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Asunto:NoticiasdelCeHu 721/09 - TERRITÓRIO E POLÍTICA: considerações pr eliminares acerca das ações executadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade de Dourados (MS)/Brasil
Fecha:Miercoles, 2 de Diciembre, 2009  12:10:22 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 721/09
 

TERRITÓRIO E POLÍTICA: considerações preliminares acerca das ações executadas

pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade de Dourados (MS)/Brasil[1]

 

*Danilo Sanches Dantas

** Adáuto de Oliveira Souza

Universidade Federal da Grande Dourados (MS)

 

Resumo

Este trabalho analisa as principais diretrizes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) implantado pelo Governo Federal em 2007, bem como identifica seus instrumentos, projetos e desdobramentos planejados e/ou executados no Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil), mais precisamente na cidade de Dourados (MS),  porção austral de Mato Grosso do Sul.

Segundo discurso do governo brasileiro, o PAC é um programa de grande magnitude econômica no interior do qual serão disponibilizados, em um período de quatro anos (2007/2010), um total de investimentos em infra-estrutura da ordem de R$ 503,9 bilhões, nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos.

Constatamos que, no bojo dos investimentos realizados pelo PAC, há uma atenção ao setor de “infra-estrutura social e urbana” contemplando as cidades metropolitanas e aquelas com população superior a 150 mil habitantes. Nestas cidades priorizou-se as obras de contenção de enchentes em áreas de risco, como fundos de vale, bem como obras de saneamento com a construção de redes de coleta e tratamento de esgoto e aprimoramento nos sistemas de tratamento e distribuição de água, assim com pavimentação asfáltica e habitação.

Portanto, a inserção de Dourados no PAC – contemplada com R$ 75 milhões de reais, a serem aplicados até 2010 - deveu-se critério relativo ao seu contingente populacional. Hoje a cidade apresenta uma população de aproximadamente 200 mil habitantes.

Assim, a cidade de Dourados foi contemplada com o valor supra mencionado que, estão sendo aplicados nos setores de drenagem e pavimentação asfáltica, tratamento de esgoto urbano, distribuição de água, conjuntos habitacionais, postos de saúde e construção de escolas. Tais obras tiveram início em junho de 2008 e encontram em estágio bastante adiantado. Das treze etapas previstas, cinco já foram executadas. A previsão oficial é de que 70% da cidade, após as obras, sejam atendidos com coleta de esgoto (serão construídos 380 quilômetros em dois anos). Por sua vez, o índice de cobertura de distribuição de água tratada hoje é de 98% e  será ampliado. Além da implantação de novas redes de distribuição haverá a substituição de redes antigas (que são de amianto). Portanto, podemos afirmar que os investimentos destinados pelo Governo Federal à cidade de Dourados trarão mudanças no espaço urbano – são mais de 100 bairros beneficiados - uma vez que além da geração de empregos decorrentes da execução destas obras, se produzirá uma sensível mudança nos indicadores dos serviços de saneamento básico, habitação, saúde e educação.

Palavras-chave: PAC; Cidade de Dourados; infra-estrutura social e urbana.

 

 

 

 

 

 

 

 

TERRITORIO Y POLITICA: consideraciones preliminares acerca de las acciones ejecutadas por el Programa de Aceleración del Crecimiento (PAC) en la ciudad de Dourados (MS) Brasil

 

 

 

Resumen

 

            Este trabajo analiza las principales directrices del Programa de Aceleración del Crecimiento (PAC) implantado por el Gobierno Federal en 2007, asícomo identifica sus instrumientos, proyectos y desdoblamientos planeados y/o ejecutados en el Estado de Mato Groso del Sur (Brasil), más precisamente en la ciudad de Dourados (MS) porción austral del Mato Groso del Sur.

            Según discurso del gobierno brasilero, el PAC es un programa de gran magnitud económica en el interior de los cuales serán disponibilizados, en un periodo de cuatro años (2007-2010), un total de investimiento en infraestructura del monto de R$ 503,9 billones, en las áreas de transporte, energía, saneamiento, habitación y recursos hídricos.

            Constatamos que, en el núcleo de los investimientos realizados por el PAC, existe una atención al sector de “infraestructura social y urbana” contemplando las ciudades metropolitanas y aquellas con población superior a 150 mil habitantes. En estas ciudades están priorizadas las obras de contención del agua de la lluvia en áreas de riesgo, como fundos de valles, asícomo obras e saneamiento con la construcción de redes de coleta y tratamiento de desagüe cloacal y aprimoramiento en los sistemas de tratamiento y distribución de agua, asícomo pavimentación asfáltica y habitación.

            Así, la inserción de Dourados en el PAC – contemplada con R$ 75 millones de reales, que deben ser invertidos hasta 2010 – fue debido al criterio relativo de su contingente poblacional. Hoy la ciudad presenta una población de 200 mil habitantes.

