Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 11287 al 11306 
AsuntoAutor
718/09 - UMA UNIVE Noticias
719/09 - Prólogo a Noticias
720/09 - O process Noticias
716/09 - XII ENCUE Noticias
721/09 - TERRITÓRI Noticias
722/09 - II Jornad Noticias
723/09 - Universid Noticias
724/09 - Afganistá Noticias
725/09 - Considera Noticias
726/09 - A Influên Noticias
727/09 - Afganistá Noticias
728/09 - Congreso Noticias
729/09 - Sustentab Noticias
731/09 - Divulgaçã Noticias
730/09 - Carrera d Noticias
732/09 - Latinoamé Noticias
733/09 - EUCALIPTO Noticias
734/09 - ¿Quién es Noticias
735/09 - La identi Noticias
736/09 - TERRITÓRI Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 11520     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 706/09 - NORDESTE BRASILEIRO: RAZÃO E SENSIBILIDADE
Fecha:Sabado, 21 de Noviembre, 2009  20:31:30 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 706/09
 

NORDESTE BRASILEIRO: RAZÃO E SENSIBILIDADE

 

Carla Torres Cavalcanti do Nascimento[1]

 

 

 

Este trabalho se inscreve num campo reflexivo de problematização da construção do Brasil enquanto Nação, num processo de rupturas que levou a constituição de uma Questão Regional Nordeste enquanto questão de caráter nacional. O paradigma industrial de desenvolvimento, um Estado empreendedor e planificador, a decadência das oligarquias agrárias do Nordeste, a agudização do quadro de desigualdades intra e inter-regioanais e o fortalecimento do movimento social das Ligas Camponesas são algumas características da Questão Regional Nordeste. No plano cultural, o movimento cultural do Cinema Novo, que se organizou em oposição ao esquema industrial da produção cinematográfica desenvolvida em São Paulo nos primeiros anos da década de 50 (RAMOS, 1996), e que propunha a superação da dependência brasileira em relação à produção dita “imperialista”, através da produção nacional de baixo custo e de caráter alternativo, imprimindo uma transformação de conteúdo na arte do cinema, que o fizesse mais comprometido com o quadro social do país

 

 

 Nesta época, como em qualquer época, imagens/idéias em torno do que seria Nordeste/nordestino foram construídas. É nosso objetivo estudar dois discursos que tomaram parte na construção dos Nordestes e nordestinos no Brasil: 1) o semanário Novos Rumos, realizado pelo Partido Comunista Brasileiro a partir de 1959, e 2) o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, dirigido em 1963 por Glauber Rocha, no âmbito do Cinema Novo. Tanto o discurso jornalístico, como o discurso cinematográfico acima citados fizeram parte de um processo de embates e rupturas, que acabaram por acionar o regionalismo no qual Nordeste se constituiu numa questão de Estado, ou seja, uma questão nacional, assumida como objeto de discursos específicos, que estavam imersos em interesses diversos, entre eles os relacionados à questão agrária. Ambos os discursos são territorializantes, produtores de diferentes “identidade/territorialidades Nordeste/nordestinos”, apesar de não deixarem de assumir como pressuposto um espaço já recortado e inventado ao longo dos tempos. São discursos que “nordestam”, ou seja, constroem Nordestes e nordestinos a partir de práticas sociais que os inventam, moldam e sustentam - práticas sociais que assumem diversos caráteres - econômico, político, cultural. Segundo Albuquerque, A imagem Nordeste seria uma construção iniciada em tempos anteriores e que não pretende esgotar-se numa idéia definitiva:

 

O Nordeste é, em grande medida, filho das secas; produto imagético-discursivo de toda uma série de imagens e textos, produzidos a respeito deste fenômeno, desde que a grande seca de 1877 veio colocá-la como o problema mais importante desta área (ALBUQUERQUE, 1999:68).

