,6

52,42

50,17

29,74

35,69

1,39

5,69

40,7

37,79

Rio Brilhante

0,63

0,58

53,5

46,04

33,79

28,24

1,72

7,28

39,62

43,97

Vicentina

0,48

0,59

32,26

53,93

30,53

26,6

5,32

16,67

42,96

39,99

FONTE: PNUD (2003)

1. Percentual de pessoas cuja renda familiar per capita provém, em mais de metade de seu valor total, de rendimentos de aposentadoria, pensão e programas oficiais de auxílio.

2. Distância que separa a renda domiciliar per capita média dos indivíduos pobres (ou seja, dos indivíduos com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza de R$ 75,50) do valor da linha de pobreza, medida em termos de percentual do valor dessa linha de pobreza.

 

Em todos os municípios da microrregião de Dourados houve redução da probabilidade de mortalidade até 5 anos de idade dos nascidos vivos de 1991 para 2000 (tabela 5). Destacaram-se nesse indicador os municípios de Deodápolis e Juti onde a probabilidade de mortalidade foram as menores da microrregião. Em todos os municípios houve um aumento da esperança de vida ao nascer, sendo que os municípios de Deodápolis e Juti mais uma vez apresentaram os melhores resultados para esse indicador. A taxa de fecundidade também apresentou tendência de queda para todos os municípios da microrregião, refletindo uma tendência de envelhecimento da população, assim como observado no país já nessa época e que persiste na realidade atual.

Tabela 5 Indicadores de saúde para os municípios da microrregião de Dourados

Municípios

Probabilidade de sobrevivência até 60 anos1

Mortalidade até 5 anos de idade (por mil)2

Esperança de vida ao nascer

Taxa de fecundidade total3

1991

2000

1991

2000

1991

2000

1991

2000

Caarapó

71,55

77,2

47,95

32,3

64,84

68,14

3,18

2,65

Deodápolis

71,13

82,35

48,91

23,65

64,61

71,02

2,59

2,21

Douradina

71,55

72,25

47,95

41,6

64,84

65,49

3,44

2,74

Dourados

76,93

81,43

36,6

25,13

67,76

70,49

2,76

2,3

Fátima do Sul

71,71

77,2

47,6

32,3

64,92

68,14

2,55

2,3

Glória de Dourados

71,3

79,61

48,51

28,14

64,71

69,46

2,21

2,21

Itaporã

71,55

72,55

47,95

41

64,84

65,65

3,23

2,6

Jateí

71,3

76,01

48,51

34,43

64,71

67,5

2,66

2,32

Juti

76,93

82,32

36,6

23,7

67,76

71

3,37

3,02

Nova Alvorada do Sul

71,55

77,68

47,95

31,44

64,84

68,4

4,4

3

Rio Brilhante

71,55

77,2

47,95

32,3

64,84

68,14

3,6

2,96

Vicentina

72,48

77,2

45,9

32,3

65,33

68,14

2,82

2,43

FONTE: PNUD (2003)

 

1. A probabilidade de uma criança recém-nascida viver até aos 60 anos.

 

2. Probabilidade de morrer entre o nascimento e a idade exata de 5 anos, por 1000 crianças nascidas vivas.

 

3. Número médio de filhos que uma mulher teria ao terminar o período reprodutivo.

 

 

Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano para municípios (IDH-M)[3], em todos os municípios da microrregião de Dourados houve uma melhora desse indicador de 1991 para 2000 (tabela 6), sendo que Dourados foi o município com maior IDH-M em 2000 (0,788) e Juti com o menor (0,71), sendo que todos os municípios analisados apresentaram IDH médio de acordo com a classificação do PNUD (2003).

Tabela 6 Índice de desenvolvimento humano para os municípios da microrregião de Dourados

Municípios

IDHM

IDHM-Educação

IDHM-Longevidade

IDHM-Renda

1991

2000

1991

2000

1991

2000

1991

2000

Caarapó

0,662

0,715

0,688

0,798

0,664

0,719

0,634

0,629

Deodápolis

0,654

0,739

0,722

0,813

0,66

0,767

0,58

0,638

Douradina

0,663

0,713

0,701

0,818

0,664

0,675

0,625

0,647

Dourados

0,734

0,788

0,815

0,878

0,713

0,758

0,675

0,729

Fátima do Sul

0,694

0,751

0,769

0,863

0,665

0,719

0,648

0,671

Glória de Dourados

0,665

0,745

0,74

0,832

0,662

0,741

0,592

0,661

Itaporã

0,669

0,712

0,728

0,809

0,664

0,678

0,615

0,648

Jateí

0,608

0,715

0,623

0,816

0,662

0,708

0,54

0,62

Juti

0,628

0,71

0,62

0,751

0,713

0,767

0,55

0,611

Nova Alvorada do Sul

0,667

0,745

0,694

0,826

0,664

0,723

0,644

0,685

Rio Brilhante

0,697

0,747

0,737

0,84

0,664

0,719

0,691

0,683

Vicentina

0,641

0,727

0,696

0,81

0,672

0,719

0,555

0,652

FONTE: PNUD (2003)

