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Asunto:NoticiasdelCeHu 718/09 - UMA UNIVERSIDADE RICA. HARVARD COPIA WALL STREET ( Sam Pizzigati )
Fecha:Domingo, 29 de Noviembre, 2009  11:19:16 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 718/09

www.centrohumboldt.org


UMA UNIVERSIDADE RICA
HARVARD COPIA WALL STREET

Sam PizzigatiA Universidade de Harvard é talvez o maior símbolo do basbaquismo mundial perante a cultura norte-americana.
Afinal, Harvard não é o “lugar onde sóbrios estudiosos” reflectem “sobre os danos provocados pela frenética especulação e sobre como podemos reparar todos estes malefícios”. Bem pelo contrário, toda a sua pratica administrativa, soube-se agora, tem sido uma cópia das más práticas especulativas de Wall Street.
Só que como não é uma entidade financeira não é objecto do resgat pelos dinheiros públicos…
 
 
 
Sam Pizzigati*
 
 29.11.09

Os imprudentes investimentos feitos pela Universidade de Harvard provocaram fez com que «os melhores e mais brilhantes da nossa sociedade» pareçam altamente estúpidos. Quase tão estúpidos como um país que consente que se continuem a concentrar formidáveis quantidades de riqueza.

A selvática procura da riqueza pode destruir a economia e corromper sociedades inteiras, tal e como o lembrou ao mundo a crise mundial iniciada no Outono passado. Perante este despropósito, as grandes Universidades deveriam ser, em teoria, úteis para travar estas práticas. Oferecer-nos um refúgio às paixões do mercado. Um lugar onde sóbrios estudiosos pudessem reflectir sobre os danos provocados pela frenética especulação e sobre como podemos reparar todos estes malefícios.

Harvard, a maior Universidade estadunidense, não se destacou nos últimos tempos por nos oferecer este tipo de reflexões. Por que razão? Por terem estado nos últimos tempos demasiado ocupados com a sua tentativa de se tornarem ricos.

Na tentativa de angariar um maior património, harvard, a Universidade mai rica do mundo, viu-se cair numa débacle financeira custou o posto de trabalho a centenas de empregados, a congelação do salário de muitos outros, e deixou no campus a meio inúmeros projectos de desenvolvimento.

«Os investidores de Harvard fizeram os mesmos jogos que os grandes bancos», disse o historiador David Kaiser, em ex-aluno de Harvard. «A única diferençaé que Harvard não é um candidato idóneo para um resgate financeiro».

Kaiser e outros antigos alunos de Harvard do curso de 1969 há muito são críticos das práticas de investimento desta Universidade. Há seis anos inteiraram-se que os responsáveis do Empresa de Administração de Harvard, a entidade encarregue de gerir os seus investimentos, estava a utilizar os fundos da Universidade em investimentos em títulos ao mais puro estilo de Wall Street.

Em 2002, só seis destes gestores de investimentos embolsaram em conjunto um total de 107,5 milhões de dólares.

Para se apropriarem destes milhões, os seus gerentes financeiros investiram a dotação da Universidade em exóticos «derivados» que prometam altos rendimentos de dois dígitos anuais. Quanto mais elevados eram os lucros, maiores eram as recompensas para os gestores dos investimentos, e maior era o incentivo para continuarem a reinvestir em fundos e títulos estatais.

Mas os riscos que se assumiram foram além do orçamento atribuído paar os investimentos. Harvard utilizou fundos do orçamento geral de funcionamento da Universidade para os mesmos investimentos de risco. Com estas decisões, como sublinhou o Bóston Globe, violaram «uma das mais elementares regras da economia familiar ou financeiras: não utilizes o dinheiro que necessitas para pagar as contas do teu dia-a-dia».

E o que é que faziam os directores de Harvard enquanto tudo isto acontecia? Olhavam para o lado. Em Maio de 2002, uma empregada da Empresa de Administração de Harvard escreveu uma carta confidencial ao Presidente da Universidade, Lawrence Summers, informando-o dos riscos excessivos que se estavam a assumir. Nada mudou. Dois meses mais tarde, foi despedida por fazer «acusações infundadas».

Summers, uma figura polémica por mérito próprio, deixou Harvard em 2006 e voltou à carreira pública em Novembro do ano passado como Director do Conselho Económico Nacional da nova administração Obama.

