Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 11161 al 11180 
AsuntoAutor
613/09 - La cuesti Noticias
614/09 - PROGRAMA Noticias
615/09 - Francia y Noticias
618/09 - El saqueo Noticias
619/09 - Crisis ec Noticias
617/09 - El defini Noticias
616/09 - O efeito Noticias
620/09 - Da guerra Noticias
Re: NoticiasdelCeH Vicente
621/09 - Caos afga Noticias
622/09 - Hablemos Noticias
623/09 - XI ENCUEN Noticias
624/09 - O Afegani Noticias
625/09 - XI ENCUEN Noticias
Rv: OtraMirada: En DELGADO
628/09 - ACTO DE A Noticias
627/09 - ¿Qué sign Noticias
626/09 - ACREDITAC Noticias
629/09 - Argentina Noticias
631/09 - Agro-capi Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 11417     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:Re: NoticiasdelCeHu 620/09 - SOBRE GUERRAS Y OTRAS YERBAS
Fecha:Domingo, 13 de Septiembre, 2009  11:32:48 (-0300)
Autor:Vicente Di Cione <geobaire @............ar>
En respuesta a:Mensaje 11416 (escrito por Noticias del CeHu)

Hola,
Lamentablemente "La guerra [Zeus?] es el padre y el rey de todas las cosas" (Heráclito dixit, frag. 53) en las geografías en las que compiten sociedades o grupos humanos con requerimientos de territorialización (geohistóricos) irreconciliables originados en diferencias "materiales" (eco-nómicas / eco-lógicas) o "culturales". Las diferencias estuvieron presentes el 100 % del tiempo, lo cual sugiere que el 25 % de los tiempos de paz (?)  fueron empeñados en la logística de la guerra y, por supuesto, en el sostenimiento de una multiplicidad guerras sin pólvora, silenciosas y persistentes. A tal efecto son suficientemente elocuentes las variaciones de las tasas demográficas y las variaciones de la distribución de la riqueza. Sobre el tema hay abundantes testimonios del pasado, pero mucho más observando las geografías actuales cotidianas, tanto banales (triviales, populares "vulgares", de la gente sencilla) como de las otras (no-banales o no-trivales ??). Las guerras con olor y ruido a pólvora, sean declaradas o no, son solo los epifenómenos de la dialéctica más profunda y persistente que combina las diferencias sociales objetivas y subjetivas. Lo que sorprende no son las guerras, las que son ya del orden de nuestra "segunda naturaleza", sino la imposibilidad de alcanzar la "paz perpetua" (En alusión al clásico libro de Kant, publicado o escrito en 1795, año del reparto de Polonia entre Austria y Rusia, de la demarcación de fronteras entre EEUU y las colonias españolas y el levantamiento de las Sans-culotte contra el hambre). En coincidencia con Fiori (autor de la nota) son muchos los indicios que nos autorizarían a permutar el fragmento de Heráclito por otro más acorde con nuestro tiempo: "el desarrollo desigual, combinado, contradictorio y complejo" es la razón esencial de las formas de hacer historia (de la historicidad) y de las formas de hacer la geografía real (geograficidad). Cordiales saludos. Vicente
 
 
 
 
 
 
EN ADELANTE AGRADECERÉ QUE ME ENVIEN MENSAJES SOLAMENTE A vdicione@yahoo.com Muchas gracias.
----- Original Message -----
Sent: Saturday, September 12, 2009 4:29 PM
Subject: NoticiasdelCeHu 620/09 - Da guerra ( José Luis Fiori ) ( Rumbo al XI EnHu, 11 )

NCeHu 620/09

XI ENCONTRO INTERNACIONAL HUMBOLDT

Crise Sistêmica: Regulação ou Ruptura?

Ubatuba, São Paulo – Brasil

26 a 30 de outubro de 2009

encuentrohumboldt- alta@eListas. net
cehumboldt@yahoo. com.ar
centrohumboldt_ br@hotmail. com


Da guerra

Entre 1495 e 1975, as Grandes Potências estiveram em guerra durante 75% do tempo, começando uma nova guerra a cada sete ou oito anos. As guerras foram a principal atividade dos estados nacionais europeus, durante seus cinco séculos de existência, e agora de novo, o século XXI já começou sob o signo das armas. Neste contexto, soa absolutamente cômica e desnecessária a justificativa de que as novas bases militares dos EUA, na Colômbia, tem a ver com o combate ao narcotráfico e a guerrilha local.

Carta Maior, 09/09/2009

Entre 1495 e 1975, as Grandes Potências estiveram em guerra durante 75% do tempo, começando uma nova guerra a cada sete ou oito anos. Mesmo nos anos mais pacíficos deste período, entre 1816 e 1913, estas potências fizeram cerca de 100 guerras coloniais. E ao contrário das expectativas, a cada novo século, as guerras foram mais intensas e violentas do que no século anterior (J. Levy, “War in the modern Great Power System”, Ky Lexington, 1983). Por isso, se poder dizer que as guerras foram a principal atividade dos estados nacionais europeus, durante seus cinco séculos de existência, e agora de novo, o século XXI já começou sob o signo das armas. Mas apesar disto, segue sendo um tabu falar e analisar objetivamente o papel das guerras na formação, na evolução e no futuro do sistema inter-estatal capitalista, que foi “inventado” pelos europeus, nos séculos XVI e XVII, e só se transformou num fenômeno universal, no século XX. Talvez, porque seja muito doloroso aceitar que as guerras não são um fenômeno excepcional, nem decorrem de uma “necessidade econômica”. Ou porque seja muito difícil de entender que elas seguirão existindo, mesmo que não ocorram enfrentamentos atômicos entre as Grandes Potências, porque elas não precisam ser travadas para cumprir seu “papel” dentro do sistema inter-estatal. Basta que sejam planejadas de forma complementar e competitiva.