O melhor desempenho do IDH-M de 1991 para 2000 deve-se aos resultados positivos dos sub-índices IDH-educação e IDH-Longevidade, ambos variando positivamente no período. Dourados foi o município que apresentou o melhor IDH-Educação em 2000, enquanto que Deodápolis apresentou o melhor IDH-Longevidade no mesmo período. Não houve crescimento do IDH-Renda para todos os municípios da microrregião de Dourados como ocorrera com o IDH-educação e IDH-Longevidade. Caarapó e Rio Brilhante apresentaram decréscimo no sub-índice IDH-Renda de 1991 para 2000. O melhor indicador nesse quesito coube a Dourados (0,729) e o pior a Juti (0,611), isso para o ano de 2000.

O acesso das pessoas a serviços básicos reflete a própria qualidade de vida de que cada uma desfruta. De forma geral todos os habitantes dos municípios que compõem a microrregião de Dourados experimentaram melhoras em termos de acesso à água encanada, energia elétrica e coleta urbana de lixo no período de 1991 para 2000 (tabela 7), com algumas ressalvas. O município de Itaporã é o que apresentou o pior quadro de acesso aos serviços básicos de água encanada (50,22%), energia elétrica (48,14%) e coleta de lixo (76,01%) para a população no ano de 2000, a despeito do acesso à coleta de lixo para esse município ter melhorado consideravelmente de 1991 para 2000.

Dourados e Glória de Dourados apresentaram a maior parcela de pessoas com acesso à água encanada em 2000 (93,64% e 92,68%, respectivamente). Em relação à participação das pessoas com acesso à energia elétrica, Fátima do Sul e Dourados foram os municípios que se destacaram em 2000, enquanto que o único município em que essa participação se reduziu de 1991 para 2000 foi Itaporã.

 

 

 

Tabela 7 Acesso dos habitantes da microrregião de Dourados à serviços básicos

Municípios

Pessoas que vivem em domicílios com água encanada (%)

Pessoas que vivem em domicílios com energia elétrica (%)

Pessoas que vivem em domicílios urbanos com serviço de coleta de lixo (%)

1991

2000

1991

2000

1991

2000

Caarapó

66,76

82,31

82,4

86,54

72,73

96,31

Deodápolis

57,35

83,64

79,24

96,48

68,98

82,95

Douradina

71,65

79,89

80,76

86,15

70,38

90,61

Dourados

78,37

93,64

96,2

97,88

91,03

93,08

Fátima do Sul

72,62

91,06

93,18

98,97

85,11

93,45

Glória de Dourados

76,96

92,68

90,8

98,03

83,71

86,01

Itaporã

40,05

50,22

48,75

48,14

10,91

76,01

Jateí

47,92

89,43

69,91

91,89

83,68

96,72

Juti

73,5

74,38

77,37

86,21

68,58

87,22

Nova Alvorada do Sul

71,81

88,5

78,5

95,62

92,56

97,75

Rio Brilhante

80,63

85,73

92,22

95,49

90,35

89,8

Vicentina

60,06

84,5

80,48

94,15

74,73

77,6

FONTE: PNUD (2003)

Os municípios de Nova Alvorada do Sul e Jateí foram os que mais atenderam as necessidades de sua população com o acesso a serviços de coleta de lixo em 2000. Por outro lado, Itaporã foi o que menos atendeu essa necessidade, seguida por Vicentina. Cabe destacar que a cobertura dos serviços de coleta de lixo urbano nesses dois municípios está muito aquém da desejável.

Todos os municípios da microrregião de Dourados apresentaram melhoras nos indicadores de educação de 1991 para 2000. Contudo, esses indicadores ainda estão aquém de níveis considerados satisfatórios. Para o percentual de crianças de 7 a 14 anos com acesso ao ensino fundamental, por exemplo, nenhum município alcançou nível bem próximo de 100%, que seria considerado ideal (todas as crianças em idade escolar na escola). O município que apresentou o maior percentual de acesso de crianças de 7 a 14 à escola, em 2000, foi Nova Alvorada do Sul (96,12%) e o menor foi Juti (89,28).

