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Asunto:NoticiasdelCeHu 703/09 - A forma de ontem, a função de hoje: per manências e transformações – O caso do Shopping Nova América (RJ)
Fecha:Viernes, 20 de Noviembre, 2009  01:05:27 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 703/09
 
 

A forma de ontem, a função de hoje: permanências e transformações – O caso do Shopping Nova América (RJ)

 

                 

Lizie de Souza Calmon[1]

Marcus Vinicius Silva Gomes[2]

 

 

 

Resumo

 

O presente trabalho trata de um tema caro àqueles pesquisadores interessados no planejamento e organização interna das cidades: os vazios industriais. Abordados à luz do conceito de fiches industrielles, os vazios se configuram como um fenômeno observado em escala mundial, o que foi intensificado, sobretudo, pela crise econômica mundial da década de 1970. Tendo como espaços mais afetados as antigas regiões de indústrias pesadas do mundo, o cenário observado no Brasil também não foi diferente. Na cidade do Rio de Janeiro existem inúmeros imóveis desocupados ou sub-utilizados, mesmo em áreas bem servidas de infra-estrutura. É no bojo dessa temática que a questão do trabalho se insere, na medida em que realizamos uma tentativa de identificar os vetores que proporcionaram a reutilização desses vazios por diferentes atores sociais. De forma mais específica, pretendemos aqui discutir alguns pontos pertinentes à reutilização e permanência da forma de friches, tomando como objeto de análise um dos exemplos mais emblemáticos referentes a este fenômeno em terras cariocas: o Shopping Nova América.  Localizado em uma antiga zona industrial do subúrbio do Rio de Janeiro, esta forma outrora prenhe de uma função estritamente industrial, passou por um intenso processo de transformação em seu conteúdo, deixando, porém, sua estrutura arquitetônica intacta. Portanto, por acreditarmos que este estudo poderá despertar o interesse daqueles atentos ao desenvolvimento sócio-espacial das cidades, esperaremos contribuir, mesmo que minimamente, no sentido de elucidarmos alguns pontos ainda nebulosos no que se referente aos fatores que explicam os novos usos dados às antigas fábricas no Rio de Janeiro, pois ainda são escassos trabalhos com este enfoque que privilegiem a cidade carioca, principalmente no que diz respeito à sua zona periférica.

 

Palavras-chave: vazios industriais, forma, função, subúrbio e Rio de Janeiro.

 

 

 

Resumen

 

Este trabajo trata acerca de un tema muy importante para los investigadores interesados en la planificación y organización de las ciudades: los vacíos industriales. Examinados a la luz del concepto de friches industriales, los vacíos son un fenómeno observado en todo el mundo y se intensificó, sobretodo en la crisis económica mundial de la década de 1970. Los espacios con las regiones más afectadas fueron los de las antiguas industrias pesadas del mundo, la situación observada en Brasil no fue diferente. En Río de Janeiro hay muchos edificios vacíos o casi sin uso, incluso en zonas bien servido de infraestructura. Es en medio de esta cuestión temática de la obra recae en que hemos intentado identificar los vectores que explican la reutilización de los vacíos industriales por diferentes actores sociales. Más concretamente, se discuten aquí algunos puntos relevantes para la reutilización y la manera de permanecer friche, teniendo como objeto de análisis uno de los ejemplos más emblemáticos de este fenómeno en el Rio de Janeiro: el Shopping Nova América. Situado en una antigua zona industrial del suburbio de Río de Janeiro, esta forma una vez embarazadas con una función estrictamente industriales, pasó por un intenso proceso de transformación en cuanto a su contenido, dejando, sin embargo, intacta su estructura arquitectónica. Por lo tanto, porque creemos que este estudio pueden despertar el interés de los atentos a las de desarrollo socio-espacial de las ciudades, a la espera de contribuir, siquiera mínimamente, a fin de aclarar algunos puntos que aún están difusas en cuanto a los factores que explican los datos nuevos a las viejas industrias en Río de Janeiro, aún son muy escasos, ya que el empleo de este enfoque basado en la ciudad de Río, sobre todo con respecto a su zona periférica.

 

Palabras clave: vacios industriales, forma, función, subúrbio y Río de Janeiro.