            De esta manera, la ciudad de Dourados fue contemplada con el valor arriba mencionado que está siendo investido en los sectores de drenaje y pavimentación asfáltica, tratamiento de desagüe cloacal urbano, distribución de agua, conjuntos habitacionales, centros de salud y construcción de escuelas. Estas obras empezaron en el inicio de Junio de 2008 y están en fases bien adelantadas. De las trece etapas que estaban previstas, cinco ya fueron ejecutadas. La previsión oficial es de que 70% de la ciudad, después de las obras, sean atendidos con coleta de desagüe cloacal (será construidos 300 kilómetros en dos años). A su vez, el índice de cobertura de distribución de agua tratada hoy es de 98% y será ampliado. Además de la implantación de nuevas redes de distribución existirá la sustitución de las redes antiguas (que son de amianto). Así, podemos afirmar que los investimientos destinados por el Gobierno Federal a la ciudad de Dourados traerán cambios en el espacio urbano – son más de 100 barrios beneficiados – una vez que además de la geración de empleos decurrentes de la ejecución de las obras también se producirá un sensible cambio en los indicadores de los servicios de saneamiento básico, habitación, salud y educación.

 Palabras-llave: PAC, Ciudad de Dourados, infraestructura social y urbana.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TERRITORY Y POLITICY: preliminary considerations about the actions performed by the Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) in the city of Dourados (MS)/Brazil

 

Abstract

This work analyses the main guidelines of the Programa de Aceleração do Crescimento – PAC (Program for Development Growth) implemented by the Federal Government in 2007 as well as identifying its tools, projects and planned and/or executed unfoldings in the state of Mato Grosso do Sul (Brazil), more precisely in the city of Dourados (MS), austral portion of Mato Grosso do Sul.

According to the discourse of the Brazilian government, the PAC is a program of great economic magnitude with which a total of infra-structure investments summing R$ 503,9 billions are to be made available within a period of four years (2007/2010) in the areas of transport, energy, sanitation, housing and water supplies.

We have noticed that as far as the investments made by the PAC are concerned, there is a special concern relating the social and urban infra-structure, contemplating the metropolitan cities and those with a population which exceeds 150 thousand inhabitants. In these cities, the building processes for the contention of floods in risk areas such as the bottom of valleys have been prioritized, not to mention sanitation deeds with the building of networks for garbage collection and drainage as well as improvement in the systems for water treatment and distribution and lastly asphaltic paving and housing.

Hence, the insertion of Dourados in the PAC – contemplated with R$ 75m to be applied until 2010 – happened thanks to its population rate. The population of Dourados is of about 200.000 inhabitants at present.

Therefore, the city of Dourados has been contemplated with the value above which is being applied in the drainage sector and asphaltic paving, urban drain treatment, water distribution,  housing blocks, health offices and the building of schools. Such construction deeds started in June/2008 and they are in a fairly advanced stage. Five of the thirteen planned stages have already been completed. The official prediction is that after the deeds 70% of the city will be served with drain collection (380 km will be built in two years’ time). Also, the index of water distribution rate is now 98% and it will be increased. Besides the implementation of new distribution networks, there will be the replacement of old networks (which are made of amianthus). Then, it might be said that the investments directed by the Federal Government to the city of Dourados will bring changes in the urban space – over 100 neighborhoods are to be benefited. Furthermore, since besides increasing the number of job opportunities because of these constructions, there will be a slight change in the service indicators as for basic sanitation, housing, health and education

Key words: PAC; City of Dourados; social and urban infra-structure

 

 

 

Notas introdutórias

 

A presente comunicação é resultado de algumas reflexões que estamos fazendo no sentido de compreender as ações planejadas e executadas no bojo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na cidade de Dourados, no Centro-Oeste brasileiro. Em outras palavras, buscamos analisar as características básicas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) implantado pelo Governo Federal em 2007, bem como identificar seus instrumentos, projetos e desdobramentos no Estado de Mato Grosso do Sul, particularmente os projetos executados em Dourados, no eixo infra-estrutura social e urbana.

A escolha da referida cidade – localizada na porção austral de Mato Grosso do Sul (Figura 01) se deve ao fato de que Dourados foi contemplada, proporcionalmente, com a maior parcela dos investimentos destinados ao interior sul-mato-grossense. Ademais, segundo cálculos do BNDES, o impacto social será bem maior nesta cidade do que em Campo Grande, capital dessa Unidade da Federação.[2]

 

 

Figura 01: Localização do município de Dourados.

 

 

 

Ademais, conforme apontado por Souza (1998 e 2003), Dourados é pólo regional de desenvolvimento atraindo, desde meados da década de 1970, a atenção dos poderes públicos estadual e federal em projetos de fomento ao desenvolvimento regional.