A primeira vista, tudo isto parece meio absurdo e paradoxal. Mas tudo fica mais claro quando se olha para o começo desta história, e se entende que o sistema mundial em que vivemos, foi uma conquista progressiva dos primeiros estados nacionais europeus. E desde os seus primeiros passos, este sistema nunca mais deixou de se expandir, “liderado” pelo crescimento competitivo e imperial de suas Grandes Potências, que lutam permanentemente para manter ou avançar sua posição relativa dentro do sistema. Por isto, tem razão o cientista político norte-americano, John Mearsheimer, quando diz que “as Grandes Potências têm um comportamento agressivo não porque elas queiram, mas porque elas têm que buscar acumular mais poder se quiserem maximizar suas probabilidades de sobrevivência, porque o sistema internacional cria incentivos poderosos para que os estados estejam sempre procurando oportunidades de ganhar mais poder às custas dos seus rivais...”. (Mearsheimer, “The tragedy of the great powers”, 2001: 21).

Neste processo competitivo, a guerra, ou a ameaça da guerra, foi o principal instrumento estratégico utilizado pelos estados nacionais, para acumular poder e definir a hierarquia mundial. E as potências vencedoras - que se transformaram em “líderes” do sistema - foram as que conseguiram conquistar e manter o controle monopólico das “tecnologias sensíveis”, de uso militar. Por sua vez, esta competição pela ponta tecnológica, e pelo controle monopólico dos demais recursos bélicos, deu origem à uma dinâmica automática e progressiva, de preparação contínua para as guerras. Numa disputa que aponta todo o tempo, na direção de um império único e universal. Mas, paradoxalmente, este império não poderá ser alcançado sem que o sistema mundial perca sua capacidade conjunta de seguir se expandindo. Por que? Porque a vitória e a constituição de um império mundial seria sempre a vitória de um estado nacional específico. Daquele estado que fosse capaz de impor sua vontade e monopolizar o poder, até o limite do desaparecimento dos seus competidores. Se isto acontecesse, entretanto, acabaria a competição entre os estados, e neste caso, os estados não teriam como seguir aumentando o seu próprio poder.

Ou seja, neste sistema inter-estatal inventado pelos europeus, a existência de adversários é indispensável para que haja expansão e acumulação de poder, e a preparação contínua para a guerra é o fator que ordena o próprio sistema. Assim mesmo, como a “potência líder” também precisa seguir acumulando poder, para manter sua posição relativa, ela mesma acaba atropelando as instituições e os acordos internacionais que ajudou a criar num momento anterior. Ela é quem tem maior poder relativo dentro do sistema, e por isto, ela é que acaba sendo, quase sempre, a grande desestabilizadora de qualquer ordem internacional estabelecida.

Agora bem, a preparação para a guerra, e as próprias guerras, nunca impediram a complementaridade econômica e a integração comercial e financeira, entre todos os estados envolvidos nos conflitos. Pelo contrário, a mútua dependência econômica sempre foi uma peça essencial da própria competição. Às vezes, predominou o conflito, às vezes a complementaridade, mas foi esta “dialética” que se transformou no verdadeiro motor político-econômico do sistema inter-estatal capitalista, e no grande segredo da vitória européia, sobre o resto do mundo, a partir do século XVII.

Entre 1650 e 1950, a Inglaterra participou de 110 guerras aproximadamente, dentro e fora da Europa, ou seja, em média, uma à cada três anos E entre 1783 e 1991, os Estados Unidos participaram de cerca de 80 guerras, dentro e fora da América, ou seja, em média, também, uma a cada três anos. (M. Coldfelter, “Warfare and armed conflicts”, MacFarland, Londres, 2002). Como resultado, neste início do século XXI, os Estados Unidos tem acordos militares com cerca de 130 países, ao redor do mundo, e mantém mais de 700 bases militares, fora do seu território. E assim mesmo, devem seguir se expandindo - independente de qual seja o seu governo - sem precisar ferir necessariamente o Direito Internacional, e sem precisar dar explicações a ninguém. Por isto, soa absolutamente cômica e desnecessária a justificativa de que as novas bases militares dos EUA, na Colômbia, tem a ver com o combate ao narcotráfico e a guerrilha local, assim como os argumentos que associam a instalação do escudo anti-mísseis dos EUA, na fronteira com a Rússia, com o controle e bloqueio de foguetes iranianos. Como soa ridícula, neste contexto, a evocação do “princípio básico da não ingerência”, na defesa das decisões colombianas, polacas ou checas. Neste “jogo” não há limites e por mais lamentável que seja, os “neutros” são irrelevantes ou sucumbem, e só lhes restam duas alternativas, para os que não aceitam aliar-se ou submeter-se à potencia expansiva: no caso dos mais fracos, protestar; e no caso dos demais, defender-se.

José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.







Crea tu propia Red Social de Noticias
O participa en las muchas ya creadas. ¡Es lo último, es útil y divertido! ¿A qué esperas?
es.corank.com

--------------------------------------------------------------------- 
Tu dirección de suscripción a este boletín es humboldt-alta@eListas.net. 
Para darte de baja, envía un mensaje a  
humboldt-baja@eListas.net 
Para obtener ayuda, visita http://www.eListas.net/lista/humboldt 





Crea tu propia Red Social de Noticias
O participa en las muchas ya creadas. ¡Es lo último, es útil y divertido! ¿A qué esperas?
es.corank.com