 

 

 

Abstract

 

The present work treats an expensive subject to those investigators interested in the projection and internal organization of the cities: the empty-headed industrialists. Boarded by the light of the concept of friches industrielles, the empty ones are shaped like a phenomenon observed in world-wide scale, which was intensified, especially, by the economical world-wide crisis of the decade of 1970. Taking as more affected spaces the ancient regions of heavy industries of the world, the scenery observed in Brazil also was not different. There are countless free or sub-used real estate in the city of the Rio of January, even in areas well supplied with infrastructure. It is in the bulge of this theme that the question of the work is inserted, in so far as we carry out an attempt of identifying the vectors that provided the reuse of these empty ones for different social actors. In the more specific form, we intend to discuss here some relevant points to the reuse and permanence of the form of friches, taking like object of analysis one of the most emblematic examples referring to this phenomenon in Rio de Janeiro: the Shopping Nova América. Located in an ancient industrial zone of the suburb of the Rio of January, it forms this one once upon a time pregnant of a strictly industrial function, it suffered an intense process of transformation in his content, leaving, however, his architectural intact structure. So, because of believing that this study will be able to wake the interest of those attentive ones to the development space-partner of the cities, we will wait to contribute in the sense of elucidating some points still foggy in what referring to the factors that explain the new uses given to the ancient factories in the Rio of January, since still healthy scarce works with this approach that should privilege the city of Rio de Janeiro, principally what concerns his peripheric zone

 

key words: empty-headed industrialists, form, function, suburb and Rio of January.

 

 

 

 

 

 

 

 

1 - Introdução

 

O presente trabalho trata a respeito de um tema caro àqueles pesquisadores interessados no planejamento e organização interna das cidades: os vazios industriais. Abordados à luz do conceito de fiches industrielles, o surgimento de vazios é um fenômeno passível de se identificar mundialmente. Intensificado pela crise econômica da década de 1970, os seus desdobramentos afetaram principalmente as antigas regiões de indústrias pesadas em diversos países. Todavia, no Brasil não foi diferente. Há na cidade do Rio de Janeiro uma enorme quantidade de imóveis desocupados ou sub-utilizados - mesmo naquelas áreas bem servidas de infra-estrutura. A região do subúrbio carioca, por exemplo, mesmo que possuidora de uma infra-estrutura capacitada com suas três estradas de ferro, metrô e vias estruturais, tem perdido importantes indústrias que transferiram suas atividades para outras localidades ou tão simplesmente faliram. Isto, por sua vez, só vem se agravando, tanto em decorrência da crise econômica observada em escala nacional quanto pela própria crise metropolitana, dentre outros vetores mais.

 

É no bojo dessa temática que se insere a questão do trabalho, na medida em que realizamos uma tentativa de apreendermos quais são os fatores que proporcionam a re-utilização desses vazios por diferentes agentes produtores do espaço urbano. Neste sentido, foi justamente analisando o subúrbio carioca, que identificamos as maiores contradições no que se refere aos novos usos. Dentre alguns friches encontrados nesta porção da cidade carioca, é possível notarmos antigos vazios com novas funções que são extremamente díspares em sua natureza (residencial, comercial etc.).

 

Neste sentido, pretendemos aqui discutir alguns pontos pertinentes à reutilização e permanência da forma de friches, tomando como objeto de estudo um dos exemplos mais emblemáticos referentes a esta temática: o Shopping Nova América, localizado na Av. Dom Helder Câmara, importante via de circulação do subúrbio do Rio de Janeiro. Com isso buscaremos identificar os vetores que possibilitaram a manutenção da forma da antiga fábrica e a intrusão da função de Shopping Center nesta, além de verificar de que forma a posição geográfica interferiu no processo de re-funcionalização.

 

Por acreditarmos que este estudo poderá despertar o interesse daqueles atentos ao desenvolvimento sócio-espacial, esperaremos contribuir, mesmo que minimamente, no sentido de elucidarmos alguns pontos nebulosos no que concerne aos fatores explicativos dos novos usos dados às antigas fábricas no Rio de Janeiro, visto a escassez de estudos referentes à temática.

 

 

Uma (brevíssima) discussão acerca do conceito de friche

 

O fenômeno conhecido como espaços vazios e/ou ruínas industriais recebe a alcunha de friche pelos franceses. Friche industrielle é o termo que traduz a degradação de indústrias motivada por fatores diversos (crise, fim de um ciclo, falências etc.). Neste trabalho, consideramos o conceito em questão como “a zona industrial momentaneamente inutilizada à espera de reconversão” (Le Petit Larousse Grand Format, Hachette, 2004, apud TAVARES, 2008, p.12).

 

Nesta mesma perspectiva, Mendonça (2000, p.4) nos elucida que o conceito de friches industrielles é utilizado para designar os espaços que outrora detinham como função uma atividade produtiva fabril e que no presente encontram-se abandonados, desocupados ou sem utilização. Ou seja, tais estruturas inseridas comumente na cidade e que perderam sua função produtiva, hoje representam espaços ociosos sem função ou com função (não industrial) aquém da estrutura ali instalada. Na Língua Portuguesa os termos que mais se aproximam são vazios e ruínas industriais e, portanto, entendemos que a manutenção da terminologia francesa é mais apropriada do que aproximações que poderiam dar uma outra conotação ao termo.