 

Tabela 8 Índices de educação para os municípios da microrregião de Dourados

Municípios

Percentual de crianças de 7 a 14 anos com acesso ao curso fundamental

Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade

Percentual de pessoas de 25 anos ou mais analfabetas

1991

2000

1991

2000

1991

2000

Caarapó

73,55

93,34

3,41

4,21

30,6

25,78

Deodápolis

84,57

95,49

2,93

4,08

36,02

25,29

Douradina

81,28

92,75

3,35

4,31

31,45

22,4

Dourados

86,89

93,5

4,98

6,11

18,26

11,22

Fátima do Sul

90,22

96,8

4,04

5,26

28,26

18,52

Glória de Dourados

80,67

94,45

3,81

4,81

27,99

20,3

Itaporã

81,28

91,72

3,36

4,68

30,22

18,84

Jateí

72,15

92,32

2,62

4,06

41,3

21,22

Juti

67,81

89,28

2,57

3,38

39,09

30,73

Nova Alvorada do Sul

71,93

96,12

3,63

4,47

21,15

17,04

Rio Brilhante

80,9

93,64

4,2

4,83

23,11

17,18

Vicentina

77,5

94,65

2,89

4,19

34,81

26,42

FONTE: PNUD (2003)

 

A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade foi baixa para todos os municípios, apesar da melhora desse indicador de 1991 para 2000. A média desse indicador para toda a microrregião ficou em 4,53 anos, tempo insuficiente para completar o ensino fundamental. As maiores médias de anos de estudo couberam à Dourados e Fátima do Sul, e a menor à Juti. O percentual de pessoas de 25 anos ou mais analfabetas de certa forma influiu na média de anos de estudo para essa mesma faixa da população. O percentual de pessoas de 25 anos ou mais analfabetas, em geral, se mostrou alta para todos os municípios, cuja média foi de 21,24%. Dourados e Nova Alvorada do Sul apresentaram os menores percentuais para esse indicador em 2000, enquanto que Juti apresentou o maior (30,73%). Percebe-se que o município de Juti apresentou uma grande fragilidade em seu sistema educacional nos para os três indicadores de educação analisados neste trabalho.  

 

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos indicadores socioeconômicos mostrou que não houve uma relação direta entre o desempenho econômico e o desempenho em termos de indicadores sociais para os municípios da microrregião de Dourados, no período 1991 para 2000. Os municípios de Juti e Deodápolis, por exemplo, que não apresentaram resultados positivos em termos econômicos, apresentaram os melhores indicadores da saúde da microrregião. Entre os quatro municípios que apresentaram desconcentração de renda figuram Fátima do Sul e Caarapó, que também não apresentaram bons resultados no período. O município de Juti, que a despeito de apresentar crescimento do PIB no período de 1996 a 2000, foi o município que apresentou os piores indicadores em termos de educação.

A única exceção que talvez possa ser considerada é a do município de Dourados, que conseguiu conciliar desempenho econômico com melhoras nos indicadores sociais, porém não na mesma proporção e com algumas ressalvas: o município não apresentou melhoras em termos de concentração de renda medida pelo índice de Gini, percentual de renda apropriada pelos 10% mais ricos e intensidade da pobreza.

Outro ponto observado foi o desenvolvimento desigual entre alguns municípios da microrregião de Dourados. O melhor IDH da microrregião, em 2000, que foi o de Dourados (0,788), está muito acima do pior IDH apresentado pelo município de Juti (0,71). Houve um considerável aumento da concentração de renda, em favor dos 10% mais ricos, no município de Vicentina. O município de Itaporã é o que apresentou o pior quadro de acesso a serviços básicos em termos de acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Juti apresentou uma grande fragilidade em seu sistema educacional para os três indicadores de educação analisados pelo trabalho. Essas foram algumas mazelas observadas que comprometem o desenvolvimento sustentado da região, de características de consistência no longo prazo, calcado em investimentos em infra-estrutura social que garantam essa sustentabilidade.

Cabe ressaltar que apesar da melhora quase generalizada dos indicadores de desenvolvimento social de 1991 para 2000, para os municípios da microrregião de Dourados, seguindo a tendência apresentada pelo país em termos de melhoras de indicadores sociais na década de 1990, esses indicadores estão muito aquém dos níveis apresentados por regiões e países que possuem os melhores níveis de desenvolvimento do mundo, o que suscita que ainda há muito o que se fazer para melhorar o nível de bem-estar da população, que é um dos componentes do processo de desenvolvimento como expansão das liberdades proposta por Sen (2000). Um bom exemplo é a média de anos de estudo de pessoas com 25 anos ou mais de idade que vivem na microrregião de Dourados, que ficou em 4,53 anos no ano de 2000, quantidade aquém do tempo mínimo necessário para a conclusão do ensino fundamental.