O PAC, segundo o governo (BRASIL, 22 de janeiro de 2007, p.7), trata-se de um programa de desenvolvimento que vai promover: “a aceleração do crescimento econômico; o aumento do emprego; e a melhoria das condições de vida da população brasileira”.

Trata-se, de um Programa de fomento ao crescimento econômico do Brasil e dá continuidade à idéia dos Planos Plurianuais de Investimentos (PPA)[3] contida em programas anteriores como “Brasil em Ação” (PPA 1996-1999)[4], “Avança Brasil” (PPA 2000-2003) e “Brasil de Todos” (PPA 2004-2007), uma vez que no contexto de todos à questão social sempre foi atribuída com grande relevância, bem como as questões relacionadas à geração de emprego e renda.[5]

Essa “nova ferramenta propulsora do desenvolvimento” foi criada, segundo o governo federal, para dar o alicerce necessário ao crescimento econômico e social do Brasil durante os quatro anos de vigência do atual PPA (2008-2011), que:

 

(...) responde ao desafio de acelerar o crescimento econômico, promover a inclusão social e reduzir as desigualdades regionais.

(...) organiza as ações do governo em três eixos: crescimento econômico, agenda social e educação de qualidade. O Plano estabelece as metas e as prioridades a serem cumpridas pelo Governo ao mesmo tempo em que são referências ao setor privado.[6]

 

Segundo discurso governamental, o PAC – lançado pelo Governo Federal, em janeiro de 2007 - é um programa de grande magnitude econômica no interior do qual serão disponibilizados, entre 2007 a 2011, um total de investimentos em infra-estrutura da ordem de R$ 503,9 bilhões, nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos. Este valor está dividido em R$ 67,8 bilhões do orçamento do Governo Federal e R$ 436,1 bilhões provenientes das estatais federais e do setor privado, distribuído conforme Quadro 01:

 

Quadro 01 – PREVISÃO DE INVESTIMENTO EM INFRA-ESTRUTURA 2007-2010

            R$ bilhões

EIXOS

2007

2008-2010

TOTAL

%

LOGÍSTICA

13,4

44,9

58,3

11,6

ENERGÉTICA

55,0

219,8

274,8

54,5

SOCIAL E URBANA

43,6

127,2

170,8

33,9

TOTAL

112,0

391,9

503,9

100

                   Fonte: www.planejamento.gov.br 01.08.08.      Org. Dantas, 2008

 

 

No interior do Programa não há itens que esclareçam quais serão os percentuais aplicados pelos setores públicos e privados, mas somente, argumentos que defendem a teoria de que com o aumento dos investimentos públicos se criaria, automaticamente, uma acentuação nos investimento provenientes da iniciativa privada:

“(...) A história nacional confirma as premissas internacionais segundo as quais o desenvolvimento está atrelado ao investimento. Assim, este Governo está trabalhando vigorosamente para remover os obstáculos normativos e administrativos ao crescimento, estimular o investimento privado[7] e reforçar o movimento crescente de inversões públicas em infra-estrutura”[8].

 

Assim, o PAC consiste em um conjunto de medidas destinadas a incentivar o investimento privado, aumentar o investimento público em infra-estrutura e remover obstáculos (burocráticos, administrativos, normativos, jurídicos e legislativos) ao crescimento. Vale lembrar que os investimentos são feitos através de um cronograma que se estende de 2007 a 2011. Constatamos que nas cidades as obras que já iniciaram estão relacionadas ao saneamento básico e habitação, como é o caso de Dourados.

Nota-se, no contexto do programa, que há uma atenção especial nas questões relacionadas à melhoria na infra-estrutura. Acerca dessa questão o governo brasileiro afirma que:

“A expansão do investimento em infra-estrutura é condição fundamental para a aceleração do desenvolvimento sustentável no Brasil. Dessa forma, o país poderá superar os gargalos da economia e estimular o aumento da produtividade e a diminuição das desigualdades regionais e sociais. Mais que um plano de expansão do investimento, o PAC quer introduzir um novo conceito de investimento em infra-estrutura no Brasil. Um conceito que faz das obras de infra-estrutura um instrumento de universalização dos benefícios econômicos e sociais para todas as regiões do país, para que elas sejam capazes de trazer riqueza a todos e não apenas lucro para poucos”.[9] 

 

Com tais pressupostos, se constata duas diretrizes governamentais. Primeira, os investimentos foram concentrados na infra-estrutura, entendida como condição para a aceleração do desenvolvimento sustentável; segunda, a questão aumento da produtividade e a diminuição das desigualdades regionais e sociais.

