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Asunto:[encuentrohumboldt] 35/14 - O RESGATE DO IMPERIALISMO NA INTERPRETAÇÃO D AS TENSÕES DE TERRITORIALIDADES E A REFUNDAÇÃO DO ESTADO NA AMÉRICA LATINA
Fecha:Jueves, 31 de Julio, 2014  16:58:52 (-0300)
Autor:Encuentro Humboldt <encuentro @..............org>

O RESGATE DO IMPERIALISMO NA INTERPRETAÇÃO DAS TENSÕES DE TERRITORIALIDADES E A REFUNDAÇÃO DO ESTADO NA AMÉRICA LATINA

 

 

Dr. Marcos César Araujo Carvalho

Faculdade de Formação de Professores – UERJ – São Gonçalo - RJ, Brasil.

Msc. Rodrigo Pina

Colégio Pedro II – Rio de Janeiro, Brasil.

Msc. Marcus Vinícius Castro Faria

Universidade Federal Fluminense – Niterói – RJ, Brasil.

 

 

A produção teórica sobre o imperialismo quase sempre foi marginalizada e passou por avanços e retrocessos nos ambitos acadêmico e político. Esse conceito foi analisado predominantemente sob um viés economicista e interpretado sob uma perspectiva negativizada, haja vista que o imperialismo se torna afamado por formar parte de uma teoria crítica de caráter revolucionário. Nos últimos anos tomou corpo o debate acerca da validade da categoria imperialismo para a interpretação das questões  de natureza geopolítica e geoeconômica na América Latina, região na qual o debate foi silenciado durante anos. O imperialismo como teoria e prática sofre avanços e mutações que exigem um resgate constante e uma atualização crítica aprofundada. Vivemos em tempos e terrenos re-imperializados e marcados não somente pela colonialidade, mas igualmente por uma imperialidade do poder, onde o sentido do mundo se define a partir de uma certa razão imperial, nos termos de David Slater e Heriberto Cairo. O recrudescimento das ações imperialistas no contexto da crise do capitalismo possibilitou o retorno do imperialismo para o debate crítico na América Latina, assim como a diversificação das ações e manifestações anti-imperialistas. A acentuação das desigualdades sociais em grande parte dos Estados latino-americanos desmentiam as sínteses discursivas voltadas para o desmonte do Estado e para a abertura da economia nacional como forma de inserção soberana na economia mundial. A classe trabalhadora urbana, campesinos, populações indígenas de diferentes nacionalidades, afrodescendentes etc. vivenciaram a degradação cotidiana do seu modo de vida e perceberam a necessidade de resistir a esse processo como forma de garantir a sua própria existência. Dessa forma, a territorialidade do Estado é confrontada com uma miríade de territorialidades subalternas que emergem a cena política e passam a exigir direitos. O anti-imperialismo na atualidade também deve ser reinterpretado a partir de novas perspectivas analíticas e em diferentes escalas. Com um repertório amplo e difuso de dominação, a imperialidade hegemônica incita diferentes tensões de territorialidades, tanto no plano teórico quanto no plano prático, tanto inter quanto intra-estatal. O caso da Bolívia é evidente, pois esse Estado passou por uma refundação que permitiu, a partir de mudanças constitucionais, se relacionar de uma maneira diferente com o imperialismo brasileiro e reconhecer diferentes nacionalidades e seus respectivos direitos, assumindo juridicamente seu caráter de Estado Plurinacional. No contexto de ambivalência das relações de dominação/resistência interestatais na América Latina, ocorreram na Bolívia alguns impasses e tensões envolvendo empresas transnacionais brasileiras. A tensão com a Petrobras, por exemplo, revelou-se o ponto mais difícil quando da “nacionalização” dos hidrocarbonetos, em 2006. A tese do imperialismo brasileiro tem como um de seus fundamentos a interpretação que alguns países fazem de suas relações assimétricas com Brasil, cuja hegemonia tem sido criticada pelo papel de protagonista que desempenha no contexto regional. O imperialismo brasileiro tem como seu principal vetor de dominação a associação do Estado brasileiro com algumas empresas públicas e privadas que atuam em diversos setores da economia, desencadeadores de tensões interestatais.

Palavras-chave: Imperialismo, Antiimperialismo, América Latina, Territorialidades, Refundação do Estado

 


Esta ponencia será expuesta durante el XVI Encuentro Internacional Humboldt, a desarrollarse entre los días 06 y 10 de octubre próximos en San Carlos de Bariloche, provincia de Río Negro, Argentina.






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