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Asunto:[encuentrohumboldt] 18/14 - TRABALHO, CULTURA E REPRESENTAÇÃO: AS MU DANÇAS SOCIOESPACIAIS DOS ESPAÇOS URBANOS-FABRIS NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO-RJ
Fecha:Jueves, 10 de Julio, 2014  09:15:42 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

TRABALHO, CULTURA E REPRESENTAÇÃO: AS MUDANÇAS SOCIOESPACIAIS DOS ESPAÇOS URBANOS-FABRIS NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO-RJ

 

João Marçal Bodê de Moraes

 Doutor em Geografia Humana

Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ

São Gonçalo-Estado do Rio de Janeiro/Brasil

 

Este trabalho faz uma análise dos espaços urbanos segundo as práticas sociais geradas em meio às transformações da cidade de São Gonçalo, ou seja, como os trabalhadores relacionam e delimitam concreta e simbolicamente os seus espaços. A observação dos marcos simbólicos do espaço social nos bairros, do processo de urbanização e do espaço urbano-industrial, dos diferentes processos de industrialização, bem como do papel da acumulação de capital e do Estado na organização espacial, dos fatores de localização industrial e sua relação com as cidades em diferentes escalas, redes, hierarquias, assim como do processo de metropolização, foram pontos fundamentais articulados como base para as reflexões.

Considerada periférica, São Gonçalo é uma cidade onde se encontram bairros populares, com cultura e valores diferentes de bairros de classe média, em que todo tipo de estigma é possível, como, por exemplo, o de ser uma “cidade-dormitório” - aquela em que os moradores não possuem nenhuma relação com o lugar. Mas o que se observa é uma situação inversa: há uma forte ligação de pertencimento com o lugar. A pesquisa mostrou os espaços e as relações sociais e identitárias da cidade, analisando os processos de transformação da classe trabalhadora do município e as suas relações com um território também em transformação, ressaltando-se que as mudanças no trabalho e na organização social lá ocorridas vêm alterando estas relações, com a inserção de novas atividades econômicas na região distintas das atividades tradicionais que compuseram o imaginário de “cidade”, de “trabalho” e de “trabalhadorque antes havia – principalmente no distrito de Neves, que mais guarda esta “tradição do trabalho” por ter sido uma área que recebeu os maiores investimentos econômicos na fase de crescimento e que formou uma base operária marcante, como a do operariado naval. A pesquisa, portanto, focalizou este fenômeno urbano segundo as questões levantadas pelos trabalhadores de São Gonçalo e suas representações dos espaços por meio da ligação com o lugar em que vivem.

Atualmente, São Gonçalo possui um complexo fabril diversificado e contíguo, que, embora hoje considerado “decadente”, existe desde a década de 1930, sendo este um município que tradicionalmente também contou com atividades econômicas expressivas (parque industrial naval e indústrias pesqueiras, entre outras). A dinâmica da cidade e especificamente do bairro de Neves onde estão concentradas essas atividades. Utilizo uma abordagem particular da ocupação espacial, considerando alguns aspectos, entre os quais os marcos espaciais e simbólicos que constituíram a cidade de São Gonçalo e que ainda são um referencial para aquela população. Nesta região, localizam-se vários espaços voltados para os trabalhadores de empresas (conjuntos residenciais, sindicatos e clubes).

Assim, a pesquisa visou a investigar este espaço social hoje constituído, mediante o processo de reestruturação produtiva e da (re)significação das relações sociais e culturais que ele ocasiona. Portanto, para compreender o fenômeno urbano que ocorre em São Gonçalo, sobretudo no que tange à esfera operário-fabril e suas facetas, considero relevante a investigação da construção do espaço social sobreposto ao espaço físico/geométrico transformado pelo seu uso por meio do trabalho e pelas diferentes formas de apropriações simbólicas implicadas.

 

 


  Esta ponencia será expuesta durante el XVI Encuentro Internacional Humboldt, a desarrollarse entre los días 06 y 10 de octubre próximos en San Carlos de Bariloche, provincia de Río Negro, Argentina






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