Paul Singer (1990) em seu livro “Economia Política da Urbanização”, faz uma análise sobre as origens históricas das diretrizes governamentais direcionadas a dinamização dos espaços urbanos, e advoga que o processo de industrialização impulsiona o congestionamento urbano que “recai sobre as camadas mais pobres da população, pois o mercado imobiliário encarece o solo das áreas melhor servidas, que ficam, deste modo, “reservadas” aos indivíduos dotados de mais recursos (...)” (Singer, 1990, p.36)

Esse adensamento, segundo Singer (1990), requer intervenções públicas cada vez mais dispendiosas para a ampliação dos serviços urbanos que além de solucionar a problemática local, extrapolam as fronteiras municipais buscando amenizar as desigualdades regionais implicadas pela presença e expansão do processo de industrialização. Em suas palavras:

A reação a este estado de coisas tomou a forma das variadas tentativas de “desenvolvimento regional” cujo “modus operandi” é intervir mais uma vez no quadro institucional de modo a fazer com que o sistema de preços relativos reoriente os investimentos para novas regiões tornando a distribuição das atividades no espaço menos heterogênea. (Singer, 1990, p. 37)

 

A Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff afirmou que:

 

(...) o PAC vem para combater também as desigualdades entre os estados do Brasil, beneficiando cidades fora do eixo RJ-SP, para que os municípios mais populosos também recebam infra-estrutura de combate a alagamentos e doenças ocasionadas pela falta de tratamento da água e esgoto”.[10]

 

Constatamos que em termos regionais, os investimentos foram distribuídos da seguinte forma:

 

 

 

 

Quadro 02 –

 

PREVISÃO DE INVESTIMENTO REGIONAL EM INFRA-ESTRUTURA 2007-2010

                                                                                              R$ bilhões

REGIÃO

LOGÍSTICA

ENERGÉTICA

SOCIAL E URBANA

TOTAL

%

CENTRO-OESTE

3,8

11,6

8,7

24,1

4,8

NORTE

6,3

32,7

43,7

50,9

10,1

SUDESTE

7,9

80,8

41,8

130,5

25,9

SUL

4,5

18,7

14,3

37,5

7,5

NORDESTE

7,4

29,3

43,7

80,4

15,9

NACIONAL*

28,4

101,7

50,4

180,5

35,8

TOTAL

58,3

274,8

170,8

503,9

100

Fonte: www.planejamento.gov.br   01.08.08.                                                       Org. Dantas (2008)

* Projetos de característica nacional, que não estão localizados em uma única região.

 

 

Se levados em consideração a disposição dos valores conforme o quadro 02, surge um inevitável questionamento sobre uma possível “homogeneidade” na distribuição dos recursos do Programa tão destacado pelo poder público já que, na prática, os valores variam bastante. Constatamos que os investimentos se dão majoritariamente na região Sudeste com 25,9% dos recursos, portanto há uma contradição no tocante ao objetivo oficial de combate às desigualdades regionais. Ademais constatamos também que os maiores percentuais de investimentos se concentram no setor de energia (54,5%), seguido pelo investimento “social e urbano” (33,9%).

Nesse sentido, um aspecto relevante observado no cunho dos investimentos realizados pelo PAC é a atenção no setor de “infra-estrutura social e urbana” que prioriza obras de contenção de enchentes em áreas de risco, como fundos de vale, bem como obras de saneamento com a construção de redes de coleta e tratamento de esgoto e aprimoramento nos sistemas de tratamento e distribuição de água.

Os investimentos em infra-estrutura social e urbana, no Mato Grosso do Sul, têm como estratégia oficial (BRASIL, julho de 2008, p.23), melhorar as condições de vida da população, garantindo: I) proteção ambiental do Pantanal através da ampliação do sistema de esgotamento sanitário do Estado; II) ampliação do sistema de abastecimento de água em Dourados; III) remoção de moradias localizadas em beiras de córregos e áreas de risco: Campo Grande: Vale do Córrego Lagoa, Cabaça, Segredo e Vila Popular; Corumbá: Cravo Vermelho III, Tiradentes, Pantanal e Doce Lar e Dourados: Jardim Clímax, entre outros bairros. Portanto, em termos iniciais, o Mato Grosso do Sul teve apenas Campo Grande, Dourados e Corumbá contemplados no PAC.

Sobre essa temática Singer (1990) afirma que as políticas públicas adotadas nos países capitalistas estão, cada vez mais, direcionadas a atender os anseios da “empresa” atendendo, porém, simultaneamente, às necessidades da sociedade já que

 

“(...) a reivindicação do “desenvolvimento regional” ganha expressão e tem, nas últimas décadas, levado numerosos governos nacionais ao desenvolvimento de esforços deliberados no sentido de encaminhar recursos públicos e investimentos privados a algumas destas áreas. De uma forma geral, os programas de “desenvolvimento regional” nos países capitalistas têm dado ênfase ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços nas áreas estagnadas – transporte, energia, comunicações etc. –“ (Singer, 1990,p.39/0)

 

A temática também é analisada por Santos (1993), em “A urbanização e a cidade corporativa” em uma relação do capital com a reformulação dos espaços urbanos no qual:

 

“(...) o capital monopolista supõe, dentro e fora da cidade, a utilização de recursos maciços. De um lado, é preciso dotar as cidades de infra-estruturas custosas, indispensáveis ao processo produtivo e à circulação interna dos agentes e dos produtos. De outro para atingir o mercado nacional, é exigida uma rede de transportes que assegure a circulação externa. Esse processo é concomitante ao de centralização dos recursos públicos em mãos do governo federal que os utiliza em função de suas próprias opções.” (Santos, 1993, p.102).