 

Quando nos reportamos à origem do termo, identificamos que este - no sentido de vazio - aparece primeiramente no trabalho do geógrafo francês Jean Labasse (1966) “L’Organization de l’espace” onde o conceito foi introduzido inicialmente como vazio social, ‘friches sociales’, associado aos conceitos de ciclos industriais e descentralização industrial. Tal terminologia se fez necessária na França a fim de buscar alternativas para cidades que se desindustrializaram e que necessitavam revitalizar suas economias. (VASQUES, 2006).

 

Por outro lado, Mendonça (2000, p.6) nos mostra que alguns geógrafos alemães, como o Wolfgang Hartke, iniciaram a análise do conceito de vazio social - die Sozialbrache - desenvolvido pelo geógrafo alemão Wolfgang Hartke, e presente na definição metodológica de K. Ruppert, onde o conceito se aplica as “terras aráveis que restaram sem utilização por razões econômicas e sociais”, vinculando-o ao estudo da “evolução da paisagem”.

 

A despeito de suas acepções originais, Mendonça (2000, p.7) diz que outra característica marcante quanto ao conceito de friches refere-se a sua não homogeneidade tanto em relação à causa do declínio produtivo quanto no que se refere às possibilidades de revitalização de cada caso. Portanto, como é possível observar, os referenciais quanto ao conceito de friches industrielles são recentes mesmo no exterior, datando a partir de 1960 para países da Europa e Estados Unidos. No Brasil o conceito ainda é mais recente e está em construção, já que para os países periféricos e semi-periféricos tais áreas comumente são demolidas ou viram ruínas, devido às políticas de preservação de patrimônio histórico serem recentes e também por conta das tipificações específicas que apresentam os espaços industriais.

 

 

Sobre a origem dos friches

 

 

“Há uma alteração no valor do objeto, ainda que materialmente seja o mesmo, porque a teia de relações em que está inscrito opera a sua metamorfose, fazendo com que seja substancialmente outro. Está sempre se criando uma nova geografia”. (SANTOS, 2006, p. 96).

 

 

A ocorrência das friches é um fenômeno recorrente dentro de um tecido urbano em evolução. Em decorrência da transição da economia industrial para a pós-industrial, as paisagens de áreas de grande importância industrial foram fortemente marcadas por indústrias fechadas em virtude de suas estruturas e suas localizações não atenderem as novas demandas do modo de regulação vigente.

 

Os capitais físicos – a indústria, por exemplo – muitas vezes não resistem às sucessivas crises e renovação do capital, seguidos de grandes mudanças. A conseqüência disto é a transformação posterior destes capitais físicos em vazios industriais decorrentes da dinâmica econômica e particularmente urbana.

 

Segundo Tavares (2008, p.13), a crise econômica de 1930 impactou profundamente a atividade industrial e a oferta de emprego, sobretudo nos países pioneiros na industrialização. A Inglaterra foi o país que sofreu o maior impacto: desemprego estrutural em larga escala, bem como a decadência de inúmeras de suas fábricas, tendo como conseqüência as “depressed areas[3]. No início da segunda metade do século XX, o panorama industrial da Grã-Bretanha era “de uma massa espantosa de edificações esvaziadas de suas máquinas e de seus trabalhadores, com uma rede de vias de comunicações de uma incrível densidade: canais e bacias fluviais com suas eclusas, inúmeras gares e obras de arte ferroviárias, um patrimônio portuário sem igual no mundo, com seus cais, suas bacias e seus entrepostos”. (BERGERON, 2008, apud TAVARES, 2008).

 

Nos demais países desenvolvidos, o mesmo fenômeno ocorreu no último pós-guerra, inicialmente na extração de carvão e no setor têxtil. Na crise iniciada na primeira metade dos anos 1970, foi a vez de outros setores da indústria pesada como a siderurgia e a indústria automobilística. Regiões inteiras dos Estados Unidos (Nordeste e Região dos Lagos), da França (Norte e Pas-de-Calais), Espanha (Bilbao), conheceram enorme declínio da atividade manufatureira. (TAVARES, 2008)

 

Segundo SANTOS (2006, p.46), a evolução que marca as etapas do processo de trabalho e das relações sociais marca, também, as mudanças verificadas no espaço geográfico, tanto morfologicamente, quanto do ponto de vista das funções e dos processos, fazendo com que as épocas se distinguem umas das outras.

 

Estas mudanças podem ser registradas no abandono a que vão sendo fadadas as fabricas no atual período pós-industrial. A desativação de sua função produtiva gerou áreas de friches industrielles, deixando a paisagem marcada pela degradação física e conseqüente desvalorização. O fechamento das indústrias gera desemprego, terrenos e edifícios se deterioram com o tempo, os espaços ociosos se convertem muitas vezes em depósitos e abrigos clandestinos, ficam subutilizados, e, por fim, a economia local fica estagnada.

