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Asunto:[encuentrohumboldt] 43/14 - SHOPPING CENTERS E CONDOMÍNIOS FECHADOS: R ELAÇÕES ENTRE OS DOIS MODELOS DE EMPREENDIMENTOS NAS CIDADES
Fecha:Sabado, 2 de Agosto, 2014  12:36:26 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

SHOPPING CENTERS E CONDOMÍNIOS FECHADOS:

RELAÇÕES ENTRE OS DOIS MODELOS DE EMPREENDIMENTOS NAS CIDADES

 

 

Luiz Henrique Mateus Lima

Mestrando no programa de Pós-Graduação em Geografia

UNESP - Presidente Prudente (SP) – Brasil

 

 

Surgindo no Brasil entre as décadas de 1960 (Shopping Center) e 1970 (Condomínio Fechado), esses empreendimentos se tornaram comuns em cidades brasileiras, representando uma forma de afastamento das classes que dispõem de um poder aquisitivo maior visando manter distância dos “indesejados”, ou seja, das classes que vivem de uma renda inferior e com isso não tem condições de consumir (no caso do shopping) ou viver (no caso dos condomínios fechados) em empreendimentos com estrutura semelhante. Esses ambientes cercados por muros e constantemente vigiados por seguranças treinados ou por câmeras passam a sensação de segurança que as pessoas necessitam dia a dia, e isso resulta da exclusão dos desprivilegiados, a quem eles consideram como perigosos para o convívio. As incorporadoras utilizam o solo urbano para a implantação de empreendimentos fechados cujo objetivo é evitar, tanto quanto possível, o que acontece do lado de fora, na “cidade insegura”, e para isso não medem esforços, ou seja, empregam estratégias de separação em relação aos espaços da pobreza e a evitação, sempre que possível, dos espaços públicos. Uma forma cada vez mais generalizada de promover o “escapismo das elites” é, portanto, através dos condomínios fechados, vistos como locais seguros – as próprias incorporadores fazem questão de destacar isso – onde existe segurança e vigilância 24 horas. Locais destinados ao lazer e, principalmente, onde a vizinhança é homogênea, ou seja, o morador ali vive entre semelhantes.

 

Para Padilha (2006, p. 30), um “shopping center constitui-se, na sociedade capitalista, num espaço privado de consumo individual que oferece estrategicamente o lazer como atrativo importante”. No Brasil, os shopping centers seguiram o padrão norte-americano, sendo utilizados como uma referência estrangeira para a imagem de inovação (PADILHA, 2006). Nos Estados Unidos, os shopping centers tem suas origens no período pós-guerra, quando estava em evidência um crescimento econômico. É importante levar em conta as diferenças entre EUA e Brasil, já que, embora a influência tenha que ser considerada, lá eles foram implantados em subúrbios, buscando atender as necessidades desses espaços residenciais, com importância muito menor dada à segurança. Por outro lado, no Brasil especificamente, os shopping centers costumam ser locais privados de lazer destinado às classes mais privilegiadas da população, local em que essas classes encontram a segurança que eles não encontram em ambientes públicos.

 


 Esta ponencia será expuesta durante el XVI Encuentro Internacional Humboldt, a desarrollarse entre los días 06 y 10 de octubre próximos en San Carlos de Bariloche, provincia de Río Negro, Argentina.






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