 

 

Embora os critérios utilizados na distribuição dos recursos devam ser analisados mais profundamente, os dados do quadro 03 nos ajudam a traçar um breve perfil geográfico das regiões contempladas com investimentos do PAC.

 

 

Quadro 03 – ASPECTOS BÁSICOS DAS REGIÕES GEOGRÁFICAS BRASILEIRAS

REGIÕES

NORTE

SUL

CENTRO-OESTE

NORDESTE

SUDESTE

Nº DE MUNICÍPIOS

449

1.188

465

1.793

1.668

POPULAÇÃO

15.023.331

26.729.883

13.269.517

52.191.238

77.857.758

PIB

R$ 106.522.233

R$ 356.261.428.000

R$ 190.160.672

R$ 280.504.256

R$ 1.213.790.703.000

Fonte: IBGE                                                                        Organização: Dantas (2008).

 

Comparando os Quadros 02 e 03 é possível observar que a região Sudeste, mesmo apresentando o melhor desempenho econômico expresso no seu PIB, foi eleita a receber a maior parte dos investimentos do Programa (25,9%). Em contrapartida a região Centro-oeste, listada no Quadro 03 em penúltimo lugar na produção de riqueza é contemplada com a menor fatia dos investimentos (4,8%). Apesar da diferença, é importante salientarmos que investimentos da ordem de R$ 24 bilhões (Quadro 02) em uma economia que produz pouco mais de R$ 190 milhões anuais trazem impactos imediatos no espaço e na sociedade que passa a assistir a um crescente aumento no número de obras nas cidades beneficiadas pelo Programa.

Segundo dados do 4º balanço[11] do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mato Grosso do Sul, receberá investimentos que totalizam R$ 9,6 bilhões, e previsão de investimentos no setor energético após 2010 da ordem de R$ 374,3 milhões. Em números proporcionais, Mato Grosso do Sul foi a Unidade da Federação que mais teve recursos do PAC (64,88%) liberados em 2007.[12]

 

 

Quadro 04 – INVESTIMENTOS – MATO GROSSO DO SUL

R$ bilhões

EIXO

Empreendimentos exclusivos

Empreendimentos de caráter regional

Subtotal

(milhões R$)

2007 - 2010

Pós 2010

2007 - 2010

Pós 2010

 

LOGÍSTICA

779,6

-

5.280,0

-

6.059,6

ENERGÉTICA

2.131,8

374,3

-

-

2.506,1

SOCIAL E URABANA

981,6

-

-

-

981,6

TOTAL

3.893,0

374,3

5.280,0

-

9.600,0

     Fonte: www.planejamento.gov.br   01.08.08.                              Org. Dantas (2008).

 

 

 

 

 

 

 

Foto 01 – Aspectos da cerimônia oficial de lançamento do PAC no Mato Grosso do Sul

    Fonte: Ministério do Planejamento

 

 

Enfim, trata-se de um programa nacional no qual a cidade de Dourados foi inserida, tendo inclusive iniciado, em junho de 2008 as suas obras em diversos bairros, tais como Vila Corumbá, Vila Planalto, Vila Lili, Jardim Murakami, Vila Melo, Jardim Paulista, Jardim Caramuru, Jardim Marília e Vila Maxwell.

A Sanesul – empresa estadual de saneamento básico - e o governo sul-mato-grossense inauguraram em 08 de junho de 2009, um novo reservatório de água em Dourados. O valor da obra é de R$ 1,4 milhão e inclui outras melhorias no sistema de abastecimento. Esta é a primeira inauguração do PAC, no setor de saneamento, em Dourados.

O novo reservatório assegura que não haja desabastecimento na cidade. Também fazem parte do pacote de obras entregues melhorias na área operacional, como a reforma de laboratórios da Estação de Tratamento de Água (assegurando a manutenção da qualidade da água) e a troca de equipamentos elétricos.

Ao final dos trabalhos, a cidade passará a contar com cerca de 60% de cobertura de rede de esgoto.

 

 

A cidade de Dourados: da condição de pólo a sua inserção no PAC

 

O Município de Dourados foi criado em 20 de dezembro de 1935, com áreas desmembradas do município de Ponta Porã, tendo sido elevada à condição de cidade-pólo em meados da década de 1970, apresentando em dias atuais uma economia baseada principalmente no cultivo de gêneros primários como, soja, milho e trigo e na criação de bovinos e suínos.