 

 

Neste trabalho, o cinema é compreendido como linguagem audiovisual singular, que transcende o caráter instrumental e de simples meio de representação, sendo uma atividade de criação e expressão de idéias e, como tal, constitui-se enquanto campo analítico, propositivo e enunciativo, tanto quanto o são as produções literárias, jornalísticas e científicas.

 

Também o que se entende por identidade e território aqui, se localiza no tempo e no espaço, não são conceitos representacionais, mas “simulacros discursivos, na medida em que se entende que essa positivação epistemológica – nem essencialista, nem idealista – coloca em destaque o papel do sujeito no campo do embate das formulações sobre o mundo (ARAUJO, 2005:5)”. A todo território, então, corresponde uma territorialidade, ou seja, um referencial simbólico que não existe na forma concreta e é fruto de processos constantes de territorialização, em relação com os demais objetos no mundo. Este trabalho, portanto, defende a desnaturalização dos processos de construção do Nordeste enquanto região, e também do sentido atribuído ao nordestino, propondo a problematização de sua invenção no campo discursivo.

 

 

Não pretendemos encontrar o sentido de um “Nordeste real”, muito menos verificar a correspondência entre representação e realidade, mas investigar, em meio a luta pelo poder que se dava naquele período histórico, quais Nordeste/nordestinos se encontravam e se enfrentavam naquela época. Deus e o Diabo na Terra do Sol é visto em dialogismo[2] com o jornal Novos Rumos, e nos chama a atenção para elementos que não são da ordem do racionalismo planificador e racional sobre o cenário político-social da época.

           

 

Manoéis, Sebastiões, Satanás e os rumos...

            Em Deus e o Diabo na Terra do Sol, Manoel é um vaqueiro como outro qualquer, um sertanejo que tem a vida simples, marcada pelo trabalho junto à terra, também cuidando das cabeças de gado de seu patrão. Rosa, sua esposa, trabalha nos afazeres da casa, junto à mãe de Manoel. Este casal vive sob as formas mais arcaicas de vida, ilhados na imensidão do sertão, por uma vegetação seca e rasteira, sob um céu estourado de luz e calor. Comem a farinha com as mãos, sentados no chão do casebre onde vivem, e tudo o que possuem é um equipamento rústico de moer macaxeira, o que parece ser seu único sustento.

  

            Ao discutir com o coronel para quem trabalhava, pois este não lhe queria pagar o combinado, Manoel o mata, a raivosos golpes de facão. A cena de enfrentamento entre um camponês e um patrão, entre um trabalhador rural humilhado e um coronel arrogante, dono de vacas, terras e gente, é o ponto de partida ao conhecimento de um universo desigual, místico, desequilibrado, violento, fantástico e revolucionário que é o Nordeste DDTS[3].

                

            O vaqueiro fugitivo abandona sua casa com a mulher, em busca da salvação de suas vidas. Desamparado e cego pela angústia e desejo de mudança, Manoel se entrega, de corpo e alma, primeiramente, ao misticismo religioso, representado na personagem do beato Sebastião, o “deus negro”, que promete um mundo melhor aos camponeses, um lugar onde o “leite sairá das pedras”. O vaqueiro é tomado por diversos momentos de transe e delírio, em que pratica o auto flagelo, penitências, e até mesmo o sacrifício de um bebê, em meio a um surto de fé religiosa que invade seu corpo e sua mente, convicto que estava em sua utopia, de busca pela salvação. Dizia o beato Sebastião aos seus fiéis:

Do outro lado deste monte santo, existe uma terra onde tudo é verde. Os cavalo comendo as flor e os menino bebendo as água na beira do rio. Os homens comem o pó feito de terra, e poeira vira farinha. Tem água e comida, tem a fartura do céu... [...] As tropas do Governo perseguiram os inocentes, com suas balas da injustiça. É preciso mostrar aos donos da terra o poder e a força do santo.