Fica a sugestão de trabalhos para acompanhar a evolução dos indicadores socioeconômicos da microrregião com dados mais recentes, haja vista que o país como um todo evoluiu bastante nesses indicadores na década de 2000. Cabe informar que esses dados são elaborados pelo PNUD com base nos Censos do IBGE, que só são realizados a cada dez anos. O Censo 2010 já esta disponível para consulta pública. Transcorrerá um certo tempo, contudo, para que o PNUD termine de elaborar o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil versão 2010 com indicadores para todos os municípios brasileiros.

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

GARBIN, Vitor H. Plano territorial de desenvolvimento rural sustentável: território Grande Dourados-MS. Ministério do Desenvolvimento Agrário: Campo Grande, 2006.

GRUPO DE TRABALHO PARA O FORTALECIMENTO DA CADEIA DO PESCADO NO TERRITÓRIO DA GRANDE DOURADOS (GTT PESCADO). Plano estratégico de desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado no território da Grande Dourados – MS. Dourados: 2009.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). IBGE cidades. Disponível em <www.ibge.gov.br/cidade>. Acesso em: 25 Jun. 2011.

IPEADATA. Dados regionais. Disponível em <www.ipeadata.gov.br>. Acesso em: 25 Jun. 2011.

KEYNES, John M. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1982.

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MENDES, Constantino C.; TEIXEIRA, Joanílio R. Desenvolvimento econômico brasileiro: uma releitura das contribuições de Celso Furtado. Brasília: UNB, 2004 (Texto para discussão n. 320).

MUELLER, Charles C.; MARTHA JÚNIOR, Geraldo B. A agropecuária e o desenvolvimento socioeconômico recente do cerrado. IX Simpósio Nacional Cerrado; II Simpósio Internacional Savanas Tropicais. Brasília: Embrapa, 2008.

NERI, Marcelo. Desigualdade, estabilidade e bem-estar social. In: BARROS, Ricardo P. de; FOGUEL, Miguel N.; ULYSSEA, Gabriel (Orgs.). Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília: Ipea, 2006, v. 1.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. ONU/PNUD, 2003.

ROCHA, Sonia. Pobreza no Brasil: afinal, de que se trata? 3 ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.

SANTOS, Ricardo F.; SCHLINDWEIN, Madalena M.; SILVA, Alexandre B. M. E. Análise no nível de desenvolvimento socioeconômico do estado de Mato Grosso do Sul. XLVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 2010.

SCHUMPETER, Joseph A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. 6. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

SOUZA, Nali de J. de. Desenvolvimento econômico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

VITURI, Marley N. Um estudo baseado nos indicadores do setor agropecuário e o desenvolvimento socioeconômico nos municípios do estado de Mato Grosso do Sul. Campo Grande: UFMS, 2010 (Dissertação de Mestrado).

YUNUS, Muhammad. O banqueiro dos pobres. 1. ed. São Paulo: Ática, 2000.

 



[1] Agente entendido como “(...) alguém que age e ocasiona mudança e cujas realizações podem ser julgadas de acordo com seus próprios valores e objetivos” (SEN, 2000, p. 33).

 [2] O valor do IFDM varia de 0 a 1, e a classificação do nível de desenvolvimento segue a seguinte regra: municípios com IFDM entre 0 e 0,4 são considerados de baixo nível de desenvolvimento; entre 0,4 e 0,6, desenvolvimento regular; entre 0,6 e 0,8, desenvolvimento moderado; e entre 0,8 e 1, alto desenvolvimento (FIRJAN, 2009 apud VITURI, 2010).

[3] O IDH-M é calculado para todos os municípios brasileiros em separado, com base nos microdados do censo populacional do IBGE, que é a maior pesquisa realizada em termos de abrangência dos municípios brasileiros. O censo, ademais, é realizado somente a cada dez anos pelo IBGE. O IDH-M é composto por três sub-índices, cada qual com o mesmo peso aritmético na composição do IDH-M. Os sub-índices são: IDH-Educação, IDH-Longevidade e IDH-renda. O IDH-M varia de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Considera-se de baixo desenvolvimento regiões com IDH de 0 até 0,499, de médio as regiões com IDH de 0,5 a 0,799, e de alto desenvolvimento IDH a partir de 0,800. (PNUD, 2003)


 Ponencia presentada en el XIII Encuentro Internacional Humboldt. Dourados, MS, Brasil - 26 al 30 de setiembre de 2011.  






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