Desde a década de 1980, indícios da chegada de uma “nova era”, marcada pela industrialização, notada pela implantação do Distrito Industrial de Dourados[13] e pelo crescente número unidades fabris que, motivadas pelo processo de desconcentração industrial ocorrido, principalmente na região Sudeste, têm se aproveitado das vantagens oferecidas pelo espaço regional como, abundância de matérias-primas e um mercado consumidor consolidado não só pela população douradense, como também dos municípios de entorno que têm Dourados como pólo de desenvolvimento econômico e cultural.

Dourados situa-se – oficialmente, desde o II Plano Nacional de Desenvolvimento, 1975/79 - como a cidade-pólo de uma extensa área polarizada, que corresponde grosso modo ao extremo sul estadual e costuma ser referida como Grande Dourados.[14]

Devido à sua importância no contexto regional, o município sempre recebeu atenção especial no que diz respeito à sua inserção junto a programas de desenvolvimento. Ainda na década de 1940, essa área foi objeto de importantes políticas do Governo Federal, que levando em conta sua situação fronteiriça, cuidou de dotá-la de um ramal ferroviário e de implantar um projeto de colonização conhecido como Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) criada em 1943. Referimo-nos também ao Programa Especial de Desenvolvimento da Região da Grande Dourados (PRODEGRAN) e Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO), ambos voltados à ampliação/fomento da produção e da produtividade das chamadas culturas comerciais – soja e trigo. Assim, não foi aleatório o fato do município de Dourados ter sido contemplado com uma unidade da Embrapa ou mesmo com uma unidade da então Universidade Estadual de Mato Grosso, hoje Universidade Federal da Grande Dourados.

Segundo dados do IBGE o município é um importante centro regional agropecuário, comercial, industrial e de serviços possuindo a segunda maior arrecadação de ICMS de Mato Grosso do Sul. A partir da década de 1970 a economia regional se transformou numa das mais fortes do país, calcada na produção de grãos e da pecuária.

 

“A Região da Grande Dourados experimentou rápido crescimento econômico ancorado na exploração da grande lavoura (soja, milho e trigo) e na exploração da pecuária. Os índices de desenvolvimento social da Região da Grande Dourados indicam claramente o recente processo de desenvolvimento que os municípios viveram.” [15]

 

No caso da regionalização adotada para a criação da “Grande Dourados”, os órgãos responsáveis pelo planejamento têm utilizado diversas escalas para produzirem suas respectivas delimitações. Nesse contexto a referida região foi criada originalmente no contexto do II PND (1975-1979), e desde esse período foi incorporada no imaginário regional e urbano. Posteriormente em 2000, o Instituto de Planejamento de Mato Grosso do Sul (IPLAN) delimitou, para fins de planejamento, oito regiões, dentre elas a “Grande Dourados”, porém agora contando com outros municípios.

È nesse contexto que o município foi inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) recebendo, proporcionalmente, a maior parcela dos investimentos destinados ao interior estadual.

 

“Na segunda maior cidade do Estado, os investimentos anunciados até agora vão gerar um emprego para cada 39 habitantes. Em Campo Grande, o número de empregos gerados, proporcionalmente, é bem menor: um para cada 121 habitantes.” [16]

 

Vale ressaltar que Dourados e Corumbá foram, inicialmente, os dois únicos municípios do interior a serem beneficiados com o recurso do PAC.

Além das metrópoles brasileiras outras cidades foram contempladas, obedecendo-se o critério do contingente populacional sendo fixado em 150 mil habitantes, sendo portanto justificável, também por esse aspecto a inserção de Dourados junto ao PAC/MS. Corumbá teve sua inserção conferida não pelo quantitativo populacional já que, segundo estimativas do IBGE para 2008 sua população totalizaria pouco mais de 100 mil habitantes. Tratou-se de dotar município pantaneiro[17] de um sistema aprimorado de saneamento atendendo à um viés ambiental, ou seja, saneamento no Pantanal.

 

 

Considerações finais

 

Constatamos que no interior do PAC, o Mato Grosso do Sul foi contemplado com um aporte considerável de recursos, sendo que o eixo “logística” receberá o maior aporte de recursos, com aproximadamente 62,5% dos investimentos; seguido de “energia” com um pouco mais de 26% e, por fim, “infra-estrutura social e urbana” com um pouco mais de 10%. Portanto, há uma maior concentração dos recursos na área que poderíamos chamar de infra-estrutura econômica – evidenciando uma preocupação em remover os gargalos ao crescimento econômico - em detrimento do social.