           

A personagem Antônio das Mortes é um matador de aluguel contratado pela Igreja e políticos locais para assassinar o beato Sebastião e todos os seus seguidores, por ameaçarem a ordem local. Quando chega a Monte Santo, encontra o beato já morto, mas executa o restante do serviço, poupando a vida apenas de Rosa e Manoel. Desiludido com a experiência religiosa, Manoel se junta ao pequeno grupo de Corisco - cangaceiro sobrevivente do ataque em que morrera seu parceiro, Lampião - e é batizado com o nome de Satanás. Dizia Corisco: “É o gigante da maldade comendo o povo para engordar o Governo da República. Mas São Jorge me emprestou a lança dele pra matar o gigante da maldade. Aqui o meu fuzil pra não deixar pobre morrer de fome”. Satanás passa a viver junto com este grupo e, ainda motivado por um violento desejo de transformação, começa a tomar parte em roubos e assassinatos.

 

      

Manoel junto ao beato Sebastião              Com o cangaceiro Corisco, agora como Satanás

            DDTS abriga uma carga política forte e, de maneira ambígua, exteriorizada sob a forma de profecias apocalípticas religiosas e rompantes de violência extrema, constrói Manuel/Satanás, o nordestino submetido, não só às dificuldades naturais do meio ambiente, mas também ao chicote do coronel e tudo o que está por trás, ou ao lado disso, minando suas esperanças de, algum dia, conseguir comprar um pedaço de terra e sobreviver dignamente. Nordeste é, antes de mais nada, um caldeirão explosivo, lugar de conflito entre coronéis e Manoéis. Se bem o filme constrói um Nordeste atrasado e pobre, de pés descalços sobre a terra rachada, não o faz sem dar nome aos donos do boi, da terra e das vidas naquele lugar, atribuindo a todos os seus personagens místicos um senso crítico.  Novos Rumos chega à mesma construção do Nordeste árido e pobre, lugar de seca e escassez, de miséria e, até certo nível, de desinformação. No entanto, este Nordeste NR[4] que também é fruto de relações arcaicas de vida e do atraso do latifúndio, é espaço de revolução, rumo à reforma agrária e à industrialização.

     

Novos Rumos - matéria de 20/5/1960. “A miséria e as condições de vida no Nordeste levam milhares e milhares de habitantes da região ao desespero. A fome e a dor rondam o lar do sertanejo: a morte está sempre presente”.

           

Novos Rumos – 20/1/1959.

 

            O Nordestino NR não é apenas o vaqueiro do semi-árido, é também o operário da cidade e o agricultor assalariado da faixa úmida. Enquanto a transformação do nordestino DDTS se dá pelo processo da sua experiência com as místicas contradições de “Deus” e do “Diabo” (que nesta película não necessariamente representam bem e mal), num processo desorientado de fé e sofrimento, o nordestino NR é um coletivo que, dentro da visão marxista, inicia o processo de transição de classe em si à classe para si, através da revolução legal e organizada principalmente sob a forma das Ligas Camponesas e das coligações heterogêneas. Não há dúvidas de que este processo é praticamente liderado pelas teses marxistas e pelo Partido Comunista Brasileiro – o PCB. O Nordestino NR é um coletivo materializado nas Ligas, enquanto o nordestino DDTS é salvação e justiça urgentes, pela cruz ou pelo punhal, numa transformação em que o elemento irracional da fé parece ser indispensável. Ele transborda força e fé por aquilo que acredita, explode em violência e amor, junto a Deus e ao Diabo[5].

Matéria de 07/10/1960 – “A marcha dos camponeses”

     

      O Nordeste NR vai de encontro ao DDTS, pois enxerga esse Nordeste DDTS como espaço de irracionalidade, desordem e ilegalidade, onde as tradições religiosas e a violência do banditismo parecem materializações de um lado passional e irracional, em boa parte responsável por todo o atraso de uma nação, e que parecem não fazer parte do paradigma do desenvolvimento industrial da época, propagado desde os tempo de Getúlio. DDTS, por sua vez, “protesta” sobre este novo paradigma da racionalidade, na medida em que constrói um Nordeste lugar de conflito político exteriorizado na radicalidade da crise, da fé e da violência, lugar em que as dimensões do messianismo e do cangaceirismo são praticamente necessárias à transformação do homem como ser irracional e crente, radicalidade esta expressa numa câmera na mão, em planos longos e elípticos e num quadro estourado em luz.