 

Segundo Tavares (2008, p.21), no início da década de 1990, estimava-se que, na Europa, a área de indústrias degradadas somavam 200.000 ha., dos quais 50.000 na Inglaterra e 20.000 na França. À mesma época a área estimada para o Canadá, outro país bastante afetado, foi de 30.000 ha. Diante da magnitude desses dados, pode-se compreender o porquê desses espaços industriais abandonados e a sua recuperação constituem um problema, mas também uma possibilidade que pode ser relevante no âmbito do planejamento do desenvolvimento do território.

 

A demolição seria uma saída mais fácil, mas, dependendo do caso, correr-se-ia o risco de destruir partes da história local e apagar as marcas arquitetônicas. O aproveitamento da infra-estrutura existente, a atuação efetiva do poder público aliado ao privado na condução de políticas de requalificação espacial e a participação da comunidade na limpeza e refuncionalização desta área, tornam-se uma oportunidade de ‘reanimar’ estes espaços.

 

No caso particular da França, o fechamento de inúmeras fábricas por toda a parte e o forte desemprego em algumas regiões, além do aspecto econômico em si, implicaram enormes problemas psicológicos para os desempregados. Tudo isso conduziu, na década de 1970 a novas políticas de reconversão, que visavam, principalmente, treinar trabalhadores para as  atividades de maior valor agregado e que requeriam níveis elevados de conhecimentos. Nessa linha, o governo francês criou o Programa de Pólos de Reconversão destinados a áreas de grande desemprego. (TAVARES, 2008)

 

As várias de formas de reutilização esboçam uma ampla gama de soluções capazes de renovar urbanisticamente estas áreas degradadas. O setor cultural e de serviços e comércio, entre eles shoppings, supermercados, hotéis, etc, tem predominado, após a limpeza e adequação de edifícios. Existem diversos casos no mundo inteiro, principalmente na Europa, de reconversão de antigas áreas industriais degradadas.

 

 

Friches industriais no contexto brasileiro

 

A indústria, no Brasil, não tem ficado imune a tais mudanças. O surgimento de vazios industriais no país conta com algumas causas predominantes. Segundo Tavares (2008, p.22), no nosso caso, a ocorrência deste fenômeno está diretamente relacionado ao deslocamento de unidades produtivas das áreas tradicionalmente industriais para o interior dos estados, como foi o caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, e para outros estados devido a concorrência inter-regional, ou em outras palavras, guerra dos lugares, utilizando-se das palavras de Milton Santos (2006, p.313).

 

Diversos fatores interferiram e impulsionaram o processo de descentralização industrial e conseqüentemente no surgimento de friches industriais no contexto brasileiro. Segundo Vasques (2006, p.30), as deseconomias de aglomeração, como o alto valor do solo, forte organização sindical da mão de obra e saturamento das vias de escoamento da produção, entre outros, além da exurbanização industrial foram determinantes para este processo.

 

Vasques (2006) acrescenta que, além dos fatores já citados, a globalização e a reestruturação produtiva interferiram diretamente na disseminação de friches industriais no Brasil devido ao declínio das áreas industriais tradicionais. Com a abertura econômica dos mercados, a competição entre países acirrou-se e por isso muitas áreas industriais não conseguiram reestruturar sua base produtiva, nem acompanhar as mudanças tecnológicas, entrando em declínio. A competição com os tecidos asiáticos, por exemplo, na década de 1990, fez com que muitas unidades fabris têxteis encerrassem suas atividades.

 

A mesma autora nos apresenta também uma característica bem particular do Brasil que vivenciou, em épocas distintas, o apogeu e o declínio dos ciclos econômicos como o da cana-de-açúcar na região Nordeste, o do algodão (Maranhão), o da mineração (Minas Gerais), e do café (eixo Rio de Janeiro - São Paulo). Ao fim destes ciclos, restaram áreas e estruturas obsoletas (usinas, estradas de ferro, portos, etc.).

 

Tavares (2008, p.24) evidencia ainda que no Brasil é possível encontrar diversos vestígios de antigas manufaturas e fábricas. Os casos de aproveitamento e preservação dos imóveis resultam de iniciativas de empresas privadas ou públicas. Antigas fábricas foram transformadas em “shoppings” com a preservação da fachada externa, como é o caso, no Rio de Janeiro, do Shopping Nova América, que será por nós tratado, além do Bangu Shopping, antiga fábrica de tecidos Bangu. Podemos observar também, na mesma cidade a transformação da antiga Fundição Progresso, no bairro da Lapa, na zona periférica do centro em uma das principais casas de shows da região, utilizando o mesmo nome e a mesma fachada do prédio.

