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Asunto:NoticiasdelCeHu 467/08 - EE.UU. - Vitória da democracia ou crise do regi me político norte-americano?
Fecha:Viernes, 7 de Noviembre, 2008  12:03:54 (-0300)
Autor:Noticias del CeHu <ncehu @..................ar>

NCeHu 467/08
 

Fuente: Causa Operária ( Brasil ).
 
Barack Obama é o 44º presidente norte-americano
Vitória da democracia ou crise do regime político norte-americano?

O resultado das eleições norte-americanas revela a profunda derrota imposta ao imperialismo pela luta das massas mundialmente que esmagou o governo Bush. O colapso conjunto dos dois partidos do imperialismo permitiu a ascensão de Obama

6 de novembro de 2008

Tendo reunido 63.084.590 votos, Obama ultrapassou seu adversário, o senador Republicano pelo estado do Arizona, John McCain, que ficou com 55.847.367 votos.

Trata-se de uma vitória esmagadora, apesar das tentativas do Partido Republicano para manter uma pequena margem. O Partido Republicano sai das eleições liquidado por todo um período e com um enorme fracasso de toda a sua ofensiva política internacional.

A votação apresenta, em contraste com as eleições de 2004, não apenas um crescimento dos democratas, mas acima de tudo um recuo significativo na base de apoio do Partido Republicano.

Em 2004, George W. Bush se elegeu com 62.040.610 votos, enquanto seu adversário Democrata, John Kerry, ficou com 59.028.444. Ou seja, ao passo que os Democratas conseguiram aumentar sua votação em mais de quatro milhões de votos, os Republicanos encolheram mais de seis milhões.

Desde o ano 2000, que resultou no primeiro mandato de George W. Bush, derrotado no voto popular por uma margem de cerca de meio milhão de votos, porém empossado após a decisão do colégio eleitoral, a votação do partido Republicano oscilou de 50,5 milhões de votos em 2000, para 62 milhões em 2004 e 55,8 milhões em 2008 em uma eleição em que podia entrever as tendências ao esgotamento do governo Bush e que foi denunciada como uma fraude.

Os Democratas, por sua vez, alcançaram 50,9 milhões de votos em 2000, 59 milhões em 2004 e os atuais 63 milhões obtidos por Obama em 2008. Esta escalada nada tem a ver com uma preferência popular em relação aos democratas, mas reflete de maneira indireta e atenuada a profunda queda dos republicanos.

As eleições foram marcadas também, por este mesmo motivo, pelo crescimento em geral da participação do eleitorado, que cresceu substancialmente desde o primeiro mandato de Bush.

Obama se beneficiou deste crescimento do eleitorado e, segundo o New York Times, particularmente do crescimento da participação dos negros na eleição, uma vez que representam cerca de 13% dos votantes, comparados com os 11% nas eleições parlamentares de 2006, que garantiram uma maioria democrata na câmara dos deputados.

A grande votação, assim como a mobilização das bases democratas em torno de Obama, mostra mais que as tradicionais manobras da burguesia imperialista norte-americana, mostra a tendência das massas a uma enorme guinada à esquerda que vai muito além do voto nos democratas.

Esmagamento da política imperialista


Os resultados não permitem atribuir a vitória à vontade de mudança como o fez o próprio Obama e como o faz toda a imprensa capitalista internacional para disfarçar o fundo do problema colocado pela eleição norte-americana.

Seria igualmente infantil atribuir o resultado eleitoral à crise financeira ou ao criminoso pacote de Bush, amplamente repudiado na população, mas que também foi apoiado pelos democratas e pelo próprio Obama.

O fenômeno fundamental que se manifesta nestas eleições é o esmagamento da ofensiva política do imperialismo em escala nacional e mundial pela enorme resistência que lhe opuseram as massas do mundo inteiro.

No centro destes acontecimentos está a resistência iraquiana e afegã à invasão imperialista, mas também a crise dos regimes pró-imperialistas em todo o mundo que agora atingiu um novo patamar com a crise econômica.