 

            A inspiração na literatura de cordel está presente nos textos que introduzem cenas cruciais da narrativa em DDTS, como por exemplo quando Manoel abandona sua casa para seguir o beato, ou quando ele se junta ao grupo de cangaceiros, em nova tentativa de ver sua vida mudar: “Mas a história continua, / preste mais atenção: / andou Manoel e Rosa/ nas vereda do sertão,/ até que um dia,/ pelo sim, pelo não,/ entrou na vida deles/ Corisco, diabo de Lampião”. Apontando para a esperança e para o despertar de uma nova ação, a voz em off do cantador tem, acima de tudo a função de fazer deste filme uma grande fábula, que vai nos contar uma história de sofrimento, provação e sacrifício. O cantador recita os versos que são musicados por ritmos do sertão, o que nos sugere a imagem de um Nordeste tradição: “Procurando pelo sertão/ todo mês de fevereiro/ o dragão da maldade/ contra o santo guerreiro./ Procura Antônio das Mortes!”.

     

      Sob os “olhos” do semanário Novos Rumos, tradição, passionalidade, irracionalidade, são elementos que fazem parte de um jeito de ser e encarar o Nordeste/Brasil/mundo de forma equivocada e ultrapassada. Esse Nordeste tradicional precisa ser superado e modernizar-se, também através da intervenção estatal, ou verá sua condição desafortunada piorar ainda mais.                 

 

Trecho retirado da coluna “Nota Econômica”- 10/04/1059

 

      DDTS, no entanto, se utiliza da tradição, do canto/música e cordel sertanejos, mas não o faz por completo. São exemplos de transgressão ao estilo da literatura de cordel a ausência de um final feliz em DDTS e o tratamento dado às idéias de bem e mal, que, no filme, não assumem características bem definidas como nos tradicionais cordéis[6]. Tanto a música, quanto os versos aparecem nos momentos de transgressão do protagonista ou de uma guinada na história. O discurso DDTS tematiza, sobretudo, a revolução/transformação neste território. “Como nas fábulas ou nas narrativas míticas, os personagens de DDTS representam entidades, ou melhor, representam forças em permanente confronto” (NEMER, 1997: 137).

 

       Considerado um dos ápices do filme, um plano seqüência mostra Corisco e os cabras saqueando a casa do coronel Calazans, onde acontecia um casamento. O clima é de total loucura, os cabras destroem a casa e se fartam de bolo e bebida, enquanto Rosa veste-se com uma grinalda, Corisco violenta a noiva e Satanás (Manoel) perambula pela casa segurando um crucifixo, até que é ordenado a castrar o noivo.

Invasão à casa do Coronel Calazans

           

            A cena, que termina com Corisco destruindo um piano a golpes de rifle, recebe a música de Vila Lobos e é emblemática da linguagem poética e, muitas vezes, surrealista, desta película, que aciona um inconsciente coletivo desorientado, em estado de crise e delírio, totalmente entregue às mais diversas manifestações instintivas e emocionais. Enquanto o NR organiza assembléias gerais e articulações sociais heterogêneas, DDTS explode em desabafo urgente, banhado a sonho e extrema violência.

Manoel de DDTS desconhece as assembléias das Ligas Camponesas e quer apenas um pedaço de terra pra construir uma casa e plantar seu sustento. Está longe de ser um sujeito equilibrado e planejado enquanto membro de um coletivo politicamente organizado. No entanto, cada guinada em sua vida é precedida por forte questionamento sobre o status quo. Ele questiona primeiro se a Lei serve apenas para beneficiar o coronel. Depois, se pergunta se é certo lavar a alma dos homens com o sangue dos inocentes e, por fim, manifesta sua opinião a Corisco: Só se pode fazer justiça no derramamento de sangue?”. É um camponês rude e inocente, mas observador e questionador.