Oficialmente, o objetivo declarado é “ampliar a infra-estrutura logística existente para: ampliar a integração com o Mercosul, aumentando a competitividade no escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul: Ferrovia Norte-Sul e Hidrovia Paraguai-Paraná.” Nesse contexto é que se insere a construção da Ferroeste, no trecho Maracaju (MS)/Cascavel (PR), a ponte sobre o rio Paraná, na BR 158, a Ferrovia Norte-Sul, nos trechos Anápolis (GO)/Santa Fé do Sul (SP) e Porto Murtinho (MS)/Panorama (SP), assim como a drenagem e derrocagem da Hidrovia do Paraguai-Paraná. (BRASIL, julho de 2008).

Todavia, é importante mencionar que o eixo infra-estrutura social e urbana foi contemplada, sendo relacionado, pelo governo, com o setor da saúde pública e tendo como estratégia oficial (BRASIL, julho de 2008, p.23), melhorar as condições de vida da população. Nesse contexto, é que a cidade de Dourados, foi inserida neste eixo.

O então prefeito de Dourados Laerte Tetila (PT, 2005/2008) afirmou que para as obras de saneamento, drenagem, habitação e asfalto serão investidos R$ 75 milhões do PAC, portanto os investimentos vêm sendo aplicados em obras de saneamento básico.

A SANESUL – estatal do setor de saneamento - investe cerca de R$ 13,3 milhões na melhoria do sistema de água de Dourados e mais R$ 39,4 milhões para a ampliação do sistema de esgotamento sanitário. A previsão é realizar 43.077 ligações domiciliares à rede pública de esgoto. Dourados recebe, pelo PAC, 19.177 ligações. Serão atendidos cerca de 144 mil habitantes nas duas modalidades.

Quanto ao andamento das obras, a SANESUL nos informa que:

 

 “(...) a primeira etapa da ampliação do Sistema de Abastecimento de Água está com 33% das obras concluídas. Esta etapa contempla a construção de um reservatório em concreto, com capacidade para um milhão de litros, que vai melhorar a distribuição, a reforma do laboratório da Estação de Tratamento de Água - para melhorar o controle de qualidade - e a aquisição de novos equipamentos elétricos para redução do consumo de energia”. [18]

 

Além das obras de esgotamento sanitário, serão investidos recursos do Programa em redes de drenagem pluviais, pavimentação asfáltica, construção de postos de saúde, escolas, centro social e habitação que, segundo informa o governo municipal, gerará 400 empregos diretos. Além disso, as obras geram renda para cerca de 1,5 mil pessoas, movimentando o comércio da cidade.

Ao todo, o PAC em Dourados está dividido em 13 lotes de obras. O quinto lote já está em andamento (junho de 2009).

É certo que o saneamento básico e a habitação têm um papel de destaque entre os componentes setoriais do desenvolvimento urbano e da ordenação do território. Portanto, podemos afirmar que os investimentos destinados pelo Governo Federal ao  Mato Grosso do Sul e, mais especificamente a Dourados, produzem mudanças no seu território: os fixos e fluxos (Santos & Silveira, 2001) retirada de famílias de áreas de risco; valorização de áreas atendidas; diminuição de déficit habitacional; perspectivas de universalização dos serviços de saneamento básico, além da construção de postos de saúde, escola e conjuntos habitacionais populares.

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA   

 

1.    ABREU, S. Planejamento governamental: a Sudeco no espaço mato-grossense – contexto, propósitos e contradições.   São Paulo: USP, Tese (Doutorado), 2000.

 

2.    ANDRADE, M. C. Espaço, polarização e desenvolvimento. Recife: Passagarda , 1977.

 

3.    BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.  Plano Brasil de Todos – participação e inclusão.  Brasília, 2003.

 

4.    BRASIL. LEI Nº 10.933, 11 de agosto de 2004. Presidência da República. Dispõe sobre o Plano Plurianual de Investimentos (PPA 2004-2007) e dá outras providências.

 

5.    BRASIL. (a) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos. Plano Plurianual 2004-2007 : mensagem presidencial / Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.  Brasília : MP, 2003.

 

6.    BRASIL. (b) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos. Plano Plurianual 2004-2007 : projeto de lei / Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,. Brasília : MP, 2003.(v.II).

 

7.    CONSÓRCIO BRASILIANA.  Delimitação geográfica dos Eixos: relatório preliminar. São Paulo, junho 1998.

 

8.    DEÁK, C. & SCHIFFER, S. R. (ORGS.) O processo de urbanização do Brasil. São Paulo: Edusp 1999.

 

9.    DOURADOS, Prefeitura Municipal de. LEI Nº 72, 30 de dezembro de 2003. Plano diretor de Dourados: o futuro desejado.

 

10.  DOURADOS, Prefeitura Municipal de. Peça Orçamentária Municipal: Estimativa de receita e fixação de despesas 2003, 2004, 2005 e 2006.