Toda a festa em torno da vitória do “primeiro presidente negro” busca esconder este fato fundamental. Da mesma forma que o governo Carter representou a liquidação da ofensiva do imperialismo, em particular do imperialismo norte-americano, com as ditaduras na América Latina e em todo o mundo como resposta à Revolução Cubana e à crise dos anos 60, a vitória de Obama representa o reconhecimento pelo imperialismo da ofensiva política, ideológica e econômica iniciada com a crise dos países do Leste Europeu e que culminou na invasão do Iraque. Uma ofensiva que pretendia inaugurar uma “nova ordem mundial” e que os neo-conservadores anunciaram como sendo o “século americano”.

O fracasso é completo e toda a encenação eleitoral visa apenas e tão somente ocultar este fato fundamental da política mundial. O imperialismo norte-americano e mundial foi obrigado a dar uma guinada de 180 graus para enfrentar as conseqüências da crise. Obama neste sentido, não é uma vitória das massas, mas é o resultado indireto e confiscado da vitória obtida até aqui pelas massas contra o o imperialismo.

O que revela claramente este fato é que Bush, identificado com a política que acaba de ser impugnada foi cuidadosamente escondido do eleitorado e de toda a propaganda eleitoral, justamente para não chamar a atenção de que foi esmagado e que o resultado eleitoral é, acima de tudo, um reflexo da profunda rejeição à sua política, que não é pessoal, mas é política própria do imperialismo mundial.

O papel fundamental de Obama é o de controlar as fortes tendências de crise presentes dentro dos EUA onde é impossível já ocultar a tendência geral ao ascenso das massas.

Neste sentido, Obama permitiu apenas que um dos partidos do imperialismo norte-americano canalizasse temporariamente para o terreno do regime imperialista o enorme descontentamento popular para as do regime político onde, por um complexo mecanismo de filtro, este descontentamento se expressa no apoio a uma das duas candidaturas do establishment.

Neste sentido, é significativo notar ainda a derrota imposta à Hillary Clinton durante as prévias do Partido Democrata neste ano, afastada pela preferência dos eleitores que se registraram para votar no partido.

Hillary seria a nomeação natural dos Democratas para a disputa. A imprensa internacional chegou a assinalar ainda que, em grande medida, esta derrota no decorrer das prévias, se deu em função de um grande número de novos eleitores terem se registrado. Isto teria fortalecido a candidatura Obama dentro do Partido Democrata e se tornado uma condição para a vitória juntamente com o esvaziamento generalizado dos Republicanos.

Na realidade, Clinton foi uma vítima da percepção que as cúpulas imperialistas têm da crise. O imperialismo sentiu que não seria capaz de controlar a crise com um governo democrata, mas bushista. Era necessária uma mudança mais profunda nos métodos.

Embora Obama não seja capaz de promover qualquer mudança efetiva, estando sob o controle de toda a cúpula Democrata e ligado aos interesses dos verdadeiros donos do mundo, saiu vitorioso, pois o colapso do conjunto da ala direita dos Democratas e dos Republicanos o permitiu.

Isso significa que a vitória democrata foi um plano de contingência e não o funcionamento normal do regime imperialista. Daí que a tendência de crise do regime se manifeste tanto dentro do próprio Partido Democrata como dentro do Partido Republicano.

O esmagamento dos Republicanos


É incorreto dizer que a vitória do Partido Democrata é idêntica à do Partido Republicano. Isso é assim para definir a classe social no governo, ou seja, a burguesia imperialista, que não mudou. No entanto, não é suficiente para definir em que condições se dá o governo desta classe e este segundo fator é o decisivo neste momento. A vitória de Obama não é como foi a vitória de Bill Clinton, que em todos os sentidos praticamente deu continuidade ao governo do velho Bush, assim como Lula deu continuidade à política de FHC.

A vitória de Obama expressa um princípio de instabilidade no regime político norte-americano. Expressa justamente como tentativa do imperialismo de controlar esta instabilidade e esta crise, mas de qualquer modo o importante neste caso é o enfraquecimento do regime político do imperialismo porque esta é a condição fundamental para o avanço da luta das massas.

Os Republicanos sofreram um retrocesso em posições históricas do partido.

Os estados de New Hampshire, Novo México, Carolina do Norte, Colorado e Virgínia foram os que reverteram os resultados das últimas eleições dando vitória aos democratas com a indicação de 46 delegados dos 349 obtidos por Obama.