 

 

 

Para entender a forma

 

Em um sistema urbano as aglomerações são todas objetos geográficos, ou ainda melhor, uma coleção de objetos geográficos, isto é formas. Deste modo, a divisão do trabalho, observada nas mais múltiplas escalas, nos permitem compreender a cada instancia essência da forma, isto é, o seu conteúdo social, econômico e político (SANTOS, 1987, p.53).

 

Neste sentido, a compreensão das próprias formas torna-se uma tarefa fundamental, pois elas não são o envoltório inerte dos instantes que marcam a evolução da sociedade global, mas, igualmente, a condição pata que a Historia se faça. Santos (1987, p.54) nos ensina que as formas antigas permanecem como a herança das divisões do trabalho no passado e as formas novas surgem como exigência funcional da divisão do trabalho atual ou recente (SANTOS, 1987, p.54).

 

Por outro lado, elas, as formas, são também uma condição sin equa non para a realização de uma nova divisão do trabalho. Para Santos (1987, p.54), a todo momento se criam novas formas para

 

"responder as necessidades precisas e novas, ao mesmo tempo em que as velhas formas mudam de função, dando lugar àquela nova geografia construída sobre velhos objetos de que falava Kant. Assim, as formas não tem as mesmas significações ao longo da historia universal, do pais, da região, do lugar”.

 

Portanto, qualquer que seja o momento em examinemos as formas, tomadas isoladamente, estará representada uma acumulação do tempo. Neste sentido, a sua compreensão, nesta perspectiva, depende do entendimento do que foram as divisões do trabalho pretéritas. Todavia o seu valor sistêmico é seu valor atual e real, dependendo da divisão do trabalho atual (SANTOS, 1987, p.55).

 

           

 

A origem da forma em questão: a Fábrica Nova América

           

Inaugurada em 1925, a Companhia de Tecidos Nova América surge em um contexto marcado pela diversificação da economia carioca. Todavia, a constante preocupação no sentido de desenvolver a infra-estrutura de transporte na cidade do Rio de Janeiro – notadamente na última metade do século XIX, a partir da criação das primeiras linhas férreas – possibilitou uma expansão e dispersão de atividades antes verificadas nas proximidades da área central carioca. Com o setor fabril não foi diferente. Assim como fora observado em outros casos (Fábrica Bangu de tecidos, por exemplo), a Fábrica Nova América foi implantada naquele momento na região suburbana do Rio de Janeiro, mais especificamente no bairro de Del Castilho, que por sua vez é servido pela Estrada de Ferro Central do Brasil.

 

No momento de sua fundação, esta forma, prenhe de uma função estritamente industrial, já se destacava na imprensa da época como sendo a “fábrica mais moderna que se tinha notícia no Rio de Janeiro”.[4] Deste modo, como nos aponta Pimenta (2005, p.3) a fábrica Nova América rapidamente compôs o quadro das principais empresas têxteis do Brasil ainda na década de 20 (Ver figura 1).

 

 

Figura 1: Fábrica Nova América em atividade

Fonte: Sem autor, sem data. Disponível em <http://www.novaamerica.com.br/historico.htm>.  Acesso em 10. set. 2008. 

 

 

Décadas após o seu apogeu, a Fábrica Nova América viria a ressentir da crise econômica mundial do decênio de 1970 do século passado e seus desdobramentos. A crise, como já sabemos, afetou profundamente antigas regiões de indústrias pesadas (siderurgia, mecânica, têxtil, etc.) em diferentes países, cujos governos apressaram-se em adotar políticas de reconversão nas regiões atingidas. Neste sentido, o fechamento da Fábrica Nova América em 1991, nos aparece como reflexo imediato da referida crise, o que provocou a demissão de aproximadamente cinco mil têxteis naquele contexto (Ver figura 2).

 

 

Figura 2: Fábrica Nova América desativada

Fonte: Sem autor, sem data. Disponível em <http://www.novaamerica.com.br/historico.htm>.  Acesso em 10. set. 2008. 

 

Permanece a forma, muda a função

 

Em tempo, acreditamos que o estudo sobre os novos usos dados às antigas indústrias desperta o interesse daqueles pesquisadores atentos ao desenvolvimento sócio-espacial das cidades, pois, tais operações re-convertem atividades anteriores, possibilitando, sobretudo, a criação de novos postos de trabalho. Corroboramos, portanto, a assertiva de que a geografia possuí um importantíssimo papel no sentido de contribuir com a temática referente ao planejamento urbano, partindo da premissa que a disciplina em questão dispõe de um referencial teórico-metodológico suficiente para tornar plenamente inteligível a organização espacial das cidades – primeiro grande atribuição de um planejador.