 

Não é a toa que, DDTS encerra sua história em aberto, após o fim dos líderes rebeldes Sebastião e Corisco, com a imagem dos nordestinos DDTS correndo desesperadamente pelo imenso sertão. Eles correm não se sabe pra onde... Logo adiante, Rosa cai no chão, e Manoel simplesmente segue correndo. Manoel corre pra onde? Para as fábricas da cidade? Para São Paulo ou Rio de Janeiro? Para as assembléias das Ligas? Não se sabe, só sabemos que ele corre de forma incansável. A câmera nos deixa ver o que há por perto: uma imensidão de águas em movimentos vigorosos, o mar. Diz a canção ao final:

O sertão vai virar mar/ O mar virar sertão!/ Ta contada a minha história, Verdade e imaginação./ Espero que o sinhô/ tenha tirado uma lição: / que assim mal dividido/ esse mundo anda errado,/ que a terra é do homem, / não é de Deus nem do diabo.

 

Eis um final que pode representar a grande esperança do discurso Novos Rumos, na regeneração do camponês Manoel. Quem sabe Manoel não caminha para as Ligas e descobre a força do homem na organização deste movimento que o espera?

 

 

 

 

 

 

Referências Bibliográficas

 

ALBUQUERQUE, Junior Durval Muniz. A Invenção do Nordeste e outras artes. Recife: FJN, Editora Massangana; São Paulo: Cortez, 1999.

 

ARAUJO, F. G. B. e outros (2007). Para ‘compreender’ o discurso: uma proposição metodológica de inspiração bakhtiniana. Mimeo. GPMC/IPPUR/UFRJ. Trabalho apresentado na Sessão Livre “Epistemologias e Metodologias para o Discurso Território”, realizada durante o XII Encontro Nacional da ANPUR, acontecido em Belém (PA), 2007.

 

JULIÃO, Francisco. Que são as Ligas Camponesas? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1962.

 

NEMER, Silvia. Glauber Rocha e a Literatura de Cordel: uma relação intertextual. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa, 2007.

 

OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: SUDENE, nordeste, planejamento e conflitos de classes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

 

PCB: vinte anos de política – 1958/1979. A questão Social no Brasil. Livraria Editora Ciências Humanas: São Paulo, 1980.

 

REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.

 

VIANY, Alex. O Processo do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Aeroplano, 1999.

 

BENTES, Ivana. Terra de Fome e Sonho: o paraíso material de Glauber Rocha, 2008. retirado da internet em 01/10/2008, disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/bentes-ivana-glauber-rocha.html.

 

Filmografia

 

Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1963).



[1] Jornalista, radialista , especialista em Planejamento Urbano pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (UFRJ) e mestranda da mesma instituição – carlanascimento@hotmail.com.

[2] A metodologia de referência utilizada a essa interpretação é a Hermenêutica Dialógica (cf. Araujo, Barros Filho, Guedes, Guelman, Nogueira e Petrus, 2007).

[3] Nordeste DDTS quer dizer o Nordeste construído pelo discurso Deus e o diabo na Terra do sol.

[4] Nordeste NR quer dizer a idéia de Nordeste construída pelo discurso Novos Rumos.

[5] Rosa, mulher de Manuel, expressa bem os extremos a que o limite da condição humana é capaz. É ela quem mata o beato Sebastião, quando este sacrifica um bebê em ritual religioso e, mais adiante, se entrega ao cangaceiro Corisco, em rompantes de amor e ódio que não permitem explicação.

[6] Emblemática desta conclusão é a opção que este discurso faz por utilizar a mesma voz tanto para Sebastião quanto para Corisco. O ator Othon Bastos, que representa Corisco neste filme, dublou o personagem do beato Sebastião.





Crea tu propia Red Social de Noticias
O participa en las muchas ya creadas. ¡Es lo último, es útil y divertido! ¿A qué esperas?
es.corank.com