Nessa altura, o sector financeiro global já tinha caído. Em função dessa queda, o orçamento da Universidade de Harvard que atingiu um montante de 26.900 milhões de dólares há dois anos, atingia perdas de quase 11.000 milhões de dólares em apenas um ano. O fundo geral de funcionamento de Harvard perdeu mais 1.800 milhões de dólares.

As más notícias não terminam aqui. No princípio deste mês soubemos que os administradores de Harvard ocultaram 500 milhões de dólares na declaração fiscal da Universidade relativa ao ano passado. Tinham-nos colocado em importantes bancos de Wall Street para cobrir uma «falhada aposta na subida das taxas de juro».

Os antigos alunos do curso de 1969 comentaram em relação ao Comité Especial de Dotação de Harvard, que se tinha dado resposta a algumas das queixas que tinham expressado ao longo do tempo. Por exemplo, há vários anos aumentaram significativamente as bolsas dos estudantes. No entanto, declaram, continuam a recusar «reconhecer os erros fundamentais que cometeram».

Os antigos alunos querem que a Universidade limite os proventos dos gestores de investimentos.

«Continuamos a pensar», diziam numa carta recente ao presidente de Harvard, Drew Faust, «que nenhum empregado da Universidade deveria ganhar mais por ano que o presidente da instituição e que o facto de se atribuírem títulos de vários milhões de dólares é inadequado numa instituição sem fins lucrativos».

As críticas dos antigos alunos de Harvard também exigem saber a quantidade de dinheiro da Universidade que foi parar às mãos das empresas de investimento externo. Nos últimos dois anos, elas geriram dois terços dos investimentos do fundo de dotação da Universidade.

Os gestores de investimentos costumam cobrar uma comissão fixa anual de 2% anuais sobre o investimento realizado, mais 20% dos lucros que se obtenham em função da compre e venda de activos.

Absolutamente «ninguém», continua a carta dirigida ao Presidente de Harvard, «deve receber tais compensações por gerir fundos de uma organização sem finalidade de lucro».

O mal-estar dos antigos alunos vai mais além, e exige uma mudança mais profunda. Pedem que Harvard comece a actuar da forma expectável numa grande universidade.

Os imprudentes investimentos de Harvard e o custo social que implicaram, dizem, são o espelho «das práticas que durante o mesmo período provocaram a bancarrota da maioria das nossas instituições financeiras, com enormes custos a curto, médio e longo prazo para os Estados Unidos e a economia mundial».

«Sem dúvida nenhuma, Havard», sublinham, «saberá encontrar o capital intelectual, moral e financeiro para fazer face a estes últimos acontecimentos e iniciar um debate público sobre as debilidades das práticas financeiras realizadas, não para o bem da instituição, mas especialmente para ajudar a sociedade que Harvard serve».

Por fim. O fiasco financeiro de Harvard deixa a nu que as manobras financeiras na dotação da Universidade e as recompensas e prémios dados aos gerentes de investimentos dos fundos não contribuem para a excelência académica. Subvertem-na.

De facto, o impressionante crescimento do orçamento de Harvard (passou de 4.700 milhões em 1990 para 36.900 milhões em 2007 de dólares em 2007) teve lugar ao longo de anos que testemunharam a deterioração generalizada de educação superior nos Estados Unidos.

Os colégios e Universidades públicas que oferecem a maior parte da educação superior estadunidense, foram reduzindo os seus serviços académicos e aumentando o custo das propinas, colocando a educação superior fora do alcance da maioria das famílias de trabalhadores. Em boa parte, tudo isto aconteceu devido à imposição de baixa de impostos de que beneficiaram os norte-americanos mais ricos. Eles fazem enormes doações às Universidades elitistas que os educaram, mas ajudam a reduzir o apoio estatal ao orçamento da educação superior.

O custo médio por ano de propinas numa universidade pública, segundo informou o Conselho Educativo em princípios deste mês atingiu a média de 15.213 dólares. Esta quantia deve multiplicar-se por quatro paar compreender o custo total da obtenção de educação superior nos Estados Unidos.

«O nível de endividamento que exigimos aos estudantes», diz Patrick Callan do Centro Nacional de Políticas Públicas e Educação Superior, «é insustentável».

Lição de tudo isto? Tanto no mundo académico como na sociedade em geral, como afirmou o erudito Sir Francis Bacon há mais de quatro séculos, o dinheiro – como o esterco – só é quando se espalha.


* Sam Pizzigati é director de Too Much, uma publicação semanal digital sobre excessos e desigualdades.

Este texto foi publicado em www.sinpermiso.info em 15 de Novembro de 2009


Tradução de José Paulo Gascão







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