 

11.  PERROUX, F.  A economia do século XX.  Lisboa, 1967.

 

12.  MATO GROSSO DO SUL. Governo de. Construindo o novo Mato Grosso do Sul. Campo Grande: SEPLANCT, 2003.

 

13.  SANTOS, M. A Urbanização brasileira. São Paulo : Hucitec, 1993

 

14.  SANTOS, M e SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI.  Rio de Janeiro: Record 2001.

 

15.  SINGER, P. Economia política da urbanização. 12ed. São Paulo: Brasiliense, 1990

 

16.  SOUZA, A. O. Distrito Industrial de Dourados: intenções, resultados e perspectivas. Presidente Prudente; UNESP (Dissertação Mestrado), 1995.

 

17.  SOUZA, A. O. A estratégia de implantação de distritos industriais como instrumento de desenvolvimento regional e sua aplicabilidade em Mato Grosso do Sul.  São Paulo: USP, Tese (Doutorado em Geografia), 2003.

 

18.  SOUZA, A. O. Mato Grosso do Sul no contexto dos novos paradigmas de integração e desenvolvimento.  Dourados (MS): Editora da UFGD, 2008.

 


[1] Pesquisa financiada pelo Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

** Professor do Programa de Mestrado em Geografia na UFGD.  e-mail:  adautosouza@ufgd.edu.br

* Mestrando em Geografia na UFGD.  e-mail: danilosdantas@yahoo.com.br

[2] Essa perspectiva se dá diante um cálculo feito sobre o número de empregos gerados em relação ao número total de habitantes do município. In: www.ms.gov.br/noticias  Acessado em 10/10/2008.

[3] O Plano Plurianual de Investimentos (PPA) é o principal instrumento de planejamento de médio prazo das ações do Governo brasileiro, conforme determina a Constituição. In: www.abrasil.gov.br   Acessado em 04/08/2008.

[4] Lançado em agosto de 1996, o “Brasil em Ação” agrupou 42 empreendimentos: 16 na área social e 26 na área de infra-estrutura. Todos com o objetivo de reduzir custos na economia, propiciar o aumento da competitividade do setor produtivo e melhorar a qualidade de vida da população. In: www.planalto.gov.br.  Acessado em 04/08/2008.

[5] Segundo discurso governamental, o Brasil iniciou em 2003 a implantação de um novo modelo de desenvolvimento econômico e social, que combina crescimento da economia com distribuição de renda e proporciona a diminuição da pobreza e a inclusão de milhões de brasileiros no mercado formal de trabalho. In: www.abrasil.gov.br.  Acessado em 06/06/2008.

[6] Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva em “Mensagem Presidencial Plano Plurianual 2008-2011 - Volume 1”, Brasília 2007 In: www.planejamento.gov.br   Acessado em 22/09/2008.

[7] Grifo nosso.

[8] Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva em “Mensagem Presidencial Plano Plurianual 2008-2011 - Volume 1”, Brasília 2007 In: www.planejamento.gov.br  Acessado em 22/09/2008.

[9] In: www.brasil.gov.br/pac/infra_estrutura/  Acessado em 18/09/2008.  

[10]  “PAC combate crescimento desordenado”, diz Dilma Roussef”  In: www.douradosnews.com.br  Acessado em 18/09/08.

[11] Os balanços são avaliações realizadas quadrimestralmente sobre o andamento do Programa através dos quais são feitos prestações de contas à sociedade.

[12] Em segundo lugar, aparece o Maranhão, que teve 56% dos recursos liberados, e o Acre em terceiro no ranking com 55,81%. Conforme levantamento feito pelo site Contas Abertas e reproduzido pelo UOL. In: www.campograndenews.com.br  Acessado em 06/06/2008.

[13] Desde a segunda metade dos anos de 1970, mais especificamente após a implementação do II Plano Nacional do Desenvolvimento Econômico (II PND, 1975/79), a Região da Grande Dourados passou a ser concebida como produtora de matérias-primas e alimentos, basicamente para exportação, mas também como área alternativa de desconcentração industrial, o que motivou inclusive a implantação do Distrito Industrial de Dourados, em 1982. (Souza, 1995 e 2002).

[14] Para um aprofundamento dessa temática consultaremos no decorrer da pesquisa, o trabalho de Abreu (2000)

[15] Plano Regional de Desenvolvimento da Grande Dourados. In: http://www.semac.ms.gov.br/index  Acessado em 21/10/2008.

[16] Para o cálculo foram usadas as estimativas populacionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sendo 186 mil habitantes para Dourados e 765 mil para a Capital. In: www.ms.gov.br/noticias Acessado em 10/10/2008.

[17] Sua área superior à 64 mil quilômetros quadrados corresponde à aproximadamente 50% do território pantaneiro sul-mato-grossense.

[18] “Sanesul anuncia novas licitações das obras do PAC/Dourados” In: www.douradosnews.com.br Acessado em 27/08/2008.


Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.  





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