 

Posto isso, pensar que a reconversão dos antigos friches industriais fosse tratada de maneira uniforme seria impossível. Pode-se dizer, entretanto, que, com o tempo, a prática tendeu a polarizar-se em torno de duas posições: a dos que defendem a modificação, transformação e construção de novas paisagens urbanas, em princípio mais agradáveis (visão de muitos planejadores e arquitetos); e a daqueles defensores da conservação e preservação da memória histórica, presente, sobretudo, no discurso de cunho arqueológico (MENDONÇA, ).

 

 

Uma nota: sobre a memória urbana

 

Predominantemente observada tanto no exterior quanto no Brasil a visão de caráter “conservacionista” possuí vínculos muito mais profundos do que aparenta.  

 

Posteriormente a um período extenso, onde o novo era extremamente cultuado, o que, todavia, possibilitou ataques constantes à antigas formas advindas de um tempo pretérito, nos deparamos com a invasão de discursos e projetos de cunho conservacionista/restauração, onde o que está em jogo é a revalorização dos mais diversos vestígios do passado (ABREU, 1998, p.77).

 

Conforme nos aponta Abreu (1998, p.77), estes novos ares, ou em outras palavras, a valorização do passado das cidades, é uma característica comum às sociedades deste final de milênio. No Brasil todas estas características se fazem presente, sobretudo vistos sob a forma dos projetos/discursos acima citados que se justificam pela “necessidade” de se preservar a “memória urbana” (1998, p.77). A esta “necessidade”, por sua vez, entendemos por uma (tímida) naturalização deste discurso.

 

Segundo Abreu (1998, p.78), para dar conta dessa tendência atual, inúmeras explicações vem sendo oferecidas pelos mais diversos autores[5]. Algumas delas enfatizam as transformações que já vem ocorrendo no imaginário ocidental há algumas décadas. Outras como nos mostra o autor, dão maior ênfase à enorme velocidade do período atual de globalização, que tem dado origem a “uma busca ansiosa de referenciais identitários por parte das sociedades” (ABREU, 1998, p.78). 

 

Ademais de todas as explicações acerca desta busca pela memória urbana, nos atentemos a uma em especial: a questão do lugar. Para melhor elucidarmos tal questão, recorremos às palavras de Abreu (1998, p.79), para quem

 

“Se a instantaneidade das comunicações vem permitindo a homogeneização do espaço global, se ela está contribuindo para que todos os lugares sejam hoje bastante parecidos, ela também vem dando estímulos para que cada lugar, na busca de sobrevivência e de individualidade, procure se diferenciar o mais que possível dos demais. Em outras palavras, a tendência à abolição do lugar enquanto singularidade reforça justamente a busca desta última.”

 

Neste sentido, o passado se apresenta como uma das dimensões mais importantes da singularidade. Materializado desigualmente na paisagem, preservado em “instituições de memória”, ou ainda vivo na cultura e no cotidiano dos lugares, não é de se estranhar, então, que seja ele que vem dando o suporte mais sólido à essa procura de diferença, conforme nos aponta Abreu (1998, p.79). Portanto, a busca da identidade dos lugares, tão alardeada nos dias de hoje, tem sido fundamentalmente uma busca por raízes, uma busca de passado, se apresentando, deste modo, como importante elemento explicativo desta recente re-valorização do passado, ou melhor, da memória das cidades (ABREU, 1998, p.79).

 

 

A forma de ontem, a função de hoje: o Shopping Nova América

 

As ruínas da antiga Fábrica Nova América foram adquiridas no começo da década de 1990, para a construção em 1995 do então Nova América Outlet  Shopping (que viria mudar de segmentação no começo de 2002). A busca e a justificativa pela manutenção  da forma em questão, ou seja, das ruínas da antiga Fábrica de Tecidos Nova América, para a construção posterior do Shopping Nova América, se fez presente no discurso do empreendedor, visto através da entrevista realizada na administradora do shopping ANCAR. Nesta entrevista, observou-se que a permanência da forma fora realizada por iniciativa desta própria empresa que o administra, pois, como fora verificado na listagem dos bens tomados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)[6], somente a chaminé da antiga fábrica é, de fato, tombada (Ver figura 3) Este fato portanto inviabiliza a noção de que a preservação desta forma teria raízes num impedimento político-jurídico deste cunho.

 

Figura 3: O Shopping Nova América

Fonte: Foto tirada pelo autor em setembro de 2009.  

 

Posto isto, a pergunta que nos guia nesta parte do trabalho é: o de fato motivou a manutenção das ruínas da antiga fábrica?

 

Na entrevista realizada foi constatado que no ponto de vista do empreendedor, a manutenção da forma viria a possibilitar a atração do mercado consumidor local, haja vista a citada representatividade simbólica e a identidade que os moradores do bairro possuíam para com fábrica[7].