A vitória nos estados mais importantes e com o maior número de delegados, como a Flórida (27) Nova Iorque (31) e Califórnia (55) consolidaram a maioria necessária à vitória de Obama que já contava com uma vitória segura em estados que delegaram votos em favor dos Democratas nas últimas eleições, como Washington, Oregon, Minnessota e outros.

A consolidação da maioria Democrata no Congresso norte-americano também retira em grande medida o poder da minoria republicana de exercer, por meio do parlamento, uma pressão decisiva sobre o novo governo.

Os Democratas renovaram um terço de sua bancada no Senado garantindo a maioria na câmara alta saltando de 51 para 56 cadeiras na casa. Figuras Republicanas de renome como Elizabeth Dole, da Carolina do Norte e John Sununu em New Hampshire foram engolidas pelo crescimento da votação democrata.

A maioria de 60 cadeiras, suficientes para obstaculizar qualquer proposta dos Republicanos, está perto de ser atingida pelo Partido Democrata, que conta com 59 deputados, superando os 57 assentos na casa que possuíam em 1994, durante o governo de Bill Clinton. Os republicanos que contavam com 49 cadeiras, ficaram com 41.

Na Casa dos Representantes, a câmara dos deputados norte-americana, a ampla maioria obtida já em 2006 foi confirmada. Os Democratas saem das eleições com 258 assentos, contra os 177 dos republicanos, em um total de 435. Pela primeira vez em 35 anos, os Democratas garantiram a representação dos estados do Noroeste norte-americano, além de todas as vagas correspondentes.

Apesar da intensa campanha conduzida pela imprensa burguesa internacionalmente para transformar a eleição do novo presidente dos EUA em uma verdadeira festa internacional, demonstrando o suposto júbilo e congraçamento da população mundial ao ver vitorioso nas urnas o candidato negro e senador pelo estado de Chicago, Barack Obama, as eleições são uma expressão da profunda derrota sofrida pela política do imperialismo norte-americana e do impedimento imposto pela luta das massas mundialmente à continuação de seus planos.

A derrota republicana não é apenas a derrota de um partido, mas da perspectiva fundamental do imperialismo representada por este partido. A função do partido democrata será a de levar adiante a mesma política em condições de crise e procurando controlar com seus próprios métodos as tendências das massas.

A intervenção das massas na crise

A eleição de Obama não foi um fato isolado, mas é um capítulo tanto da longa crise do Partido Republicano e da política imperialista, bem como da evolução das massas em escala mundial e nacional.

A reação popular ao pacote de salvação dos especuladores de Wall Street foi um sinal claro da evolução geral da população.

Os analistas superficiais que vêem a crise capitalista como crise econômica ou como fato isolado da luta de classes mundial, não compreendem que a crise na economia é uma parte no desenvolvimento geral da crise mundial do imperialismo dada pela resistência dos povos oprimidos e das massas em todo o mundo e dentro dos EUA e que a eleição de Obama é um sinal de que esta crise tende a se acentuar de maneira qualitativa no próximo período. Os sinais estão aí na crise do Estado de Israel, no desenvolvimento da crise latino-americana, no colapso do governo pró-imperialista do Paquistão e em muitos outros episódios menores.

O desenvolvimento da luta das massas e da crise capitalista estão dialeticamente entrelaçados e o processo central por detrás da crise é a evolução da luta das massas em todo o mundo contra os aparelhos de contenção estabelecidos pela burguesia mundial. A onda revolucionária dos anos 70 e 80 foi contida por uma política mundial de frente popular combinada com uma política de violência por parte do imperialismo. A próxima etapa será marcada pelo aprofundamento desta contradição e com a crise dos mecanismos de contenção, inclusive nos países imperialistas.

Detrás da ofensiva ideológica do imperialismo, agora já anacrônica, contra a revolução proletária, desenvolve-se um amplo processo de reagrupamento das massas através da experiência do último período com os amortecedores políticos democráticos em todo o mundo.

A vitória de Obama, retirando de cena os falcões do imperialismo e colocando uma pomba para fazer ampla demagogia política e social é o mais importante sinal desta nova etapa política impulsionada pelo vendaval que varre a economia capitalista de um lado ao outro do globo.