Inicio > Mis eListas > humboldt > Mensajes

 Índice de Mensajes 
 Mensajes 11121 al 11140 
AsuntoAutor
581/09 - Trabajo d Noticias
580/09 - Argentina Noticias
583/09 - A NATO pr Noticias
582/09 - Carta abe Noticias
586/09 - Argentina Noticias
584/09 - Trelew, e Noticias
585/09 - Argentina Noticias
587/09 - Argentina Noticias
588/09 - ÁREAS VER Noticias
590/09 - Golpes su Noticias
589/09 - Afganistá Noticias
591/ 09 - Capitali Noticias
592/09 - A influên Noticias
593/09 - Bibliogr Noticias
594/09 - Derrota d Noticias
592/09 - A influên Noticias
=?utf-8?B?Tk9BTSBD Charles
596/09 - O turno d Noticias
595/09 - Declaraçã Noticias
597/09 - Las bases Noticias
 << 20 ant. | 20 sig. >>
 
Noticias del Cehu
Página principal    Mensajes | Enviar Mensaje | Ficheros | Datos | Encuestas | Eventos | Mis Preferencias

Mostrando mensaje 11386     < Anterior | Siguiente >
Responder a este mensaje
Asunto:NoticiasdelCeHu 595/09 - Declaração sobre as bases dos Estados Unidos na Colômbia ( Pólo Democrático Alternativo )
Fecha:Sabado, 29 de Agosto, 2009  17:01:43 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <noticias @..............org>

NCeHu 595/09

www.centrohumboldt.org 


Declaração sobre as bases dos Estados Unidos na Colômbia
Uma plataforma para a expansão do belicismo dos EUA

A decisão dos EUA de instalarem 7 bases militares na Colômbia é mais um facto concreto a comprovar como foram injustificadas as esperanças e a alegria pela eleição de Barack Obama.
Esta decisão, que não pode ser desligada do golpe de Estado nas Honduras, são factos que comprovam a decisão de Obama de tentar impor o imperialismo norte-americano por meios militares.
Publicamos hoje a declaração do partido colombiano Pólo Democrático Alternativo sobre a aberrante e anticonstitucional submissão de Uribe ao belicismo imperial de Barack Obama.
Pólo Democrático Alternativo (Comité Executivo Nacional) - 29.08.09

1. O Governo de Álvaro Uribe anunciou a intenção de acordar com os Estados Unidos o uso de bases militares em território nacional através de um acordo que poria á sua disposição todo o território colombiano para todo o tipo de operações dentro e fora do país. Com as primeiras, intromete-se um exército estrangeiro no conflito interno, aumenta-se a confrontação e afasta-se a paz. Com as segundas, a Colômbia converte-se numa plataforma para a consolidação e a expansão bélica desta potência, que afecta não só a estabilidade dos governos democráticos e progressistas, como também os importantes projectos de integração Latino-americana e do Caribe.

2. Para além da indigna condição a que fica submetida a soberania nacional, é evidente que tal decisão faz da Colômbia uma ponta de lança das pretensões do governo dos Estados Unidos e dos seus aliados para agredir os estados latino-americanos que não lhes são afectos ou que poderiam debilitar a sua hegemonia continental, e soma-se á ofensiva de forças reaccionárias e do império que, como nas Honduras, provocaram o Golpe de Estado contra o Presidente legítimo desse país, José Manuel Zelaya,

3. Esta aberrante concessão é contrária á Constituição. Nem os artigos respeitantes a estes assuntos, nem as instâncias que deveriam ter sido consultadas, foram respeitados. É uma das mais flagrantes violações que este governo cometeu contra o Estado Social de Direito.

4. A guerra é um negócio de um reduzido grupo de empresas multinacionais que dependem dos contratos de segurança e de defesa do Departamento de Estado e do Pentágono. Sob o sofisma da luta contra o narcotráfico e o terrorismo, existem suculentos negócios do complexo militar industrial estadounidense, que incluem desde as fábricas de armas e munições até ás firmas contratadoras de mercenários á escala global.

5. O aprofundamento da submissão militar da Colômbia é a continuação da fracassada política anti-drogas engendrada no Plano Colômbia. Com ele se ampliaram os danos económicos, sociais e ambientais que se sofreram por mais de uma década, e se agravará ainda mais a crise humanitária e de direitos humanos.

6. Um facto ainda mais inadmissível é o expediente de dar a imunidade jurídica aos militares e mercenários norte-americanos para toda a espécie de delitos cometidos na Colômbia, os quais terão o estatuto diplomático. Os antecedentes das condutas delituosas dos efectivos do exército dos Estado Unidos – aqui e em outros países – permitem concluir que esta imunidade é a completa impunidade.

Por estas considerações, o Pólo Democrático Alternativo – PDA – decide:

a). Convidar as Forças Políticas e Sociais, os democratas, os Intelectuais e os Defensores de Direitos Humanos da Colômbia e do Continente, a reunirmo-nos de imediato para aprovar uma AGENDA COMUM e um PRONUNCIAMENTO contra este Acordo que fragiliza a soberania nacional e afecta a estabilidade democrática e pacífica da região.

b). Convocar a JORNADA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E PROTESTO contra a Guerra, as Bases Militares na Colômbia, pela Soberania Nacional e a Paz na Região.

c). Impulsionar uma CAMPANHA NACIONAL E CONTINENTAL contra a militarização e a intervenção dos Estados Unidos na América Latina, a que, esperamos, se juntem as Forças Progressistas e Democráticas do mundo.

d). Expressar os nossos sentimentos de fraternidade, solidariedade e apoio a todos os países latino-americanos, aos seus povos e aos governos que legitimamente os representam.



* O Pólo Democrático Nacional é um partido de oposição a Álvaro Uribe, onde está um vasto leque de pessoas com posições diversas que vai desde liberais a comunistas.