Portanto, é possível notar inserido na fala do empreendedor aquele discurso marcado pela busca/re-valorização da memória urbana[8]. Posto isso, entendemos, por outro lado, que este discurso não está tão somente presente na retórica do gestor e/ou planejador das cidades, mas também na prática de diversos outros agentes que modelam o espaço urbano. O agente em questão, ou seja, o empreendedor comercial, vê na preservação da memória urbana uma oportunidade de atrair aqueles consumidores imbuídos por este “empenho” de preservação, que, por isso, buscam freqüentar cada vez mais aqueles espaços que os aproximem de um passado remoto, ou em outras palavras, que os mantenham próximos da “história” das cidades, do lugar.

                          

Figura 4: Rua do Rio (Parte do interior do Shopping)

Fonte: Disponível em http://www.ancarivanhoe.com.br. Acesso em 20. nov. 2008. 

 

 

Sobre a posição geográfica da forma

 

Localizado no bairro suburbano de Del Castilho, nas proximidades do Norte Shopping, reconhecido por ser um dos shoppings mais lucrativos da cidade, segundo informações obtidas na própria administradora do Shopping Nova América (ANCAR), nos parece, à primeira vista, um tanto quanto estranha a localização de um empreendimento de tal porte naquela região. No entanto, devemo-nos atentar a um fato fundamental: a posição geográfica privilegiada desta forma se apresentaria como o principal vetor que possibilitou a escolha deste novo uso.

 

O Shopping Nova América está localizado em um dos maiores entroncamentos viários do Rio de Janeiro: Av. Dom Helder Câmara (antiga Av. Suburbana) com Av. Pastor Martin Luther King (antiga Automóvel Clube), possuindo inclusive uma saída direta para a Linha Amarela, além de estar posicionado relativamente próximo à Linha Vermelha e a Av. Brasil.  Possuí ainda ligação direta com o metrô em Del Castilho, através de uma passarela que leva o consumidor direto para o interior do shopping. A proximidade com a linha férrea parece irrelevante, tendo como parâmetro as outras facilidades já mencionadas (Ver figura 5).  

 

Entretanto, apesar de antiga, do ponto de vista de sua antiga função, esta privilegiada localização geográfica foi ampliada a partir da construção da Saída 5 da Linha Amarela (articulada diretamente ao Shopping) e do acesso direto ao metrô. Estes ponto forami também elucidado na entrevista realizada junto a ANCAR, onde foi observado que ambas ligações se efetivaram a partir da atuação deste empreendedor junto ao Estado. Inclusive foi também percebido que ambas as vias (metroviária e rodoviária – Linha Amarela), tiveram suas construções concluídas em um período posterior à inauguração do Shopping, e que já era do conhecimento deste agente (o empreendedor comercial) tais (novas) possibilidades de acesso, podendo-se ratificar aí a importância de tal dimensão para implantação do shopping. 

 

Deste modo, podemos afirmar que a posição geográfica torna-se um fator preponderante em praticamente todo o processo de re-funcionalização, e de forma mais particular, no caso do Shopping Nova América. Esta afirmativa, todavia, se faz também presente no discurso do empreendedor, como foi visto na entrevista realizada. Nesta, observou-se que a estratégia do empresário estava ancorada na privilegiada posição geográfica desta forma, pois esta possibilitaria atração de um mercado consumidor extremamente diversificado, mediante a proximidade com a Linha Amarela e à estação metroviária. Neste sentido, o Shopping Nova América com a sua segmentação original (Outlet) articulada à proximidade com tais vias de acesso, acabou por atrair um público morador de bairros longínquos, inclusive parte daqueles residentes na Zona Oeste e mais particularmente na Barra da Tijuca, apontados, pelo empreendedor, como um grande mercado consumidor, conforme fora constatado na entrevista.

 

Para concluir, no que concerne a privilegiada posição geográfica desta forma ao longo do tempo, nota-se que o papel do Estado foi fundamental nos dois momentos distintos. Em um primeiro, ainda prenhe de uma função industrial, tal forma alcançou o seu apogeu em grande parte graças a linha férrea e a construção das antigas avenidas Suburbana e Automóvel Clube. Hoje, no entanto, não é diferente. Como foi explicitado acima e constatado na entrevista, a atual função só foi possível, também, pela atuação estatal no sentido de se construir a saída da Linha Amarela e do Metrô diretamente para o Shopping.

 

 

 

Figura 5: Shopping Nova América e o seu entorno (Foto de satélite).

Fonte: Disponível em Google Earth, 2008.

 

 

Por fim, notamos que a proximidade com a linha férrea hoje nos parece irrelevante, tendo como parâmetro às demais facilidades de acesso mencionadas. Contudo é possível destacar, portanto, que conforme nos aponta CORREA (2004), uma cidade e, neste caso, um objeto, uma forma, é possuidora de uma posição geográfica que é variável no tempo e no espaço. Por isso, se hoje esta nova função se torna possível graças uma posição privilegiada, do ponto de vista do empreendedor, esta só pôde ser efetivada a partir da atuação conjunta dos diferentes agentes modeladores do espaço urbano.

 

 

 

Considerações Finais

 

Devemos reiterar a posição de que a Geografia possuiu um importante papel na temática referente ao planejamento urbano, visto que esta ciência dispõe de um referencial teórico-metodológico suficiente para tornar plenamente inteligível a organização espacial das cidades – primeira grande atribuição de um planejador.

 

Posto isto, com o presente trabalho foi possível chegar a algumas conclusões e/ou confirmações:

 

- A posição geográfica da forma se apresenta como o diferencial para a escolha de suas novas funções. Calmon (2007) em seu estudo comparativo de duas friches com novos usos díspares, localizados na Avenida Dom Helder Câmara, concluiu que a posição geográfica interfere diretamente na atribuição de um novo uso, ao apresentar a intrusão do Norte Shopping em terreno antes pertencente à Klabin - papel e celulose, em uma área de fácil acesso e com um potencial mercado consumidor, comparando com a Comunidade Condomínio CCPL, ou seja, uma ocupação irregular da antiga fábrica da CCPL em uma área com alto índice de violência e favelização, com a paisagem cristalizada. Ao analisarmos o Shopping Nova América, confirmamos esta proposição ao observar que a acessibilidade foi um dos principais fatores para a escolha do local do shopping.

 

- A manutenção da forma nos aparece, no caso do Shopping Nova América, fundamentalmente como uma questão estratégica do empreendedor de re-valorização da história e preservação da memória urbana com o intuito desta característica peculiar deste shopping ser mais um atrativo ao consumidor que busca esta proximidade com a história do lugar, além de manter a representatividade simbólica e a identidade que os moradores do bairro possuíam para com fábrica.

 

Por fim, entendemos que as friches podem contribuir para o crescimento e desenvolvimento econômico local e quiçá regional, como foi possível observar com os exemplos da reutilização de friches em outros países, principalmente no continente europeu. Por tanto é possível concordar com Vasques ao dizer que, para as cidades, as friches podem muitas vezes ser um recurso, porque existe uma infra-estrutura que até certo ponto pode ser reaproveitada, e também uma responsabilidade, visto os reflexos da manutenção de uma forma degradada sem a atribuição formal de uma função no espaço.

 

Posto isso, esperaremos, assim, podermos contribuir, mesmo que minimamente, no sentido de elucidarmos um pouco mais esses pontos ainda nebulosos no que tange aos fatores que explicam os novos usos dados às antigas fábricas no Rio de Janeiro.

 

 

 

Referências bibliográficas

 

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[1] Geógrafa (UFRJ) e professora da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ) e da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC – RJ). E-mail: lizie_calmon@yahoo.com.br

[2] Geógrafo (UFRJ), pós-graduando em Sociologia Urbana (UERJ), professor da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ) e membro do Núcleo de Pesquisas em Geografia Histórica, coordenado pelo prof. Mauricio de Almeida Abreu (NPGH/UFRJ).  E-mail: marcusvinicius_gomes@yahoo.com.br

[3] Conceito criado no contexto da crise econômica de 1930 para dar conta do declínio industrial em larga escala de algumas regiões.

[4] JORNAL DO COMMERCIO, publicado em 08 de março de 1924. Acervo particular Companhia Nova América.

[5] Vide os trabalhos de Abreu (1996), Le Goff (1990), Lepetit e Puman (1993), dentre outros (ABREU, 1998).

[6] Disponível em http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaSecao.do?id=12297&retorno=paginaIphan (acessado em 30 de outubro de 2008).

[7] Este ponto também se faz presente no texto contido no sitio do Shopping Nova América, onde se chama atenção em especial para a simbologia que envolve a preservação daquela forma, a ver:

“O shopping cresceu, mas ainda preserva, com orgulho, o patrimônio histórico da cidade. E o nome, Nova América, permanece na memória de seus moradores, como símbolo de um tempo de grandes transformações e prosperidade”.( <http://www.novaamerica.com.br/historico.htm>.  Acesso em 10. set. 2008. 

[8] Esta estratégia nos aparece novamente de forma explicita quando observamos a criação de um ambiente dentro deste shopping, conhecido sob a alcunha de Rua do Rio onde se objetivou recriar a paisagem do centro da cidade do Rio de Janeiro em fins do século XIX  (Figura 4).


Ponencia presentada en el XI Encuentro Internacional Humboldt – 26 al 30 de octubre de 2009. Ubatuba, SP, Brasil.





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